As duas desceram para o banquete de encerramento do semestre, mas pouco aproveitaram do mesmo, explicaram para Lino, Angelina e Alicia que Fred e Jorge estavam com o pai mas não puderam dar muitos detalhes.

No dia seguinte, Hydra que não conseguira dormir direito e já tinha deixado todas as suas coisas prontas, seguiu com os demais para o expresso de Hogwarts onde arranjou uma cabine com Alicia, Lino, Angelina, Jeniffer e Hermione.

— A gente precisa ir até o vagão dos monitores Hydra– Disse Hermione

— É verdade, eu tinha esquecido disso, vejo vocês mais tarde – Disse ela para os amigos e seguindo com Hermione até o vagão dos monitores onde encontrou todos os outros monitores e monitores chefes das casas.

Ela e Hugo deram as instruções para os monitores dos quinto e sexto anos e dividiram os horários de patrulhas dos vagões, quando estava saindo Draco a chamou.

— Você está bem? – Perguntou ele, para a irmã em um canto.

— O Senhor Weasley foi atacado, você provavelmente já sabe disso e provavelmente riu disso – Disse ela, rispidamente.

— Ei, espera – Disse Draco segurando seu braço enquanto ela saia – Eu espero que... Espero que ele não morra, ou sei lá, se isso te faz feliz, que seja... – Disse Draco, sem jeito com as palavras.

Hydra deu um sorriso leve, talvez existisse algo de bom no irmão afinal, como sempre suspeitava.

— Obrigada Draco, eu também espero, mas o Peter já disse que ele está bem – Disse Hydra.

— Você vai passar o Natal lá em casa? – Perguntou Draco

— Não, de jeito nenhum quero ir lá em casa , mas eu vou tentar ver você e a mamãe em algum lugar.

— Tudo bem... Nos vemos depois eu acho então.

— Draco – Disse Hydra quando o irmão ia saindo.

— Sim?

— Eu vou me casar com o Peter em Agosto.

— Eu sei, você disse que iria, só não sabia que seria em Agosto.

— Eu quero que você seja um dos padrinhos – Disse Hydra sem muita certeza do que estava falando.

Draco parecia boquiaberto e sem fala.

— Você tem certeza? – Perguntou ele.

— Absoluta, você é meu irmão e eu quero isso.

Draco deu um sorriso sincero que quase nunca dava na sua frente.

— Tudo bem, acho que posso ser padrinho no seu casamento – Disse ele fingindo um tom de frieza.

Os dois seguiram seus caminhos, Hydra fez a primeira patrulha com Hugo e depois passou o resto da viagem no vagão lendo o último livro que pegara da sala do AD antes da sua próxima patrulha, realmente era muito quieto sem Fred e Jorge, não parecia o mesmo trem de sempre, se não fosse pelo fato de ter pessoas agradáveis ao seu redor, lembrava a primeira viagem que fez até Hogwarts anos antes com seu irmão, Crabbe e Goyle. Sabia que Hermione devia sentir a mesma estranheza que ela sem Harry e Rony.

— Eu li esse livro semana passada – Disse Hermione sobre o livro "Feitiços de defesa avançados" – É realmente muito bom, aprendi muitas coisas.

— Sim, eu estou gostando muito, se bem que o "Azarações e suas defesas" também é um maravilhoso, na verdade todos os livros da sala são, nãos sei como os outros também não estão lendo eles – Disse Hydra abaixando o livro para conversar com a menina que também abaixou o dela.

— Nem todos nos entendem eu acho – Riu Hermione.

— Sim, sempre lhe observei e achei você muito parecida comigo, apesar é claro de muito mais inteligente – Disse Hydra.

Hermione pareceu corar.

— Parecida com você? Você está brincando né? Você é... Você é linda e eu sou...

— Linda também, disso tenha certeza – Completou Hydra antes que ela pudesse – Mas eu digo em gostar de estudar, ler, apesar de como eu disse, muito mais do que eu.

