O Tesouro De Anubis

3 Lobo Mau em Bhlaito.


Notas iniciais
Yo! Desculpem a demora. Escola toma conta da minha vida. Só tenho tempo pra postar nos fins de semana.

Comentem viu?! Ah, e não deixem de ler as notas finais. Vou traduzir as tretas lá! Quem é meu único(a) leitor(a)??

Até la em baixo! o/

Vou saindo do meu sono ao ouvir um miado constante e manhoso. Abro de vagar meus olhos até me acostumar com a claridade que entrava pela janela – que estava com as cortinas claras e leves abertas. Aos poucos o miado vai ficando mais nítido aos meus ouvidos: Iris.

– O que foi Iris? – Resmunguei colocando meu tronco debruçado na cama para fitar a gatinha.

– Nyah! – Ela mia enquanto se esfrega na borda da minha cama.

Estendo uma das mãos e à acaricio. Virei-mi para a cama de Mei, para constatar o que já tinha certeza. Ela estava com a respiração calma e rítmica; Dormindo profundamente.

Deixei a preguiça de lado e me pus de pé. Iris miou freneticamente enquanto se esfregava em minhas pernas. Fui até o criado-mudo e abri a última gaveta; Onde geralmente guardamos a ração dos gatos. Peguei o saquinho de ração que já estava aberto e fui até o potinho de Iris, despejando um pouco da comida dentro. Logo que Fredie (Frederico) escutou o barulhinho da ração se chocando no pote, se levantou da cama de Mei e, rapidamente, já estava em frente ao seu devido pote e miando que nem um condenado.

– Calma Fredie! Já vou te dar também. Tem pra todo mundo, relaxa.– Disse ao felino e, claro, não obtive resposta... A não ser mais e mais miados manhosos.

Despejei um pouco de ração no potinho de Fredie. Verifiquei se os potinhos de água dos gatinhos estavam cheios, e estavam.

Amarrei o saquinho de ração e o guardei de volta na última gaveta do criado-mudo.

Olhei para janela do quarto, e constatei que hoje estava frio, pela enorme e densa neblina que ofuscava os raios solares.

Pensei em pegar meu celular para verificar as horas, mas a preguiça de me levantar do chão era maior. Como estava perto da cama de Mei, resolvi acordá-la e mentir um horário avançado, na expectativa de fazê-la se levantar.

– Mei! Já são meio dia e meia! Acorde se não, não iremos aproveitar o dia... Eu acho. – Pra mim meio dia ainda é pra lá de cedo...!

– Nossa Missa! Ta dando uma de mamãe agora? Cadê sua preguiça?! – Falou Mei um tanto quanto irritada.

– Esqueci em casa! HAHAHAHAHAHA – Tive um daqueles ataques de risos incontroláveis. Mei também começou a rir desesperadamente; Mas de repente parou e ficou com uma cara séria me fitando e se pondo sentada em sua cama.

– O que foi Mei? – Perguntei me sentando no final da cama, de frente para Mei.

– Missa... – Rosnou ela com uma cara de ultra irritada. – São. Sete e cinco. Da... MANHÃ! – Ela disse pausadamente e gritando a última parte.

– Ca-calma Mei... Eu não sabia! Foi sem querer... querendo. – Gaguejei me encurralando na porta do guarda roupa.

– AAAHHHH!! – Ela rosnou e gritou ao mesmo tempo. Não sei como ela faz isso... Já disse que ela dá medo?

– NÃÃÃÃÃO! – Gritei correndo para longe dela. Mas o quarto não é tão grande assim, então fui obrigada a correr para perto das camas. Mei correu atrás de mim, e quando me virei acabei me atrapalhando com os pés e em um ato de desespero segurei a mão dela, que se estabacou no chão junto comigo.

Nós nos entreolhamos, e analisamos nossa situação: Eu completamente jogada no chão, toda torta e com a cabeça tombada no criado-mudo. E Mei com as pernas dobradas em cima de MIM.

