Hydra acordou com uma pilha de presentes em sua cama, as meninas também já estavam acordadas abrindo os seus.

— Obrigada pelos brincos que mudam de cor Hydra – Disse Jeniffer.

— Eu também amei esse guia dos melhores apanhadores dos séculos – Disse Gina.

— Pensei que pudesse te inspirar – Disse Hydra sorrindo.

— Eu amei esse kit de penas com pergaminhos nobres, é lindo! – Disse Hermione sorrindo.

Hydra recebera presentes de todos seus amigos, de Peter, de seus sogros, de Draco, de seus pais e até mesmo de Tonks e seus tios.

— Quadribol ao longo dos séculos? – Perguntou Jeniffer, olhando para o livro que Hydra ganhou, quem te deu isso?

— Angelina – Respondeu Hydra.

— O que o Peter te deu dessa vez? – Perguntou Jeniffer – Nada supera o espelho é claro, o Abbas já procurou em todo lugar um pra mim mas não acha, parece que eles realmente são difíceis de achar, o Mundungu está procurando no entanto – Disse ela meio triste.

— Você pode usar o meu quando quiser, já disse — Disse Hydra sem graça – Mas dessa vez ele me deu esse Jogo de Xadrez Bruxo em prata e ouro, ele sabia que eu queria um novo, olha que lindo – Disse ela mostrando o lindo e luxuoso jogo de xadrez Bruxo.

— É lindo mesmo, você devia falar com o Rony, ele ama esse jogo – Disse Hermione.

— Sim, eu sei, vou ver se jogamos uma partida antes do jantar.

— E essas taças? – Perguntou Jeniffer apontando para um lindo conjunto de taças transparentes com moldura dourada formando a letra B.

— São da minha tia Andrômeda, ela disse na cara que é uma das poucas relíquias de família que ela tem e gostaria que ficasse comigo, disse que a outra separou para Tonks.

— Que fofa – Disse Jeniffer.

— Pois é, mamãe pelo visto também mandou relíquias de família – Disse mostrando um faqueiro magnífico em prata em uma caixa talhada de madeira com a letra M.

— Acho que os presentes de casamento estão vindo mais cedo – Brincou Gina.

Gabrielle deu a Hydra um livro chamado "Ministérios e Congressos mágicos pelo mundo", Desiré enviou doces e um livro chamado "Grandes bruxas feministas" (Desiré não gostava da ideia de que mulheres deveriam adotar nome dos maridos ao casar nem coisas do tipo, Hydra até concordava com os pontos, mas seu desejo de se livrar de seu sobrenome era muito grande) e Gisele enviou um lindo álbum decorado com um bilhete dizendo que deveria colocar ali as futuras fotos de seu casamento.

— Eu gostei desse livro, posso ler? – Perguntou Gina apontando para o presente de Desiré.

— Claro, pode sim.

— Eu te devolvo amanhã – Disse Gina.

Tonks deu para Hydra uma miniatura de uma coruja igual a Lydra que se mexia e voava (mas não comia e nem era viva de verdade, segundo a carta que veio junto) e Sirius lhe deu um livro "Legitimência, seus usos e alertas" aparentemente ele sabia sobre suas aulas. Fred e Jorge lhe deram fogos de artifício mágicos e um kit de caldeirão, ampolas e frascos para poções, Alicia lhe deu um livro chamado "Histórias mágicas de sucesso" e Lino uma caixa de Feijõezinhos de todos os sabores e um kit novo de snaps explosivos, Sra Weasley deu tortas e doces para Hydra e os seus futuros sogros lhe enviaram um bonito par de anél e brincos combinando.

Clap, Fred e Jorge aparataram no quarto.

— Feliz Natal!

— Feliz Natal, meninos.

— Gina, mamãe está chorando, Percy devolveu o pulôver de Natal – Disse Fred

— Sem bilhete, tentamos consolá-la mas não adiantou – Acrescentou Jorge

— É melhor eu descer – Disse Gina saindo correndo do quarto.

— Obrigada pelos presentes Hydra – Disse Jorge.

— Amamos – Completou Fred.

— Obrigada vocês, eu gostei muito mesmo.

Hydra ouviu batidas na porta do quarto e Peter e Abbas entraram.

— É melhor a gente ir ver o Harry e o Rony – Disse Fred rindo e sumiu junto com Jorge.