— É, eu sempre gostei mesmo, é que eu acho todo assunto tão fascinante, não sei se porque eu só descobri sobre tudo isso com onze anos, só sei que eu acho – Disse Hermione

— Eu sempre admirei isso nos nascidos trouxas, como vocês não tiveram nenhuma educação sobre magia antes e conseguem ser tão bons, eu estudei a vida inteira com uma tutora e com meus pais, principalmente a minha mãe, assuntos gerais é claro, mas também pequenas magias em segredo, sem poder usar é claro, era menor de idade, mas já sabia sobre, já lia a teoria e ainda assim se for colocar você e eu juntas, você com certeza deve saber mais do que eu.

Hermione de novo corava.

— A, que isso, você é muito inteligente também, passou em todos os seus N.O.M.s – Disse a bruxinha, ficando cada vez mais vermelha,

— Sim, mas com certeza não sou nenhuma Hermione Granger nesse nível – Disse Hydra rindo.

— Como você pode ser tão diferente do seu irmão? – Perguntou Hermione, agora um pouco mais séria.

Hydra ficou pensativa por um tempo antes de responder.

— Desculpe, não devia ter perguntado isso – Disse Hermione.

— Não, tudo bem... Eu e Draco tivemos a mesma tutora, mas como eu era mais velha, essa tutora me ensinou mais coisas que ao Draco, tipo como respeitar os outros e não me sentir superior, quando papai descobriu isso ele a mandou para longe e tomou Draco para junto de si, não deixando que eu ensinasse nada disso a ele, tornando ele uma pequena cópia de si mesmo eu acho, uma mini cópia com diferenças boas.

Hermione escutava tudo com atenção e admirada.

— O Draco não é de todo ruim, acredite... E eu sei que é difícil de acreditar, ele não é a mesma pessoa comigo e com vocês, comigo ele é mais – Hydra pensou nas palavras antes de continuar – Ele é mais ele mesmo e menos o papai.

— É realmente difícil de acreditar, eu só vejo o Malfoy como um ser detestável – Disse Hermione – Sem ofenças – Completou ela.

— Tudo bem, eu sei, eu vejo ele com vocês e também vejo exatamente isso, eu só queria que ele fosse com vocês como ele é comigo, mas não sei se isso um dia vai acontecer na verdade...

Hermione e Hydra conversaram durante boa parte do final do trajeto, era a primeira vez em anos que as duas passaram tanto tempo juntas e Hydra ficou feliz de ver que ela era uma menina muito agradável e a conversa entre as duas fluía naturalmente.

— Você também quase foi para a Corvinal? – Perguntou Hermione – O chapéu seletor ficou em dúvida comigo.

— Sim, comigo também, na verdade no começo ele também considerou a Sonserina – Disse Hydra fazendo uma certa careta – Mas depois desistiu, ai pensou na Corvinal e depois decidiu pela Grifinória, não que eu ache a Sonserina de todo mal, o Abbas, namorado da Jeniffer – Disse Hydra apontando para Jeniffer que estava conversando com Angelina – É da Sonserina, era na verdade e ele é uma pessoa maravilhosa, é inclusive da ordem, não acho que a casa defina o Bruxo.

— Sim, mas temos que convir que a Sonserina já produziu mais Bruxos das trevas que qualquer outra casa – Disse Hermione – É verdade que a casa não faz o Bruxo, mas simplesmente aponta o que já existe dentro dele, mas sim, eu acredito que nem todos da Sonserina sejam ruins, só achei difícil conhecer alguém assim – Disse ela rindo de leve.

Finalmente o trem reduziu a velocidade e parou na estação, Hydra pegou suas coisas, se despediu dos amigos e seguiu com Jeniffer e Hermione a procura de Peter.

— Ali – Disse Jeniffer apontando para Peter e Abbas que esperavam junto a um mar de gente.

Peter parecia mais lindo cada vez que Hydra o via, estava com uma calça jeans e uma blusa azul e Abbas também de calça Jeans e blusa verde (tinham que se vestir como trouxas para não achamar a atenção na estação de trem). Hydra beijou Peter e cumprimentou Abbas.

— Bem, vamos até uma rua próxima e aparatar no largo...

— Peter, a Hermione não pode aparatar – Interrompeu Hydra.

