O Tesouro De Anubis

2 Vovó Margarida! Um sorriso amedrontador.


Notas iniciais
Yo!!! Tem alguém acompanhando a história?? Espero que gostem do capítulo! Ah, e obrigado por comentar Lady-chan!!!

Até la em baixo! o/

Senti uma luz intensa e dourada passar por mim. Acabei acordando por conta disso. Semi abri meus olhos, e me deparei com uma linda paisagem. Estamos passando por uma estrada, que do lado esquerdo só tem mato. Tem muitas árvores; a maioria de aparência antiga. Ao lado direito tem um cercadinho de ferro, velho e pequeno. Mas o que mais chamava atenção, era o Sol começando a nascer; lançando seus primeiros raios solares, dourados e puros. Olhei para mamãe, e ela parece estar cansada. Será que está se sentindo bem?

– Mãe?

– Acordou Missa?!

É, ela está bem.

– Sim. Que caminho e esse? Não estou reconhecendo.

– É o mesmo caminho de sempre filha. Talvez não esteja reconhecendo porque, geralmente, você só acorda quando eu te chamo para comermos algo no café da Dona Edna.

– Ah, é verdade! Adoro ela... e os sonhos e pães doces de la.

– Já estamos quase cegando la. – Mamãe disse após rir um pouco do meu comentário sobre os sonhos. Já disse que amo pão?

Olhei Mei para ver se estava acordada... Mas não; Ela está no milionésimo sexto sono. Virei-me novamente para a janela do carro, e voltei a aprecias o Sol, que agora estava quase todo á mostra. Senti minhas pálpebras ficando pesadas. Elas foram se fechando gradativamente, até que cedi ao sono.

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– Chegamos crianças! – Acordei com a voz alta e animada de minha mãe.

– Na vovó? – Perguntei.

– Não. No café da Dona Edna. Vou indo na frente. – Minha mãe fez uma pausa, e virou-se para mim. – Estou apertada para ir ao banheiro. – Concluiu.

– Deixa a chave do carro comigo pra eu ô trancar quando sair. – Falei esticando minha mão. Ela pegou a chave e me deu; saindo quase correndo para dentro do café. A chave do carro é daquele tipo que é só apertar o botãozinho e já tranca, ou destrava, dependendo da situação.

– Mei? – Perguntei baixinho para não assustá-la. (Em vão.)

– Aahh! – Ela gritou, fazendo um gesto de ataque (estilo ninja) com as mãos. Não agüentei ver a cena sem rir; Caí na gargalhada, fazendo Mei rir da própria situação.

– Nunca mais faça isso (¬_¬) !– Mei falou parando de rir do nada. Ela da medo as vezes.

– Desculpe. – Falei assustada, e ela riu da minha cara.

Nós saímos do carro e ô trancamos. Ele está estacionado na mesma calçada do café da Dona Edna. É um café bem simples, mas muito aconchegante. Nós conhecemos a Dona Edna desde que ela abriu o café. Ela já deve ter uns sessenta anos de idade. Nós andamos até la, e quando entramos, nossa mãe estava apoiada no balcão conversando com Dona Edna. Havia poucas pessoas ali. O local tem paredes e teto de madeira; Já o chão é de azulejo branco (bem branquinho. Acho que ela limpa aquilo várias vezes, de tão branco que é). Tem algumas poucas mesinhas e banquinhos, que também são de madeira.

Nós andamos até o balcão para cumprimentar Dona Edna.

– Oi Dona Edna. – Falei.

– Como está? – Completou Mei.

– Oi meninas. Estou bem, e vocês? Estavam com saudades dos meus sonhos? – Dona Edna brincou.

– É claro! – Respondemos em unisom.

Ela riu um pouco e depois se abaixou para pegar os sonhos que ficavam em uma prateleira embutida no balcão. Como eu sei disso? Ela uma vez mostrou para mim e para Mei.

– Aqui crianças. – Ela nos entregou dois sonhos, um em cada pratinho.

– Brigada. – Eu disse pegando o pratinho e indo me sentar em um dos banquinhos. Mei fez o mesmo. Nossa mãe veio logo atrás, mas com uma xícara de café em mãos.

Quando eu e Mei terminamos de comer os sonhos, nós estávamos com as mãos toda lambuzadas.

– Mei vamos ao banheiro lavar as mãos rapidinho?!

– Aham.

– Não demorem muito garotas. – Mamãe avisou sorrindo.

Nós fomos até o banheiro. Ele é bem simples; A porta de entrada é de ferro, verde escura e um pouco pesada. Do lado de dentro tem quatro cabines, uma pia longa que cobre toda a parede (que não é muito grande), e o mesmo se diz do espelho, que segue a extensão com a pia.

Eu já tinha terminado de lavar as mãos, e estava às secando na máquina de ar quente. Mei por sua vez, esperava eu terminar para usá-la.

– Vai logo Missa!