— Obrigada pelo presente Hydra – Disse Abbas indo falar com Jeniffer.

— Eu que agradeço, gostei muito do livro sobre "Cooperação mágica internacional" – Disse Hydra.

— Achei que pudesse lhe inspirar a escolher meu setor – Brincou ele.

— Gostou do presente? – Perguntou Peter depois de beijar Hydra.

— Sim, muito, eu queria muito um jogo novo, eu deixei o meu sem querer na casa dos meus pais.

— Eles mandaram algo? – Perguntou Peter.

— Sim – Disse Hydra mostrando o faqueiro – Uma relíquia de família e Draco mandou joias como sempre, geralmente mamãe que escolhe.

— Eu gostei muito do meu também, muito obrigada – Disse ele a beijando novamente.

— Vamos descer? – Perguntou Abbas.

Os quatro desceram para o almoço, A Sra Weasley parecia não estar mais chorando mas parecia gripada quando lhe desejou "feliz natal".

Eles se sentaram na mesa, Gina, Gui, Fred e Jorge também estavam lá e logo surgiu Harry, Hermione e Rony, Sirius estava também com seu novo bom humor e logo desceram o Sr e Sra Macmillan e todos tiveram um agradável almoço.

Depois do almoço natalino, os Weasley, Hydra, Harry e Hermione estavam programando visitar mais uma vez o Sr. Weasley, acompanhados por Olho-Tonto e Lupin. Mundungo apareceu em tempo de provar o pudim de Natal e a sobremesa, tendo conseguido pedir um carro "emprestado" para a ocasião, pois o metrô não funcionava no dia de Natal.

— Nós vamos voltar para lá por aparatação, precisamos ir de qualquer jeito, encontramos vocês lá – Disse os Macmillans.

— Eu também tenho que ir antes Hydra, te encontro lá, ok? – Disse Peter a beijando com um selinho e saindo com seus pais.

Embora externamente tivesse tamanho normal, onze pessoas, afora Mundungo no lugar do motorista, podiam se acomodar com conforto dentro dele. A Sra. Weasley hesitou antes de entrar, mas, finalmente, o frio que fazia na rua e as súplicas dos filhos venceram, e ela se sentou de boa vontade no banco traseiro, entre Fred e Gui.

A viagem até o St. Mungus foi muito rápida porque quase não havia tráfego nas ruas. Um punhadinho de bruxas e bruxos andava furtivamente pela rua, de outro modo deserta, a caminho do hospital. Hydra e os outros desceram do carro, e Mundungo virou a esquina para aguardá-los.

Haviam chegado a uma loja de departamentos, grande, antiquada, em um edifício de tijolos aparentes, chamada Purga & Sonda Ltda. O lugar tinha um aspecto malcuidado, miserável; as vitrines exibiam meia dúzia de manequins lascados com as perucas tortas, dispostos aleatoriamente, vestindo roupas de pelo menos dez anos atrás. Grandes letreiros em todas as portas empoeiradas avisavam: "Fechado para Reforma.

— Eu não venho aqui a tanto tempo, nem lembrava direito – Disse Hydra a Fred e Jorge.

A Sra Weasleuy se encostou no vidro, olhando para o manequim horroroso, sua respiração embaçando o vidro:

— Estamos aqui para visitar Arthur Weasley.

O manequim fez um leve aceno com a cabeça e um sinal com o indicador. Eles atravessaram o vidro aos pares e trios.

Lá dentro, a recepção assumira um ar agradavelmente festivo: os globos de cristal que iluminavam o St. Mungus haviam sido coloridos de vermelho e dourado, transformando-se em gigantescas bolas natalinas iluminadas; ramos de azevinho emolduravam todas as portas; e árvores de Natal brancas cintilavam em todos os cantos, cobertas de neve mágica e pingentes de gelo, e no alto uma estrela dourada, tinham pessoas aguardando nas cadeiras e lendo revistas.

Bruxos e bruxas de vestes verde-claras iam e vinham pelas filas fazendo perguntas e anotações em prancheta. Hydra reparou que usavam um emblema bordado no peito: uma varinha e um osso cruzados.

— Curandeiros – Exclamou Hydra.

Hydra leu o quadro dos andares próximo a recepcionista loura e mal-humorada.