— Sim, sim, claro, perdão Hermione, acho melhor nós irmos de Nôitibus Andante – Disse Peter

— Por que ela não aparata de carona conosco? – Perguntou Hydra

— Porque levar um menor de idade por aparatação de carona é algo de muita resposabilidade e eu não me sinto preparado ainda para isso, nem você eu acho, certo? É melhor pegarmos algo mais seguro, a casa não é longe, podemos chegar em pouco tempo.

— Tudo bem, concordou Hydra.

Os cinco seguiram até uma rua deserta próxima a estação, com seus malões e bichos.

— Eu e Jeniffer vamos encontrar seus pais, nos encontramos no Largo mais tarde – Disse Abbas e ambos aparataram.

— Bem, vamos ver se eu lembro como fazer isso – Disse Peter esticando a mão com a varinha.

Depois de pouco tempo, ouviu-se um estampido ensurdecedor e viu-se uma luz ofuscante.

Um segundo depois, dois faróis altos e dois gigantescos pneus pararam cantando e Hydra que quase caíra para trás, viu um ônibus de três andares, roxo berrante, que se materializara do nada.

Letras douradas no pára-brisa informavam: O Nôitibus Andante.

Um condutor de uniforme roxo saltou do ônibus para anunciar em altas vozes:

— Bem-vindo ao ônibus Nôitibus Andante, o transporte de emergência para bruxos e bruxas perdidos. Basta esticar a mão da varinha, subir a bordo e podemos levá-lo aonde quiser. Meu nome é Stanislau Shunpike, Lalau, e serei seu condutor por esta noite.

Peter fez sinal e os três subiram no ônibus com seus malões e animais no colo.

— Quais seus nomes? – Perguntou Lalau, o condutor, curioso.

— Eu sou o Peter Macmillan, essa é minha noiva Hydra Malfoy e nossa amiga Hermione Granger – Respondeu Peter, apontando para cada uma com um olhar raivoso ao condutor, ele não parecia gostar muito do jeito que Lalau olhava para Hydra, como se a comesse com os olhos – Quanto é a passagem?

— Onze sicles, mas por catorze você ganha chocolate quente e por quinze um saco de água quente e uma escova de dentes da cor que você quiser.

Peter pagou o valor da passagem dos três ainda meio insatisfeito com o condutor.

Não havia lugares para a pessoa sentar; em vez disso havia meia dúzia de estrados de latão ao longo das janelas protegidas por cortinas.

Ao lado de cada cama, ardiam velas em suportes, que iluminavam as paredes revestidas de painéis de madeira.

— Você fica com essa aí — cochichou Lalau, empurrando os malões de Hydra e Hermione para baixo da cama logo atrás do motorista, que se achava sentado em uma cadeira de braços diante do volante. — Este é o nosso motorista, Ernesto Prang. Esses são Hydra Malfoy, Peter Macmillan e Hermione Granger, para onde vocês vão mesmo? – Perguntou Lalau

— Largo Grimmauld, em Londres – Respondeu Hydra.

Ernesto Prang, um bruxo idoso que usava óculos de grossas lentes, cumprimentou com um aceno de cabeça o novo passageiro, que tornou a achatar nervosamente a franja contra a testa e se sentou na cama.

— Pode mandar ver, Ernesto — disse Lalau, sentando-se na cadeira ao lado do motorista.

Ouviu-se mais um estampido assustador e, no instante seguinte, Hydra se sentiu achatada contra a cama, atirado para trás pela velocidade do Nôitibus.

Ernesto não parecia ter dominado o uso do volante, O Nôitibus a toda hora subia na calçada, mas não batia em nada; os fios dos lampiões, as caixas de correio e as latas de lixo saltavam fora do caminho quando o ônibus se aproximava e tornavam à posição anterior depois de ele passar.

Depois de pouco tempo, eles chegaram ao destino.

— Largo Grimmauld, Londres – Disse Lalau ainda olhando Hydra esquisito.

Todos agradeceram e Peter pegou os malões das duas olhando feio para Lalau, Hydra levou a gaiola de Lydra e Hermione o Bichento.

O ônibus desaparecera rapidamente.

— Esperem aqui um minuto que vou ver se a barra está limpa, tudo bem? – Disse Peter.

— Isso foi divertido – Comentou Hermione, enquanto Peter olhava ao redor.

— Sim, eu nunca tinha andando de Nôitibus Andante antes, definitivamente é uma experiência única – Disse Hydra rindo.

