O Segredo dos Blacks
9 A Nova Professora DE D.C.A.D.T
Quando entraram na sala, viram Umbrdge sentada na escrivaninha usando o casaquinho peludo cor-derosa da noite anterior e o laço de veludo preto na cabeça.
Hydra sentou junto de Angelinha e Alicia na frente da sala, Fred, Jorge e Lino logo atrás e Jeniffer estava com Rita e Laura do lado.
A turma entrou na sala em silêncio; a Prof a Umbridge era, até aquele momento, uma incógnita, e ninguém sabia se seria ou não adepta da disciplina rigorosa.
— Bom, bom-dia! – disse ela finalmente, quando a turma inteira acabou de sentar.
— Bom-dia murmurraram alguns alunos em resposta.
— Tss-tss – muxoxou a professora. – Assim não vai dar, concordam? Eu gostaria que os senhores, por favor, respondessem: "Bom-dia, Prof a Umbridge." Mais uma vez, por favor. Boa-dia, classe!
— Boa-dia, Prof a Umbridge – entoaram os alunos monotonamente. (menos Fred e Jorge que disfarçavam o riso).
— Agora sim – disse a professora com meiguice. – Não foi muito difícil, foi? Guardem as varinhas e apanhem as penas.
Todos se entreolharam, era uma aula de último ano, por que teriam que guardar as varinhas?
A Prof a Umbridge abriu a bolsa e tirou a própria varinha, que era excepcionalmente curta, e com ela deu uma pancada forte no quadro-negro; imediatamente apareceu ali escrito:
"Defesa Contra as Artes das Trevas
Uma pesquisa sobre seus principios avançados
Um Retorno aos Princípios Básicos"
— Bom, o ensino que receberam desta disciplina foi um tanto interrompido e fragmentário, não é mesmo? – afirmou a Prof a Umbridge — A mudança constante de professores, muitos dos quais não parecem ter seguido nenhum currículo aprovado pelo Ministério, infelizmente teve como consequência os senhores estarem muito abaixo dos padrões que esperaríamos ver no ano dos N.I.E.M.s. Não não – Disse ela balançando a cabeça. — Os senhores ficarão satisfeitos de saber, porém, que tais problemas agora serão corrigidos. Este ano iremos seguir um curso de magia defensiva, aprovado pelo Ministério e cuidadosamente estruturado em torno da teoria. Copiem o seguinte, por favor." Ela tornou a bater no quadro; a primeira mensagem desapareceu e foi substituída por
"Objetivos do Curso"
1. Compreender os princípios que fundamentam a magia defensiva.
2. Aprender a reconhecer as situações em que a magia defensiva pode legalmente ser usada.
3. Inserir o uso da magia defensiva em contexto de uso
4. Entender os príncipios de magia defensiva avançada e seus possíveis uso
Todos começaram a escrever em seus pergaminhos.
— Todos têm um exemplar de Teoria da magia defensiva de Wilbert Slinkhard? — Perguntou a Professora Umbridge
Ouviu-se um murmúrio baixo de concordância por toda a sala.
— Acho que vou tentar outra vez – disse ela. – Quando eu fizer uma pergunta, gostaria que os senhores respondessem: "Sim, senhora, Prof a Umbridge" ou "Não, senhora, Prof a Umbridge". Então: todos têm um exemplar de Teoria da magia defensiva de Wilbert Slinkhard?
— Sim, senhora, Prof a Umbridge – ecoou a resposta pela sala.
— Ótimo. Eu gostaria que os senhores abrissem na página cinco e lessem o Capítulo Um, "Elementos Básicos para Principiantes". Não precisarão falar.
— Professora – Disse Hydra levantando a mão – Nós estamos no último ano do N.I.E.M.s, por que temos que ler elementos básicos de principiantes?
— Senhorita Malfoy, não? – Perguntou ela a examinando cuidadosamente com um sorriso no rosto – Reconheceria uma Malfoy em qualquer lugar, tenho grande apreço por seus pais – Hydra sentiu o rosto corar – Como eu disse antes – Continuou Umbridge – Vocês tiveram um ensino muito negligenciado, é meu desejo e do Ministério que leiam novamente sobre todos os príncipios básicos antes de seguirmos para o mais avançado
— Mas só iremos aprender teorias? – Perguntou Fred.