"ACIDENTES COM ARTEFATOS

Térreo

Explosão de caldeirão, retroversão de feitiço, acidentes com vassouras etc.

FERIMENTOS CAUSADOS POR BICHOS

1 o andar

Mordidas, picadas, queimaduras, espinhas encravadas etc.

VÍRUS MÁGICOS

2 o andar

Doenças contagiosas, tais como varíola dragonina, doenças evanescentes, escrofúngulos etc

ENVENENAMENTO POR PLANTAS E POÇÕES

3 o andar

Urticárias, regurgitação, acessos contínuos de riso etc.

DANOS CAUSADOS POR FEITIÇOS

4 o andar

Azarações e feitiços irreversíveis, feitiços malfeitos etc.

SALÃO DE CHÁ DOS VISITANTES/LOJA DO HOSPITAL

5 o andar

SE NÃO TIVER CERTEZA AONDE SE DIRIGIR, NÃO CONSEGUIR FALAR NORMALMENTE OU NÃO SE LEMBRAR DE QUEM É, A NOSSA BRUXARECEPCIONISTA TERÁ PRAZER EM ORIENTÁ-LO."

Hydra viu que Harry fora empurrado para o lado por uma bruxa com uma laranjinha entalada na narina esquerda.

— Briga de família, eh? – disse a bruxa da recepção dando um sorriso pretensioso. – A senhora é a terceira que vejo hoje... Danos Causados por Feitiços, quarto andar.

Eles seguiram a Senhora Weasley pelas portas duplas e pelo corredor longo e estreito enfeitado com mais retratos de bruxos famosos, iluminados por bolhas de cristal cheias de velas que flutuavam junto ao teto e lembravam gigantescas bolhas de sabão. Mais bruxas e bruxos de vestes verdeclaras entravam e saíam pelas portas por onde passavam; um gás amarelo e malcheiroso invadiu o corredor quando emparelharam com uma das portas, e de vez em quando eles ouviam gritos distantes. Subiram um lance de escadas e chegaram ao corredor de Ferimentos Causados por Bichos, onde a segunda porta à direita estava sinalizada com o letreiro: Enfermaria Dai Llewellyn para Acidentes "Perigosos": Mordidas Graves. Logo abaixo, havia um cartão em uma moldura de latão no qual alguém escrevera: Curandeiro Responsável: Hipócrates Smethwyck. Curandeiro Estagiário: Augusto Pye.

A enfermaria era pequena e um tanto escura, porque a única janela era estreita e ficava no alto da parede oposta à porta. A maior parte da iluminação vinha de mais bolhas de cristal agrupadas no meio do teto. As paredes eram forradas de painéis de carvalho, e havia na parede um retrato de um bruxo de cara maligna em cuja placa se lia Urquhart Rackharrow, 1612-1697, Inventor do Feitiço para Expelir Tripas.

Encontraram o Sr. Weasley recostado na cama com os restos do almoço de Natal em uma bandeja sobre o colo e uma expressão acanhada no rosto.

— Tudo bem, Arthur? – perguntou a Sra. Weasley, depois que todos o cumprimentaram e entregaram os presentes.

— Ótimo, ótimo – respondeu ele, um pouco animado demais. – Você... hum... não viu o Curandeiro Smethwyck, viu?

— Não – respondeu sua mulher, desconfiada –, por quê?

— Nada, nada – tornou ele aereamente, começando a desembrulhar a pilha de presentes. – Bom, todos passaram um bom dia? Que foi que vocês ganharam de Natal? Ah, Harry... isto é absolutamente maravilhoso! – Acabara de abrir o presente de chaves de parafuso e fio de solda que o garoto lhe dera. Que linda miniatura de um carro trouxa Hydra, muito obrigada!

A Sra. Weasley não parecia inteiramente satisfeita com a resposta do marido. Quando ele se inclinou para apertar a mão de Harry, ela deu uma espiada nas ataduras sob sua camisa.

— Arthur, trocaram suas ataduras! Por que trocaram suas ataduras um dia antes, Arthur? Me disseram que não precisariam trocá-las até amanhã.

— Quê?! – exclamou o Sr. Weasley, parecendo um tanto assustado e puxando as cobertas para cobrir o peito. – Não, não... não é nada... é... eu...

Ele pareceu esvaziar como um balão sob o olhar penetrante da Sra. Weasley.

