O Surgir da Morte

4 Capitulo 4 - o fim da alegria


Ele entrou pela porta como se a casa fosse sua, ele virou para mim e asas negras abriram em suas costas, ele voou até mim em uma velocidade incrível, me agarrou e jogou do teto. Cai e graças a já está morto não me machuquei tanto, eu estava em uma difícil situação; aquele senhor veio caminhando do canto até mim devagar.

Ele pegou uma foice diferente das que eu vi, essa foice brilhava e tinha símbolos encravados. Ele apontou a arma para mim e riu como se fosse engraçado:

–Quem diria que meu filho seria tão fraco!

–Eu? Seu filho?

–Sim, tive que sumir por conta da ameaça que sua mãe corria.

Eu fiquei sem palavras era absurdo eu reencontrar meu pai e por coincidência é o pai de Pan, ela ficou continuou parada olhando para mim como se tivesse algo importante para falar à mim. Meu pai mandou ela me servir, dessa vez ela mostrou um sorriso claramente falso.

Fiquei horas e horas conversando com meu pai em uma mesa que tinha perto das estantes dos livros, a Pan não quis entrar na conversa e dormiu o dia todo, ela estava muito estranha desde que meu pai falou a palavra “filho’. Meu pai dormiu sobre o mesmo teto, pela primeira vez me senti meio normal novamente, mas tinha outras coisas em mentes. Eram duas horas da manhã, fui visitar a Pan queria ver como ela estava.

Abri a porta devagar para não fazer barulho, entrei devagarzinho. Ali estava ela estirada pela cama e coberta por um lençol branco, acho que era para evitar a luz da lua. Me aproximei da cama dela e olhei para seu rosto que dormia carinhosamente, era tão doce me deu até um sono...

Eu abri meus olhos após dormi no quarto dela, não consegui me mexer sentia que alguém estava pegando no meu corpo. O vulto estava pegando na minha mão, ele a estendeu até o artefato que a Pan disse conter todos os demônios; eu não queria fazer nada daquilo, porém não tinha como parar. A pessoa que estava puxando meu braço estava com um capuz que tornava impossível ver sua face, antes dele ir em embora jogou um pó sobre mim e me senti sonolento e acordei minutos depois.

Ele já tinha ido embora, eu já conseguia me mover e comecei a procurar o artefato, eu o achei, mas estava aberto pressenti que não era para estar assim. Pan levantou da cama com uma expressão de cansaço, a ajudei a andar até o artefato:

–você viu quem fez isso? – perguntei intrigado.

–Apenas um vulto, mas não pude mover meu corpo. Ele abriu o artefato, agora o mundo entrará em um caos, não sei como ele abriu apenas o próprio 4° cavaleiro poderia. Será que... – ela parou de falar e retomou alguns segundos depois – Ele deve ter transformado você em um colecionador de almas igual a mim, mas não um qualquer e sim a própria Morte, um dos cavaleiros do apocalipse.

–Mas quando ele fez isso?

–durante o Paraíso, ele invadiu e pôs um feitiço que te transformou, o Paraíso era o lugar que você vai quando morre, eu estava lá para pegar sua alma, mas você correu e dificultou. Ele se aproveitou de você para chegar até mim.

Enquanto ela falava eu senti uma ardência na mão, quando olhei tinha uma marca em forma de flecha dentro de uma bússola:

–O que é essa marca?

–ah, agora entendo como ele me achou... isso faz parte de uma magia chamada Artemy, ela indica onde está o alvo e quando o feitiço acaba fica uma marca por 3 dias.

Naquele momento alguém subia as escadas, Pan ficou apreensiva e pronta para atacar, quando abriu a porta Pan correu e o derrubou. Era apenas o papai, ele havia dito que fomos descobertos pelos profetas e tínhamos que sair:

–Quem são os profetas?

–São pessoa com o dom de prever o futuro e querem que a destruição da humanidade, mas sem a humanidade não existirá propósito algum para nossa espécie, e seremos destruídos para dar espaço à uma nova função. – contou meu pai enquanto arrumava as malas.

Pegamos um carro velho que estava jogado na rua, fomos até uma estrada sem rumo nenhum em mente, estávamos acima do permitido, 70km, Pan estava do meu lado e demonstrava medo algo que não era de seu caráter. Ela olhou para mim com seus olhos azuis:

–Jin eu tenho que te contar alg....- essa é a última coisa que ouvi o resto foi um forte barulho.

Eu acordei sem ter noção do que aconteceu, olhei para os lados com a cabeça zunindo. Eu estava preso no cinto de segurança, o carro havia batido em alguma coisa. Todos estavam desacordados e havia um cheiro horrível de enxofre entrando no carro, algo batia tão forte no asfalto da estrada que dava para ouvir o barulho do chão quebrando. A criatura se aproximava cada vez mais, eu tentava sair e o cinto não deixava. Eu pensei que aquilo seria meu último momento, a porta do carro foi jogada fora, ela praticamente voou com a força da criatura. A criatura olhou para mim como se me quisesse, fechei meus olhos esperando meu fim, mas algo incrível aconteceu e a criatura teve seu peito perfurado com garras, caindo em seguida sobre o carro.

Eu estava desesperado, minha mente estava fraquejando e estava a ponto de desmaiar, o cheiro de enxofre ficava mais forte mesmo com a criatura caída, eu conseguia ouvir uma risada maléfica como se uma multidão risse ao mesmo tempo, o ser que matou a criatura se revelou e ficou diante do carro. Ele tinha 3 cabeças uma de touro, outra de homem e a última era de carneiro.

–Que foi? Você por acaso está com medo de seu pai? Criança ingrata, te salvei do inferno atoa. Você deveria destruir a humanidade, se alimentando de noivas e fazendo desse mundo um verdadeiro inferno.

Não entendia mais nada....

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.