O Som Do Coração
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Capítulo XXVII
O brasileiro riu, baixando a cabeça, o que deu a entender que ele estava brincando com os sentimentos de Afonso. Ele, entretanto, abraçou o menor com força, colando outra vez a boca na orelha dele:
– Eu amo você... Desde antes do nosso primeiro beijo...
Ainda envergonhado, o português retribuiu de imediato o abraço, apertando-o bastante, e escondendo-se no peito dele.
O coração do moreno batia junto ao seu ouvido de tal forma e ele estava tão perto...
Virou um pouco o rosto e segurou a nuca dele, tomando-lhe os lábios.
O moreno retribuiu o beijo mal Afonso tocou os dele nos seus. Subiu a mão esquerda até os cabelos de Afonso e desceu a outra até a cintura dele, puxando-o para mais perto.
– Amo você, amo você. – ele dizia risonho, enchendo Afonso com pequenos beijos, mordendo de leve o lábio inferior dele.
Afonso sorriu timidamente e puxou a nuca dele outra vez para perto, mordendo-lhe levemente o lábio inferior quando conseguia.
– Amo-te mais.
Luciano sorriu outra vez, tornando o beijo e as mordidas mais demoradas.
– Afonso? Só quero dizer que estamos sendo filmados. – apontou com a cabeça para a câmera.
O português levantou o rosto e encarou a câmara, ficando vermelho. Resmungou alguma coisa que Luciano não entendeu e abriu a porta do quarto, quase arrastando o mais novo para dentro.
Ele riu, não reclamando ao ser puxado para dentro do quarto. Assim que Afonso fechou a porta, Luciano o enlaçou pela cintura e o puxou para outro beijo, não tendo mais medo da rejeição.
– E pensar que reencontrei o amor da minha vida porque a coleira do Pongo arrebentou. – riu, mordendo demoradamente o lábio inferior dele.
O português sorriu e implicou:
– E eu encontrei o amor da minha vida. O Pongo.
Abraçou o tronco do moreno e puxou-o para mais perto.
– Não seja por isso, ele é solteiro.
– Óptimo. Assim não tenho concorrência. – sorriu de lado e foi morder-lhe o lábio novamente. Era um vício seu e os lábios de Luciano, assim tão carnudos, só lhe davam mais vontade ainda de morder.
O moreno suspirou, fechando os olhos. Aquilo lhe excitava, e ele sorriu, apertando o menor contra si.
– Senti saudades...
Afonso igualmente fechou os seus e encostou-se no seu ombro, agora mordiscando-lhe o pescoço para fazer cócegas.
– Eu também...
O braseiro suspirou, mordendo o próprio lábio.
– Afonso? Isso significa que estamos namorando?
O português corou e apertou o abraço.
– S-Sim-- Quero dizer... Se tu quiseres...
Luciano sorriu, começando a morder o pescoço do mais velho.
– Eu quero... Quero muito... E você? Quer namorar comigo?
Ele suspirou e deu-lhe mais espaço para ele poder morder.
– Q-Quero...
Ele sorriu perante a permissão, apertando o europeu contra seu corpo. A culpa era dele de ser sexy.
– Então somos namorados. – riu e acariciou as costas de Afonso.
Afonso suspirou em contentamento e retribuiu o carinho, rindo um pouco:
– Ok, combinado. – mordeu-lhe a jugular e murmurou: – Vamos é ficar longe um do outro...
Luciano suspirou, e se afastou do abraço para sentar na cama e trazer Afonso para o seu colo.
– Isso se resolve... Agora eu tenho alguém em Portugal. – sorriu – Basta ele me aceitar lá~
Ele sorriu esticou o braço para lhe segurar o pescoço.
– Claro que aceito. Desde que prometas que não me devoras os rebuçados todos~
Luciano riu, apertando de leve a coxa de Afonso.
– Tá, eu prometo não roubar seus “rebuçados”. – implicou ao imitar o sotaque do português – Mas eu quero cafuné todos os dias~
O português sorriu e dobrou o braço para lhe mexer no cabelo.
– Apenas com uma condição.
Luciano tinha fechado os olhos em contentamento e perguntou em curiosidade:
– Qual?
– Tens de levar o Pongo contigo. Ele tem um jardim grande para esburacar e destruir.
O mais novo sorriu e abriu os olhos.
– Combinadíssimo.
Por implicação, Afonso segurou-lhe na mão, impedindo-o de agarrar nas suas coxas. Se a princípio Luciano pensou que tinha passado dos limites, depressa essa ideia lhe desapareceu ao ser o sorriso malicioso de Afonso.
– Tira a patinha~
O moreno mostrou-lhe a língua e pousou a mão livre sobre o joelho esquerdo de Afonso, subindo até quase à virilha e sentindo-o estremecer subtilmente:
– Quem disse que você manda em mim?
Com um movimento rápido, mas eficaz, Afonso empurrou Luciano para trás, deixando-o deitado com as pernas para fora da cama e sentou sobre a sua barriga.
– Ninguém precisa de dizer. – segurando-se no tronco dele, baixou-se um pouco e mordeu-lhe o pescoço – Eu sei que mando.