— Bom... não se aborreça, Molly, mas Augusto Pye teve uma ideia... ele é o Curandeiro Estagiário, sabe, um rapaz ótimo e muito interessado em... hum... medicina complementar... quero dizer, alguns remédios tradicionais dos trouxas... eles chamam de pontos, Molly e dão muito certo nos... nos ferimentos dos trouxas...

A Sra. Weasley deixou escapar um grito agourento, algo entre um grito e um rosnado. Lupin se afastou da cama em direção a um outro paciente, que não tinha visitas e observava tristemente o grupo que rodeava o Sr. Weasley; Gui resmungou alguma coisa, pretextando ir apanhar uma xícara de chá, e Fred e Jorge se levantaram de um pulo para acompanhá-lo, sorrindo, Hydra ficou paralisada sem saber bem para onde ir e então seguiu Fred, Jorge e Gui.

— Vamos, o salão é no quinto andar – Disse Gui.

Eles foram andando pelo corredor, passaram por portas duplas e descobriram uma escada desconjuntada ladeada de mais retratos de Curandeiros de cara cruel. Quando subiam, os vários Curandeiros chamaram os garotos, diagnosticando males estranhos e sugerindo remédios horríveis. Rony ficou seriamente ofendido quando um bruxo medieval gritou que ele tinha um caso grave de sarapintose.

O quinto andar tinha um agradável e grande salão de chá com muitas cadeiras e mesas e também uma grande loja com os mais diversos itens como um balão que flutuava sozinho e mudava da frases "fique bem" para "Estamos sentindo a sua falta" em letras coloridas e muitas flores.

Os quatro se sentaram em uma mesa e pediram a uma simpática garçonete quatro xicaras de chá.

— Como está o trabalho aqui em Gingotes aqui na Inglaterra? – Perguntou Hydra para Gui quando o chá deles chegaram.

— Chato, sinto falta das cavernas – Respondeu ele meio tristonho.

— Eu sei, mas aposto que a Fleur – Disse Jorge imitando a voz de menina quando falou Fleur – ajuda muito, fala ai.

Gui ficou imediatamente vermelho e os irmãos riam e imitavam sons de beijos.

— Não liga pra eles, como está a Fleur? Mande um abraço meu – Disse Hydra.

— Ela está bem, está gostando do trabalho lá, já me falou muito de você, disse que vocês não se davam muito bem na escola mas viraram amigas ano passado, vou mandar seu abraço, ela vai ficar muito feliz – Disse Gui, ignorando os irmãos que ainda faziam barulhinhos "Ai Fleur você é tão linda" – Dizia Jorge "Você que é Gui, esse seu cabelo longo é tãooo selvagem" – Dizia Fred fazendo voz feminina.

— Vocês tem dez anos – Disse Hydra, tentando não rir para os meninos.

— Eu diria nove – Disse Gui.

Eles ficaram bebendo chá até Peter aparecer, ele como Hydra pensava estava lindinho em sua veste verde clara com o símbolo do St Mungo's e um distintivo escrito "Peter Macmillan – Curandeiro Estagiário — Enfermaria Ginovivi – Acidentes Mágicos"

— Oi gente, acabei de ir ver o pai de vocês e a Sra Weasley estava gritando furiosa com o pobre do Pye, alguma coisa sobre usar medicina trouxa.

— Sim, parece que ele usou algo chamado pontos no Senhor Weasley e a Senhora Weasley estava furiosa – Disse Hydra enquanto Peter se sentava.

— É, o Pyre sempre se interessou por esse tipo de coisa, medicina trouxa, ele deve arrumar um sério problema, eu também gosto, sabe? Mas temos que ter cuidado, nem todos gostam e não funcionam com tudo relacionado com mágica... – Disse Peter.

— Mamãe está exagerando – Disse Gui.

— Como sempre né – Completou Fred.

— Como ele está Peter? – Perguntou Gui.

— Está bem, só estão tentando achar o antídoto para o veneno da cobra, mas nada com o que se preocupar, o Curandeiro responsável dele é um dos melhores aqui do hospital.

— Aonde seus pais trabalham? – Perguntou Fred.

— Mamãe é Curandeira Responsável em uma das enfermarias do Setor de Danos por magia e papai é o meu curandeiro responsável no momento, na verdade por todo o setor, na parte de acidentes mágicos.

— Seu pai é seu chefe? Que legal – Disse Hydra.

