O Segredo dos Blacks

22 Fuga EM Massa DE Azkaban


No último dia de férias, Hydra passou a noite com Peter no Largo Grimmauld, ela regressaria de e Nôitibus com os garotos.

Hydra chegou a noite e ouviu uma grande briga na cozinha, parecia a voz de Snape e Sirius.

— Oi querida, já preparamos o quarto das meninas para você e o dos meninos para Peter – Disse a Sra. Weasley, a cumprimentando feliz.

— Mãe, eles são noivos, eles passam os dias na casa do Peter, eles moram juntos!! Você acha que realmente eles precisam ficar em quartos separados aqui? – Perguntou Jorge.

A sra. Weasley ficou muito corada e sem graça olhado feio para Jorge.

A porta de entrada se abriu, todos ficaram surpresos ao ver o sr. Weasley vestindo um pijama e por cima uma capa de chuva.

— Arthur, o que, o que? – Dizia a sra. Weasley sem se conter de tanta felicidade.

— Estou completamente curado, o Curandeiro Smethwyck – Disse ele meio sem graça – Ele, ele achou o antídoto, foi isso, não foi Peter?

— Com certeza senhor Weasley – Disse Peter.

— Oh Arthur, estou tão feliz! – Disse a Sra Weasley o abraçando e todos os Weasleys fizeram o mesmo.

Então todos eles, Hydra, Peter e Hermione entraram na cozinha.

— Curado! – anunciou animadamente para todos na cozinha o sr. Weasley. – Completamente curado!

Mas ficaram paralisados com a cena que viram, Sirius e Snape tinham as varinhas apontadas um para o outro e Harry estava em cima da mesa.

— Pelas barbas de Merlim! – exclamou o Sr. Weasley, o sorriso desaparecendo do rosto. – Que é que está acontecendo aqui?

Sirius e Snape baixaram as varinhas. Harry olhou de um para outro. Ambos tinham no rosto uma expressão de extremo desprezo, contudo a entrada repentina de tantas testemunhas pareceu tê-los chamado à razão. Snape embolsou a varinha e atravessou a cozinha, passando pelos Weasley sem fazer comentário. À porta, olhou para trás.

— Seis horas da tarde, segunda-feira, Potter.

E foi-se embora. Sirius seguiu-o com um olhar mal-humorado, a varinha segura ao lado do corpo.

— Que é que estava acontecendo? – tornou a indagar o sr. Weasley.

— Nada, Arthur – respondeu Sirius, ofegante como se tivesse acabado de correr uma longa distância. – Só uma conversa amigável entre dois velhos amigos de escola. – Aparentemente com imenso esforço, ele sorriu. – Então... está curado? Ótima notícia, realmente ótima.

— Não é? – disse a sra. Weasley, conduzindo o marido até uma cadeira. — Enfim o Curandeiro Smethwyck fez sua mágica, encontrou um antídoto para o que quer que fosse que a cobra tinha nas presas, e Arthur aprendeu a lição de não se meter com medicina de trouxas, não foi, querido? Fora tudo que os Macmillans fizeram por nós lá dentro... — acrescentou ela um tanto ameaçadoramente

— Foi, Molly, querida – disse o sr. Weasley, com humildade.

Sirius parecia absolutamente miserável durante toda a refeição, nem as piadas de Fred e Jorge lhe arrancavam um sorriso, nada. Seu rosto se fechara numa expressão melancólica e reflexiva observara Hydra, Olho-tonto e Mundungus apareceram também para o jantar.

— O que será que houve entre o Sirius e o Snape? – Perguntou Hydra baixinho para Peter.

— Não sei, mas já ouvi falar que eles se detestam desde a época da escola – Respondeu Peter também baixinho.

— Eu percebi – Disse Hydra – será que ele vai dar aulas particulares para o Harry também? – Você viu ele falando sobre Segunda-Feira? – Perguntou Hydra.

— Sim, eu acho que vai sim, eu ouvi por membros da ordem que ele teria aulas particulares de Oclumência a pedido de Dumbledore – Disse Peter.

— Bem, o Snape é ótimo professor, as aulas de Legitimência tem sido ótimas, apesar de difíceis – Disse Hydra.

— Sim, quando você vier para casa não esqueça de me ensinar – Disse Peter.