Foi a vez de Luciano estremecer, mas se Afonso pensava que o brasileiro ia apenas deixá-lo se divertir às suas custas, estava enganado: o moreno segurou firmemente a cintura do mais velho, fazendo os dedos invadirem a camisa branca de botões dele, e o arranhou de leve enquanto forçava o português a deslizar os quadris para frente de maneira brusca ao mesmo tempo em que arqueava o próprio tronco, fazendo fricção entre o meio das pernas dele consigo.
Ele inclinou o rosto para o lado e esfregou seus lábios nos de Afonso, provocando:
– Dessa vez eu não me importo de obedecer, che-fi-nho.
Afonso não tencionava abrir os lábios para poder implica com ele mas a fricção fê-lo gemer contido. De forma a poder disfarçar, mordeu-lhe o lábio inferior, puxando-o um pouco.
– Não sou “chefinho”.
Luciano sorriu perante o gemido de Afonso, e rolou para o lado a fim de ficar sobre o europeu. Como antes estava com as pernas para fora da cama, o moreno teve de ajeitá-los mais para cima, o que ocasionou várias fricções entre eles. Claro que, no fim, Luciano era o mais alterado.
– Admita que sentiu saudades de me ouvir chamar você assim.
Afonso fez beicinho:
– Não admito~
Segurou a nuca do brasileiro com uma mão, fazendo cafuné nessa zona, e meteu a outra por baixo da camisola dele, sorrindo satisfeito ao senti-lo arrepiar-se com o toque.
O moreno suspirou e fechou os olhos antes de beijar Afonso. Com cuidado, e temendo assustá-lo, arriscou desabotoar a camisa do português.
Este, instintivamente tencionou o corpo e tentou separar-se do beijo para lhe pedir para não que não fizesse aquilo.
Mas Luciano já previa que o baixinho fosse fazer isso então mal desapertou alguns botões, acarinhou levemente a barriga dele.
Entendendo que não havia mal nenhum, por mais que odiasse as suas cicatrizes, o português tornou a relaxar o corpo passado algum tempo.
Luciano continuou com os beijos, e demorava cada vez mais para desapertar um botão, acariciando-lhe calma e carinhosamente o corpo. Quando a camisa ficou totalmente aberta, Luciano se afastou um pouco e encarou o tronco claro e com algumas cicatrizes pequenas e finas, como as das costas. Ele sorriu e beijou cada uma delas com muito amor.
– Você é lindo.
Os lábios quentes de Luciano faziam-no suspirar e arrepiar, arqueando subtilmente as costas para conseguir mais contacto.
Começou também a puxar a t-shirt de Luciano para a tirar.
– Sou normal.
O brasileiro sorriu e subiu os beijos até os lábios de Afonso, o que facilitou o português de tirar sua camisa. Como da primeira vez, a veste apenas foi jogada num canto do quarto, e Luciano terminou de despir o tronco do mais velho.
Como Afonso continuava envergonhado, Luciano voltou a sorrir e acariciou o rosto dele, beijando e mordendo os lábios do mais velho com tranquilidade.
– Não precisa me esconder elas... Não são feias...
– Eu não gosto delas. – murmurou e abraçou o tronco do moreno, fazendo-lhe lentamente carinho pelas costas dele enquanto o puxava para mais perto, satisfeito com o facto de poder sentir o calor do moreno junto a si.
– Tudo bem, eu respeito. – ele sorriu e se arrepiou, uma vez que tinha a pele sensível.
Eles se beijaram mais uma vez, mas logo Luciano se afastou, deixando Afonso deitado sobre os travesseiros. O moreno tirou calmamente os sapatos e as meias de Afonso, acariciando-lhe os pés antes de se livrar dos seus próprios. Voltando para perto de Afonso, mordeu-lhe a jugular, acariciando o peito do mais velho, demorando-se em cada cicatriz.
O português dobrou as pernas, acomodando Luciano entre elas e fechou os olhos por um momento, aproveitando o carinho. Ter a sua jugular mordida fazia-o dar um gemido disfarçado de suspiro e arranhou levemente as costas do brasileiro.
Luciano sorriu e usou um pouco mais de força em suas mordidas, desejando marcar o corpo inteiro de Afonso como seu. Suas mãos, hábeis e macias, deslizaram pelo tronco desnudo do europeu, e pousaram sobre o cós do jeans dele. Primeiro o botão foi desapertado, e em seguida o zíper aberto. Com os lábios se torcendo outra vez num sorriso, colados sobre o pomo de Adão do português, Luciano sentiu seu pequeno estremecer, e deslizou a mão esquerda para dentro das calças dele, afagando-lhe a intimidade por sobre a boxer.
Afonso apertou as pernas na cintura de Luciano e dobrou um pouco mais as costas de forma a conseguir mais fricção.
– L-Luciano... – suspirou e deslizou a mão pelos cabelos do moreno, puxando um pouco sempre que ele fazia mais pressão sobre a sua intimidade.
Sempre que Afonso gemia seu nome, Luciano fazia mais pressão no sexo dele, o que o fazia chamar por si, um ciclo vicioso.
O brasileiro, então, se afastou, livrando-se, enfim, das vestes inferiores do amado, deixando-o nu sobre a cama.