– Ah! Você é pesada Mei! Sai daí! – Reclamei.

– TA ME CHAMANDO DE GORDA? – Ela gritou se sentando e massageando as costas.

– NÃO! – Me defendi também me sentando e massageando a nuca.

Entreolhamo-nos novamente e, dessa vez, tivemos um acesso inacabável de risos. Só paramos ao escutar a voz doce de nossa avó.

– Meninas? Estão malucas? Quer dizer... Ficaram mais doidas do que o normal?

– HAHAHAHAHAHA! Quase isso vó. – Brinquei.

– Ai, ai! Vocês duas heim... Mas fora isso, que bom que já estão acordadas! O padeiro acabou de passar aqui. Os pães estão quentinhos. Venham comer, sim?!

– Okay! – Eu e Mei respondemos em uníssono.

Nós fomos ao banheiro, lavamos o rosto e escovamos os dentes. Quando terminamos descemos as escadas em direção à cozinha. A mesa tinha de um tudo; Mas coisas bem simples. Tinha pão de forma, pão de sal, suco, leite, achocolatado, queijos, etc. Nos sentamos à mesa e comemos enquanto conversávamos.

– Meninas, a Sophia pediu que eu às avisassem que ela irá para a casa da tia hoje. Ela ligou anteontem e me disse para vocês irem lá assim que pudessem.

– Está bem. Nós iremos assim que terminarmos o café da manhã... E depois de tomar banho, trocar de roupa, pentear o cabelo...

– Já entendemos Missa. Quando terminarmos de fazer o que temos de fazer... Colocar os sapatos... – Mei começou toda mandona, mas depois terminou o que eu estava fazendo.

– Ah! Nossa Mei. Você me corta toda mandona e depois faz o mesmo que eu estava fazendo... É muito bobona mesmo.

– He! Bobona. – Disse ela depois de uns risinhos.

Quando terminamos o café da manhã fomos para o nosso quarto e eu saí correndo que nem doida para dentro do banheiro e fechei a porta.

– Ahhh! Missa, não valeu. Eu não sabia que você ia correr. – Falou Mei batendo na porta do banheiro.

– Hunf! E desde quando você me avisa quando vai correr para o banheiro?! Bobona. Aceita que perdeu.

– Perdeu o que? – Mei perguntou.

– Hã? Como assim?

– Não entendi.

– Não entendeu o que? ... Ah! Papo de lerda né não?! Duas lerdas discutindo da nisso. Tchau, vou tomar banho. – Falei abrindo a torneira do chuveiro. Ouvi Mei começando a rir.

Me despi e comecei a refletir o dialogo que tivera a pouco... Ah to confusa. Que papo de maluca...!

Terminando o banho, saí do box para me secar e de relance vi que o espelho estava embaçado, mas desta vez era por causa do calor e da água evaporada. Mesmo sabendo disso, tive um breve ataque do coração por lembrar do que aconteceu no Café da Dona Edna, e depois sai do banheiro cambaleante e procurei Mei com os olhos. Ela estava sentada na cama dela mexendo no seu celular.

– Já terminei. Pode ir tomar banho. – Falei mais calma e abrindo o guarda-roupa.

– Okay! Já volto. – Mei respondeu.

Enquanto Mei tomava banho eu me trocava. Peguei uma blusa simples e folgada. Ela tem meia manga e é sem estampa nenhuma; Mas eu adoro usá-la porque ela é da minha cor favorita: verde-garrafa. Coloquei, em seguida, um jeans também folgado e claro. Depois procurei um casaco que era uns dois números à mais do que o meu; Bem quentinho. Como havia contatado mais cedo, estava um dia bem frio. Está faltando alguma coisa para eu estar completamente pronta. Mas o que?

– Acabei! – Mei falou saindo do banheiro e cortando meus pensamentos.

– Mei, está faltando alguma coisa pra eu ficar pronta... Mas o que?

