O Segredo dos Blacks
23 Dia Dos Namorados
Em um sábado a noite, Hydra seguiu para sua aula com Snape.
— Entre, Senhorita Malfoy – Disse Snape quando ela chegou, parecendo mais frio e irritado do que nunca.
Hydra encontrou Snape em pé preparando algo em seu caldeirão, ela entrou silenciosamente e como sempre esperou que ele falasse primeiro.
— Sua tia é excelente em Oclumência, você sabia disso? – Perguntou Snape friamente olhando para a poção.
— Não professor, eu pouco sabia da minha tia antes das nossas aulas e do resgate involuntário de algumas lembranças.
— Ela com certeza irá usar isso em seus planos e decididamente irá ensinar ao seu irmão e o resta da família.
— Eu imagino que sim Professor – O pensamento de Bellatrix ensinando, ou mesmo tocando seu irmão a arrepiava profundamente.
— Se sente preparada o suficiente em Oclumência, Senhorita Malfoy?
— Sim, me sinto, não ainda em Legitimência, mas oclumência sim.
— Muito bem, algum aluno tem inteligência suficiente para aprender, isso sempre é bom – Disse Snape com frieza e profundo desprezo em sua voz.
— Umbrigde veio me perguntar sobre nossas aulas professor, eu disse que estava aprendendo extra sobre poções, ela não parecia muito convencida mas quando ouviu o nome do meu pai acabou cedendo.
— Sim, eu sei, ela veio ter comigo também, bem, vamos começar – Snape colocou a poção que estava trabalhando em um frasco, esvaziou e guardou o resto – Você ainda está muito longe e conseguir realizar o encantamento verbal e muito mais ainda do não verbal, vamos trabalhar nisso, até o final do semestre veremos se temos algum progresso.
Hydra passou como sempre horas tentando invadir a mente de Snape que não usava a Oclumência para impedí-la a fim de treiná-la, mas isso era sempre difícil, legitimência não era algo fácil, por isso poucos bruxos a dominavam com sucesso, Hydra se sentia extremamente privilegiada de aprender, queria ensinar Oclumência e Legitimência no AD, mas Snape a proibiu de contar a outros alunos sobre o que ela aprendeu, então tirando Fred e Jorge, ela preferiu manter em segredo dos outros alunos.
O mês de Janeiro passou correndo, a pilha de deveres era pior do que em seu quinto ano e pareciam se acumular a cada segundo, Hydra mal teve tempo de se encontrar com Peter, tendo visto ele apenas uma vez durante todo mês, mas tinham combinado uma tarde romântica no passeio do dia dos namorados.
— Você não vai com a gente? – Perguntou Hydra para Angelina no café.
— Não, nossa equipe está horrível Hydra, horrível! Eu vou treinar o dia inteiro, temos que melhorar e a partida contra a Lufa-Lufa está chegando – Disse ela cheia de angustia, ainda não perdoara muito Hydra por não ter entrado para a equipe.
Hydra seguiu com Fred e Jorge para a fila de alunos a serem liberados por Filch.
— Angelina está pior do que o Olívio, é sério – Disse Fred.
— Eu sei, eu percebi, eu acho que tem alguma coisa no cargo que deixa os outros meio malucos com o quadribol, sei lá – Disse Hydra passando por Filch.
Hydra foi as lojas já que Peter demoraria um pouco para encontrá-la. Eles foram andando em direção à Dervixes & Bangues. Um grande cartaz fora afixado à vitrine, Hydra viu a foto dos dez Comensais da Morte fugitivos. O cartaz, "Por Ordem do Ministério da Magia", oferecia uma recompensa de mil galeões a qualquer bruxo ou bruxa com informações que possibilitassem a recaptura dos condenados retratados.
— É engraçado só que quando era o Sirius Black tinha dementadores por toda parte, agora com dez comensais fugidos não vejo nenhum aqui – Disse Rita, que estava perto de Hydra.
— Agora você acredita que tem algo errado, Rita? – Perguntou Hydra.
— É, realmente o Ministério está no caos, só não vê quem não quer – Disse uma voz atrás deles, era Jeniffer acompanhada de Abbas.
— É verdade, vocês não sabem o caos que está depois dessa fulga, eu quase não consegui sair hoje – Comentou Abbas.
— Eu imagino que Fudge esteja negando tudo sobre a volta de você sabe quem ainda, não? – Perguntou Hydra para Abbas.
— Sempre, ele está culpando o Sirius Black, é patético.
— Bem, vamos indo Abbas? – Perguntou Jeniffer – Vejo vocês mais tarde, feliz dia dos namorados.
Jeniffer seguiu para o Madame Puddifoot com Abbas e Hydra foi até a Zonko's.
— Ei, Hydra, aquele não é o Peter? – Perguntou Rita, apontando para o lado de fora da janela da loja. Peter estava parado procurando alguém, usava uma veste verde bonita e várias meninas passavam por ele rindo e cochichando alegremente, outras até viravam o pescoço para encará-lo.
Hydra riu e foi ao encontro de Peter.
