O Segredo dos Blacks

8 OS Planos DE Fred E Jorge



Antes de dormir, Hydra cumprimentou suas companheiras de quarto e viu que Rita e Laura estavam conversando sobre Harry Potter.

— Eu acho que ele está mentindo, você viu o que o Profeta diário disse, ele só quer atenção – Falou Laura .

— É, primeiro ele entrou no torneio ano passado, agora isso? Acho que talvez seja verdade.. – Disse Rita.

— EI – Gritou Hydra, todas as meninas do quarto se viraram para ela – Parem de falar bobagens, Harry Potter não mentiu, ele falou a verdade e eu sei disso.

— Como você sabe? – Perguntou Rita.

Hydra estava pronta para falar quando foi interrompida por Jeniffer que a puxou e falou baixinho:

— Hydra, isso tudo que você quer falar é segredo da ordem, só ignora elas.

— Você concorda com isso Jeniffer? – Perguntou Rita, que sempre fora a melhor amiga de Jeniffer.

— Sim, eu concordo, eu também acredito que o Harry está falando a verdade, eu também acredito nele e é só ver o que anda acontecendo para ver que sim, os ataques contra os trouxas, vocês só estão se recusando a acreditar, eu sei que são inteligentes, só pensem, quem vocês acham que está fazendo tudo isso? – Perguntou Jeniffer.

— Eu também acredito nele – Comentou Angelina

— É, eu também, não acho que o Harry mentiria – Disse Alicia

— Eu ouvi falar que foi o Sirius Black – Disse Rita

— NÃO FOI ELE! – Gritou Hydra e as meninas olharam espantadas para a sua convicção – Ele não faria isso tudo sozinho, nem sendo um bruxo muito poderoso, não tem como! — Completou Hydra, mais calma mente.

— Eu não sei, sinceramente, mamãe acha que é mentira e eu não sei, acho que realmente prefiro pensar que não – Disse Rita.

— Eu sempre gostei do Potter e ele é da nossa casa, mas será que é verdade mesmo? Vai ver ele está confuso, sofreu uma pancada na cabeça ou um feitiço de memória potente... – Disse Laura .

— Não é isso, ele está falando a verdade! – Concluiu Hydra.

Hydra foi dormir muito irritada com Rita e Laura que ainda discutiam o caso, mas sabia que Jeniffer estava certa e ela não devia comentar casos da ordem com ninguém de fora.

Quando estava descendo para o café, Hydra viu um aviso no quadro de avisos da sala comunal:

"GALEÕES DE GALEÕES!

Sua mesada não está acompanhando suas saídas?

Gostaria de ganhar um extra?

Procure Fred e Jorge Weasley,

sala comunal da Grifinória,

para trabalhos simples, meio expediente e virtualmente indolores.

(Lamentamos informar que todo o trabalho será realizado por conta e risco do candidato.)"

Hydra riu e examinou o cartaz, por baixo estava afixado a data do próximo passeio para Hogsmeade (final de Outubro).

"Eu espero que eles não machuquem ninguém, preciso falar com eles" Disse Hydra, para si mesma.

— Hydra, você tem certeza que não vai ser nossa goleira? – Disse Angelina desanimada quando se sentaram na mesa da Grifinória para o café.

— Absoluta Angelina, infelizmente eu realmente não tenho tempo para isso esse ano, mas eu vou te dar todo apoio possível, prometo.

— Então você pode ir com o time nos testes sexta-feira às cinco?

— Posso, claro! — Disse ela sorrindo, tentando melhorar o humor da amiga.

Angelina saiu para informar ao resto do time sobre os testes.

Com um forte deslocamento de ar e ruídos de batidas, centenas de corujas entraram voando pelas janelas superiores. Desceram por todo o salão, trazendo cartas e pacotes para seus donos, e deixando cair uma verdadeira chuva de pingos sobre as pessoas que tomavam café; sem a menor dúvida estava chovendo pesado lá fora.

Hydra recebera três cartas, uma de Gabrielle, uma de Gisele e uma de Olivio

— Não sabia que vocês ainda se falavam – Disse Fred olhando o envelope de Olivio.

— Sim, as vezes só – Comentou ela meio sem graça, decidiu guardar as cartas para ler mais tarde.

