Hydra se despediu de Peter e voltou com Jeniffer e Rita para Hogwarts.

Angelina estava em lágrimas no quarto das meninas dizendo como o treino foi um grande desastre e como tudo daria errado, Hydra tentou consolar a amiga mas isso só piorou sua reação e seu choro, decidiu então dormir e deixar para falar com ela outro dia.

Na segunda de noite, encontrou Fred e Jorge na sala comunal e ficaram falando sobre o kit mata-aula quando eles se juntaram ao Harry Potter e Hermione Granger que estavam sentados fazendo dever.

— Rony e Gina não estão aqui? – perguntou Fred, correndo os olhos pela sala ao mesmo tempo que puxava uma cadeira, e quando Harry sacudiu negativamente a cabeça, falou: – Que bom. Estivemos assistindo ao treino deles. Vão ser massacrados. A equipe ficou um lixo sem a gente.

— Ah, peraí, Gina não é ruim – disse Jorge querendo ser justo, sentando-se ao lado do irmão. – Aliás, nem sei como conseguiu ser tão boa, já que a gente nunca a deixou jogar conosco.

— Ela arrombava o barraco em que vocês guardam vassouras no jardim desde os seis anos e tirava ora uma vassoura ora outra quando vocês não estavam por perto – disse Hermione de trás de sua pilha instável de livros de Runas Antigas.

— Ah! – exclamou Jorge levemente impressionado. – Bom, isso explica!

— Rony já defendeu algum gol? – perguntou Hermione, espiando por cima de Hieróglifos e logogramas mágicos.

— Bom, ele é capaz de defender quando acha que não tem ninguém observando – disse Fred olhando para o teto. – Então no sábado só o que a gente precisa fazer é pedir aos espectadores para virarem as costas e baterem um papo todas as vezes que a goles for arremessada para o lado dele.

Hydra se sentiu mal, Angelina mais uma vez chorava falando que provavelmente estaria tudo perdido para o time dessa vez, o que causava em Hydra um sentimento de arrependimento e culpa por não ter assumido o gol da Grifinória, apesar de saber que Rony era bom quando não se sentia sob pressão.

Ele tornou a se levantar inquieto e foi até a janela espiar os terrenos escuros da escola.

— Sabe, o quadribol era quase a única coisa que fazia este lugar valer a pena. Hermione lançou-lhe um olhar sério.

Hermione lançou-lhe um olhar sério.

— Seus exames estão chegando.

— Já lhe disse antes, não estamos preocupados com os N.I.E.M.s – retorquiu Fred. – Os kits Mata-Aula estão prontos para o lançamento, descobrimos como nos livrar daqueles furúnculos, basta umas gotas de essência de murtisco para resolver o problema. Foi Lino quem nos sugeriu – Disse ele lançando um olhar de julgamento para Hydra.

— Eu já pedi desculpas, mas com tudo que aconteceu não consegui procurar uma solução antes que funcionasse –Disse Hydra se sentindo realmente culpada.

Jorge deu um grande bocejo e olhou desconsolado para o céu nublado da noite

— Nem sei se quero assistir a esse jogo. Se Zacarias Smith nos derrotar, terei de me matar.

— Ou, mais provavelmente, matar ele – disse Fred com firmeza.

— Esse é o problema do quadribol – disse Hermione distraidamente, mais uma vez debruçada sobre sua tradução das Runas –; cria essa animosidade e tensão entre as Casas. Ela ergueu a cabeça para procurar o exemplar do Silabário de Spellman e surpreendeu Fred, Jorge e Harry, os três olhando-a com expressões nos rostos em que se mesclavam a aversão e a incredulidade.

— E é mesmo! – exclamou ela com impaciência. – É só um jogo ou não é?

— Eu entendo o que a Hermione quer dizer, mas é um bom jogo... – Disse Hydra.

— Hermione – disse Harry, sacudindo a cabeça –, você é boa em sentimentos e outras coisas, mas simplesmente não entende de quadribol.

— Talvez não – disse ela, ameaçadora, voltando à tradução –, mas pelo menos a minha felicidade não depende da habilidade de Rony defender gols.

No Sábado, a partida realmente foi pior do que Hydra podia imaginar, fazendo sua culpa só aumentar.

A melhor coisa que se poderia dizer sobre a partida é que foi curta; os espectadores da Grifinória só precisaram suportar vinte e dois minutos de agonia. Era difícil dizer o que foi pior: O décimo quarto frango de Rony, Sloper acertar a boca de Angelina em vez do balaço e Kirke gritar e cair para trás, quando Zacarias Smith passou veloz por ele carregando a goles. O milagre foi que a Grifinória só perdeu por dez pontos: Gina conseguiu capturar o pomo bem embaixo do nariz do apanhador da Lufa-Lufa, Summerby, de modo que o placar final foi duzentos e quarenta a duzentos e trinta.

Na sala comunal, a atmosfera lembrava a de um enterro particularmente desanimado.

— Foi uma boa captura – Disse Hydra para Gina, que parecia muito desanimada.

Hydra não teve coragem de procurar Angelina, sabia que a amiga só a culparia e finalmente começara a concordar com ela que talvez devesse ter ajudado a sua casa, mas agora não podia voltar no tempo.

— A Angelina não quer que o Rony se demita – Disse Kate desanimada para a a amiga – Ela acha que seria pior, ainda mais sabendo que você não quer a vaga, mas na verdade ela realmente acredita que Rony possa melhorar no final das contas.