— Alunos devem levantar a mão ao fazerem perguntas na minha classe– Disse ela bem mais mal humorada mas com uma forçada simpatia – E sim, um ensino teorico é o suficiente para que passem pelo seus exames de N.I.E.M.s no final do ano, afinal, não é para isso que temos essa matéria?
Hydra levantou a mão
— Sim, senhorita Malfoy?
— E não vamos aprender a nos defender?
— Defender de que minha querida? Alguém vai atacar vocês aqui?
— Não, mas e lá fora? Não vamos usar magia nenhuma para aprender a nos defender lá fora?
— Ora ora, vocês são jovens, não vejo o porquê iriam atacar jovenzinhos adoráveis como vocês.
Hydra fez uma cara de nojo disfarçadamente e Umbridge se virou em sua escrivaninha
— Professora Umbridge – Perguntou Hydra em voz alta com a mão levantada de novo e ela se virou.
— Sim senhorita Malfoy?
— E quanto a parte prática dos nossos exames?
— Se for estudado a teoria com muita atenção, não há razão para não serem capazes de realizar feitiços sob condições de exame cuidadosamente controladas.
Hydra e todos os alunos ficaram olhando incrédulos, só podia ser uma piada, não podia ser real, a Professora mais uma vez se virou encerrando qualquer assunto.
— Muito bem, se não houverem mais perguntas, por favor, todos, comecem suas leituras...
Todos ficaram em silêncio, abriram o livro, alguns murmuravam xingamentos contra Umbridge baixinho, mas todos a obedeceram, mesmo contrariados. Hydra só conseguia pensar que azar que era ter uma professora como aquela no seu último ano na escola.
Ao final da aula, Hydra teve um tempo livre antes do almoço e decidiu passar ele nos jardins da escola com Fred e Jorge.
— Da pra acreditar naquela maluca? – Perguntou Fred – Como vamos aprender a usar os feitiços de defesa sem aulas?
— Eu não sei, isso é um absurdo tão grande! Nós estamos no último ano, último ano! Estamos lendo sobre coisas básicas, isso é inaceitável! – Disse Hydra com raiva.
— Eu estava tão empolgado, agora isso – Disse Jorge desanimado.
— Que porcaria de último ano esse – Resmungou Fred.
— Calma, pelo menos vocês estão fazendo boas vendas, tendo muitos clientes – Disse Hydra tentando animar os meninos.
— Isso é verdade, mal posso esperar para o Kit Mata-aula ficar pronto, vai vender como água – Disse Fred mais animado.
— O que diriam se vissem a monitora chefe confabulando com quebradores de regras, heim? – Brincou Jorge.
— Que eles cometeram um erro, mas disso eu nunca duvidei, alias, até hoje não sei como me escolheram – Disse Hydra rindo.
— Você é inteligente, mas é verdade que ninguém consegue começar barracos nessa escola como você, saudades de quanto o Olívio e o Peter estavam por perto – Disse Fred.
— Ou aquela ex namorada dele, qual o nome dela mesmo? – Perguntou Jorge.
— Amee Goatt... – Disse Hydra, lembrando da menina que iniciou uma briga com Hydra, dois anos atrás.
— Amee Goaty, ela mesmo – Disse Fred, rindo e reencenando o ocorrido com elas duas e sua amiga no corredor.
— Mas a Angelina ainda está aqui, nós sempre podemos contar com uma briga entre as duas, não é mesmo? – Perguntou Jorge.
— Sim, verdade, ainda temos esperança... – Disse Fred rindo, fazendo Hydra dar um pequeno soquinho em seu ombro e também rir.
— Eu nunca comecei as confusões... — Disse Hydra se defendendo.
O almoço foi rápido e Hydra teve que ouvir diversas vezes sobre como Hydra tem uma boa integração com o time e seria a escolha ideal para goleira vinda de Angelina.
Depois do almoço, Hydra partiu para as masmorras acompanhada apenas de Laura (com quem não estava muito satisfeita) para a aula de poções.
— Eu não sei ainda como um grupo tão desleixado chegou até as aulas de N.I.E.M, mas isso não siginifica que todos vocês irão conseguir passar pelos exames do fim do semestre – Disse Snape com seu mesmo tom desagradável e frio de sempre.
Ele puxou a varinha e apontou para o quadro onde surgiram as seguintes palavras:
Poção Warm Shadow
— Alguém sabe para que serve? – Perguntou ele. A mão de Hydra e de mais três pessoas levantaram.