Ela notou que Draco recebeu os tradicionais docinhos que sua mãe mandava todos os dias, mas que Hydra dessa vez não, isso fez com que se sentisse muito mal, mas decidiu não comentar nada com ninguém, precisava escrever uma carta para a sua mãe muito em breve informando tudo sobre o casamento e a vida dela, tudo que pudesse contar de qualquer maneira.

A Prof a McGonagall agora vinha passando pela mesa distribuindo os horários.

— Um tempo de herbologia, um de Defesa contra as artes das trevas e de tarde dois tempos de poções, nada mal por hoje – Comentou Hydra em voz alta.

— É melhor corrermos, quero ver se vendemos algo antes da aula – Disse Fred e eles e Jorge levantaram da mesa.

Bem quando estavam passando por Rony, eles ouviram ele falando.

— Gostaria que Fred e Jorge trabalhassem mais rápido para aprontar aqueles kits Mata-Aulas...

— Será que os meus ouvidos me enganam? – Perguntou Fred que sentou ao lado de Harry com Jorge enquanto Hydra permaneceu de pé olhando para eles – Com certeza os monitores de Hogwarts não desejam matar aulas!

— Olhe só o que temos hoje – disse Rony rabugento, metendo o horário embaixo do nariz de Fred. – É a pior segunda-feira que já vi na vida.

— Um argumento válido, maninho – disse Fred, examinando a coluna do dia. – Posso lhe ceder um pouco de Nugá Sangra-Nariz baratinho, se quiser.

— Por que baratinho? – perguntou Rony, desconfiado.

— Porque você não vai parar de sangrar até murchar inteiro, ainda não temos um antídoto – disse Jorge, servindo-se de um arenque.

— Obrigado – disse Rony, mal-humorado, guardando o horário no bolso –, mas acho que fico com as aulas.

— E por falar nos seus kits Mata-Aulas – disse Hermione encarando os gêmeos com um olhar penetrante –, vocês não podem pôr anúncios pedindo cobaias no quadro de avisos da Grifinória.

— Quem disse? – perguntou Jorge, espantado.

— Digo eu – respondeu Hermione. – E Rony – Hermione então olhou para Hydra em pé e acrescentou – E a Hydra!

— Me deixe fora disso! – Disseram Hydra e Rony ao mesmo tempo.

Hermione olhou feio para eles. Fred e Jorge deram risadinhas debochadas.

— Hydra, você é monitora chefe! Eu sei que eles são seus amigos, mas você não pode permitir isso! – Disse Hermione, olhando ainda muito irritada para a menina e a deixando sem graça, Hydra sabia que ela tinha razão.

— Você vai mudar esse seu tom muito breve, Hermione – disse Fred, enchendo de manteiga um pãozinho de minuto. – Você vai começar o quinto ano, e não vai demorar muito para nos suplicar por um kit Mata-Aula.

— E por que começar o quinto ano significa que vou querer um kit Mata-Aula? – perguntou Hermione

— O quinto ano é o ano dos exames para obter os Níveis Ordinários em Magia – disse Jorge.

— E daí?

— E daí que os seus exames vêm aí, não é? E os professores vão esfregar o nariz de vocês com tanta força naquela pedra de amolar que ele vai ficar em carne viva – disse Fred com satisfação.

— Metade da nossa turma teve probleminhas nervosos quando estavam se aproximando os exames – disse Jorge satisfeito. – Crises de choro e chiliques... Patrícia Stimpson não parava de desmaiar...

— O Ken Towler ficou cheio de furúnculos, lembra? – perguntou Fred, recordando.

— Mas foi porque você pôs pó de fura-frunco no pijama dele – retrucou Jorge.

. – Ah, foi mesmo – disse Fred, rindo. – Tinha me esquecido... às vezes é difícil lembrar de tudo, não é?

— Em todo o caso, é um ano de pesadelo, o quinto – concluiu Jorge.

— Não é tão ruim assim, pare de assustá-los – Disse Hydra repreendendo os dois. – Se você estudar direitinho, da para passar sem problemas emocionais.

— Pelo menos se você costuma se preocupar com os resultados de exames. Bem ou mal, Fred e eu conseguimos manter nosso moral.

— É... vocês conseguiram, quanto foi mesmo, três N.O.M.s cada um? – Perguntou Rony.

— Foi – respondeu Fred, despreocupadamente. – Mas achamos que o nosso futuro não será no mundo das realizações acadêmicas.