Com um sorriso sacana, advertiu Afonso do que viria a seguir, e o português apenas engoliu em seco. Luciano inclinou o tronco para baixo e provocou Afonso com gosto: traçou linhas de chupões, mordidas e lambidas pelo tronco e pernas europeias, os dedos longos e quentes apertando e arranhando a pele clara, excitando-o, a, língua deslizando ao redor do umbigo, descendo... descendo... Até alcançar seu objetivo: a intimidade desperta e carente de atenção.
Com um sorriso ainda mais sexy e duplamente malicioso, Luciano envolveu-lhe o falo com a boca, sugando com avidez.
O português gemeu nada contido, agarrando nos lençóis com uma das mãos, a outra ainda segurava os cabelos de Luciano. Continuava a chamar por ele, cada vez mais necessitado. Puxou-lhe levemente o cabelo, arranhando-lhe a nuca.
Cada gemido, cada movimento mais firme e decidido dos quadris de Afonso, impelia Luciano a prosseguir com suas sucções, as mãos arranhando a pele macia e cheirosa das pernas do europeu.
Afonso sentia-se zonzo. Agora que Luciano sabia de seu amor, e não temia mais ser rejeitado, estava dando tudo de si, sendo ainda melhor do que na primeira noite de amor deles. Se já gostava da boca brasileira, agora o português estremecia de prazer.
Com dificuldade, abriu os olhos, encarando o trabalho oral de Luciano, acompanhando excitado o movimento de vai e vem dos lábios carnudos sobre seu membro latejante. Quando o mais jovem abriu os olhos escuros, sedutores, e ergueu o olhar para encarar seu amado, Afonso afundou ainda mais a mão nos cachos do namorado, um pedido desesperado para que ele não parasse e se apressasse. E como um bom amante, ele obedeceu.
A forma com que a língua do brasileiro o provocava e atiçava, deixava-o mais sem chão e relaxado.
Ele só percebeu que tinha ficado a encarar Luciano – e que era encarado de volta – quando o moreno sorriu de lado, quase maliciosamente. Afonso já estava corado mas a aquele gesto fê-lo ficar mais vermelho ainda e tornar a fechar os olhos.
– L-Luci... Não aguento mais...
Aquele era o pequeno estímulo necessário para que Luciano sentisse ainda mais vontade de fornecer prazer ao amado: sem desviar o olhar de Afonso – queria conhecer as expressões dele enquanto chegava ao clímax, coisa que não pode fazer em Portugal –, o brasileiro aumentou a velocidade de seus movimentos, usando a ponta da língua para provocar a base da glande do europeu.
Afonso arqueou as costas novamente, sentindo-se arrepiar quando uma sensação prazerosa percorreu o seu corpo e ele atingiu o seu clímax.
Ficou ofegante, sentindo-se zonzo, enquanto murmurava o nome do brasileiro e agora no lugar de lhe puxar o cabelo fazia festinhas.
Luciano, após sorver toda a prova do prazer de Afonso, engatinhou sobre o namorado, beijando-lhe o tronco, e deitou-se sobre ele, abraçando-o como pode. Esperaria que o menor se recompusesse antes de prosseguir com as provocações.
O lusitano acarinhou-lhe as costas por uns momentos enquanto deixava a sua respiração voltar ao normal.
Após algum tempo, rolou para o lado e segurou nos pulsos de Luciano, prendendo-o:
– Que vício esse de me provocar.
Apesar de surpreso, pelo movimento ter sido demasiado rápido, o moreno sorriu maliciosamente:
– Vício? Por quê? Já fiz isso antes?
– Não te faças de inocente.
O sorriso do brasileiro aumentou:
– Não estou. Eu provoco você, Afonso?
Afonso ponderou em responder-lhe mas preferiu não o fazer. Começou a morder-lhe o pescoço e a deixar a sua clavícula cheia de marcas.
– Talvez. – com a mão livre, foi deslizado pela lateral do tronco do mais novo até chegar ás suas calças e desapertar.
Luciano soltou um gemido baixo, mas riu em seguida.
– Acho que isso é um “sim”~
– Não, isso foi um talvez. – ele disse risonho e arrastou-se um pouco para cima para lhe morder o lóbulo da orelha.
Foi a sua vez de provocar e Afonso começou a esfregar a palma da mão sobre a intimidade do brasileiro, ainda com os boxers.
O brasileiro soltou um som, misto de gemido com um bufar. Apertou os olhos e mordeu o lábio inferior, movendo como podia os quadris.
– Você é um mentiroso: eu não fiquei provocando você. – abriu os olhos e encarou o mais velho – Você viu... Eu caí de boca, literalmente falando. – sorriu malicioso.
Afonso retribuiu o sorriso e pressionou mais a mão.
– E isso significa o quê? Que queres que eu caia de boca também?
O brasileiro soltou outro gemido, arfando em seguida. Ainda se lembrava do Afonso pervertido de seus sonhos, mas o português era sempre submisso. Não esperava que ele fosse tão provocador.
– Só gostaria que meu amorzinho fosse gentil e não me torturasse com suas provocações. – ele inclinou o quadril para cima – O Mini Luci precisa de atenção.
