O Segredo dos Blacks
26 O Adeus DE Fred E Jorge Para Hogwarts
Hydra estava no seu intervalo entre a aula de Alquimia e Transfiguração quando ouviu uma voz doce e infantil lhe chamando.
— Senhorita Malfoy – Hydra se virou e viu Umbridge com seu sorriso doce e falso a olhando.
— Professora... Digo, Diretora Umbrige, como vai? – Perguntou Hydra borbulhando de raiva por dentro mas tentando disfarçar.
— Muito bem, soube das novas mudanças na escola? Seu pai as aprova muito – Disse ela com seu tim simpático.
— Sim, meus parabéns diretora, acho que fará um ótimo trabalho – Hydra falou com um sorriso e tanta falsidade que até se assustou consigo mesma.
— Bem, é claro que fiquei chocada ao ler seu nome naquela lista abominável, mas seu pai deixou claro que você foi coagida a assinar, coitadinha, na próxima vez por favor, não esqueça de me dizer tudo, eu poderia ter ajudado...
— Meu pai disse o que? – Perguntou Hydra assustada.
— Ele deixou claro que você estava muito arrependida e assustada, aquela "armada Dumbledore" com certeza não foi ideia sua, eu sei, talvez a Senhorita tenha que mudar suas amizades – Umbridge parecia preocupada e simpática e Hydra chocada.
— É... Sim, obrigada pelo conselho Diretora – Hydra não podia desmentir o pai por mais que quisesse, tinha que manter a pose com Umbridge e principalmente com Fudge, apesar de ir contra tudo que ela acreditava.
— Muito bem, é uma boa menina é claro, só essas pessoas horríveis com quem você anda, bem... Não gostaria de se juntar a brigada inquisitorial querida? – Disse Umbridge – É Um grupo seleto de estudantes que apoia o Ministério da Magia, escolhidos a dedo por mim. Os membros da Brigada Inquisitorial têm o poder de tirar pontos de quem quiser a hora que quiser além de vigiar os alunos para impedir atividades ilícitas e comportamento inadequado! Acho que você tem todo perfil.
— Eu agradeço Diretora, mas eu tenho tanta coisa para estudar, além de ser Monitora Chefe, acho que não conseguiria dar conta – Disse Hydra, desesperada para se livrar do convite.
— Bem, bem, eu entendo, se mudar de ideia... – Disse Umbridge sorrindo e se retirando.
"Eu não acredito que existe uma brigada inquisitorial agora, era só o que me faltava..." – Pensou Hydra
Mais tarde, encontrou os gêmeos e estavam andando no corredor quando encontraram Draco.
— A, Weasleys – Disse Draco aparecendo na frente dos três.
— O que você quer Draco? – Perguntou Hydra.
— Nada com você, mas esses traidorezinhos do sangue, como anda a mamãe gorda de vocês? – Perguntou Draco.
— Draco, você perdeu a cabeça? – Perguntou Hydra furiosa.
— Não, mas eu tomaria cuidado se fosse vocês
— E por que isso? – Perguntou Fred.
— Porque agora sou membro de brigada inquisitorial – Disse Draco com orgulho apontando para um minúsculo "I" no peito, logo abaixo do distintivo de monitor
— A é? Então você conseguiu um jeito de ser mais babaca ainda? – Perguntou Fred rindo.
— Eu não gostei da sua atitude – Disse Draco com um sorriso malicioso – Menos 50 pontos para a Grifinória.
— Ora seu... – Fred ia para cima dele mas Hydra o segurou.
— Vamos embora Fred – Disse ela olhando enojada para o irmão.
— Sensata decisão irmãzinha, se eu fosse você iria me juntar a brigada também, Umbridge disse que gostaria muito de ter os dois filhos do Lúcio em sua brigada – Disse Draco rindo.
— Nem pensar! — Hydra se virou e puxou os dois amigos.
— Vocês sabiam dessa novidade? – Perguntou ela.
— Sim, o Montague tentou nos prejudicar durante o intervalo- Disse Fred.
— E o que vocês fizeram? – Perguntou Hydra.