— Debatemos seriamente se íamos nos dar ao trabalho de voltar e completar o sétimo ano – disse Jorge, animado –, agora que temos...

Jorge Calou-se a um olhar de Harry.

— ... agora que conseguimos os nossos N.O.M.s – continuou Jorge, depressa. – Quero dizer, será que realmente precisamos dos N.I.E.M.s? Mas achamos que mamãe não iria aguentar ver a gente abandonando a escola cedo, não depois de Percy ter virado o maior imbecil do mundo.

— Mas não vamos desperdiçar o nosso último ano aqui – disse Fred, correndo os olhos com carinho pelo Salão Principal. – Vamos usá-lo para pesquisar um pouco o mercado, descobrir exatamente o que o aluno médio de Hogwarts precisa comprar em uma loja de logros, avaliar cuidadosamente os resultados da nossa pesquisa, e então fabricar a mercadoria exata para atender à demanda.

— Mas onde é que vocês vão arranjar o ouro para abrir uma loja de logros? – perguntou Hermione, sem acreditar . – Vocês vão precisar de muitos ingredientes e materiais... e de um local também, suponho...

— Eu – Disse Hydra rapidamente – Eu estou ajudando eles financeiramente, nada muito grande é claro porque não da para tanto, mas com um pouquinho aqui e ali. Jorge, Harry e Fred a olharam.

— Você Hydra? – Perguntou Hermione olhando feio para ela – Você é monitora chefe, deveria dar exemplo para eles...

— Eu só financiou Hermione, não concordo com tudo que eles fazem, acredite, é melhor ter eu por perto ficando de olho neles do que deixar eles correndo sozinhos.

— Não nos faça perguntas e não diremos mentiras, Hermione. Vamos, Jorge, Hydra, se chegarmos cedo, talvez a gente consiga vender umas Orelhas Extensíveis antes da aula de Herbologia.

Fred e Jorge passaram boa parte do tempo antes de começar as aulas tentando vender orelhas extensiveis para os alunos (de fato conseguiram muitas encomendas).

Eles então entraram nas estufas e se preparam para mais uma aula.

— Bom-dia turma – Disse Madame Sprout

— Bom dia Madame Sprout – Responderam todos sem muito entusiasmo.

— Estamos começando hoje o sétimo ano, sétimo ano de Herbologia, último ano dos N.I.E.M.s, em breve terão suas provas e então começaram suas vidas lá fora.

Todos pareciam meio enjoados ouvindo isso.

— Bom, vamos começar – Disse ela. Então pegou um vaso com orquídeas verde e amarela com pequenos dentes afiados e colocou em cima da mesa – Alguém sabe do que se trata? – Perguntou ela.

Hydra levantou a mão imediatamente junto com uma aluna da Corvinal.

— Senhorita Malfoy – Disse ela. Então a aluna que Hydra viu se tratar de Patel, a monitora chefe mal encarada da Corvinal e estava especialmente irritada de não ter sido escolhida para responder a pergunta.

— É uma orquídea dentada, professora.

— Muito bem e você sabe qual perigo essas orquídeas apresentam? – Perguntou a Professora novamente.

— Uma mordida pode ser muito dolorosa, dependendo do tamanho, da idade e do tom da cor. Uma mordida desta orquídea pode ter que ficar vários dias passando produtos especiais para sarar – Respondeu Hydra

— Maravilhoso, dez pontos para a Grifinória, Senhorita Malfoy.

Hydra sorriu satisfeita, Fred e Jorge fizeram caretas irônicas e Patel a olhou ainda mais irritada.

— Hoje vamos aprender sobre sua mordida e também como fazer uma dessas orquídeas crescer, ok, primeiro abram seus livros na página dez e por favor... Senhor Fred Weasley, leia para a classe a classificação de mordida por cor.

Jorge riu e Fred começou a ler.

— Verde-amarelada Mordida média, com dores de agulhas fincando. Azul-esverdeada Mordida fraca, tipo uma picada de formiga. Vermelho-acinzentado Mordida forte, como um punhal cortando a mão. Marrom-azulado Mordida mais fraca, nem se sente. Verde Mordida média, um pouco mais forte.