– Os sapatos. – Ela me respondeu depois de me fitar brevemente.

– Ah, é verdade! Valeu. – Agradeci enquanto calçava meus tênis (não muito novos) all star vermelhos.

Mei se vestiu com uma roupa bem parecida com a minha; A única diferença é que sua blusa é azul escura, seu casaco é do tamanho certo para ela e seus tênis são pretos.

Nós descemos as escadas e fomos até a cozinha para avisar a nossa avó que estávamos saindo de casa.

– Ih! Ela não ta aqui não. Vamos ver lá no sótão. – Falei. Minha avó fez do sótão uma mini biblioteca. Ela embutiu uma escada não tão íngreme quanto a original ( de ferro). Foi uma ótima idéia. Agora ela pode subir lá sem problemas.

– Vovó nós estamos saindo ta?! – Falei enquanto subia ao sótão.

– Está bem minhas pétalas de flor. Mas voltem antes da lua raiar no céu, entenderam?! – Falou gentilmente enquanto nos olhava por trás dos óculos fundo de garrafa. Ela sempre nos diz isso.

– Certo. – Respondemos em uníssono.

Antes de sairmos de casa, passamos pelo nosso quarto para pegar a creepypasta.

Sophia mora na cidadezinha próxima a casa de nossa avó; Mas nós temos que andar relativamente bastante até chegar lá. Para chegar à cidade temos que passar por uma espécie de bosque; É o único caminho que dá acesso a cidade de Sophia. Mas não tem muito perigo de nos perdemos, pois o caminho é traçado por uma trilha de terra mais clara e com inúmeras pedrinhas cintilantes.

Passamos por este bosque e logo demos de cara com Sophia.

– Sophi! O que faz por aqui? Estamos indo à sua casa lhe ver! – Falei empolada.

– Eu também ia visitar vocês! – Sophia respondeu nos envolvendo em um abraço.

– Que saudade! – Falou minha irmã.

– Verdade, eu também estou! – Falei.

– Aii!!! Que droga. Logo hoje que vou pra casa da minha tia! – Sophia tinha uma tia que morava em outro estado; E de dois em dois anos Sophia vai visitá-la.

– Que horas você vai Sophi? – Mei perguntou.

– Às seis. – Respondeu.

– Ainda são oito e pouca. Da tempo de nos divertir! – Falei.

– É, mas mesmo assim! – Falou Sophia manhosa.

Sophia tem os cabelos cor de mel até a metade das costas. Seus olhos são verde escuro e sua pele é pálida como a minha. Ela é mais alta que eu e Mei, mas tem a mesma idade.

Nós andamos até uma das pracinha da cidade e nos sentamos no banquinho de mármore.

– Sophia, nós trouxemos uma creepypasta para ler. – Falei erguendo a folha dobrada ao meio.

– Ah! Que legal! Fala sobre o que? – Sophia perguntou animada.

– Sobre Lobo Mau. – Mei respondeu.

– Ah! Que chato... Iih! Foi mal Missa, tinha me esquecido do seu caso...! – Sophia se desculpou mexendo as mãos freneticamente.

– Nada. Vamos ler?! – Respondi.

– Vamos. – Sophia respondeu e Mei acentiu com a cabeça.

“ A história que vou contar aqui, realmente é verídica. Sei que muitas creepypastas começam assim, mas o que eu vou contar aqui aconteceu comigo e com alguns amigos quando éramos crianças. Nós tínhamos acabado de entrar de férias, então nos juntávamos todos os dias para brincar. Acordávamos cedo e só íamos para casa ao anoitecer. Era mais um dia normal, como outro qualquer... Ou o que nós achávamos antes de desobedecer as ordens de nossos pais e ficar na rua após a lua nascer no céu.