— Procurando por alguém? – Disse ela rindo quando o viu.
— Por uma linda bruxa chamada Hydra, conhece? – Disse ele brincando.
— Nunca ouvi falar, mas parece ser uma pessoa fascinante.
Hydra e Peter se beijaram e algumas meninas que se aglomeraram em um grupinho perto dele fizeram um rosto de decepção.
— O que vamos fazer hoje? – Perguntou Hydra.
— Pensei em irmos na Madame Puddifoot por um tempo, é romântico no dia dos namorados e depois para nossa casa, tenho uma surpresa lá.
— Parece ótimo – Disse Hydra sem muita confiança, nunca esquecera que o Madame Puddifoot era o local que costumava ir com Olívio Wood e sentia o local marcado por isso, mas já se passaram tantos anos depois disso que não via problema em ir de novo lá com o Peter.
A casa de chá estava decorada para o dia dos namorados com querubins dourados que pairavam sobre as mesinhas circulares, e que a intervalos deixavam cair confetes sobre os fregueses, exatamente como Hydra se lembrava da última vez que estivera ali em dia dos namorados.
— Vamos nos sentar? – Disse Peter apontando para uma mesinha.
Hydra se sentou e olhou ao redor, viu com estranhamento que Harry Potter parecia extremamente desconfortável sentado em uma mesa com Cho Chang, Jeniffer e Abbas estavam muito ocupados em uma mesa um pouo longe para se importar com a chegada deles e Rogério Davies, capitão do time da Corvinal estava sentando com uma bruxa loirinha bonita.
— Eu lembro do Rogério, ele cresceu bastante – Disse Peter pedindo chá para os dois – Aquele é o Harry Potter? – Perguntou ele curioso.
— Sim, parece que ele está em um encontro com a Cho Chang, ela é ex namorada do Cedric Diggory, o rapraz que morreu ano passado no Torneio Tribuxo.
— Eu sei, eu conheço ela, ela tinha uma amiga no meu ano, bem, ele não parece sabe muito bem o que está fazendo – Disse ele rindo de leve – Já a minha irmã... – Disse ele com o rosto muito desconfortável para Jeniffer e Abbas, que se beijavam em uma mesa, parecia não dar para saber onde começava um e terminava o outro.
— Deixa ela, ela e o Abbas namoram a quanto tempo já? Três anos? – Perguntou Hydra vendo Jeniffer e Abbas praticamente engolirem o rosto um do outro.
— Por aí, alguns meses a mais do que nós na verdade, eles se conheceram no seu aniversário de 15 anos Hydra, se lembra? – Perguntou Peter desviando o olhar.
— Sim, já fazem quase três anos, parece que foi ontem...
— Sim, parece que foi ontem que eu estava brigando pela sua atenção com o Olívio Wood – Disse Peter rindo.
— E me mandando cartinha anônima – Riu Hydra.
— Sim, aquilo foi bem infantil, eu recoheço, mas fazer o que, estava apaixonado e era bem jovem...
— Se você visse a cara do Olívio quando ele viu a carta... – Disse Hydra rindo.
— Eu imagino, mais ou menos a mesma que eu faço toda vez que bem, todos os homens de todos os lugares por onde a gente passa te olham, mas estou começando a me acostumar, se fosse sentir ciúmes de tudo estaria morto – Disse ele com bom humor.
— Que bom, porque não gosto de ciúmes, não em motivos.
— Eu sei, acredite, os caras do hospital vivem me tentando fazer ter ciúmes de você em Hogwarts, mas eu só ignoro.
— É sério isso? Por que? – Perguntou Hydra não gostando muito da atitude dos meninos.
— Porque homens são babacas as vezes Hydra – Disse Peter rindo vigorosamente – Nós gostamos de provocar um ao outro as vezes também, eles dizem que você é linda demais e que todos os rapazes de Hogwarts devem estar atrás de você.
— Mesmo se fosse verdade, e dai? Eu que tenho que dar confiança ou não – Hydra agora estava realmente irritada.
— Deixa eles para lá meu amor, isso é besteira, ok?
— Ok...
Hydra acabou esquecendo com o tempo da questão, ela e Peter conversaram sobre os N.I.E.M.s e Peter deu alguns conselhos de estudo.
— Não esqueça de descansar um pouco entre as matérias, ou você ficará louca – Disse ele na terceira xícara de chá, ao seu lado casais se beijavam e deixavam Hydra um pouco desconfortável.
Hydra ouviu uma menina chorando, olhou para o lado e viu que Cho Chang chorava ne mas com Harry Potter, o salão todo observou em silêncio.
— Vá embora, então! – disse Cho, agora chorando em um guardanapo. – Não sei por que você me convidou para sair, para começar, se combinou se encontrar com outras garotas depois de mim... quantas mais você vai encontrar depois da Hermione?
— Não é nada disso! – disse Harry.
Cho se levantou. A sala estava silenciosa e todos os observavam.
— A gente se vê por aí, Harry – disse ela teatralmente, e, soluçando um pouco, precipitou-se para a porta, abriu-a com violência e saiu para a chuva intensa.