O português riu-se e despiu-lhe a roupa interior:
– Pronto, pronto. Coitado do Mini Luci. Não quero que o pobrezinho fique carente. – agarrou o membro do brasileiro e começou a afagá-lo lentamente.
Luciano sorriu antes de soltar outro gemido, jogando a cabeça e os cachos para trás.
– A-ah... E s-seria pedir muito para que o m-meu amorzinho soltasse meus pulsos? – Luciano era bem forte, e podia facilmente livrar-se e inverter as posições, mas não desejava acabar com o divertimento de Afonso – Estou ficando com os braços dormentes... E quero tocar você...
– Ups~ – largou-os, esfregando-os suavemente para que deixassem de estar dormentes.
Com a mão que agora ficara livre, começou a fazer festinhas nas bochechas do moreno e baixou-se para lhe morder o lábio.
Ao sentir-se livre, o moreno voltou a sorrir. Quando Afonso lhe mordeu o lábio, suspirou e envolveu-o pelo tronco, abraçando-o enquanto sentava-se na cama. As mordidas do europeu foram interrompidas pelo beijo de Luciano, calmo e paciente.
Como ainda se vestia da cintura para baixo, Luciano fez um malabarismo sob Afonso para despir-se por completo, e isso arrancou risos de ambos. Eles se encararam por um momento, sorrindo um ao outro. Amar era bom...
Ainda com o menor em seu colo, o brasileiro iniciou outro beijo, aumentando a intensidade da carícia aos poucos, gastando o oxigênio que havia em seus pulmões. Recuperava o fôlego a descer sua boca para o queixo ou jugular de Afonso, que lhe arranhava as costas.
Num dado momento, Luciano afastou um pouco as próprias pernas, fazendo Afonso deslizar para o colchão e ficar de frente para si. Voltando a roubar os lábios do português para si, o mais jovem deslizou a mão direita pela coxa de seu amado, seguindo até a ereção dele e a envolvendo junto da sua. Fora Luciano o primeiro a estremecer, visto que estava mais excitado e ainda não havia se aliviado, e o brasileiro inclinou o tronco para frente, pousando a testa no ombro de Afonso enquanto gemia o nome do português.
O português fechou os olhos por um momento e mordeu o próprio lábio para não gemer demasiado alto.
Conseguia sentir o moreno arrepiar-se e uma vez que agora tinha as mãos livres, abraçou-o pelo pescoço, virando o rosto para lhe poder mordiscar o pescoço e a orelha. A reacção do brasileiro era adorável: mordia-lhe o ombro e movia o tronco para se conseguir aproximar mais de Afonso.
Com um sorriso travesso, o lusitano lambeu-lhe o lóbulo da orelha esquerda e murmurou:
– Assim é impossível não me provocares...
Luciano voltou a gemer, mordendo o pescoço de Afonso antes de ronronar:
– D-desculpa...
– Não desculpo. – sorriu de lado e gemeu baixo ao sentir que o Luciano tinha aumentado o movimento da mão – As desculpas não se pedem, evitam-se e nem tens noção das coisas que me apetece fazer-te.
Luciano se ajeitou para encarar Afonso, os olhos castanhos assumindo um brilho curioso.
– O que, por exemplo?
O sorriso do português aumentou e foi a vez dele se esconder no ombro para o arranhar:
– Se eu te disser ficas a saber tanto como eu, não é?
Luciano piscou.
– Isso significa que não vai me fazer nada?
– Quem sabe~ Será que tu mereces? – disse a brincar e deslizou as suas mãos pelas laterais do corpo dele até chegar as suas coxas.
Ele suspirou, mordendo o lábio inferior.
– Serei um bom menino, amorzinho. Prometo.
O português sorriu:
– Óptimo. – tornou a empurrá-lo para trás, esfregando o seu baixo-ventre para conseguir fricção.
Luciano deitou-se, acomodando a cabeça sobre os travesseiros. Suspirou baixinho perante a fricção, mas puxou Afonso para cima de si, deitando-o sobre seu corpo.
Deslizou as mãos pelo corpo nu do português e lhe beijou, afundando a mão esquerda nos fios bagunçados do namorado, soltando-os do elástico.
Afonso ronronou levemente e acarinhou-lhe a bochecha.
Ao afastar-se do beijo para poder respirar, riu um pouco:
– Luci~ Assim não me consigo mexer.
Luciano corou um pouco e riu.
– É que eu não quero me afastar de você.
O português corou um pouco e mordeu-lhe a bochecha, acarinhando-lhe a lateral do tronco como conseguia.
– Mas assim não consigo dar carinho ao Mini Luci.
O moreno sorriu, arfando um pouco ao ser acariciado. Realmente um pouco de atenção no meio de suas pernas era bem-vinda, porém ele não conseguia se conter de felicidade. Girou o corpo e inverteu as posições, Afonso acomodando-o entre as coxas.
– Eu estou tão feliz, Afonso... – ele sorria e não desviava o olhar – Mas tão feliz que eu não me importaria de passar a noite inteira só abraço em você... só que... bem, você me deixou nesse estado e agora eu não consigo mais resistir em te amar de novo.