— Nós o empurramos de cabeça no Armário Sumidouro do primeiro andar – Disse Jorge rindo.
— É, acho que agora vocês não precisam mais se preocupar em serem expulsos afinal, só espero que rapaz esteja bem – Disse Hydra.
— Não se preocupe, uma hora ele aparece por aí – Disseram Fred e Jorge.
Hydra estava nas escadas com os meninos descendo quando reparou nas gigantescas ampulhetas, dispostas em nichos na parede que registravam o número de pontos das Casas. Naquela manhã, Grifinória e Corvinal estavam disputando a liderança quase empatadas. Enquanto olhavam, subiram algumas pedrinhas, reduzindo seu total nas bolhas inferiores. De fato, a única que parecia inalterada era a ampulheta cheia de esmeraldas da Sonserina.
Eles foram em direção ao Harry, Hermione, Rony e Enesto, primo de Peter que estavam parados também olhando as ampulhetas.
— Já reparou? – perguntou Fred para eles.
— Malfoy acabou de nos descontar uns cinquenta pontos – disse Harry, furioso; enquanto observavam, viram mais pedrinhas subirem na ampulheta da Grifinória.
— É, o Montague tentou nos prejudicar durante o intervalo – contou Jorge.
— Como assim "tentou"? – perguntou Rony na mesma hora.
— Ele não chegou a enunciar todas as palavras – disse Fred –, nós o empurramos de cabeça no Armário Sumidouro do primeiro andar
Hermione pareceu muito chocada.
— Mas vocês vão se meter numa confusão horrível!
— Não até o Montague reaparecer, e isso pode levar semanas, não sei aonde o mandamos – disse Fred, descontraído. – Em todo o caso... decidimos que não vamos mais ligar se nos metemos ou não em confusão.
— E algum dia vocês ligaram? – indagou Hermione.
— Mas é claro – protestou Jorge. – Nunca fomos expulsos, não é?
— Sempre soubemos onde parar – acrescentou Fred.
— Às vezes ultrapassávamos um dedinho – disse Jorge.
— Mas sempre paramos em tempo de evitar um caos total – completou Fred.
— Mas e agora? – perguntou Rony hesitante.
— Bom, agora... – começou Jorge
— ... com a partida de Dumbledore – continuou Fred.
— ... concluímos que um certo caos... – disse Jorge.
— ... é exatamente o que a nossa querida diretora merece – disse Fred.
Hydra encheu os olhos de lágrimas novamente, mas segurou o choro.
— Pois não deviam! – sussurrou Hermione. – Realmente não deviam! Ela adoraria ter uma razão para expulsar vocês!
— Você não está entendendo, Hermione, não é? – perguntou Fred, sorrindo para ela. – Não fazemos mais questão de ficar. Sairíamos agora se não estivéssemos decididos a fazer alguma coisa por Dumbledore primeiro. Então, assim sendo – ele consultou o relógio –, a fase um está prestes a começar. Eu iria para o Salão Principal almoçar, se fosse vocês, para os professores verem que não têm nada a ver com a coisa.
— Nada a ver com o quê? – indagou Hermione, ansiosa.
— Vocês verão – respondeu Jorge. – Agora, vão andando.
Eles saíram com Hydra mas se viraram e disseram quando ela os seguiu.
— Você também Hydra, eles não podem desconfiar de você – Disse Jorge.
— Ok...
Hydra foi até o salão principal onde se sentou perto de Jeniffer, Angelina, Lino, Alicia e Kate.
Ela se distraiu conversando sobre como o time poderia fazer progressos com Angelina quando ouviu um barulho muito alto.
BUUM!
Todos se assustaram, ela olhou para Lino e os dois riram discretamente.
Hydra foi correndo com Lino até onde o barulho estava, no local reinava um pandemônio. Os gêmeos tacaram fogo em uma enorme caixa de fogos mágicos, os dois se esconderam em uma porta que existia atrás de uma tapeçaria mais à frente no corredor com Fred e Jorge e observaram a cena.