— Que saco você quer dizer né? – Disse Fred – Deve ser horrível!

— Sim, nem consigo imaginar – Completou Jorge.

— Não é tão ruim, papai é rigído mas me ensina melhor que ninguém.

— Quando acaba seu treinamento? – Perguntou Gui

— Ano que vem, são três anos de treinamento intenso, mas vale a pena... – Respondeu Peter.

Peter teve que sair depois de um tempo prometendo encontrar Hydra na sede da ordem de noite, ela seguiu então com os meninos para reencontrar a Sra Weasley e depois para casa.

Monstro, acabou-se sabendo, andara escondido no sótão. Sirius contou que o encontrara lá em cima, coberto de pó, sem dúvida procurando mais relíquias da família Black para esconder em seu armário.

Shacklebolt apareceu na casa um pouco depois de eles chegarem, depois de perguntar pelo Sr Weasley, se sentou a mesa onde Hydra estava com os gêmeos.

— Senhorita Malfoy, como vai? – Perguntou ele.

— Tudo bem – Respondeu Hydra

— Bem, na nosso último encontro conversamos sobre uma reunião com Fudge nas férias de Natal, lembra? – Perguntou ele.

— Sim, claro.

— Bom, ela foi marcada para daqui dois dias no Ministério, creio que se seguir tudo que treinamos, não terá problema – Disse ele sorridente.

Hydra na verdade tinha esquecido completamente sobre isso e se sentia muito nervosa.

— Que horas será? Como eu chego lá? Eu nunca fui sem meu pai.

— Às onze da manhã, não se preocupe, Tonks irá lhe acompanhar pela entrada dos visitantes, Fudge ficou na verdade contente em receber a filha de Lúcio, então é só ir com seu sorriso no rosto e fazer tudo o que combinamos.

Hydra se sentiu nervosa pelo resto do dia, finalmente quando Peter chegou a noite, pegou suas coisas e partiu com ele para casa.

— Eu vou voltar amanhã, o Peter vai ter que trabalhar de qualquer maneira, eu vou ficar aqui com vocês nesses dias – Disse Hydra para os gêmeos quando se despediu.

A casa de Peter estava sossegada, a luz da lua refletia no mar que estava com ondas fortes e maré alta e o barulho era sempre encantador para Hydra, a vista de cima da colina tornava tudo mais espetacular, apesar do frio que vinha do mar, aquele lugar lhe dava paz e tranquilidade como nenhum outro, era seu porto seguro.

— Mamãe disse que a cerimônia pode ser ali embaixo se você quiser e a cerimônia no jardim, como você pediu ou os dois no jardim – Disse Peter chegando com duas xícaras quentinhas de chá enquanto Hydra encarava o mar sentada em um banco no jardim e enrolada em uma manta de lã.

— Eu acho que talvez olhando melhor tudo no jardim seja melhor, o jardim é relativamente grande, colocamos uma tenda, acho que ficará ótimo, talvez a cerimônia possa ser aqui na parte da frente e a festa atrás, ficará bom também – Disse Hydra sorrindo.

— Também acho – Concordou Peter.

— Eu esqueci de lhe falar, eu escolhi mais um padrinho, se você não se importar, sei que deveria ter falado antes, mas foi muito de momento...

— Quem?

— Meu irmão.

Peter ficou parado sentado ao seu lado pensando no assunto por um momento.

— Ele é seu irmão, acho que é mais que justo – Disse ele então.

— Eu sei que você não gosta dele, nem eu as vezes gosto – Disse ela rindo – Mas ele é meu irmão, como você disse, apesar de tudo eu o amo.

— Eu sei, vai ser bom ter ele no casamento – Disse Peter.

— Quando eu entrei em Hogwarts, eu nunca imaginei que eu iria sair de lá casada, eu nunca imaginei que eu iria sair de lá com Você-sabe-quem retornando, eu nunca imaginei tanta coisa, a vida é engraçada, né? Ela da uma voltas que a gente não espera, algumas boas, outras ruins. – Disse Hydra sem parar de admirar o mar e as ondas que batiam sem parar.

— Por que isso agora? – Perguntou Peter.

— Não, sei, só estava pensando, é curioso como a vida muda, só isso...

— Você lembra da primeira vez que me viu? – Perguntou Peter.