— Pode deixar que não vou esquecer – Disse Hydra sorrindo.

Depois de muito tempo, Hydra convenceu a sra. Weasley a deixar que ela passasse a noite em um quarto com Peter ao invés de com as meninas.

— Mas eles não são casados ainda!!! – Disse ela mal humorada para o sr. Weasley.

— Mas você não é mãe deles Molly, os pais dele não se importam, você também não tem que se importar, essa não é nossa casa afinal e eles já moram juntos! – Disse ele.

A sra. Weasley saiu mal humorada para dormir e Hydra passou a noite em um dos muitos quartos da casa.

— Ela é engraçada – Disse Peter se referindo a sra. Weasley enquanto se preparava para dormir em um dos quartos da casa Black.

— Ela é tradicional – Brincou Hydra.

— Muito, no dia que eu te pedi em casamento ela passou horas me dizendo como o casamento era uma grande responsabilidade e que pelo menos deveria ser para sempre – Disse Peter.

— Ela gosta de mim, ela só ficou preocupada.

— Eu sei, eu gosto da Molly, ficamos mais próximos nos últimos tempos.

— Eu percebi, ela finalmente parece empolgada com o casamento e não preocupada – Disse Hydra rindo.

— Falando nisso, eu te contei por quê te pedi em casamento aqui e não em um lugar mais romântico? – Perguntou Peter se deitando.

— Não, mas eu fiquei imaginando isso por um bom tempo, não que eu não tenha gostado, você mencionou no dia algo sobre os amigos estarem presentes.

— Eu achei que era uma celebração ao fato de você estar livre, te pedir no dia da sua liberdade, do seu aniversário e na frente da sua nova família – Disse ele.

Hydra o beijou e nenhum dos dois falou mais nada por um tempo, não precisava ser dito.

Os garotos deveriam regressar a Hogwarts de Nôitibus no dia seguinte, acompanhados mais uma vez por Tonks e Lupin, Peter se despediu cedo de Hydra e foi trabalhar, prometendo a visitar em Hogsmeade em breve, assim que pudesse, era sempre difícil se despedir dele.

Hydra saiu do largo cercada pelos Weasleys, Harry e Hermione depois de se despedir de Sirius.

— Vamos, quanto mais depressa entrarmos no ônibus melhor – disse Tonks. Lupin esticou o braço direito

BANG.

— Bem-vindos ao...

— Sei, sei, já sabemos – disse Tonks brevemente. – Subam, subam, subam...

Eles subiram no ônibus, Harry passou pelo motorista, que arregalou os olhos quando o garoto passou.

— É... é Arry...!

— Se gritar o nome dele faço você perder a memória – murmurou Tonks, ameaçando-o, e empurrando Gina e Hermione para dentro.

O ônibus estava mobiliado com uma variedade de cadeiras desparelhadas e dispostas a esmo em torno das janelas. Algumas pareciam ter tombado quando o ônibus parou abruptamente no largo Grimmauld; uns poucos bruxos e bruxas ainda estavam se levantando, resmungando, e a saca de compras de alguém deslizara por toda a extensão do veículo: uma mistura de ovas de sapo, baratas e cremes de ovos espalhara-se pelo chão.

— Parece que vamos ter de nos separar – disse Tonks brevemente, procurando poltronas vazias. – Fred, Jorge, Hydra e Gina, vão para aquelas poltronas lá no fundo... Remo pode ficar com vocês.

— Sentimos tanta a sua falta como professor – Disse Hydra para Lupin quando chegaram aos seus lugares.

— A, vocês provavelmente devem estar se virando bem – Disse ele sem graça.

— Não graças a Umbridge, isso com certeza – Comentou Fred.

O ônibus tornou a partir, balançando sinistramente. Contornou ruidosamente o largo Grimmauld, subindo e descendo pelas calçadas, depois, com outro BANG estrondoso, os passageiros foram atirados para trás as poltronas.

— Que maneiro – Disse Fred se divertindo com a viagem, ele e Jorge pareciam estar amando, enquanto Hydra desejava ter ido no expresso de Hogwarts com Jeniffer.

Depois de um tempo Lalau disse.

— Tome – Disse Tonks que tinha descido para checar eles dando uma gorjeta a Lalau que passava por eles– Quero que eles desçam primeiro, ok?