“ Não vai acontecer nada. Só vamos ficar mais um pouquinho!” O mais velho de nós falou entusiasmado, tentando nos convencer; O que não foi muito difícil, já que ele era sempre o mais responsável... Até aquele dia. Nós aceitamos o que nosso amigo dissera e fomos brincar de pique — esconde nas margens de uma floresta.

“ Não vale se esconder dentro da floresta!” Eu, o mais novo, e o que estava com o pique, falei tentando esconder o medo que tinha daquela floresta neblinosa.

“ Vai amarelar?! Bebê chorão!” Um outro amigo implicou desencadeando uma série de zoaçõens. Por fim, acabei cedendo. Fechei os olhos e encostei-me a uma árvore qualquer, para começar a contar. Contei até um número que não me recordo bem, e comecei a procurá-los. No início só procurava pelas árvores mais próximas, não me atrevendo a entrar muito na floresta. Ao decorrer da brincadeira fui achando um por um; E nenhum dos meus amigos se atreveu a entrar muito mata à dentro. Achei todo, mas faltava um. O mais velho e destemido de nós.

“ Aonde o David se escondeu? Alguém viu?” Perguntei aflito... Mas nenhum de nós sabia responder.

De repente, nós ouvimos um grito estridente vindo de dentro da floresta. Nos aproximamos um pouco e conseguimos ver David correndo e gritando desesperadamente. Já estava indo ajudá-lo, mas congelei quando avistei o motivo para ele estar correndo. Me lembro como se fosse ontem daquela criatura repugnante que corria atrás de David. A criatura parecia um lobisomem, mas era mais magra e a única coisa que o assimilava com um ser humano era sua postura completamente ereta. Ele tinha uma boca enorme e pútrida que escorria saliva escura constantemente. David chorava e gritava por socorro, mas nenhum de nós, inclusive eu, não nos movemos. Ele tropeçou em uma raiz de árvore e se estabacou no chão da floresta; Mas quando ele tentou se levantar, a criatura o alcançou e, sem piedade e o mínimo de pudor, desmembrou e devorou David aos nossos olhos. Nós corremos muito na tentativa de despistar a criatura horrenda enquanto ela devorava David. Cada um de nós foi para casa, e no dia seguinte, soubemos que os pais de David deram queixa na polícia de seu desaparecimento. Só eu e os que estavam presentes naquele dia sabemos que David não desapareceu...

Cabe a você acreditar ou não no que aqui escrevo... Só vim aqui desabafar uma antiga culpa que aos poucos me coroe por dentro. Pobre David...”

Quando terminei de ler estava soando frio e trêmula. Sophia e Mei também pareciam assustadas.

– O que acharam? – Falei quebrando o silêncio um tanto quanto assustador.

– E.. É... É bem realista... Né...?! – Balbuciou Sophia.

– Com toda certeza. Vocês acham que foi realmente verídica? – Perguntou Mei.

– Eu prefiro não pensar em nenhuma das hipófises. U.U – Falei fazendo pose de sábia. As meninas riram um pouco da minha palhaçada.

Depois disso, nós três conversamos, brincamos e brigamos tanto que nem percebi que já estava escurecendo. Olhei para o céu azul claro e lá estava a Lua.

– Oh, céus! A Lua já raiou Mei! – Falei me levantando do banco de mármore e colocando a mão na boca em um ato teatral e habitual meu.

– Cacetada! Corre! Tchau Sophia! Boa viagem! – Disse Mei apressada e dando um beijinho em cada bochecha de Sophi.

– Tchau Sophi! – Falei à abraçando.

– Tchau meninas!

Depois e ouvir a resposta dela, eu e minha irmã saímos correndo para o... Bosque!

– Mei! Não tem como eu passar aí! Acabei de ler uma história do meu pior medo, e que tem uma estranha semelhança com o caminho pra casa da vovó! – Falei desesperada parando no início da trilha.

– Calma... Eu to aqui com você! E nem é Lua... Cheia... – Ao dizer isso ela olhou para o céu, e lá estava uma Lua grande e redonda.