– Ok! Já terminei bobona. – Impliquei.

– Ah! Bobona é você. – Mei revidou entrando na brincadeira enquanto terminava de secar as mãos.

Eu olhei de relance o espelho, e tive a impressão de ter visto o ele embaçado. Parei e o fitei melhor.

– Mei! Olha! – Falei assustada e apontando para o espelho.

– ... – Mei ficou quieta. Só arregalou os olhos e chegou mais pra perto de mim. Mas o que é isso? Por que o espelho ficou assim do nada?

Eu estou morrendo de medo, mas tenho que manter a calma. Segurei firme a mão de Mei e comecei a andar meio rápido até a porta verde, mas sem tirar os olhos do espelho. Eu coloquei a mão na maçaneta e a puxei, mas nada aconteceu. Tentei mais uma vez... E nada.

– O que foi Missa?

– A porta não quer abrir.

– Me deixa tentar. – Mei puxou a porta, mas ela nem se mexeu. Mei largou minha mão e deu um puxão forte na porta, mas nada aconteceu. Ta... Agora eu to com muito medo.

Mei olhou com uma cara de assustada para mim. De repente, a luz do banheiro apagou. Tentei segurar a mão de Mei, mas eu não achei nada. Eu já estava pronta pra gritar quando a luz piscou. Pude no reflexo do espelho que está a nossa frente que Mei está imóvel e bem pálida. Tão de repente quanto a luz apagou, ela acendeu. Deparei-me com a imagem de uma garotinha atrás de nós; Seus olhos são brancos e ela sorri... Ela sorri do nosso medo, do nosso pânico. Tentei gritar, mas o máximo que consegui foi balbuciar algo. Tenho medo de olhá-la, mas ao mesmo tempo acho que se eu parar de olhar, ela chegará mais perto.

– AAAAAAHHHHH! – Mei gritou e se escolheu no azulejo gélido. Olhei de novo para onde a menininha estava.... E ela não está mais ali.

– Meninas? – Dona Edna perguntou preocupada, e abrindo a porta na maior facilidade. Ela olhou Mei no chão e arregalou os olhos. Tenho que inventar uma desculpa para o que aconteceu, antes que Mei fale algo. Pensa rápido Missa!

– Não foi nada! A Mei escorregou... Só isso. – Consegui pensar a tempo. Ufa! Essa foi por pouco. Olhei para Mei, na esperança de que ela não conte nada.

– É!... Eu escorreguei, e levei um susto com o tombo. Estou bem. – Mei falou se levantando com a minha ajuda.

– Tem certeza que não se machucou? – Dona Edna perguntou espanando delicadamente a blusa de Mei.

– Tenho... Obrigada.

Nós andamos até a mesa onde nossa mãe estava.

– Meninas podem ir indo para o carro enquanto eu pago a conta. – Minha mãe disse nos entregando as chaves do carro. Quando já estávamos fora do café, resolvi perguntar:

– Mei... Você está bem?

– Sim... Mas o que diabos foi aquilo?

– Eu não sei... Mas não podemos contar isto pra ninguém ta?! – Estendi meu dedo mindinho para Mei, que retribuiu o gesto.

Nós entramos no carro, e não demorou muito para nossa mãe entrar. Agora nós estamos bem perto da casa da vovó.

Não consigo dormir. Meu coração ainda está a mil por hora. Olhei pela janela do carro, e logo reconheci a paisagem; Já estamos na cidadezinha perto da casa da vovó. Minha mãe dirigiu mais uns poucos quilômetros, e voilà! Já estamos no terreno da vovó.

– Vóó!!! Que saudade! – Mei saiu do carro e correu até a vovó, lhe dando um abraço. Eu esperei a mamãe parar o carro (pelo menos).

– Oii vóóó! Quanto tempo!! – Corri até ela e me juntei ao abraço.

– Ah minhas netinhas! Como vocês cresceram! A vovó estava com tantas saudades! Estão comendo direitinho? Vocês estão muito magrinhas, não?!

Eu e Mei rimos um pouco do comentário.

– Oi mãe! Como vai a senhora? – Minha mãe falou abraçando minha avó.

– Vou bem minha filha. E você? Está bonita! – Minha avó falou enquanto acariciava os cabelos de minha mãe.

– Obrigado mãe! Eu vou bem sim. Se precisar de algo pode me ligar ta bom?!

– Pode deixar! Não quer entrar para tomar um cafezinho?

– Desculpe mãe, mas eu ainda tenho que dar aula hoje. – (Alguns alunos dela ficaram de recuperação) Já comentei que ela é professora?

– Ah, coitada dessa minha filha! Se esforça tanto para passar seus alunos de ano...! – Vovó falou colocando uma mão em seu rosto e a outra no rosto de minha mãe.

– Que isso mãe... – Minha mãe falou meio encabulada.