Dragões formados inteiramente por faíscas verdes e douradas voavam para cima e para baixo nos corredores, produzindo explosões e labaredas pelo caminho; rodas rosa-choque de mais de um metro de diâmetro zumbiam letalmente pelo ar como discos voadores; foguetes com longas caudas de estrelas de prata cintilantes ricocheteavam pelas paredes; centelhas escreviam palavrões no ar sem ninguém acioná-las; rojões explodiam como minas para todo lado que Hydra olhava e, em vez de se queimarem e desaparecerem de vista ou pararem crepitando, quanto mais ele olhava essas maravilhas pirotécnicas mais elas pareciam aumentar em energia e ímpeto.
Filch e Umbridge estavam parados no meio da escada, parecendo pregados no chão.
Enquanto assistiam, uma das rodas maiores pareceu decidir que precisava de mais espaço para manobrar: saiu rodando em direção a Umbridge e Filch com um ruído sinistro. Os dois berraram de susto e se abaixaram, e a roda voou direto pela janela às costas deles e atravessou os terrenos da escola. Entrementes, vários dragões e um grande morcego roxo que fumegava agourentamente aproveitaram a porta aberta no fim do corredor e escaparam para o segundo andar.
— Depressa, Filch, depressa! – gritou Umbridge. – Eles vão se espalhar pela escola toda se não fizermos alguma coisa: Estupefaça!
Um jorro de luz vermelha projetou-se da ponta de sua varinha e bateu em um dos foguetes. Em vez de se imobilizar no ar, o artefato explodiu com tal força que fez um furo no retrato de uma bruxa piegas no meio de um relvado; ela fugiu bem a tempo, e reapareceu segundos depois no quadro vizinho, onde dois bruxos que jogavam cartas se levantaram rapidamente e abriram espaço para acomodá-la.
— Não os estupore, Filch! – bradou Umbridge furiosa, como se ele fosse o responsável pelo feitiço.
— Pode deixar, diretora! – chiou Filch, que, sendo um aborto, não poderia ter estuporado os fogos nem tampouco os engolido. Ele correu para um armário próximo, tirou uma vassoura e começou a bater nos fogos que voavam; em poucos segundos a vassoura estava em chamas.
Harry entrou na porta deixando Hydra apavorada com medo de ter sido Umbridge.
— Impressionante – cochichou Harry sorrindo. – Impressionante... vocês levariam o Dr. Filibusteiro à falência, podem crer...
— Falou – sussurrou Jorge, enxugando as lágrimas de riso do rosto. – Ah, espero que ela experimente agora fazê-los desaparecer... eles se multiplicam por dez todas as vezes que alguém tenta.
Os fogos continuaram a queimar e a se espalhar pela escola toda durante a tarde. Embora causassem muitos estragos, particularmente os rojões, os outros professores não pareceram se importar muito com isso.
— Ora, parece que temos uma serpente errante na nossa sala, pode pedir para a Diretora Umbridge se livrar delas, Senhorita Jhonson? – Perguntou a Madame Sprout durante a aula de Herbologia quando um dos fogos em forma de serpente entrou na esfufa.
O resultado de tudo isso foi que a Prof a Umbridge passou sua primeira tarde como diretora correndo pela escola para atender aos chamados dos professores, que não pareciam capazes de livrar suas salas dos fogos sem a sua ajuda.
Fred e Jorge foram heróis naquela noite na sala comunal da Grifinória. Até Hermione se esforçou para atravessar a aglomeração de colegas excitados e dar parabéns aos gêmeos.
— Foram fogos maravilhosos – disse com admiração.
— Obrigado – agradeceu Jorge, ao mesmo tempo surpreso e contente. – Fogos Espontâneos Weasley. O único problema é que gastamos todo o nosso estoque; agora vamos ter de recomeçar do zero.
— Mas valeu a pena – disse Fred, que anotava os pedidos dos colegas aos berros. – Se quiser acrescentar o seu nome à lista de espera, Hermione, custa cinco galeões uma caixa de Fogos Básicos e vinte uma Deflagração de Luxo...
