O Segundo Vietnã

Prólogo

Tudo começou no início do século XX. Os americanos se instalaram na Amazônia para extrair látex. Precisavam de matéria-prima. Eles levaram borracha, mas acabaram saindo da floresta.

Mais tarde, na última década do mesmo século, os hipócritas líderes norte-americanos armaram um perverso plano para se apoderar da mata. Defendiam a criação de um Estado indígena independente, um país para os nativos. Era um pretexto para ocuparem a floresta, com o fim de assegurar a soberania do território indígena. Falharam.

Mais tarde, os brasileiros se ofereceram para treinar os soldados ianques em táticas de combate na selva. Logo tropas americanas auxiliavam a segurança da fronteira com a Colômbia. O número de homens aumentou cada vez mais, até que um respeitado general norte-americano, chamado Antony Harris, foi à ONU defender a intervenção americana na Amazônia, alegando a irresponsabilidade das autoridades brasileiras, diante da crise hídrica e do desmatamento recorde, em preservar a floresta. Segundo ele, a Amazônia era um patrimônio da humanidade que deveria ser protegido a qualquer custo, inclusive com uma guerra.

Ninguém aprovou a medida, mas, desde a ofensiva contra o Iraque, o poder das Nações Unidas entrara em decadência. Pairava, então, um clima de tensão, como se um barril de pólvora estivesse acesso e ameaçasse explodir a qualquer momento. Antes deste sanguinário conflito, brasileiros e americanos nunca haviam entrado em guerra. O Brasil nunca entrara em um conflito com uma potência de tal porte. Um conflito em seu território, com sua soberania ameaçada não era realidade desde a Guerra do Paraguai. Foi uma guerra suja, injusta e ilegal. Milhares de jovens morreram na selva. Os indígenas foram usados como escudo.

Foi, verdadeiramente, o segundo Vietnã...