O lusitano corou um pouco mais e retribuiu o sorriso, logo o abraçando pelo pescoço para o puxar um pouco para baixo.
– Eu também estou feliz por te ter comigo. – murmurou – Eu quero isso, também...
O sorriso que Luciano lhe lançara fora uma incógnita para Afonso: parecia um sorriso comum, cheio de alegria e carisma, mas o português conseguia ler a paixão e a excitação naquela boca carnuda e apetitosa. Luciano poderia morrer de tanta felicidade, e ele não acreditava por completo que aquilo estava acontecendo.
– Que isso não seja um sonho. – ele murmurou, colando seus lábios nos do europeu – Porque, se for... não me deixa acordar...
Afonso mordeu-lhe o lábio inferior antes de o beijar devagar para aproveitar cada segundinho que tinha com o moreno. Quando abriu os olhos reparou que o brasileiro abria os seus e também suspirou em contentamento, murmurando:
– Caso seja um sonho...Vamos ficar os dois a dormir então... – fez-lhe carinho no cabelo e apertou um pouco mais o abraço quase usando as pernas para o abraçar – Eu amo-te...
O brasileiro gemeu docemente ao sentir o membro de Afonso roçando contra o seu, e deixou que o europeu mordiscasse com vontade seu lábio. Levando a mão esquerda até a cintura do mais velho e movendo sutilmente os quadris, Luciano ronronou:
– E eu amo você... Ontem, hoje e sempre.
Afonso sorriu e também gemeu baixo com a fricção, movendo as suas ancas para o ajudar no movimento. Ajeitou a cabeça sobre a almofada fofinha e puxou a nuca de Luciano para baixo, beijando-o novamente.
O beijo iniciou calmo, mas assim que as fricções tornaram-se mais necessitadas e ritmadas, a carícia atingiu outro patamar de lascividade. Luciano afastou sua boca da de Afonso quando o ar foi solicitado, mas ele moveu os lábios até a jugular do português para continuar a marcá-lo.
A sensação de ter seu corpo, quente e úmido de suor, colado e se esfregando no do mais velho fazia o brasileiro estremecer de prazer, e foi mordendo o lóbulo de Afonso que Luciano se lembrou de algo importante:
– Afonsinho? Você, por acaso, tem preservativos? E lubrificante?
O lusitano parou de se mover e abriu os olhos, encarando o brasileiro em surpresa com a pergunta.
Tentou acalmar a respiração descompassada e murmurou:
– Eu não-- Eu não tenho nada. N-Não estava a contar usá-los...
Luciano coçou a nuca, pensando no que fazer.
– Ahn... Eu trouxe preservativos... – encarou o mais velho e corou – N-não que eu esperasse que isso fosse acontecer, mas trouxe e... – suspirou – Mas vai doer sem lubrificante...
Afonso corou também e acenou com a cabeça:
– T-Tudo bem... Eu a-aguento.
O moreno piscou, mordendo o lábio inferior, incerto. Não queria machucar Afonso, mas estava tão excitado... e os olhos do português eram tão bonitos e brilhantes, demonstrando que também queria isso...
Assentindo, Luciano beijou a testa de seu amado, questionando baixinho:
– Posso virar você?
O lusitano pestanejou, um pouco confuso com o pedido, mas acenou afirmativamente com a cabeça, depositando toda a sua confiança em Luciano.
Luciano sorriu docemente, os olhos curiosos nas cicatrizes de Afonso. Eram rosadas e finas, mas muitas. Inclinou o corpo para baixo e beijou uma perto do pescoço, mordendo em seguida.
Aquela zona sensível fez o mais velho arrepiar-se e agarrar um pouco do cabelo de Luciano, mantendo-o ali por gostar das mordidas.
Os dedos finos do mais velho se entrelaçaram por entre os fios castanhos e bagunçados, e o brasileiro entendeu o que Afonso desejava. Ter o menor tão perto de si causava uma grande alegria em Luciano, e ele continuou com as mordidas, descendo o corpo até colá-lo no do português, acomodando seu membro entre as nádegas do mais velho.
O português suspirou, nervoso por antecipação. Abriu um pouco mais as pernas de forma a facilitar o trabalho para Luciano e gemeu baixinho ao sentir o membro quente do moreno assim tão próximo da sua intimidade.
Luciano também gemeu, mordendo a nuca de Afonso com força. Deslizou carinhosamente a mão esquerda pelo corpo do mais velho, tentando sentir cada cicatriz, e a levou até a boca do português, pedindo baixinho:
– P-pode... umedecer para mim?
O pedido fez o baixinho corar mas ele acedeu ao pedido. Segurou no pulso de Luciano e virou um pouco o rosto para conseguir levar os dedos dele à boca.
A sua pele ainda se arrepiava só por estar em contacto com a do brasileiro e esse desejo de continuar com as carícias, e também de o provocar, fez com que Afonso deixasse momentaneamente a sua vergonha de lado e passasse a lamber os dedos do mais novo quase de forma indecente.
Luciano permaneceu atento ao trabalho oral de Afonso, e o português conseguia sentir que aquilo fazia efeito: além do sexo do brasileiro estar ainda mais rijo, ele passara a se esfregar de leve contra si, quase sem perceber.