— Senhorita Rosier? – Disse Snape apontando para uma menina da Sonserina.
— É a poção que deixa quem bebe imune ao fogo por uma hora.
— Dez pontos para Sonserina – Disse Snape que sempre só creditava pontos para sua própria casa.
Snape apontou a varinha mais uma vez no quadro e instruções apareceram.
Ingredientes:
Um par olhos de Enguia
100 ml de muco de Verme-cego
5 gotas de sangue de Sanguessuga
150 ml de água
50ml de mel
Uma pena de Coruja Águia
3 ovos de Cinzal
Modo de preparo:
1. Coloque a água para ferver em um caldeirão.
2. Acrescente o mel e mexa até que se dilua por completo.
3. Acrescente os olhos de enguia mexa a poção no sentido anti-horário até que fique verde escura.
4. Adicione então o muco de Verme-cego e deixe a poção voltar a ferver até que fique espeça, mexendo de vez enquanto para não grudar no fundo do caldeirão.
5. Pingue as gotas de sangue de sanguessuga uma a uma, mexendo a poção uma vez no sentido horário e outra no sentido anti-horário a cada gota.
6. Quando a poção estiver vermelho-escuro desligue o fogo.
7. Congele os ovos de Cinzal e os coloque na poção com 30 seg de espera entre cada um deles.
8. Por último acrescente a pena de Coruja Águia e deixe a poção esfriar.
Obs.: Tome a poção apenas após ter certeza de que ela esteja gelada, caso contrário você ficará com febre alta e se queimará ao entrar em contato com as chamas.
— Vocês tem duas hora para produzirem uma poção decentes começando... Agora...
Hydra correu para pegar cada um dos ingredientes, depois voltou para o seu caldeirão e seguiu cada um dos passos, a poção era difícil e complexa de se fazer, vários colegas desistiam e voltavam do começo vendo que depois de acrescentar os olhos de enguia e mexer a poção ela não ficava verde-escura.
A menina teve sucesso depois de cada um dos cuidadosos passos que tomava, depois de quase duas horas, sua poção estava vermelha escura e já tinha feito todos os outros passos, apenas esperando que a poção esfriasse
— O tempo acabou – Disse Snape. Hydra observou que nem todas as poções estavam da cor desejada, algumas porém pareciam bem feitas, porém não tão bem feitas quando a dela.
— Quem gostaria de testar a sua poção? – Perguntou Snape. Ninguém levantou a mão – Ok então, eu irei escolher...
Snape chamou algumas pessoas na frente para suas poções serem testadas, algumas gritavam assim que a chama se aproximava delas e ele parava, outras aguentaram por alguns segundos e a mais bem sucedidada, a aluna da Sonserina que falara anteriormente conseguiu aguentar por bons dez minutos.
— Senhorita Malfoy – Chamou Snape.
Hydra tomou a poção e esperou, Snape produziu fogo com a varinha e encostou em seu braço, nada aconteceu, ela sentiu apenas um calor agradável, Snape permaneceu testando por quase vinte muitos até dizer que a poção havia sido bem sucedida (sem dar nenhum ponto para Grifinória, apesar de ter dado cinco para a Sonserina por Ana Rosier ter aguentado os dez minutos).
— Coloquem amostras de suas poções em frascos e deixem na minha mesa – Disse Snape
Hydra esperou propositalmente que todos saíssem para que entregasse sua poção.
— Sábados no mesmo horário Senhorita Malfoy? – Perguntou Snape sem olhar para ela.
— Sábados no mesmo horário – Confirmou Hydra sorrindo satisfeita e saindo da sala.
Durante o jantar no Salão Principal, Hydra ouviu histórias de como Harry Potter havia enfrentado a Professora Umbridge na sala de aula e gritado com ela, afirmando tudo sobre a volta de você-sabe-quem e a morte de Cedrico, os cochichos eram altos, mesmo quando Potter chegou no salão.
— Ele diz que viu Cedrico Diggory ser assassinado...
— Ele acha que enfrentou Você-Sabe-Quem... –
— Ah, qual é...
— Quem é que ele acha que está enganando?
— Nem vem...
— A se essas pessoas soubessem... – Comentou Hydra com os gêmeos enquanto jantavam.