– Meninas se comportem e obedeçam à vovó! Até depois das férias. – Minha mãe depositou um beijinho na testa de cada uma, foi até o carro, nos entregou Frederico e Iris e três pacotes (não muito grandes) de comida de gato. Ela entrou no carro para ir em bora para casa.

– Tchau mãe! – Eu e Mei gritamos em unisom.

Ela acenou da janela do carro como resposta.

– Meninas! – Minha avó nos gritou da varanda de sua casa; E nós nos viramos para atendê-la. – Estão com fome?

Eu e Mei nos entreolhamos e rimos dos mimos de nossa querida avó. Fomos até ela que nos levou para dentro de casa.

– Filhinhas vão para o banheiro lavar as mãos e o rosto com sabão. – Ela disse nos dando leves tapinhas nas costas.

Nós fizemos o que ela mandou e fomos a encontro dela na cozinha.

– Meninas estão com fome?

– Eu não to não. Comi aqueles sonhos no... Café da Dona..Edna. – Não falei direito porque me lembrei do que acontecera lá. Mei me deu uma cutucada com o cotovelo, e riu meio sem graça, tentando desfazer o clima. Minha avó caminhou até nós duas e colocou uma mão no ombro de Mei e a outra no meu.

– Meninas... – Ela fez uma pausa. – Eu não sei o que aconteceu la, mas não importa o que seja, eu não as jugarei sem ter provas... Entenderam?! – Me choquei com a sabedoria dela. ( Pra falar a verdade sempre me choco.)

Eu olhei para Mei que deu um leve sorriso para mim. Nós resolvemos contar o que aconteceu, e minha avó foi super compreensiva. E nos disse para sempre, em qualquer que seja nossa situação, confiar uma na outra. Ela disse isso porque teve uma irmã gêmea que foi dada como desaparecida, e a vovó se culpa um pouco por isso. O nome dela era Jasmim, e o de minha avó é Margarida. Minha avó já sofreu muito mais, segundo minha mãe. Mas agora ela adora nos contar as aventuras e confusões que ela e Jasmim passaram juntas.

Nós três ficamos papeando por horas.

– Meninas – Ela fez uma pausa para bocejar. – A vovó já vai deitar. Precisam de algo?

– Não. – Mei disse sorrindo.

– Pode ir vó. Nós também já vamos.

– Tenham uma boa noite meus anjinhos. Amanhã a vovó vai acordar vocês cedo para poderem aproveitar o dia ta bom?! – Ela falava enquanto subia as escadas. Nós balançamos a cabeça positivamente como resposta.

– Mei vamos levar nossas coisas la pra cima. – Comentei com Mei.

Cada uma tem seu quarto, mas achamos mais divertido quando dormimos no mesmo cômodo. Nós subimos e levamos nossas coisas para o quarto. Começamos a arrumar nossas roupas no guarda-roupa. Colocamos os potinhos de comida e água para os gatos e os soltamos da caixa de transporte em seguida. Quando terminamos de fazer tudo, já estava de noite. ( Mas também né, do jeito que a gente ficou brincando quem não acabaria tarde.)

– Ai, to exausta. – Comentei me jogando na cama em que eu costumo dormir quando vou para la.

– Eu tomo banho primeiro! – Mei falou correndo para o banheiro do nosso quarto. Todos os quartos da casa da vovó são suítes ( e olha que a casa é bem antiga; Do tempo em que minha avó tinha dez anos.)

– Ah! Sua chata. – Você deve estar se perguntado: “ Por quê você não toma banho em outro banheiro se tem tantos?!" É que os outros quartos são tão vazios... Da um pouco de medo. Nem eu nem Mei gostamos de tomar banho (pelo menos) em outros banheiros que não sejam o do nosso quarto ou o da vovó.

Quando Mei terminou, fui tomar banho. As toalhas e escovas de dente já estavam no banheiro. Tomei um banho um pouco demorado, depois saí do banheiro e me vesti.

– Hey, Mei!

– Que?

– Ta com sono?

– Aham.

– Eu também. Acho que posso dormir até 2022. — Brinquei; Fazendo Mei rir.

Fui até minha cama e, com cuidado (pois Iris estava completamente esparramada na beira da cama), me aconcheguei nas cobertas. Minha cama é para o lado da janela, e a de Mei para o lado da porta. Só o que separa uma cama da outra, é um criado-mudo de madeira. Olhei para Mei e ela estava com os olhos começando a se fechar. Me virei para janela, e fiquei observando a Lua cheia que cobria o céu azul marinho. Frederico estava sentado no parapeito da mesma. Ele está acordado porque deve ter dormido a viagem inteira; Já Iris deve ter ficado acordada, e agora está dormindo feito pedra. O sono apertou, e a figura de Frederico olhando a Lua foi se apagando diante de meus olhos que se fechavam. Amanhã será um longo dia.

Notas finais
E aí gostaram???

Cena final do capítulo:

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Cena do banheiro no Café da Dona Edna:

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