— Cho! – Harry chamou, mas a porta já se fechara com um tilintar musical.
Fez-se absoluto silêncio na casa de chá. Todos os olhares convergiram para Harry. Ele atirou um galeão na mesa, sacudiu o confete dos cabelos e saiu atrás de Cho.
— É, eu acho que o encontro não foi tão bem assim quanto ele imaginava, ele tem outras namoradas? – Perguntou Peter.
— Não que eu saiba, ele e Hermione são só amigos, acho que ela tem uma quedinha pelo Rony e o Rony por ela... Tadinho do Harry! – Comentou Hydra.
Eles logo também saíram sob a intensa chuva que caia lá fora até a casa afastada dos dois, lá dentro, para a surpresa de Hydra, a pequena casa estava lindamente decorada com flores e faixas coloridas, a cama tinha pétalas de rosas e fotos sorridentes dos dois que se mexiam estavam espalhadas pela parede.
— Achei que gostaria – Disse Peter sorrindo indo acender a lareira.
— Eu amei – Disse Hydra o puxando e o beijando.
Peter como sempre levou uma refeição para que os dois comessem no pequeno balcão da cozinha.
— Eu não acredito ainda como você cozinha bem – Comentou Hydra degustando o frango assado que Peter trouxera.
— Eu estou acostumado, fico feliz que goste – Disse ele sorrindo.
— Eu gosto e agradeço, porque eu sou um desastre na cozinha, acredite, a Sra Weasley tentou me ensinar mas eu as vezes acho que nunca vou conseguir – Disse ela séria.
— Não se preocupe, eu cuido disso, não é porque você é a esposa que tem que saber cozinhar ou cuidar da casa, nós iremos dividir essas tarefas, não se preocupe, eu irei ensinar também o que não sabe e o que precisa saber – Disse Peter.
— Exsite homem mais maravilhoso que você? – Brincou Hydra.
— Talvez, só espero que você não descubra sobre eles... – Brincou Peter de volta.
Depois de um tempo, os dois ficaram conversando sobre os acontecimentos recentes e como o medo havia crescido em cada um deles.
— Eu não sei, Peter, eu acho que Você-Sabe-Quem anda quieto ainda, apesar de todos os ataques, da fuga dos comensais, eu fico pensando se algo horrível não está por vir – Dizia Hydra, sentada na cama, parecendo preocupada e distante.
— E deve estar, Hydra, não vou mentir, nós da ordem sabemos de algo que infelizmente não posso lhe contar ainda, não insista em saber, por favor – Disse ele, quando viu que Hydra fez um gesto de quem iria perguntar algo para ele – Mas eu te garanto, estamos melhor preparados do que jamais estivemos.
— Será que isso é o suficiente? – Perguntou Hydra.
— Eu espero que seja, Hydra, adianta pensar que não? – Questionou Peter.
— Não, eu suponho que não, mas ainda assim, estar presa, segura naquele castelo, me faz pensar se não estou sendo covarde – Disse Hydra.
— Covarde? Como você está sendo covarde? – Perguntou Peter, se levantando espantado com a afirmação de Hydra.
— Vocês estão todos aqui fora lutando e eu estou na escola, escondida, protegida...
— E isso é ruim? Você está fazendo a sua obrigação, está estudando, está se preparando, ia adiantar alguma coisa você sair da escola? – Perguntou Peter.
— Não sei... Talvez...
— Talvez nada, Hydra, não ia adiantar nada, você não ia poder ajudar em nada mais do que você já pode, além disso, nós não temos um plano para você ano que vem? Você já não está se preparando para isso? – Perguntou Peter, indignado, olhando sério para Hydra, sentado na cama ao seu lado.
— Sim, mas eu não sei, eu só queria fazer mais, é só isso...
— Eu nunca tinha reparado antes... – Disse Peter, ainda meio espantado.
— Nunca tinha reparado o que? – Perguntou Hydra.
— Eu sempre achei que você tinha tanto a ver com a Corvinal, acho que eu queria pensar isso, eu nunca tinha reparado o quanto você pertence a Grifinória.
— O que você quer dizer com isso? – Perguntou Hydra, agora olhando sério para o noivo – Isso é algo ruim por acaso?
— Não, de jeito nenhum, mas você é ousada, procura a luta, não aguenta ficar parada, não tem muito senso de auto preservação, quer se provar e lutar, isso é muito do que eu penso de um aluno da Grifinória.
— Você fala como algo horrível...
— De jeito nenhum, Hydra, já disse, isso não é ruim, nem sei se todos os alunos de lá são assim, eu só nunca tinha reparado antes o quanto você pertence a sua casa, considere isso bom, você não sempre se questionou se realmente o chapéu seletor tinha acertado na sua escolha?
— Um pouco... – Confirmou Hydra.
— Então, hoje eu acho que sim...
— E continua me amando mesmo assim? – Perguntou Hydra.
— Mais do que nunca.... – Disse Peter, sorrindo e a beijando.
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