— Está tudo ok, podem vir – Disse Peter reaparecendo.

As duas pegaram as duas coisas e seguiram com Peter até o Largo Grimmauld 12, eles tocaram a campainha, A Senhora Weasley antendeu e eles foram entrando rapidamente e fechando a porta. A Senhora Black gritava desesperadamente no retrato.

"Sangue ruim, traidores do sangue na minha própria casa! Uma traidora do sangue da minha própria família, que vergonha, saiam todos daqui"

— Sra Weasley, como está o Sr Weasley, eu e Hermione estávamos tão preocupadas – Disse Hydra depois que a Sra Weasley abraçou as duas.

— Está tudo bem, você pode visitar ele amanhã se quiserem, Peter nos contou da preocupação das duas e eu agradeço muito, mas graças a Deus está tudo bem e ele está se recuperando, o Lance tem supervisionado tudo de perto e o doce do Peter também – Disse ela sorrindo para Peter que sorria sem graça de volta.

Hermione foi correndo falar com Rony que apareceu e os dois subiram juntos.

Logo depois Fred e Jorge saíram de cozinha e Hydra correu para abraçá-los (Peter tentava ajudar Sirius e Lupin a fechar a cortina da Sra Black)

— Eu quase morri de preocupação! – Dizia Hydra abraçando tão forte os meninos que eles reclamavam de dor.

— Calma, estamos bem, o papai também, foi só um susto – Disse Fred, finalmente conseguindo se soltar.

— Eu sei, mas eu não vi vocês em Hogwarts, soube do Harry, sei lá, fiquei nervosa – Hydra sentiu lágrimas nos olhos.

— Ei Palerma, calma, está tudo bem mesmo, é sério, a gente promete – Disse Joge a acalmando.

— Ok, só que... Um dia em Hogwarts sem vocês foi um saco, é sério.

Os gêmeos riram.

— Eu sei, nós somos a graça, a alegria daquele lugar – Disse Fred debochado.

Finalmente a Senhora Black se calou, eles conseguiram fechar as cortinas, Hydra comprimentou Sirius e Lupin e também Tonks que tinha saído da cozinha.

— Oi prima! – Disse ela abraçando Hydra – Fiquei tão feliz com a sua carta.

— Que bom que ficou, eu fiquei feliz de ter aceitado.

— Eu estou pensando em qual cabelo usar no dia, acho que um loiro pra combinar com a ocasião.

— Qualquer cor vai ficar ótima, apesar de eu gostar muito do rosa – Disse Hydra rindo.

— Eu já conversei com a Mezra – Disse a Sra Weasley se aproximando – Vamos todos passar o natal aqui, já tenho quartos prontos para vocês.

— Sim, sim, quanto mais gente melhor – Disse Sirius que estava completamente diferente do que Hydra lembrava, era um homem alegre e sorridente agora.

— Eu gostaria de visitar sua mãe antes de ir embora – Disse Hydra para Tonks.

— Claro, ela vai amar, falou de você o semestre todo, vou avisar para ela e marcar com você.

Hydra e todos da casa trabalhavam sem descanso, Jeniffer, Abbas e o Sr e Sra Macmillan chegaram logo depois e também ajudavam na decoração e limpeza da casa.

— Ele está ótimo Molly – Dizia o Senhor Macmillan – Em breve vamos achar o antídoto daquele veneno e ele vai poder vir pra casa, você vai ver.

Quando finalmente todos foram se deitar na véspera do Natal, a casa estava quase irreconhecível. Os lustres oxidados não tinham mais teias de aranha, mas guirlandas de azevinho e serpentinas douradas e prateadas; neve mágica brilhava em montes sobre os tapetes gastos; uma grande árvore de Natal obtida por Mundungo, e decorada com fadinhas vivas, ocultava a árvore genealógica da família de Sirius, e até as cabeças empalhadas de elfos na parede do corredor usavam gorros e barbas de Papai Noel.

Hydra dividiu um quarto com Gina, Hermione e Jeniffer enquanto Abbas e Peter dividiram o quarto com os gêmeos, por aquela noite, ela decidiu não contrariar a Sra. Weasley, que insistia que os dois dormissem separados.