O Segredo dos Blacks

20 REUNIÃO NO MINISTÉRio



Hydra visitou o Largo Grimmauld e trabalhou com os gêmeos para o seu kit mata-aula durante o dia seguinte.

No dia da entrevista com o ministério, Hydra acordou cedo na casa de Peter se sentindo extremamente nervosa, mal conseguia tomar o café que ele preparou, colocou uma veste cinza de tecido grosso porque fazia muito frio com, fez um penteado preso nos cabelos e se maquiou discretamente, parecia muito responsável e mais velha.

— Você está linda! – Disse Peter quando ela desceu.

— Eu estou muito nervosa – Disse ela sentando na mesa.

— Calma, eu acredito que vai dar tudo certo, é só uma entrevista, uma conversa – Disse ele.

— Mas eu não quero falhar, eu quero ajudar a ordem.

— E você vai, de uma forma ou de outra, calma...

Tonks chegou sorridente como sempre um tempo depois e se sentou ao lado deles no café.

— Hydra, mamãe convidou vocês dois para jantar na sexta – Disse Tonks se servindo de pedaços de bacon.

— Ai que ótimo, estou com saudades dela e do seu pai.

— Sexta eu não posso, eu tenho plantão, mas você deve ir Hydra, mande meu abraço para eles – Disse Peter

— Ok então, vou combinar com eles – Disse Tonks de boca cheia fazendo Hydra rir.

Hydra se despediu de Peter que a desejou boa sorte e seguiu com Tonks, as duas aparataram em uma rua em que havia vários prédios de escritórios de mau aspecto, um bar e uma caçamba transbordando lixo.

— Chegamos, não uso essa entrada de visitantes a tanto tempo que nem lembro direito – disse Tonks apontando para uma velha cabine telefônica vermelha, em que faltavam vários vidros nos caixilhos e que fora instalada em frente a uma parede toda grafitada. – Vamos, vá na frente – Disse ela para Hydra.

Tonks abriu a porta da cabine, a bruxa apertou-se ao lado dela e fechou a porta. Ficaram apertadas, mesmo ambas sendo magras; O aparelho de telefone que pendia torto da parede, como se algum vândalo tivesse tentado arrancá-lo.a Tonks esticou o braço à frente de Hydra para apanhar o fone.

— Seis... – discou ela – dois, quatro, quatro e dois...

Quando o disco voltou suavemente à posição inicial, ouviu-se uma voz tranquila de mulher, dentro da cabine, não no fone que Tonks segurava, mas uma voz alta e clara como se houvesse uma mulher invisível ali ao lado deles.

— Bem-vindos ao Ministério da Magia. Por favor, informem seus nomes e o objetivo da visita.

— Ninfadora Tonks – Disse Tonks com desgosto de dizer seu primeiro nome – Estou acompanhando Hydra Malfoy que tem uma reunião com o Ministro da mágia Cornelius Fudge.

— Obrigada – disse a voz tranquila de mulher. – Visitante, por favor, apanhe o crachá e prenda-o ao peito de suas vestes. – Ouviu-se um clique e um rumorejo, e Hydra viu alguma coisa sair pela ranhura de metal por onde normalmente saem as moedas excedentes. Apanhou-a: era um quadrado prateado em que se lia "Hydra Malfoy, Reunião com Ministro da magia". Prendeu-a ao peito da veste, e a voz feminina tornou a falar.

— Visitante ao Ministério, a senhorita deve se submeter a uma revista e apresentar sua varinha, para registro, à mesa da segurança, localizada ao fundo do Átrio.

O piso da cabine telefônica estremeceu e eles começaram a afundar lentamente. Hydra a calçada ir subindo pelas vidraças da cabine e, por fim, a escuridão se fechar sobre suas cabeças. Então não conseguiu ver mais nada; ouviu apenas um ruído abafado de trituração, enquanto a cabine continuava a entrar pela terra. Decorrido mais ou menos um minuto, uma claridade dourada banhoulhe os pés e foi se ampliando, subindo pelo seu corpo até bater em cheio no rosto e ele precisou piscar para os olhos não lacrimejarem.

— O Ministério da Magia deseja um dia muito agradável – disse a voz feminina.