— Sim senhora – Disse Lalau sorrindo para o dinheiro — Só vamos deixar Madame Marsh descer primeiro e já estaremos em Ogwarts então.

Alguns minutos depois, o Nôitibus parou cantando pneus à frente de um pequeno bar, que se espremeu para sair do caminho e evitar uma colisão. Eles ouviram Lalau ajudando a pobre Madame Marsh a desembarcar do ônibus e os murmúrios de alívio dos companheiros de viagem no segundo andar. O ônibus tornou a partir, ganhando velocidade até...

BANG.

E estavam rodando por uma Hogsmeade coberta de neve. Harry viu de relance o Cabeça de Javali na rua lateral, o letreiro com a cabeça cortada rangendo ao vento invernoso. Flocos de neve batiam na enorme janela dianteira do ônibus. E finalmente pararam nos portões de Hogwarts.

Lupin e Tonks ajudaram os garotos a desembarcar com a bagagem, e então desceram também para se despedir. Hydra notou que todos os passageiros estavam espiando-os com o nariz colado às janelas.

— Vocês estarão seguros quando entrarem – disse Tonks, lançando um olhar cauteloso para a estrada deserta. – Um bom trimestre, o.k.? – Tonks abraçou Hydra ao se despedir dela.

— Cuidem-se bem – recomendou-lhes Lupin, apertando as mãos de todos.

Os sete subiram penosamente a estrada escorregadia até o castelo, arrastando os malões.

Com a volta do feriado, Hydra começou a se preocupar com seus deveres de casa e os N.I.E.M.s que se aproximavam agora cada vez mais.

— Não é possível que vocês não estejam nem um pouco preocupados – Disse Hydra em um dia na poltrona na sala comunal.

— Não estamos, não vai nos adiantar de nada N.I.E.M.s, nós já temos o dinheiro, vamos abrir nossa loja – Disse Jorge.

— Só estamos aproveitando o ano para testar nosso público – Completou Fred.

Hydra passava o resto dos seus dias na biblioteca, o número de dever de casa aumentou muito nesse trimestre, Jeniffer, Angelina e Alice quase sempre a acompanhava.

Então, uma manhã, um dos piores pesadelos de Hydra aconteceu.

As corujas chegaram pela manhã no café, Hydra ficou paralisada pela notícia que lia e Hermione soltou um gritinho, ela ouviu.

— Tem algo de novo aí? – Perguntou Fred olhando o jornal.

Hydra não conseguia falar, apenas passou o jornal para que ele e Jorge lessem a notícia.

Dez fotografias em preto e branco que ocupavam toda a primeira página, nove caras de bruxos e, a décima, de uma bruxa. Alguns deles zombavam em silêncio; outros tamborilavam os dedos nas molduras dos retratos, com insolência. Cada foto trazia uma legenda com um nome e o crime pelo qual a pessoa fora mandada para Azkaban.

Antônio Dolohov, informava a legenda sob o bruxo com o rosto pálido e torto que sorria troçando para eles, condena do pelo brutal homicídio de Gideão e Fábio Prewett.

— Meus, meus tios... – Disse Fred gaguejando sobre o Gudeão e Fábio Prewett.

— Eu sinto muito meninos — Disse Hydra simpaticamente.

Augusto Rookwood, lia-se sob a foto do homem com o rosto marcado por bexigas e os cabelos oleosos, que se apoiava na borda da foto com ar de tédio, condenado por passar Àquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado segredos do Ministério da Magia.

Hydra encarava coms os olhos com lágrimas a foto da bruxa. Seu rosto se destacara no momento em que ele vira a página. Tinha longos cabelos escuros que pareciam malcuidados e desgrenhados, embora ele os tivesse visto sedosos, espessos e brilhantes. Ela a encarou sob as pesadas pálpebras, um sorriso arrogante e desdenhoso brincando em seus lábios. Como Sirius, ela conservava feições atraentes, mas alguma coisa, talvez Azkaban, levara a maior parte da sua beleza. Belatrix Lestrange, condenada pela tortura e incapacitação permanente de Franco e Alice Longbottom.

— Ela é sua tia? – Perguntou Jorge apontando para foto.

Hydra apenas concordou que sim com a cabeça sem conseguir falar mais nada, Bellatrix, o horror de sua infância, a tia que detestava, estava solta, estava solta mais uma vez!