– Tá... Pode até ter Lua cheia mas o Lobo Mau não é lobisomem então ele não precisa da Lua pra se transformar. – Concluiu Mei.

– Do mesmo jeito... VOCÊ SÓ PIOROU AS COISAS BAKA! – Gritei com ela. (N//A: Baka significa idiota em japonês.)

– Baka é o escambau! Você vai nem que eu tenha que ir te arrastando!. – Ela disse agarrando minha mão e correndo na minha frente.

– CORRE! – Gritei. Tive a sensação de algo atrás de mim, e não queria olhar para ter certeza se era algo real ou só minha imaginação. Ao que pareceu, nem Mei, pois ela correu igual ao Bip dos Luney Tunes. Aliás, o coiote a está atrás de nós. Hahaha! Missa! Para de brincadeira!

Mesmo eu não querendo olhar, um rugido e um bafo quente e fedorento denunciaram que não era minha imaginação. Eu e Mei gritamos iguais umas condenadas enquanto corríamos.

O medo me percorria por inteira. Só de escutar que os barulhos que aquilo fazia atrás de nos, me arrepia a espinha. Minha adrenalina deve estar a mil! Minha curiosidade reinou... Olhei para trás. Minha cabeça latejou quando eu vi o que tanto tinha medo. Um lobo ou seja lá o que é essa coisa, estava atrás de mim e da minha irmã.

– MEI! O LOBO MAU EXISTE! E ELE TA ATRÁS DA GENTE! AAAH!

Mei continuou correndo. Vi a casa de nossa avó e senti uma mistura de felicidade e preocupação por minha avó estar em casa. Reparei melhor e vi que ela estava parada na varanda fazendo sinal para nós entrarmos dentro de casa.

– Meninas vão para o sótão! – Disse minha avó quando nos aproximamos dela. Quando entramos em casa, ela fechou a porta e jogou sal em baixo dela.

– O que estão esperando?! Subam logo para o sótão!

– Sim! – Eu e minha irmã respondemos juntas enquanto subimos para o último andar – onde fica o sótão.

Logo que entramos no sótão, nossa avó também entrou e assim fechou a porta deste.

Ela foi até o canto de uma das estantes e abriu um fundo falso no chão. Nunca percebi que aquilo existia! Ela retirou um livro grande e grosso de lá. Estava empoeirado e gasto. Ele era preto e sem nenhuma figura na capa. Suas folhas eram bem amareladas, o que reforçava a idéia de ele ser antigo.

Um enorme estrondo ecoou pela casa.

– Ele quebrou a porta... – Minha avó pensou alto.

– Vovó, como você sabia que nós estávamos chegando? – perguntei.

– Eu sei de muitas coisas, filha.

Ela abriu o livro e na primeira folha pude ler algo parecido com “Alternativ Vrden”. E na página seguinte algo assim: “Surrealistiske Land”.

– Vovó, a senhora fala nórdico? – Perguntei curiosa.

– Ja. – Ela respondeu. Interpretei como um “sim” na tal língua.

– Meninas. Eu vou conjugar um feitiço, e quando eu der o sinal, corram. Corram sem parar. E quando estiverem à salvo, procurem pelo Chandler. E o chamem de Chan. E digam que eu lhes contei da existência da profecia.

– Chandler? – Mei falou.

– Chan?

– Profecia?! – Dissemos em uníssono.

– Só façam! E não confiem no Lauriel.

– Lau...

– Shhh! – Repreendeu-me minha avó cortando minha fala.

Escutei os passos da criatura se aproximando e olhei para Mei, e ela balançou a cabeça positivamente. Ela também estava escutando.

– To verdener. To universer. Prinsipp, og bruk av produktet. En portal. Åpne opp Bhlaito! – Disse minha avó, no que parecia ser nórdico, pelo que sei.