— Excelente, senhorita Gindol, poderia ler a classificação por idade? – Disse Madame Sprout pedindo para uma aluna negra de cabelos curtos e cacheados da Corvinal ler

— 1 a 5 anos — Mordida fraca, não se sente muito. 6 a 8 anos — Mordida fraca, não se sente uma dor. 9 a 10 anos — Mordida média, mas fraca. 11 a 13 anos — Mordida média, mas forte. 14 a 15 anos — Mordida forte, não muito forte. 16 a 20 anos — Mordida mais forte que possui.

— Excelente, elas podem viver até 20 anos, essa orquídea aqui no caso tem 15 anos, aconselho que fiquem bem longe de seus dentes afiados – Muitos tremeram olhando para a orquídea – Agora, fechem os livros e peguem os vasos grandes que estão na outra mesa.

Todos correram para pegar os vasos e então voltaram para a mesa cada um com um grande vaso na sua frente.

— Muito bem, coloque terra de tom avermelhado que está na frente de vocês no vaso, essa é a terra favorita dela, lembrem-se disso e anotem se possível.

Hydra começou a encher seu vaso de terra avermelhada e Fred e Jorge discutiam se talvez essa orquídea teria algum uso para eles no futuro.

— Façam um pequeno buraco na terra – Disse a Madame Sprout e então acenou com a varinha e mudas de plantas vieram para frente de cada vaso — oloque a muda da planta cuidadosamente, ela pode te morder, lembrando que a mordia dela quando ainda é nova não é dolorosa é claro.

De fato alguns alunos foram mordidos pelas mudas, Hydra teve que ter muito cuidado para também não ser mordida.

— Agora coloque bastante excremento de dragão – Disse a professora fazendo um grande saco de excremento de dragão fedido aparecer na frente de cada vaso (muitas pessoas protestaram com o cheiro, Fred e Jorge guardaram um pouco em seus bolsos para usar em algumas de suas invenções.

— Agora regue a planta não com muita água, ela deve ser regada todos os dias pela manhã não com muita água e de tarde com mais água.

— Aguamenti – Disse Hydra apontando a varinha para o vaso e água saiu de sua ponta.

— Ótimo, agora todos guardem seus vasos ali no balcão, nós vamos agora reenvasar algumas orquídeas mais velhas.

A Professora fez com que vários vasos com orquídeas já mais crescidas voassem e parassem na frente de cada aluno.

— Peço extremo cuidado, essas orquídeas devem ser reenvasadas com 5 anos e a mordida delas já dói um pouco. Peguem por favor um vaso maior na prateleira.

Todos pegaram enormes vasos com dificuldade e colocaram ao lado do vaso com a orquídea.

— Muito bem, Ponham todos uma luva protetora para evitar as mordidas (Lembrando que ela pode morder o braço, por isso tomem cuidado).

Hydra pegou uma luva em uma das estantes e colocou.

— Agora Segure a orquídea dentada cuidadosamente, ela vai tentar morder sua mão freqüentemente, a segure com mais força e puxe rapidamente. ..Agora...

Foi uma grande confusão, muitos gritinhos foram ouvidos e a orquídea de Hydra a mordeu, era fraco, como uma picada de formiga, mas incomodava muito principalmente depois de muitas vezes e ficara azul-esverdeada, finalmente ela conseguiu colocar a orquídea no novo vaso.

— Agora Com rapidez coloque em outro vaso e jogue terra nela, coloque o adubo e a regue. Se não for com demasiada rapidez a planta morre.

Hydra jogou a terra, adubo e água na planta o mais rápido que pode, a Madame Sprout lamentou que alguns alunos acabaram deixando suas orquídeas morrerem.

— AIIIIIIIIIIIIIIIIIII – foi ouvido um forte grito seguido de choro, uma aluna da Corvinal chegara perto e a orquídea da Madame Sprout a mordeu, no local que agora estava uma grande ferrida vermelho-acinzentado muito feia.

— A não Senhorita Farry, vamos direto para a ala hospitalar, ai pobrezinha – Madame Sprout saiu correndo com a menina e todos saíram da estufa.

— Vocês vão mesmo andar com excremento de dragão no bolso? – Perguntou Hydra enquanto saíram e seguiram para a aula de Defesa contra as artes das trevas.

— Com certeza que sim, isso é perfeito para nossa próxima invenção – Disse Fred entusiasmado.

— Acredite, esse excremento vale ouro, ouro – Disse Jorge