Hydra sentou em um canto feliz com o sucesso dos amigos, porém triste com o significado de tudo isso, em breve não teria aquela alegria dos gêmeos todos os dias na escola.
— Foi um estouro, não? – Perguntou Fred para Hydra.
— Com certeza, meninos, me coloquem nessa lista de espera, quero pelo menos dez caixas.
— Com certeza – Disse Jorge sorrindo – Sócia...
Hydra foi dormir um pouco depois se sentindo cansada, estava tendo um maravilhoso sonho no qual Umbridge se dizia arrependida de tudo e Dumbledore voltava vitorioso para a escola quando...
BANGUE!
Acorodou em um susto.
— Acho que uma daquelas rodas bateu em um rojão, e os dois cruzaram – Disse Jeniffer rindo e olhando para a janela.
Porquinhos alados e brilhantes cor-de-rosa e prata passavam voando pelas janelas da Torre da Grifinória. Hydra ria e ouvia os gritos de alegria dos colegas da Grifinória nos dormitórios abaixo.
— Acho que eles realmente vão deixar sua marca, não? – Perguntou Jeniffer.
— Acho que ninguém aqui nunca mais vai esquecer dos gêmeos Weasleys – Disse Hydra sorrindo.
Durante os primeiros dias do feriado de páscoa, Hydra passou a maior parte do tempo estudando para os N.I.E.M.s enquanto Fred e Jorge planejavam os novos passos de seus planos de adeus.
— As encomendas dos fogos espontâneos estão astronômicas Hydra, você nem imagina! – Disse Jorge excitado olhando um pergaminho.
— Eu nunca duvidei que vocês fossem um grande sucesso – Disse Hydra, sorrindo e lendo seu livro de Herbologia.
Hydra recebera diversos ovos de páscoa de seus amigos, seus pais, Draco, da Sra Weasley, dos Macmillan, de Peter e dos Tonks, todos foram claramente desembrulhado e descuidadamente reembrulhado. Trazia uma anotação em tinta vermelha com os dizeres: Inspecionado e Aprovado pela Alta Inquisidora de Hogwarts.
Perto do fim das férias, Hydra viu o pacote de panfletos, folhetos e avisos, abordando as várias carreiras para bruxos, apareceu nas mesas da Torre da Grifinória, claramente para os alunos do quinto ano que iriam decidir suas carreiras.
— Ai que saudades dos meus N.O.M.s – Disse Hydra para Jeniffer que estudava com ela em uma poltrona perto da lareira na sala comunal.
— Você é meio doidinha as vezes, deve ser a única pessoa com saudades dos N.O.M.s no mundo – Brincou ela rindo.
— Eu sinto falta daquela excitação de estar decidindo a sua carreira, de ter dois anos pela frente até o mundo real, agora nós temos o que? Três meses? – Disse Hydra.
— Mais ou menos isso mesmo, eu também nem acredito – Respondeu Jeniffer.
— Você já decidiu o que vai fazer? – Perguntou Hydra.
— Sim, eu consegui uma entrevista no Profeta diário para Julho, vou tentar uma vaga de estágio e tentar subir dai, quem sabe não consigo ficar mais famosa que a Rita Skeeter – Disse Jeniffer.
— Espero que sim e que não seja que nem ela.
— Isso eu não pretendo mesmo, pretendo ser uma Rita Skeeter do bem – Disse Jeniffer rindo.
— E você e Abbas? O que pretendem fazer? – Perguntou Hydra.
— Nada, continuar namorando, pensamos em morar juntos ou casar, mas eu quero esperar um pouco me estabelecer na minha carreira, quem sabe ano que vem, eu pretendo morar sozinha em algum lugar perto dele, vamos finalmente poder ter um namoro onde vamos nos ver mais do que algumas vezes no ano – Disse Jeniffer lendo seu livro de História da magia.
— Eu acho que você e Abbas são ótimos juntos, acho que vai ser bom para vocês finalmente estarem perto – Disse Hydra.