– Você faz ideia do quão erótico isso é? – ele disse num meio gemido contra a orelha do mais velho, movendo os quadris com mais velocidade.
Sorrindo de lado, satisfeito pelos resultados, o português arqueou um pouco as costas, aumentando assim a fricção de Luciano.
– Ai é?
Afonso viu o mais jovem morder o lábio inferior, e quando Luciano murmurou um “sim”, sorriu ainda mais e prosseguiu com a brincadeira com a língua. Passava o órgão por entre os dedos de Luciano e os chupava, mordiscando a ponta de cada dígito, deliciando-se com a expressão de total deleite do moreno.
Os pequenos gemidos e suspiros profundos do moreno divertiam Afonso e ele não resistiu em comentar:
– Se ficas tão adorável só por te lamber os dedos, mal posso esperar para lamber outro lugar~
Luciano quase gozou só de pensar em Afonso usando a boca em seu membro, e teve de parar de se mover por um momento. Arfando, abriu os olhos e encarou o mais velho, retirando os dedos dos lábios de Afonso e os levando até a entrada do menor.
– Se doer... Avisa, certo?
O português forçou o seu corpo a relaxar a acenou com a cabeça:
– C-Certo...
O brasileiro sorriu de canto e acarinhou com cuidado a intimidade do europeu, umedecendo-a bem. Voltou a inclinar o tronco para baixo, mordendo com carinho a orelha de Afonso, visando distraí-lo da invasão. Com cuidado, passou a introduzir o indicador.
A mão do lusitano dobrou-se e ele agarrou o lençol. Por mais delicado que Luciano fosse, aquela sensação era sempre desconfortável e por isso o português mordeu o lábio e suspirou. O moreno beijou-lhe a orelha e usou a mão livre para lhe acarinhar a cintura, fazendo Afonso sorrir.
A delicadeza de Luciano era incrível, e genuína. O brasileiro sempre cuidara bem de si, mesmo antes de começarem o relacionamento confuso e estranho que tiveram em Portugal: ele o tratava com carinho, o respeitava e o protegia, mesmo quando Afonso estava em crise e insistia para que Luciano se afastasse. O mais jovem sempre continuou ao seu lado, amando-o sem forçá-lo a nada.
Lembrava-se de Arthur, o inglês sempre o magoava de alguma forma, e as noites que passavam juntos geralmente acabavam com Afonso cheio de hematomas e sem ter atingido o clímax.
Luciano era diferente... Era seu.
– Dói muito? – questionou baixinho, forçando o segundo dedo – Podemos parar...
Afonso suspirou e abanou com a cabeça:
– Não... Não te preocupes...
O brasileiro beijou-lhe a nuca e usou a mão livre para lhe acarinhar o ombro e percorrer toda a extensão do seu braço até chegar à mão do baixinho e agarrar nela.
– Certeza?
O mais velho sorriu e apertou-lhe a mão.
– Absoluta.
O moreno assentiu e introduziu o terceiro dedo, passando a afastá-los e movê-los calmamente, apertando a mão de Afonso.
Os gemidos de Afonso foram aumentando de frequência e não demorou muito para que ele estivesse com a respiração de tal forma descompassada que até chamar pelo moreno lhe era difcil.
O moreno corou e mordeu o pescoço de Afonso. Aproveitara a preparação para se acalmar, mas ouvir o menor mexia consigo.
– Afonso? A-acha que está bom?
Afonso abriu os olhos e puxou a mão dele para perto, beijando-lhe levemente o pulso.
– A-Acho...
Luciano assentiu, murmurando um “tá” envergonhado antes de retirar com cuidado seus dígitos da intimidade de Afonso. Beijou a nuca do mais velho e se afastou com cuidado, procurando por suas calças. Por sorte, estavam no chão, perto da cama, e o moreno não precisou sair de cima do colchão.
Apressado, pegou a carteira e puxou de qualquer forma a embalagem de preservativo, deixando cair no chão a foto de Afonso que levava sempre consigo. Estava tão distraído que sequer viu isso, e a foto passou despercebida por Afonso, pois o português abraçou o maior por trás e lhe mordeu o pescoço.
– Hn... – o moreno gemeu baixinho, vestindo o preservativo – Sabia que eu amo você?
Afonso puxou-o levemente para trás, fazendo-o sentar-se e arrastou-se para o outro lado, sentando-se no seu colo. Esfregou-se subtilmente nele e abraçou-o pelo pescoço, aproximando-se para lhe poder morder a orelha.
– Sabias que te amo mais?
Luciano sorriu, testando se o preservativo estava devidamente vestido. Ao notar que tudo estava pronto, beijou docemente os lábios do mais velho e levou suas mãos até os quadris de Afonso, acomodando seu membro na entrada do menor.
– Afonso? – o português piscou, estranhando um pouco ao ver o moreno corar até as orelhas.
– Sim, Luci?
O brasileiro enrubesceu ainda mais, e ele demorou um pouco para fazer o pedido, a voz baixa:
– V-você... Você pode dizer... “faz-me teu”?