Quando ela terminou de dizer essas palavras, a criatura quebra a pequena porta do sótão e pula na direção de onde eu e minha irmã estamos. Minha avó deu um tapa numa página do livro, e então se formou uma luz intensa sobre nós; E como o Lobo Mau, ou o que seja esse criatura, pulou conosco na luz. Eu segurei as mãos de Mei.

– AGORA! – gritou minha avó.

Me pus a correr. Quando a claridade se ofuscou, percebi que não estávamos mas no sótão de nossa avó. Agora estávamos em uma floresta completamente assustadora e com muita neblina.

– Mei?!!!

– O que é?!

Não à respondi. Só continuei correndo. Dei uma espiadela por trás do meu próprio ombro, e vi que a criatura estava distante, olhando para todos os lados e farejando. Talvez queira saber pra onde nós fomos, ou aonde ela se encontra. Diante dos meus olhos, a criatura se transformou em um homem de porte alto e engravatado. Parecia aqueles homens do século passado.

Mei caiu no chão de exaustão. Também né, ela estava praticamente me carregando.

– Desculpa Mei! Eu me distrai olhando o Lobo Mau se transformar em um humano. – Falei como se fosse uma coisa normal.

– Mas o que?! Ta ficando louca?

– Não, é sério! Eu vi! – Falei à ajudando a se levantar.

– Achei vocês! Acharam que iriam fugir?

Uma voz desconhecida e amedrontadora soou atrás de nós.

Eu e Mei olhamos de supetão e assustadas para trás e o homem engravatado se transforma em Lobo Mau novamente. Sua pele se descola, deixando apenas sua carne, dando lugar a uma pele acinzentada e preenchida de feridas pútridas. Paralisei. Eu só posso estar sonhando. Isso não pode ser real.

A criatura rugiu e em um ato de auto proteção, fechei os olhos fortemente e agarrei a mão de Mei.

Senti algo me puxar e o som de galopadas. Quando abri os olhos, eu e Mei estávamos na garupa de um cavalo, e à nossa frente, algo que se cobria com uma capa preta esvoaçante. Parecia ser feita de um tecido bem leve, algo como ceda.

A criatura que nos salvara a pouco, fez com que o cavalo parasse de andar. Ele desceu das costas do cavalo e olhou para trás. Fiquei curiosa e olhei na direção para onde se direcionava a cabeça, também coberta pela capa, da criatura.

O lobo corria velozmente até nós. Quando já estava praticamente de cara com o ser de capa, parou de supetão. A criatura misteriosa fez um movimento leve com as mãos, erguendo assim, a manga de sua capa, e revelando que no lugar de mão, só havia osso. Continuou fazendo o movimento leve e de dentro de sua bela capa, saiu um grande livro. Ele tinha a capa negra e com pedras preciosas cravadas; A maioria de cor escura. Ele abriu o livro em uma determinada página e falou umas palavras incompreensíveis aos meus ouvidos. E o mais estranho é que o Lobo Mau permanecia parado feito uma estátua. Em uma certa palavra que o ser com o livro pronunciou, minha cabeça latejou e minha vista ficou turva. A última coisa que vi foi uma fumaça densa sair pela caba do ser, e Mei caindo do cavalo.

Notas finais
O que acharam????? Comentem POR FAVOR!!!!

Alternativ Vrden = Universo alternativo.

Surrealistiske Land = Mundo surreal.

Ja = Sim.

To verdener. To universer. Prinsipp, og bruk av produktet. En portal. Åpne opp Bhlaito! = Dois mundos. Dois universos. Princípio e meio. Um portal. Abra-te Bhlaito!

Obs: As frases são de total autoria minha. Só os traduzi para o nórdico.

Lobo Mau:

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Floresta onde elas foram parar (Bhlaito) :

http://filipeglance.files.wordpress.com/2011/09/p1014782.jpg
Ignorem a mulherzinha de penetra na foto.

Até mais! o/ COMENTEM, vær så snill!!! (Por Favor!)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.