A porta da cabine telefônica se escancarou e Tonks saiu seguida por Hydra. Ela não se lembrava daquele local que não ia desde criança. Estavam paradas a um extremo de um saguão muito longo e suntuoso, com um soalho de madeira escuro e extremamente polido. O teto azul-pavão era entalhado com símbolos dourados que se moviam e se alternavam como um enorme quadro celeste de avisos. As paredes de cada lado eram forradas de painéis de madeira escura e lustrosa, e nelas havia, engastadas, muitas lareiras douradas. A intervalos de segundos, bruxos e bruxas emergiam de uma das lareiras à esquerda com um suave ruído de deslocamento de ar. Na parede da direita, iam se formando diante de cada lareira pequenas filas de gente que aguardava o momento da partida.

No meio do saguão havia uma fonte. Um grupo de estátuas de ouro, maiores que o tamanho natural, estavam dispostas no centro de um espelho de água circular. A mais alta era de um bruxo de aparência aristocrática, com a varinha apontando para o ar. Agrupados a seu redor, havia uma bela bruxa, um centauro, um duende e um elfo doméstico. Os três últimos olhavam com adoração para o casal de bruxos. Das pontas de suas varinhas, saíam jorros de água cintilante, bem como da ponta da flecha do centauro, da ponta do chapéu do duende e de cada orelha do elfo doméstico, de tal modo que o silvo e o tilintar da água que caía se misturavam aos popes e craques dos bruxos aparatando e ao ressoar dos passos de centenas de outros, a maioria com a cara de poucos amigos de quem acabara de acordar, dirigindo-se a uma fileira de portões dourados no fundo do saguão.

— Vamos? – Perguntou Tonks.

Hydra a seguiu, elas se juntaram à multidão e continuaram a caminhar entre os funcionários do Ministério, alguns dos quais carregavam pilhas instáveis de pergaminhos, outros, maletas surradas; e, outros ainda liam o Profeta Diário enquanto andavam. Ao passarem pela fonte, Hydra viu moedas de prata e bronze brilhando no fundo da água. Um pequeno cartaz ao lado da fonte informava:

TODO O DINHEIRO RECOLHIDO NA FONTE DOS IRMÃOS MÁGICOS SERÁ DOADO AO HOSPITAL ST. MUNGUS PARA DOENÇAS E ACIDENTES MÁGICOS

— Hydra, é aqui – disse Tonks, e elas se separaram do fluxo de funcionários do Ministério que se encaminhavam para as portas douradas. Sentado a uma mesa à esquerda, sob a placa Segurança, um bruxo mal barbeado de vestes verdes que ergueu a cabeça quando as duas se aproximaram, ele pareceu arregalar os olhos ao ver Hydra e sorrir.

— Estou acompanhando uma visitante – disse Tonks, indicando Hydra.

— Venha até aqui por favor – Disse o bruxo olhando estranho para Hydra.

O bruxo se aproximou e o bruxo ergueu uma longa vara dourada, fina e flexível como uma antena de carro, e correu-a pelo corpo do Hydra, de alto a baixo, de frente e costas.

— Varinha por favor senhorita – Disse o segurança para Hydra, baixando o instrumento dourado e estendendo a mão.

Hydra apanhou a varinha. O bruxo largou-a em cima de um estranho instrumento de latão, que lembrava uma balança de um único prato. A coisa começou a vibrar. Uma tira fina de pergaminho foi saindo instantaneamente de uma ranhura na base. O bruxo destacou-a e leu o que estava escrito.

— Aproximadamente 33 centimetros, centro de fibra de coração de dragão, em uso há seis anos. Correto?

— Correto – Afirmou Hydra.

— Fico com ela – disse o bruxo, enfiando a tira de pergaminho em um pequeno espeto de latão. – Eu a devolvo depois – acrescentou, apontando a varinha para o garota.

— Obrigada – Disse Hydra se sentindo mal de estar separada de sua varinha.

Meio empurrado pela multidão, Hydra acompanhou o Tonks, atravessou o portão e saiu em um saguão menor, onde havia no mínimo vinte elevadores por trás de grades douradas ornamentadas. As duas se juntaram às pessoas paradas diante de um dos elevadores. Muitas pessoas comprimentavam Tonks.

Elas entraram no elevador com os demais, muitas pessoas entraram junto. As grades tornaram a fechar com estrondo e o elevador subiu lentamente, as correntes se entrechocando, enquanto a mesma voz tranquila de mulher que Hydra ouvira na cabine telefônica tornava a falar:

"Nível sete, Departamento de Jogos e Esportes Mágicos, que inclui a Sede das Ligas Britânica e Irlandesa de Quadribol, o Clube de Bexiga Oficial e a Seção de Patentes Absurdas."

As portas do elevador se abriram e algumas poucas pessoas saíram de lá.