— É, acho que o Peter conhece ela mais do que eu, você acredita que eles são melhores amigos agora? Inseparáveis segundo a mamãe, saem juntos, conversam, quase irmãos... – Disse Jeniffer rindo.
— Sim, o Peter comentou comigo, você também tinha dito, eu achei interessante, eles são mais ou menos da mesma idade e tem interesses em comum, é normal que isso aconteça.
— Você está ansiosa? Faltam agora menos de quatro meses para o seu casamento...
— Estou nervosa, sua mãe fica me enviando corujas atrás de corujas pra me lembrar sobre todos os detalhes, aparentemente mês que vem os convites devem começam a chegar.
— Mal posso esperar! – Disse Jeniffer animada.
Hydra se encontrou com Peter no último dia das férias em sua casa em Hogsmeade.
— Estão atrás de Dumbledore aqui fora, desesperados, o Ministério não consegue encontrar ele – Comentou Peter ao seu lado na cama – Mas nem eu sei aonde ele está, é melhor assim eu acho.
— Está horrível sem ele, mas pelo menos tem sido divertido ver os gêmeos tirarem a Umbridge do sério, ela bem que merece – Disse Hydra rindo.
— É uma pena do AD, pelo menos você não foi pega, seu pai te livrou do Ministério saber de que você estava na Armada Dumbledore – Disse Peter.
— É, alguma coisa boa na vida por mim ele tem que fazer né – Disse Hydra armargurada – Mas pelo menos conseguimos aprender muita coisa, inclusive como conjurar um patrono.
— É mesmo? Você não me disse isso! Qual seu patrono? – Perguntou Peter interessado.
— Devo ter esquecido, desculpe! De qualquer maneira é um dragão, um focinho-curto Sueco para ser mais exata.
— O meu é um Alce – Disse Peter – Fico feliz que tenham aprendido tanto.
— Fora as aulas com o Snape, essa graças a Deus continuam, eu estou ficando melhor em Legitimência.
— E vai me ensinar, né? – Disse Peter brincando.
— Com certeza.
Hydra estava voltando seguindo sua rotina normal no porão na desdosdemel quando ouviu uma voz.
— QUEM ESTÁ AI? – Perguntou um homem corpulento.
Hydra se desesperou um pouco, nunca antes tinha sido pega, o homem puxou sua varinha, Hydra puxou a sua primeira e gritou.
— CONFUNDO!
O homem pareceu confuso, como se não se lembrasse porque estava ali, olhando para os lados, Hydra aproveitou a chance para descer para a passagem secreta enquanto ele não olhava, seu coração ainda acelerava nervoso enquanto ela corria, foi por muito pouco, pensou em todas as possibilidades horríveis que poderiam ter acontecido e se sentiu mais nervosa ainda, ficou tão perdida em seus pensamentos que rapidamente chegou em Hogwarts cansada de tanto correr.
Depois do feriado, Fred e Jorge novamente falou com ela.
— Hydra, iremos fazer uma coisa pelo Harry hoje e talvez hoje mesmo iremos embora – Disse Fred.
— O que? Não! Ainda não, por favor, ainda não, mais alguns meses, por favor... – Disse Hydra chorando novamente.
— Hydra, lembra o que conversamos? Nós já conseguimos um ponto para a nossa loja. Nós devemos nos ver em breve, não chora e nem fica triste com isso vai, por favor... – Disse Jorge a abraçando.
— Eu não vou ter mais meu trio – Disse Hydra chorosa.
— Vai sim, nós vamos sempre ser um trio, mesmo quando não formos – Disse Fred também a abraçando.
— Me escrevam todos os dias? – Pediu Hydra, ainda chorosa.
— Quase todos os dias – Prometeu Fred, ainda mais agora, com a Umbridge confiscando todas as correspondências.
— Agora vem, venha ver nossa despedida final – Disse Jorge.
Hydra foi até um corredor com os gêmeos, onde eles transformaram grande parte dele em um pântano com um de seus produtos fazendo a substância voar pelo ar e em cima de alguns alunos que ficaram cobertos de uma substância que parecia palha-fede.
