O Suspeito Insólito
37 Capítulo XXXVI
Capítulo XXXVI
O tempo médio para percorrer a distância entre Campos Sales e Salitre, ou vice-versa, é de trinta minutos. Após esse tempo Savio tentou ligar para o celular de Rosita. Ninguém atendeu. O prefeito não imaginou que algo ruim tinha ocorrido.
Os agentes estavam sentados na sala de estar da casa de Savio. Os dois policiais/vigias foram substituídos.
— Por acaso você leu na internet a notícia, ou crítica, do Jornal Nordeste sobre o que aconteceu aqui esses dias?- Perguntou Eduardo á Anderson. Anderson respondeu afirmativamente- O que você esta fazendo nesse computador?
— Aquele documento. Você sabe que eu comecei a alguns dias.
— Nos sequer pegamos o cara...
— Pegamos, mas ele fugiu. Nosso trabalho é investigar e fornecer as provas suficientes ao tribunal. Supostamente a polícia local que deveria pegar o criminoso, mas isso nunca acontece. Em todos os nossos casos sempre quem pega o bandido somos nós! Mas eu não estou reclamando afinal somos da AIPBr e tem um Policiamento Preventivo no meio.
Reinou o silêncio.
Passando-se alguns momentos os agentes faziam uma vistoria pela casa. O alarme de segurança estava ativado.
Por volta das duas horas e trinta minutos Savio desceu correndo as escadas e dirigiu-se direto ao local onde os agentes estavam...
— Que pressa! O que foi?- Perguntou Anderson.
— Tem coisa muito errada... meus filhos! Rosita não atende e nem retorna nenhuma ligação minha desde que saiu. Por favor... algo tá errado. — Haviam lágrimas nos olhos do prefeito.
— Você tentou ligar para Gustavo?- Perguntou Eduardo.
— Eu tentei um milhão de vezes!
Nesse momento o celular de Savio tocou. Ele rapidamente pegou o celular e apertou em atender.
— Alô?- Disse. Era Cicero. – O que você fez com meus filhos!?
— Eles estão bem... por enquanto. – Savio pôs a ligação em alta voz. Anderson, Eduardo e o prefeito puderam ouvir gritos dos sequestrados... inclusive de China.
Eduardo quase pronunciou o nome do seu amigo.
— Seu filho da puta! Solte os meus filhos! Isso é somente entre você e eu.
— Abaixe sua voz. Você não esta em posição de gritar comigo. Você já esteve, mas isso foi no passado. – Disse o criminoso com tamanha calmaria que perturbou Savio. – Você não sabe o prazer que eu senti quando matei Francisca. Você vai pagar pelo que fez a minha família...
— Apenas deixe meus filhos irem em paz. — Savio chorava.
— Eles podem viver, mas depende de você. Hoje tem a virada de ano. Você vai ao palco e vai fazer o pronunciamento. Vai contar a verdade ao seu povo... toda a verdade. Depois disso você vai até a casa onde tudo começou... a casa onde todo o plano foi formado. Vá sozinho. Não leve os agentes e sequer conte a eles onde é. Faça isso e seus filhos irão viver. Não prometo que viverão com todas as partes do corpo. Isso depende deles. E Eduardo, China vai morrer hoje.
— Não se atreva, seu bastardo! – A ligação foi encerrada por Cicero.
Ninguém falou nada por muitos minutos. Por volta de três da manhã Savio disse:
— O que iremos fazer?
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