Hydra parou para pensar um pouco e tentou se lembrar.

— Eu acho que reparei em você sentado na mesa da Corvinal, apesar da Lufa-Lufa na frente, eu vi você me olhando eu acho, isso logo no começo, no meu quarto ano – Disse Hydra.

— A primeira lembrança que eu tenho de você é das portas do Salão Principal abrindo e você vindo atrás da Professora McGonagall e na frente dos alunos do primeiro ano, você parecia absolutamente imponente, apesar de seus olhos mostrarem um nervoso, eu fiquei fascinado com aquilo, essa complexidade, a pose de quem não tem medo com os olhos de quem teme – Hydra olhou para Peter e viu que ele parecia concentrado para contar a história – Eu lembro que todos comentavam "Quem é essa? Não é possível que seja do primeiro ano" "Ouvi falar que ela é francesa" " Olha que menina linda" – Disse ele rindo.

— Eu ouvia alguns dos comentários – Disse Hydra também rindo.

— Sim, eu imagino que sim, mas em nenhum momento você vacilou, não que eu tenha visto e eu acho que eu vi tudo! Parecia que se mantinha maior que tudo aquilo, era incrível, ai o Professor Dumbledore explicou que era uma aluna transferida da França e você foi chamada para o sorteio "Hydra Malfoy" – Disse seu nome como se fosse a Professora McGonagall chamando sem imitar a voz. Hydra ouvia tudo com muita antenção – Ai começaram os novos comentários "Malfoy? não é um nome Inglês?" "Acho que conheço o pai dela" Ela é irmã daquele menino da Sonserina?" "Os Malfoys são daqui, tenho certeza" – Hydra se sentiu um pouco sem graça.

— Eu também ouvi um pouco disso.

— De novo eu imaginei mas você não se abalou, não fisicamente ao menos, então quando você colocou o chapéu, ele demorou para te selecionar, o tempo todo eu falava "Que ela venha para Corvinal, que ela venha para a Corvinal", mas o chapéu gritou Grifinória e a partir daquele momento você sorriu, o sorriso mais lindo que eu já vi e foi se sentar, se sentar com Olívio e com ele ficou por um bom tempo...

Hydra olhava curiosa para Peter que parecia pensar olhando para o horizonte.

— A vida realmente muda muito, mas no meu caso não foi uma surpresa, não a parte do você-sabe-quem é claro, isso eu não imaginava, mas a parte do casamento, eu te disse isso, mas eu repito, eu falei com o Jenono "Eu acho que um dia vou casar com essa garota", pra mim isso não é uma surpresa, eu te esperei, esperei você se resolver com o Olívio, esperei você sair de casa, esperaria anos se fosse necessário, a vida é sim uma surpresa, mas ela também é, por um lado, um reflexo dos nossos esforços, dos nossos desejos, dos nossos sonhos, das nossas lutas, do que fazemos com e por tudo isso.

— Você é realmente uma pessoa mais sonhadora do que eu – Disse Hydra sorrindo – E eu o amo por isso.

— Sim, eu sou, na verdade você me fez assim, eu não era, eu não era romântico, não era nada disso, nunca fui, eu acho, sonhador sim, romântico eu acho que não. – Disse Peter dando uma pequena risada e a abraçando.

— Sério? – Perguntou Hydra o olhando espantada.

— Sim, quer dizer, devia ser no fundo, mas nunca demonstrei, pergunte a Amee Goaty, ela vai te dizer, eu era meio sério, meio frio, se bem que ela também era, então... – Disse ele ainda rindo.

— Você nunca se apaixonou antes? – Perguntou Hydra

— Lucy Michaelson, a filha trouxa do meu vizinho quando eu tinha seis anos.

— É sério – Disse Hydra rindo.

— Não, quer dizer, acho que já gostei muito de algumas ex namoradas mas nunca amei ninguém de verdade antes, gostei bastante, talvez tenha me apaixonado, não sei direito, nada como agora – Respondeu ele sério.

— Eu já me apaixonei, não vou mentir... – Disse Hydra.

— Pelo Olívio? – Perguntou Peter.

— Sim, eu me apaixonei por ele e talvez pelo Pierre antes, mas é diferente, não sei explicar.

— Eu entendo, é passado e o passado deve continuar lá, no passado... – Disse Peter sorrindo e a beijando suave e intensamente ao mesmo tempo.