— Pois é, mas elas não sabem, acham que estão sendo enganadas por Harry, que o Profeta diário é que sabe de tudo, são uns babacas – Disse Fred
— Eu não sei porque é tão difícil de acreditar – Disse Jorge
— É porque é horrível demais para ser verdade eu acho, as pessoas preferem se enganar do que aceitarem que um mal tão ruim esteja de volta a vida deles – Disse Hydra, observando um grupo de alunos da Lufa-Lufa que ria e apontava para Harry.
— Bem, eu vou subir com Fred e Lino, temos negócios a tratar, cobaias para testar, como eu sei que você tem que fingir que não sabe de nada, espera umas meia hora para subir, ok? – Disse Jorge para Hydra.
— Ok.. Tomem cuidado e não machuquem as pobres crianças, por favor... É sério! — Disse ela mais incisiva.
Hydra decidiu ir até a biblioteca, queria tentar pegar livros mais avançados de defesa contra as artes das trevas do que sua inutil professora mandara, estava sentada lendo quando viu uma menininha que devia estar no segundo ou terceiro ano da Sonserina, pálida, magra e de cabelos castanhos, sentada parecendo muito confusa na sua frente e encarando um livro.
— Mas eu tenho então que picar o fígador de morcego? – Disse a menina olhando para o livro em voz alta.
— Me desculpa, mas qual poção você está tentando fazer? – Perguntou Hydra e a menina a olhou confusa e em choque, aparentemente não sabia que tinha mais alguém ali
— A, uma poção calmante – Disse ela ficar vermelha e sem graça.
— Você tem que fatiar o fígado em três pedaços e girar no caldeirão três vezes – Disse Hydra
— Obrigada – Disse a menina sorrindo simpática – Isso tinha me deixado muito confusa.
— Sem problemas, conseguiu entender o resto? – Perguntou Hydra
— É... Mais ou menos – Disse ela
Hydra então sentou ao lado da menina e começou a explicar passo a passo da poção detalhada de forma que o livro realmente não falava tão bem (era um livro velho da biblioteca) a menina anotava tudo sorrindo.
— Muito obrigada, você me ajudou muito – Disse a menina
— De nada, você está em qual ano? – Perguntou Hydra
— Terceiro e você?
— Sétimo.
— Uau! Quem dera estar quase acabando também, deve ser demais – Disse a menina admirada.
— É muito bom sim, mas vou sentir falta de tudo isso – Confessou Hydra olhando ao redor – Meu nome é Hydra por sinal, Hydra Malfoy – Disse Hydra estendendo a mão para a menina que apertou sorrindo sem graça.
— Eu sou Astoria, Astoria Greengrass.
— Greengrass... Você não tem uma irmão mais velha?
— Sim, Dafne, ela é do mesmo ano do Draco Malfoy, suponho que ele seja seu parente. – Disse a menina.
— Sim, meu irmão mais novo.
Hydra lembrou da companheira da insuportável Pansy Parkson que não parecia em nada, a não ser um pouco pessoalmente com a doce menina que conversava com ela.
— Pois é, acho que somos um pouco diferente de nossos irmãos afinal – Disse Astoria sem graça.
— Sim, de fato sim... Bem, se precisar de mais alguma ajuda, pode me procurar.
— Muito obrigada Hydra – Disse Astoria sorrindo.
Hydra seguiu então para a sala comunal, já dera tempo o suficiente para Fred e Jorge aprontarem o que fosse que estavam aprontando.
Hydra encontrou Fred, Jorge e Lino em um canto furiosos.
— Aquela, aquela... – Dizia Jorge sem conseguir encontrar palavras quando Hydra se sentou e perguntou o que houve.
— Aquela sujeitinha, ela nos ameaçou, disse que ia escrever para a nossa mãe! – Gritou Fred.
— Quem?
— Hermione Granger – Respondeu Lino – Ela nos viu testando os produtos nos calouros e fez um escândalo, ameaçou escrever para a Senhora Weasley e tudo.
— Meninos, vocês não sabem como ela é certinha? Não façam isso mais na frente dela – Disse Hydra.
— Você não pode fazer nada? – Perguntou Fred – Brigar com ela, ameaçar tirar ela do cargo?
— Mas é claro que não – Riu Hydra – Eu não tenho esse tipo de poder, eu não sou o diretor da escola.
— Temos que fazer algo de qualquer maneira então – Esbravejou Fred
— Não façam nada meninos, só sejam mais cuidadosos, evitem a Hermione, é melhor assim – Disse Hydra
— Sujeitinha chata, nunca vi igual! – Reclamou Jorge para si mesmo.
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