Afonso ficou a encará-lo por uns momentos, tentando entender o pedido. Porém, não lhe foi difícil perceber o que Luciano pretendia, ainda para mais quando ele estava assim tão vermelho e adorável.
Moveu subtilmente as ancas, voltando a esfregar-se nele ao esconder o rosto junto ao seu pescoço:
– Luci~ Eu quero que me faças teu e só teu. Eu quero-te dentro de mim, agora.
O resultado foi mais do que satisfatório: o brasileiro gemeu contra o seu ouvido, e assentiu obediente. Entretanto, mesmo excitado, Luciano continuou gentil, e começou a penetração com cuidado, apenas mantendo Afonso pertinho de si, beijando e mordendo a bochecha esquerda do mais velho.
Afonso segurou-se nos ombros dele, arranhando um pouco quando sentia dores. Deixou que Luciano o segurasse até a penetração terminar e suspirou profundamente, mordendo-lhe a jugular.
– Já não estou habituado a isto.
Luciano mordeu o lábio inferior antes de apertar o abraço.
– Nós só vamos nos mover quando você quiser, ok? – garantiu, beijando a bochecha do europeu. Não havia motivo para pressa, e o moreno começou a brincar com os cabelos de Afonso.
O mais velho gemeu baixinho e tornou a suspirar, desta vez em contentamento. Largou os ombros dele e acarinhou-lhe as costas antes de o abraçar pelo tronco e apertar.
– Tive saudades tuas...
Sorriu, afastando-se um pouco apenas para poder olhar Afonso nos olhos, beijando-lhe carinhosamente os lábios.
– Eu quase morria. – disse e beijou-o com mais intimidade, sentindo o menor suspirar – Eu amo você... amo tanto você...
Afonso ainda tentou responder mas os beijos de Luciano tiravam-lhe o fôlego e quando deu por si já o estava a beijar de forma mais lasciva e a começar a mover as ancas.
Ainda visando não machucar o europeu, Luciano apenas o ajudava com os movimentos iniciais. Claro que a tarefa era difícil, uma vez que desejava estocar o menor com força, porém limitou-se a beijá-lo, iniciando uma masturbação lenta.
O português gemeu novamente e arqueou as costas instintivamente o que provocou um movimento mais rápido por parte de Luciano.
Deslizou as mãos pelas costas do moreno até chegar perto da sua nuca e aumentar a frequência dos seus beijos.
Luciano suspirou contra os lábios do europeu, que se afastou um pouco e ordenou:
– Mexe-te.
O brasileiro pestanejou surpreso pelo tom autoritário:
– Por favor não se pede?
Afonso sorriu de lado e começou ele mesmo a mexer o quadril.
Luciano logo perdeu sua pose de teimoso. Gemeu rouco e puxou Afonso para um beijo necessitado, movendo os quadris para estocá-lo com força enquanto procurava pela próstata do mais velho.
Era-lhe difícil beijar Luciano porque a respiração descompassada e os gemidos não deixavam que a carícia se prolongasse por muito tempo.
Então Afonso apoiou a cabeça no ombro de Luciano e foi mordendo-o.
O mais jovem aproveitou as mordidas em sua jugular para retomar o fôlego, o ar parecendo insuficiente. Ele não cansava de pensar que ter Afonso em seus braços novamente era a melhor coisa do mundo, mas também desejava por mais. Era mimado por natureza, não tinha culpa.
Arranhando de leve as costas do europeu, e percebendo que as cicatrizes dele o excitava, Luciano girou o corpo para a esquerda e deitou Afonso na cama, ficando sobre o português. Assim conseguia se mover com mais facilidade e velocidade, e era a sua vez de marcar o pescoço do mais velho, mordendo e chupando com vontade.
Afonso amava ter o seu pescoço mordido e ainda para mais por Luciano. Dobrou as pernas e “prendeu” a anca do brasileiro com os joelhos, arqueando as costas para o forçar a ir mais rápido. Segurava-se nas costas do mais novo, porém, quando sentiu uma onda maior de prazer quando ele lhe atingiu um certo ponto em especial, arranhou-as com força.
Quando ouviu aquele agudo e sincero gemido escapar pelos lábios rubros e inchados de Afonso, Luciano sorriu e gemeu também, contorcendo-se de prazer por ter as costas arranhadas. Começou a investir sem descanso naquele ponto, segurando firmemente o português pelos quadris para facilitar as estocadas.
O lusitano fechou os olhos e apertou o abraço, quase trazendo o moreno para o seu peito. Sem querer, continuava a arranhá-lo ou então a puxar-lhe o cabelo, quando a sua mão deslizava até à nuca dele.
Deixou que fosse ele a guiar os movimentos e apesar de querer chamar pelo nome do brasileiro, era-lhe difícil entre os gemidos necessitados.
O estado do brasileiro não era muito diferente, e Luciano mal conseguia pensar. Ofegante, Afonso levou a mão direita até a nádega esquerda do brasileiro e a apertou com força, ouvindo com satisfação o gemido de prazer do moreno.
Com um sorriso, Afonso empurrou Luciano para a esquerda e inverteu as posições, apoiando ambas as mãos no peito do mais jovem, impedindo-o de lhe abraçar. Ao ver a expressão confusa do brasileiro, riu e começou a mover os quadris rapidamente, gemendo alto ao sentir sua próstata sendo atingida.