"Nível seis, Departamento de Transportes Mágicos, que inclui a Autoridade da Rede de Flu, o Controle de Aferição de Vassouras, a Seção de Chaves de Portais e o Centro de Testes de Aparatação."

Mais uma vez as portas do elevador se abriram e uns seis bruxos desceram.

Aviões planavam preguiçosamente acima de sua cabeça; eram violeta-claro, e ele leu as palavras Ministério da Magia estampadas no bordo das asas.

— São memorando – Disse Tonks baixinho.

Nível cinco, Departamento de Cooperação Internacional em Magia, incorporando o Organismo de Padrões de Comércio Mágico Internacional, o Escritório Internacional de Direito em Magia e a Confederação Internacional de Bruxos, sede britânica."

Hydra pensou que Abbas devia estar naquele local agora.

"Nível quatro, Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas, que inclui as Divisões das Feras, Seres e Espíritos, Seção de Ligação com os Duendes, Escritório de Orientação sobre Pragas."

"Nível três, Departamento de Acidentes e Catástrofes Mágicas, incluindo o Esquadrão de Reversão de Mágicas Acidentais, Central de Obliviação e Comissão de Justificativas Dignas de Trouxas."

"Nível dois, Departamento de Execução das Leis da Magia, que inclui a Seção de Controle do Uso Indevido da Magia, o Quartel-General dos Aurores e os Serviços Administrativos da Suprema Corte dos Bruxos."

— Eu tenho que descer aqui Hydra, você desce no nível um, te encontro depois no Atrio, ok? — Disse Tonks.

— Ok, respondeu Hydra meio nervosa.

"Nível um, ministro da Magia e Serviços Auxiliares."

Hydra e mais uma última Bruxa desceram em um corredor com um espesso carpete. Ao passar pela sequência de portas de madeira envernizadas, cada uma com uma plaquinha indicando o nome do ocupante e a respectiva função, Hydra passou por alguns corredores, então achou um no final no qual algumas escrivaninhas com Bruxos e Bruxas trabalhando ocupavam um grande espaço e no canto tinha uma sala com uma placa escrita:

"Cornelius Fudge – Ministro da Magia"

— Posso Ajudá-la? – Disse uma Bruxa baixinha e gorducha de vestes branca e rosa e cabelo preto amarrado em um coque que estava em uma das escrivaninhas, Hydra notou que a placa em sua mesa dizia.

"SASHA JONES

RECEPCIONISTA ESCRITÓRIO DO MINISTRO DA MAGIA"

— Sim, bom dia Senhora Jones, meu nome é Hydra Malfoy e eu tenho uma reunião com o Ministro.

Sasha inspecionava um pergaminho que pairava sob o ar e então confirmou:

— Sim, sim, Senhorita Malfoy, só um minuto que irei anunciá-la.

— A Bruxa soltou no ar um dos memorandos que Hydra viu nos elevadores, o mesmo entrou pela fresta da porta da sala de Fudge e alguns segundos depois voltou para a mesa de Sueli.

— Pode entrar Senhorita Malfoy – Disse ela com um sorriso simpático.

Hydra seguiu até a grande porta de madeira, bateu uma vez e abriu a mesma, atrás da porta, um grande e luxuoso escritório estava a vista, nas paredes brancas e negras tinham fotos com placas que se liam nomes de diversos Ministros da Magia antigos que a olhavam curiosa e falavam entre si, diversas estantes com livros e artefatos brilhantes e luxuosos também era visto, Hydra também notou um conjunto de confortáveis sofá e poltronas e na outra ponta da sala, a escrivaninha de madeira enorme aonde se encontrava o bruxo gorducho de veste preta bem cuidada, Fudge levantava pra a cumprimentar.

— A, Senhorita Malfoy, por favor, por favor, entre, que prazer em vê-la! – Dizia ele alegra apertando sua mão – Sente-se – Disse ele apontando para uma cadeira em frente a sua escrivaninha – Gostaria de uma xicará de chá?

— Sim, claro. – Disse Hydra nervosa.

Ele assim como Sueli escreveu algo e mandou um memorando voando por fora da porta.

— Então – Disse ele se sentando novamente em sua cadeira – Ao que devo a honra da visita da filha de Lúcio Malfoy? Seu pai naturalmente já me disse tudo sobre você (Hydra duvidava disso, seu pai gostava de escondê-la da vista de todos seus "amigos" importantes) naturalmente já me adiantaram sobre seu intuito de trabalhar conosco no Ministério, estão corretos? – Perguntou Fudge ainda com um sorriso simpático.

