Capitulo 1

Levantei da cama com minha mãe gritando bem alto meu nome “Jiiiinn”, ela nunca consegue ser delicada comigo, tirando isso o dia tinha tudo para ser bom. Tentei tomar um banho quente, mas o chuveiro falhou e alternava de temperatura toda hora, fui no porão para pegar uma carta que escondi da minha mãe bisbilhoteira, era uma carta para Julie, a garota mais perfeita da escola, bastante popular, mas hoje me declararei e terei coragem de pedir ela um encontro, mesmo que seja por pena.

Beijei minha mãe e dei um tchau e fui pro caminho da escola, no meio do caminho notei um cachorro ele me lembrava o Todd, um cachorro que meu trouxe, porem ele morreu durante um assalto que ocorreu na minha casa não sei quem era o ladrão, mas ele merece ir pro inferno por ter matado um cachorro indefeso. Meu pai não o protegeu por que não estava mais comigo naquele tempo, meu pai nunca esteve presente na minha vida, ele sumiu quando eu tinha 3 anos, a única lembrança que tenho daquela época é de estar chorando num cemitério e minutos depois minha mãe me pega no colo e corre e minha memória acaba.

Sinto falta dele, mas sinto que sem ele consigo levar rumo à minha vida. No meio do caminho vi uma loja interessante, vendia fantasias de halloween. A minha preferida era a da morte, atravessei a rua correndo para não me atrasar para a escola, naquele instante escutei uma buzina próxima, olhei pro lado e vi um... após isso acordei na minha cama, foi tudo um pesadelo horrível, mas me deu ideias pra essa semana.

Fiz as mesmas coisas de antes e tomei meu rumo para escola, dessa vez não morri; parei no início do portão do colégio para ver a chegada de Julie, precisava entregar a carta antes do meu aniversário de 16 anos chegar, queria convidar ela como minha namorada. Ela saiu de um carro preto e se moveu até a entrada, ela parou e olhou em minha direção com um olhar esquisito, ela se aproximou e falou que queria ser minha namorada. Eu não acreditei no que estava acontecendo devia ser uma brincadeira de mal gosto dos veteranos, ela insistia em ser minha namorada aceitei sem hesitar; convidei ela para um encontro um dia antes do meu aniversário para me ajudar a escolher a lista de convidados que seria pouco, pois não tenho muitos amigos.

Ela entrou na minha casa com sua beleza exuberante, ela me deu um lenço para me limpar minha boca, estava suja de brigadeiro, não me contive de comer alguns. Ela queria falar algo à mim, porem abaixei para pegar o lenço que deixei cair, naquele exato momento senti um vento no meu cabelo, muitos fios de cabelo caíram, quando olhei para Julie ela estava com uma foice gigante e com um olhar assassino.

Corri para janela enquanto ela me perseguia, consegui passar por ela e corri em direção a qualquer lugar. Entrei num prédio em construção, ele estava todo construído por dentro, mas por fora parecia em construção; eu passei pelos corredores como um louco, suando como se tivesse em uma fornalha. Eu corria olhando para atrás, olhei para frente e parei, pois a poucos metros de distância estava ela. Caminhei para atrás já desistindo de continuar a resistir, eu tropecei e certos símbolos no chão começaram a brilhar e o ambiente ficava escuro e difícil de respirar.

Quando me dei conta estava em cima de uma pedra, a garota que tentou me matar havia sumido, eu já não sabia o que estava acontecendo. Eu observei o lugar e reconheci minha mãe, ela estava chorando em uma lapide com meu nome escrito. Havia alguns parentes no velório, me dei conta que aquele velório era meu por algum motivo já estava morto, “será que estou em outra realidade?”. Uma jovem que aparentava ter uns 20 anos se aproximou de mim, e disse ser uma colecionadora de almas, um ser que pega as almas dos mortos. Eu rir, devia ser uma peça de halloween, ela se mostrou seria e tirou uma foice de suas costas. Ela apontou-a para meu pescoço e falou que eu estava vivo somente por que eu me transformei na própria morte.