— Você leu a manchete? – Perguntou Fred.

Hydra então leu o que estava escrito:

"FUGA EM MASSA DE AZKABAN MINISTÉRIO TEME QUE BLACK SEJA O "PONTO DE REUNIÃO" PARA ANTIGOS COMENSAIS DA MORTE"

— Não acredito... – Resmungou Fred.

"O Ministério da Magia anunciou à noite passada que houve uma fuga em massa em Azkaban.

Em entrevista aos repórteres em seu gabinete, Cornélio Fudge, ministro da Magia, confirmou que dez prisioneiros de segurança máxima escaparam no início da noite de ontem, e que ele já informou ao primeiro-ministro dos trouxas a natureza perigosa dos fugitivos

"Nós nos encontramos, infelizmente, na mesma posição de dois anos e meio atrás quando o assassino Sirius Black fugiu", comentou Fudge. "E achamos que as duas fugas estão relacionadas. Uma fuga nessa escala aponta para ajuda externa, e devemos nos lembrar que Black, a primeira pessoa a escapar de Azkaban, estaria em posição ideal para ajudar outros a seguirem seus passos. Cremos que muito provavelmente esses indivíduos, entre os quais se inclui a prima de Black, Belatriz Lestrange, se agruparam em torno de Black como seu líder. Estamos, no entanto, envidando todos os esforços para capturar os criminosos, e pedimos à comunidade bruxa que se mantenha alerta e cautelosa. Em nenhuma circunstância devem se aproximar desses indivíduos."

— Como eles podem ser tão cegos? – Perguntou Jorge.

— Eles querem ser assim, eles preferem isso do que a verdade – Disse Hydra recuperando a voz.

— Você está bem? – Perguntou Fred observando Hydra pálida e nervosa.

— Não, minha tia Bellatrix e o marido dela estão soltos e eu acho que eles vão para a minha casa... para a casa dos meus pais – Corrigiu ela rapidamente – Você sabe o que isso significa, não sabe? Ele deve estar preparando algo, juntando seu exército antigo.

Os dois pareciam um pouco assustados.

— Eu realmente detesto minha tia, detesto, ela é, ela é uma pessoa horrível, eu lembrei de algumas coisas dela durante as aulas de Oclumência, eu acho sinceramente que ela não vai aceitar bem eu ter saído de casa, eu não concordar com a causa e acho que ela vai querer piorar ainda mais o Draco – Disse Hydra observando o irmão na mesa da Sonserina.

— Calma, ficar assim não vai adiantar nada Hydra, estamos nos preparando para isso, vai dar tudo certo – Disse Jorge tentando acalmá-la.

Os que pertenciam a famílias bruxas tinham sido criados ouvindo os nomes dos Comensais da Morte com quase tanto medo quanto o de Voldemort; os crimes que haviam cometido durante o reinado de terror do Lorde das Trevas eram lendários. Havia parentes das vítimas entre os alunos de Hogwarts, que agora se viam transformados em involuntários objetos de uma fama indireta e sinistra quando passavam pelos corredores e os que tinham sobrenomes dos comensais, ou os tinham em sua família como Hydra, eram motivo de medo e preocupação.

— Como eles descobriram que Bellatrix é minha tia? Nós não temos o mesmo sobrenome, nem o da família Black ela usa mais, já que muitos também sabem que eu sou parte uma desde o ano que o Sirius escapou de Azkaban – Perguntou Hydra para Angelina quando um grupo de alunos do primeiro ano saiu correndo quando ela passou.

— As informações correm rápido eu acho – Respondeu ela sem graça.

Não era apenas a atitude dos estudantes que havia mudado. Agora era bem comum deparar com dois ou três professores conversando em sussurros urgentes nos corredores, interrompendo a conversa no momento em que viam alunos se aproximarem.

E com razão, havia aparecido um novo aviso nos quadros das Casas na manhã seguinte à fuga de Azkaban.

"POR ORDEM DA ALTA INQUISIDORA DE HOGWARTS

Doravante, os professores estão proibidos de passar informações aos estudantes que não estejam estritamente relacionadas com as disciplinas que são pagos para ensinar

A ordem acima está de acordo com o Decreto Educacional Número Vinte e Seis

Assinado: Dolores Joana Umbridge, Alta Inquisidora"

Este último decreto fora tema de um grande número de piadas entre os alunos. Lino Jordan havia lembrado a Umbridge que, pelos termos da nova lei, ela não podia ralhar com Fred e Jorge por brincarem com Snap Explosivo no fundo da sala.