— Sim, papai sempre me incentivou tanto a trabalhar no Ministério, eu finalmente vejo que deveria ter aceitado um estágio aqui, mas espero não ser tarde...

— Tarde? Que bobagem, é uma mocinha ainda jovem, se forma ano que vem, correto?

— Sim, em Julho.

— Ótimo e se minhas fontes estão corretas tem excelente resultados nos N.O.M.s, o que naturalmente deve se seguir nos N.I.E.M.s e fala diversas línguas?

Antes que Hydra pudesse responder, foram interrompidos por duas pessoas na porta, uma delas era Sasha trazendo três xícaras de chá e a outra, para surpresa de Hydra, era Percy Weasley que estava pomposo com uma veste azul marinho. Sueli serviu os chás enquanto Percy falava.

— Me chamou Ministro?

— Sim, sim, Senhorita Malfoy, creio que conheça meu Assistente Júnior (O peito de Percy parecia inchar com essa fala) Percy Weasley.

— Sim, conheço claro, como vai Percy? – Disse Hydra sorrindo.

— Muito bem Hydra – Disse ele sério.

— Sente-se conosco Percy, muito obrigada pelo chá Sasha- Disse Fudge enquanto Sueli saia – Experimentem, é um chá maravilhoso.

Os três tomaram um gole do que realmente parecia a Hydra o chá mais delicioso que tomara, precisava descobrir do que se tratava.

— Muito bem, Percy, o chamei porque temos aqui, assim como você, uma jovenzinha em breve saída de Hogwarts que deseja ingressar no ministério.

Percy olhou desconfiado para Hdyra.

— Engraçado, sempre achei que queria fazer poções para viver, pelo menos é isso que meus irmãos me disseram. (Percy disse irmãos de forma descontos).

— Sim e é verdade, mas eu vi que o Ministério é onde teria maior futuro, eu já não sou mais criança, preciso pensar no meu crescimento pessoal.

— Sim, mas andando com meus irmãos, com aquela gente que anda, nunca imaginei que quisesse isso.

Hydra sentiu tanto ódio de Percy naquele momento, poderia estragar todos os seus planos, mas ficou calma, respirou fundo sem que ele ou Fudge notasse e continuou:

— Sim, é verdade, mas eu comecei a perceber que precisava tomar um rumo na minha vida, assim como você Percy, um rapaz tão jovem e já com tanto sucesso, eu fiquei completamente admirada. Percy ficou tão abobalhado que não conseguia disfarçar o sorriso orgulhoso.

— Oras, fico feliz que finalmente tenha tomado juízo, o caminho pelo qual meus irmãos está indo não leva ninguém a nada.

— Sim e que bom que vocês dois se entendem – Disse Fudge que observava tudo – Senhorita Malfoy, mas é claro que temos uma vaga para você aqui no Ministério quando se formar, ficarei muito feliz de ter comigo pessoas com seu nome, peço somente que sempre lembre que sua lealdade deve morar somente aqui, no ministério e que mesmo com pessoas tentando influenciar o contrário, é aqui que mora a verdade.

Percy ficou orgulhoso como se Fudge falasse dele, Hydra sentia vontade de vomitar, mas continuou sorriso.

— Mas é claro Ministro, com toda certeza não esquecerei que minha lealdade estará sempre com o senhor.

— Excelente – Sorriu o Ministro.

Os três tomaram seus chás e foi combinado que Hydra iria começar imediatamente depois de formada no Departamente de Cooperação Internacional em magia, com um honroso cargo de representante Inglesa Júnior para Ministérios exteriores.

— Um cargo alto – Lembrou Fudge – Mas que sei que pode ir muito bem, exige muitas viagens e um bom domínio de línguas, que sei que tem e uma simpatia que a Senhorita já exala, vai se sair muito bem – Disse ele sorrindo.

— Muito obrigada, eu irei contar ao meu pai sobre isso, tenho certeza que ele ficará muito feliz – Disse Hydra.

— A sim, por favor não esqueça de falar com Lúcio e mandar meus comprimentos.

Hydra se retirou depois de mais de meia hora de conversa com Percy e Fudge sobre a importância de uma boa educação e renovação em Hogwarts. Depos de se sentir enjoada fingindo ser algo que não era por tanto tempo, Hydra saiu agradecendo ao Ministro e a Percy e deixando os dois sozinhos na sala.

O caminho até o elevador parecia longo, mais longo do que o normal, Hydra se sentia suja, com vontade de chorar, mas aquela teria que ser sua vida agora, teria que saber fingir, mentir, ser quem não é em nome de um bem maior, teria que se acostumar a ser a quase a filha que Lúcio sempre quis ter, pelo menos durante as hora de trabalho.