Depois de muito barulho e confusão, Hydra que estava escondida, observou quando alguns membros da brigada inquisitorial e Filch cercaram Fred e Jorge, Filch saiu satisfeito indo procurar Umbridge dizendo que agora eles iam ver e muitos alunos depois chegaram junto com a diretora e eles estavam parados junto às paredes formando um grande professores e fantasmas também faziam parte da multidão, Hydra se enfiou entre eles. Pirraça, que flutuava no alto, observava Fred e Jorge no meio do saguão com o ar inconfundível de pessoas que acabavam de ser encurralada.
— Então! – disse Umbridge triunfalmente contemplando do alto suas presas. – Então... vocês acham divertido transformar o corredor da escola em um pântano?
— Achei bastante divertido – respondeu Fred, encarando-a sem o menor sinal de medo. Filch abriu caminho para se aproximar de Umbridge, quase chorando de felicidade.
— Apanhei o documento, diretora – disse rouco, acenando o pergaminho que Harry acabara de vê-lo retirar da escrivaninha. – Tenho o documento e tenho as chibatas prontas... ah... me deixe fazer isso agora...
— Muito bem, Argo. Vocês dois – continuou ela, olhando para Fred e Jorge –, vocês vão aprender o que acontece com malfeitores na minha escola.
— A senhora sabe de uma coisa? – disse Fred. – Acho que não vamos não. Ele se virou para o irmão.
— Jorge, acho que já passamos da idade de receber educação em tempo integral.
— É, tenho sentido isso também – comentou Jorge alegremente.
— Está na hora de testarmos os nossos talentos no mundo real, você não acha? – Decididamente. E, antes que Umbridge dissesse uma palavra, eles ergueram as varinhas e falaram juntos:
— Accio vassouras!
Hydra ouviu um estrondo ao longe. Olhando para a esquerda, abaixou-se bem em tempo. As vassouras de Fred e Jorge, uma delas ainda arrastando a pesada corrente e o gancho de ferro com que Umbridge as pregara na parede, voaram velozes ao encontro dos seus donos; viraram à esquerda e pararam bruscamente diante dos gêmeos, a corrente batendo com estrépito no chão lajeado.
— Não a veremos mais – disse Fred à Prof a Umbridge, passando a perna por cima da vassoura.
— É, e não precisa mandar notícias – disse Jorge, montando a própria vassoura.
Fred correu o olhar pelos estudantes reunidos, para a multidão que assistia silenciosa à cena.
— Se alguém tiver vontade de comprar um Pântano Portátil, conforme demonstramos lá em cima, pode nos procurar no Beco Diagonal, número noventa e três: Gemialidades Weasley – disse em voz alta. – Nossas novas instalações.
— Descontos especiais para os alunos de Hogwarts que jurarem que vão usar os nossos produtos para se livrar dessa morcega velha – acrescentou Jorge, apontando para a Prof a Umbridge.
— IMPEÇA-OS! – gritou Umbridge, mas tarde demais. Quando a Brigada Inquisitorial se aproximou, Fred e Jorge deram impulso no chão e se projetaram quase cinco metros no ar, o gancho de ferro balançando perigosamente embaixo. Fred olhou para o poltergeist que flutuava do outro lado do saguão no mesmo nível que os gêmeos acima da multidão.
— Infernize ela por nós, Pirraça
Fred e Jorge piscaram para Hydra que chorava novamente.
E Pirraça, tirou o chapéu em forma de sino que usava e saudou os garotos, ao mesmo tempo que Fred e Jorge faziam a volta sob os aplausos dos estudantes e saíam em alta velocidade pelas portas de entrada abertas para um glorioso pôr de sol, Hydra saiu em direção ao aglomerado de gente, encontrando Jeniffer.
— Eu não acredito que eles fizeram isso – Disse Jeniffer muito alegre.
— Nem eu, nem eu...
— Você está bem? – Perguntou Jeniffer vendo o rosto triste da amiga.
— Sim, só vou sentir saudades dos meus monstrinhos... – Disse ela, observando a bagunça e a porta por onde os gêmeos saíram.
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