— Snap Explosivo não tem relação alguma com Defesa Contra as Artes das Trevas, professora! Não é uma informação pertinente à sua disciplina!

Hydra teve que mentir e dizer que estava tendo aulas de preparação para os N.I.E.M.s em poções com Snape para Umbridge que queria saber o que faziam nas aulas particulares.

— Mas a Senhorita já tem uma nota excpecional em Poções, além de já ter um bom emprego já reservado pelo Cornélio no Ministério, não entendo o motivo da aula – Disse Umbridge no final de uma das aulas de Defesa contra as artes das trevas para Hydra.

— Eu gosto de ser a melhor em tudo que faço Professora, inclusive nisso e ser a melhor em poções se tornou uma pequena obcessão minha, quero a melhor nota, sei que meu pai ficaria muito feliz com isso e além disso, ainda precisa de notas excelentes para entrar no ministério com o pé direito. – Disse Hydra fingindo uma falsa simpatia.

— A, claro, Lúcio é um grande homem, deve ter muito orgulho de você – Disse Umbridge agora mais simpática que no começo.

— A sim, ele tem – Disse Hydra irônica sem que Umbridge percebesse.

As aulas do AD estavam cada vez melhores no entanto e mais intensas para compensar todo o resto.

Todos, até mesmo Zacarias, tinham se sentido incentivados a trabalhar com mais vigor que nunca ao saberem que mais dez Comensais da Morte estavam agora soltos, Neville em especial estava tendo um progresso que impressionava Hydra cada dia mais.

Em uma manhã, na hora do correio, Hydra recebeu uma coruja com uma muito especial, seus olhos estavam cheio de lágrimas ao terminar de ler.

— O que houve Hydra? — Perguntaram Fred e Jorge preocupados.

Hydra apenas passou a carta para eles que ficaram lendo.

"Querida Hydra,

Quatro anos atrás eu encontrei uma menina linda e doce e me apaixonei por ela, eu a namorei, eu a deixei ir... Eu deixei ir sim, mas para um lugar melhor, pra ela e pra mim, eu tinha um outro amor, um amor maior com a minha vocação e ela achou um homem que cuidou dela e deu todo amor e carinho que ela precisava e merecia, infelizmente eu não podia dar, mas ele podia e dá até hoje pelo que eu consegui ver, eu fiquei feliz, eu fiquei feliz por essa menina especial.

Hydra, essa menina especial era e é você, você merece muita alegria e muito amor, eu estou tão incrivelmente feliz por você e seu casamento, de verdade mesmo, fiquei um pouco chocado no começo mas agora vejo que é lindo, uma celebração do seu amor e do Peter espero que você seja muito feliz com ele, com ele, um grande homem. Eu vou sempre ter você como o primeiro amor, eu acho que vou sempre vou lembrar de você e sentir um carinho enorme e espero que você lembre de mim com o mesmo carinho também.

Olívio Wood."

— É bem bonito — Disse Jorge depois de ler.

— É, é bonito — Disse Hydra disfarçando as lágrimas.

— E por que você está chorando então? Só pela beleza da carta? — Perguntou Fred.

— Não... Acho que pela lembrança mesmo, nada ruim, eu amo muito o Peter, mas o Olívio vai ser sempre o meu primeiro amor, mas ainda assim, eu realmente sei que eu quero o Peter pra sempre, é só a lembrança de um passado que às vezes toca o seu coração.

— Isso não significa que você ainda Olívio? — Perguntou Jorge.

— Não, não desse jeito pelo menos, como amigo e como uma lembrança sim, mas só, eu realmente amo o Peter.... Só que com o Olívio nunca vai deixar de existir algo como um carinho eu acho, é estranho e difícil de explicar, mas eu realmente amo o Peter de verdade e estou feliz do Olívio ter seguido em frente também.

— E ele tá bem com a namorada dele pelo que fiquei sabendo. — Disse Jorge.

— Ótimo, eu fico muito feliz por ele com isso — Disse Hydra com a mais absoluta sinceridade.