Enquanto corria cada vez mais rápido para chegar ao elevador, sem olhar direito, Hydra esbarrou em alguém e quase caiu no chão.

— Mas você não vê por onde anda? – Disse uma voz masculina irritada que Hydra reconheceu na hora e quando se virou, ficou em choque ao também reconhecê-la.

— Hydra? O que faz aqui? – Perguntou Lúcio Malfoy olhando ainda assustado para a filha. Hydra não o via a tanto tempo, ele parecia mais magro, porém com o mesmo ar presunçoso de sempre, usando vestes verde musgo de finíssimo materal e um chapéu preto.

— Eu, eu... – Hydra parecia não conseguir falar – Eu vim ter uma reunião com o Ministro.

— O ministro? Da magia? O que você quer com ele? – Perguntou Lúcio ainda mais surpreso que anteriormente.

— Eu vim falar sobre um emprego, eu decidi que quero trabalhar para o ministério quando me formar, então eu vim conversar com ele.

— E desde quando você quer trabalhar para o Ministério? O que disse ao Fudge?

— Nada que lhe comprometesse papai, não se preocupe – Disse Hydra meio irônica – Fiz parecer que somos a família mais feliz e bem funcional do mundo. E quanto a querer trabalhar aqui, eu mudei de ideia, vi que é melhor – Disse Hydra que tremia levemente.

— Então a pobreza finalmente te pegou – Disse Lúcio rindo – Não aguentou viver sem a riqueza que sempre teve, eu sabia que voltaria a si quando isso acontecesse...

— Pobreza? Do que você está... A... – Hydra então se deu conta que seu pai não sabia sobre todo ouro que herdara, tinha sido algo isolado de sua mãe, achou melhor então continuar assim então e evitar problemas para sua mãe — Os Macmillan tem provisões papai, eu não sou pobre.

— Certamente que tem, mas nada comparado aos Malfoy, nada comparado ao que você tem,ou sempre teve. – Disse ele ainda com um sorriso de satisfação meio maligna.

— Eu tenho o suficiente papai, Peter tem mais do que você imagina, mas eu quis mudar de ideia apenas quanto ao emprego porque pensei melhor sobre meu futuro, só isso.

— Bem – Disse ele fazendo seu sorriso presunçoso sumir – Que seja, é melhor que esteja pensando no seu futuro mesmo.

Lúcio ia se virando quando Hydra o chamou.

— Pai, o senhor sabe sobre meu casamento? – Perguntou ela sem saber o motivo de ter feito isso.

— Casamento? Sim, Narcisa me contou algo sobre – Disse ele.

— E vocês vão? – Hydra realmente não sabia porque se importava com isso.

— Eu imagino o tipo de gentinha que irá chamar para o seu casamento, eu espero que não chame também o Ministro e não vá me envergonhar... – Hydra já ia se virar e ir embora com essa resposta quando Lúcio continuou – No entanto... Sua mãe quer ir e eu também irei, mesmo que só fique pouco tempo.

— É costume que os pais guiem suas filhas até o altar no casamento, mas eu fico aqui pensando se seria melhor pelo menos no meu dia não fingirmos sermos uma família linda e feliz – Disse Hydra armargura com a resposta.

Lúcio pareceu pensativo e em dúvida.

— Eu nunca achei que você se importasse com o que é de costume, mas de qualquer modo eu farei o que for o melhor para a ocasião, agora se me da licença, tenho uma reunião. – Disse ele frio se virando, Hydra seguiu para o elevador e deu uma última olhada em seu pai que olhou para trás e encontrou seus olhos enquando o elevador descia.

Hydra pensava enquanto observava aqueles olhos frios e cinzentos se existia algum tipo de bondade dentro deles, as vezes Hydra pensava que apesar de tudo Lúcio a amava de seu jeito, as vezes pensava que ele desejava que ela simplesmente nunca tivesse nascido, mais de uma vez já se pegou pensando se um dia viesse a batalhar com seu pai, se ele a mataria se tivesse a chance ou não, mas não... Sempre era interrompida pela voz que dizia que seu pai não a odiava tanto assim, que apesar de tudo algum tipo de amor, algum tipo de orgulho existia, ele amava Draco, disso ela sabia, ou pelo menos parecia e ela sabia que sua mãe com certeza a amava e até seu irmão, mas seu pai parecia que para sempre continuaria uma ministério.