Capítulo XXII

Na segunda hora de luz solar do dia vinte e sente Anderson acordou. Havia olheiras nas regiões abaixo dos olhos: ele tinha passado grande parte da madrugada analisando, junto a seu parceiro, o arquivo entregue por Jonathan.

Ao levantar ele foi diretamente tomar seu banho da manha e sem seguida seu café. Logo depois vestiu-se de seus melhores trajes e foi-se às nove horas, levando seu notebook, para o quarto do seu parceiro de trabalho.

Eduardo já estava acordado e arrumado. Ele apenas estava a espera de Anderson.

— Eu não dormi direito essa noite- Disse Anderson ao entrar no seu carro.

— Nem eu. Descobriu mais alguma coisa?- Eduardo assumiu a direção do carro.

— Pesquisei na internet por Ednaldo da Silva Freitas. Não encontrei nada sobre ele. Li os arquivos e sei que ele mora no bairro Expansão que é apelidado como Quadra G. Iremos lá.

Por coincidência a Quadra G se localiza próximo ao hotel onde os agentes estão hospedados. Eduardo dirigiu e em poucos segundos já estavam no bairro destino.

— Casa de número duzentos e cinquenta e sete.

— Qual rua?

— Não consta no arquivo.

Eduardo protestou.

Naquele bairro o maior ponto de referência é uma pracinha de formato circular que localiza-se ao centro do bairro. Os agentes rodearam por ela enquanto espreitavam os números das casas. Pediram informações e foram mandados a uma bodega cujo o dono chama-se Damião. Por sorte Damião conhecia a casa e direcionou os agentes para seu destino.

Por fora se podia perceber que a casa era grande. Havia sete arvores distribuída ao longo da calçada- que estava rachada pela ação das raízes dos vegetais. Os agentes desceram do carro. Anderson tocou a campainha e os investigadores esperaram frente a um grande portão de ferro dourado que era impossível de ser aberto por fora- ameno se a pessoa possua a chave do portão.

— Oi?- Um garoto de dezesseis anos, cabeludo, branco e alto abriu o portão.

— Garoto...

— Mãe!- Ele falou baixo, porém a pessoa a quem foi destinada pode ouvi-lo. Em poucos segundos uma mulher da casa dos cinquenta anos foi atender a porta.

— Olá, bom dia.

— Bom dia senhora. Eu sou o Agente Anderson e esse é o Agente Eduardo. Somos da...

— Querem entrar?- Aceitaram. Entraram e sentaram-se em cadeiras que ficavam próximo a porta de entrada/saída. – Aceitam algo?- Negaram- Eu sei quem vocês são. São os encarregados de investigar a morte de Francisca. Meus dois filhos iam ao Caricatura aquela noite. Graças a Deus eles desistiram.

— Senhora, onde esta Ednaldo da Silva Freitas? Alias, desculpe: aqui vive algum Ednaldo da Silva Freitas?

— Não. Não sei quem é essa pessoa, não conheço.

Os investigadores trocaram olhares. Seus olhares diziam: Eu sabia que ele não morava mais aqui. Ele foi expulso.

— Há quanto tempo a senhora mora aqui com sua família?

— Faz dezesseis anos. Eu e meu marido compramos essa casa.

— Quem vendeu?

— É coincidência isso, mas quem vendeu essa casa foi a falecida Francisca.

Os investigadores trocaram novos olhares. Fizeram outras perguntas e em seguida se despediram da mulher. Ficaram a conversar encostados em seu carro.

Vários minutos depois eles foram abordados por uma senhora de sessenta e seis anos.

— Bom dia. – Eles responderam. – Uma pessoa que estava na bodega e disse que vocês procuram por Ednaldo e sua casa.

— Sim. Nós encontramos a casa dele. Você sabe onde Ednaldo se encontra?- Disse Anderson com tom gentil.

— Oh sei, meu filho. – Seus olhos encheram de lágrimas que cairiam a qualquer momento- Ele esta enterrado no cemitério da cidade.