O Surgir da Morte

3 Dia Estranho...


Capitulo 3

Pan parecia irritada, como se quisesse me matar, mas não pudesse. Seus olhos azuis começavam a escurecer enquanto ela contava a seguinte história sobre o tal objeto que encontrei debaixo da cama dela e que por algum motivo me atraia:

–O artefato é mais antigo que a própria criação do mundo, no início de tudo existia apenas Deus, ele criou os anjos. Cada anjo tinha uma função no reino de Deus, porem durante vários milênios eles criaram algo que não existia, a inveja, preguiça, a Gula, a Ira; tudo começou com Lúcifer ele era um anjo perfeito, Deus o amava tanto que poderia ser considerado seu braço direito. Lúcifer com inveja do que Deus podia fazer tentou roubar seu poder. Porém falhou e foi expulso para o submundo.

–Mas ele não era poderoso para enfrentar Deus? – perguntei apenas por curiosidade

– Ele era, ele utilizou seu poder para comandar o inferno e impor seu poder aos outros demônios. Ele junto com os outros pecados originais tentou lutar contra os anjos, mas algo saiu de errado com seu plano e o Quarto Cavaleiro do Apocalipse, a Morte, lacrou todos os demônios nesse artefato e até hoje somente ele pode abrir, mas ele não aparece há milênios. – ela falava como se fosse uma história de terror.

– Eu sou a morte, então eu sou o Quarto Cavaleiro?

– você é igual a mim, apenas um colecionador de alma, se você fosse um cavaleiro teria algum fragmento como uma arma lendária dada aos Cavaleiros. – ela estava começando a me achar um idiota

Após a conversa, ela me mandou dormi e deu uma bronca por eu ter arrumado o quarto dela. Eu tive que dormi no chão por não ter quarto de hospedes, era muito duro preferia dormi em uma cama de pregos. Eu passei a noite em claro, eu sentia falta da minha vida e de todas as coisas boas que eu fazia, coisas de homem. Eu estava quase dormindo quando ouvi um barulho de tombo vindo do quarto da Pan.

Eu corri e subi as escadas que levavam ao quarto dela, e ao abrir a porta dela, fiquei parado rindo por dentro, ela tinha caído da cama. Ela abriu os olhos consegui ver graças à luz da lua que entrava no quarto e refletia em seus olhos e fazia seus cabelos vermelhos se tornarem mais vivos. Ela levantou e se aproximou de mim lentamente como se quisesse algo, aproximou sua boca perto da minha orelha e falou as seguintes palavras:

–Vejo que estava se divertindo! — enquanto abaixava lentamente sua mão para as minhas calças.

Eu não conseguia resisti a sua voz doce e amável. Eu realmente estava tendo alguns pensamentos eróticos enquanto tentava dormir, talvez eu estivesse num sonho nesse exato momento. Não consegui pensar em mais nada que não fosse em seu corpo nu. Ela me puxou para a cama e tirou as peças de roupa, ela mandava eu tirar as minhas, porém eu nunca havia feito nada daquilo era algo novo e não sabia o que fazer.

Ela ficou impaciente e tirou minha roupa sem a menor educação, ela me virou e ficou em cima de mim, ela falava meu nome em um tom doce, eu estava sentindo uma dor na minha cara por motivo nenhum, minha cara começava a doer gradativamente. Eu estava quase chegando ao ponto extremo quando acordei, levantei da cama e notei que a Pan estava me olhando como se eu fosse um esquisito lunático:

–Por acaso nós? Sabe aquilo e tudo... “ah” “nyan” — eu fazia sons constrangedores para ela entender.

–Que tipo de sonhos você tem comigo?

–Esquece, pensei que tínhamos feito pão e você se sujou. — tentei disfarçar o obvio.

–por que estou na sua cama?

–Te encontrei na minha porta, senti pena e o pus na cama, apenas isso. – como sempre ela estava fria.

Eu realmente pensei que aquilo tinha acontecido, foi tão real. Eu fiquei indignado, mas tive que ir tomar o café para treinar depois. Eu ficava pensando sobre “aquilo” enquanto descia a escada, escutei alguém batendo na porta era meio inconveniente para o horário da manhã.

A Pan foi atender, mas parecia que ela não esperava por ninguém, ela olhou por um olho mágico, mas ficou indignada dizendo que não havia ninguém do outro lado. Ela pegou uma faca e escondeu atrás das costas, abriu a porta e se surpreendeu com quem estava em pé olhando de cima a baixo para ela com um olhar sério. Ele exilava uma aura sombria, o dia ficou até mais escuro, era como se o mundo que era alegre tivesse morto...

Notas finais
Não sei quem é...