Ver seu amado europeu naquela posição, impudico e agora se masturbando, foi o limite para Luciano, e ele não teve tempo de avisar, chamando pelo menor ao atingir o orgasmo:
– F-Fonfon!
A expressão adorável de Luciano, quase indefeso e corado, fez o próprio português gemer consigo.
Talvez sem se aperceber, o moreno segurou-lhe na cintura e aquele toque subito, seguido de um puxão, fez com que também Afonso atingisse o seu clímax.
Apesar de ser mais controlado que o brasileiro, o mais velho chamou por ele, levando a mão livre até à de Luciano para a agarrar.
Luciano, arfando, agarrou a mão de Afonso, demorando alguns segundos antes de puxar delicadamente o europeu para o seu abraço, beijando o rosto dele várias vezes.
– Eu te amo tanto...
Afonso sorriu e encostou-se no ombro do mais novo, fechando os olhos por um bocadinho.
Era bom estar ali, muito bom.
Ainda a brincar com os dedos do brasileiro, o lusitano esticou-se um pouco e riu ao tentar beijar-lhe a bochecha mas não conseguir porque Luciano tentava o mesmo com ele.
– Eu também te amo...
O moreno beijou-lhe a testa, sorrindo em seguida.
– Afonso? Preciso me livrar disso... — apontou para o meio das pernas, saindo do europeu.
– Ups~ – respondeu simplesmente mas continuou quietinho deitado em cima dele – Não me apetece sair daqui...
Luciano riu e abraçou carinhosamente Afonso, beijando-o várias vezes.
– Não vou a lugar nenhum, então. – sorriu – Mas deixa eu tirar isso ou o Mini Luci vai sofrer.
Afonso riu e levantou-se um pouco para lhe dar espaço:
– Ok, ok. Não queremos que o pobre Mini Luci tenha problemas.
Luciano riu e roubou um singelo beijo do menor antes de se sentar na cama para tirar o preservativo. Encontrando a embalagem escondida entre os lençóis bagunçados, fez um nó no produto usado e o enfiou novamente na embalagem, deixando-a sobre o criado-mudo ao lado da cama. No instante seguinte, voltou a se deitar, abraçando Afonso com pressa e carinho.
– Voltei~
O lusitano depressa se enroscou junto dele e retribuiu o abraço, apertando-o junto ao seu peito.
– Não voltes a ir mais~
O brasileiro suspirou, acariciando os cabelos de Afonso.
– Não... Meu lugar é do seu lado...
O português ronronou levemente e enroscou as suas pernas nas do moreno para o manter ainda mais perto de si.
Estava calor, ou pelo menos Afonso achava que sim, só que não lhe apetecia mesmo nada afastar-se dele.
– Mesmo que não fosse, eu não te ia deixar ir. – disse a brincar e beijou-lhe a testa – Temos de ir tomar um banho.
O moreno piscou e encarou o mais velho com um sorriso sacana.
– Isso foi um convite?
Afonso fingiu-se pensativo e rolou para o lado, levando junto consigo o moreno, e deitou-se por cima dele, numa pose bastante similar a uma esfinge do Egipto.
– Hum~ Quem sabe? Ouvi dizer que gostas muito de banho de banheira.
O mais jovem riu e colocou uma mecha do cabelo de Afonso para trás da orelha dele, acariciando, em seguida, a base da cicatriz dele.
– Arrã, eu troco meu rim por um banho de banheira... – sorriu – Mas estou morto... Prefiro mil vezes que você me abrace e que a gente vá dormir...
– Cansas-te assim tão facilmente? – riu e beijou-lhe a testa, logo se deitando para poder encostar-se no ombro dele – Mas tens razão, podemos deixar isso para amanhã... – suspirou – Só tenho pena que seja o meu último dia cá...
O português foi logo abraçado, e Luciano lhe beijou a testa, acomodando-se ao seu lado.
– Shhh... Não vamos pensar nisso agora. Vamos aproveitar que estamos juntos e depois a gente vê o amanhã.
O mais velho suspirou tristemente e deu-lhe um beijo leve nos lábios.
– Eu sei mas... Não me queria separar de ti outra vez...
Começou a acarinhar-lhe o peito com uma mão, usando a outra para o segurar pela cintura.
O brasileiro suspirou, a boca colada na têmpora de Afonso.como se ajudasse, começou a cantar:
“Eu tenho tanto para te falar
Mas com palavras, não sei dizer
Como é grande o meu amor por você”
O lusitano fechou os olhos e tornou a aconchegar-se no abraço do mais novo suspirou profundamente, contentando-se em ouvi-lo cantar.
“Nem mesmo o céu nem as estrelas
Nem mesmo o mar e o infinito
Não é maior que o meu amor
Nem mais bonito”
Continuou a cantar baixinho e só parou quando sentiu que Afonso relaxara totalmente, adormecido.
Luciano sorriu ternamente e beijou a testa de Afonso outra vez, sussurrando com a voz doce e baixa:
– Eu amo você.
Não demorou muito para também dormir, o coração cheio de felicidade.
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