— Nem me fale nisso... Eu espero que sim, eu sei que ele é bom, mas ele precisa se concentrar melhor... – Disse Hydra, que estava começando a perder essa fé em Rony.

Angelina agiu melhor do que Hydra imaginava nos dias seguintes, ela realmente disse que acreditava que Rony podia melhorar e não culpava Hydra por tudo, ser dama do casamento de Hydra com certeza a deixou mais delicada em relação as suas diferenças com a bruxa.

No café na segunda, Harry, que estava sentado perto deles, recebeu várias correspondências.

— Harry! – disse Hermione, enfiando as mãos naquele ajuntamento de penas e retirando uma coruja-das-torres que trazia um embrulho comprido e cilíndrico. – Acho que sei o que significa isso: abra este aqui primeiro!

— Parece bom, não? – comentou Luna, que vagara até a mesa da Grifinória e agora se apertava no banco entre Fred e Rony. – Saiu ontem, pedi ao papai para lhe mandar um exemplar de cortesia. Imagino que tudo isso – ela acenou abarcando as corujas que se empurravam sobre a mesa diante de Harry – sejam cartas dos leitores.

— Foi o que pensei – disse Hermione, ansiosa. – Harry você se importa se a gente...?

— Sirvam-se – respondeu ele, parecendo um pouco confuso.

Rony e Hermione começaram a abrir os envelopes.

— Posso ler a revista? – Perguntou Hydra.

— Aqui, eu tenho um exemplar extra – Disse Luna entregando "O pasquim" para Hydra.

"HARRY POTTER ENFIM REVELA: A VERDADE SOBRE AQUELE-QUE-NÃO-DEVESER-NOMEADO E A NOITE EM QUE VIU O SEU RETORNO."

Dizia a manchete. Hydra lia atentamente a matéria enquanto os outros abriam as cartas de Harry.

— Esta é de um cara que acha que você pirou – disse Rony correndo os olhos pela carta.

— Ah, bom... – Esta mulher aqui recomenda que você experimente uma série de Feitiços de Choque no St. Mungus – disse Hermione, parecendo desapontada e amassando uma segunda.

— Mas esta aqui parece o.k. – disse Harry lentamente, lendo uma longa carta de uma bruxa em Paisley. – Ei, ela diz que acredita em mim!

— Este aqui está dividido – disse Fred, que se juntara com entusiasmo à tarefa de abrir as cartas. – Diz que você não passa a impressão de ser maluco, mas que ele realmente não acredita que Você-Sabe-Quem tenha retornado, então, agora não sabe o que pensar. Caracas, que desperdício de pergaminho.

— Tem um aqui que você convenceu, Harry! – disse Hermione excitada. – Tendo lido a sua versão da história, sou forçado a concluir que o Profeta Diário tem sido injusto com você... por menos que eu queira pensar que Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado retornou, sou forçado a aceitar que você está falando a verdade... Ah, é maravilhoso!

— Outra acha que você está só ladrando – disse Rony atirando a carta que amassara por cima do ombro – ... mas esta outra diz que você a converteu e ela agora acha que você é um verdadeiro herói: e manda junto uma foto, uau!

— Que é que está acontecendo aqui? – perguntou uma voz falsamente meiga e infantil.

Hydra que acabara de ler a matérias, olhou e viu. A Prof a Umbridge estava em pé atrás de Fred e Luna, seus olhos de sapo esbugalhados esquadrinhando a confusão de corujas e cartas em cima da mesa diante de Harry. Às suas costas, ele viu muitos alunos observando-os com avidez.

— Por que recebeu todas essas cartas, Sr. Potter? – perguntou ela lentamente.

— Isso agora é crime?! – exclamou Fred em voz alta. – Receber cartas?

— Cuidado, Sr. Weasley, ou será que terei de lhe dar uma detenção? – disse Umbridge. – Então, Sr. Potter?

Harry hesitou, mas não via como poderia abafar o que fizera; agora era apenas uma questão de tempo até um exemplar do Pasquim chegar à atenção de Umbridge.

— As pessoas estão me escrevendo porque dei uma entrevista. Sobre o que me aconteceu em junho passado.

— Uma entrevista? – repetiu Umbridge, sua voz mais fina e aguda que nunca. – Como assim?

— Uma repórter me fez perguntas e eu respondi – disse Harry. – Aqui...

E atirou à professora o exemplar do Pasquim. Ela o apanhou e arregalou os olhos para a capa. Seu rosto, cor de massa de pão, ficou malhado de violeta.

— Quando foi que você fez isso? – perguntou ela, sua voz ligeiramente trêmula.

— No último fim de semana em Hogsmeade.

Ela o encarou, incandescente de fúria, a revista tremendo em seus dedos curtos e grossos.

— Não haverá mais passeios a Hogsmeade para o senhor, Sr. Potter – sussurrou ela. – Como se atreveu... como pôde... – Ela tomou fôlego. – Tenho tentado repetidamente ensinar você a não contar mentiras. A mensagem, pelo visto, ainda não entrou em sua cabeça. Cinquenta pontos a menos para a Grifinória e mais uma semana de detenções.

Ela se afastou, apertando o exemplar do Pasquim contra o peito, seguida pelos olhares de muitos alunos.

No meio da manhã, enormes avisos haviam sido afixados por toda a escola, não apenas nos quadros das Casas, mas nos corredores e salas de aula também.

"POR ORDEM DA ALTA INQUISIDORA DE HOGWARTS

O estudante que for encontrado de posse da revista O Pasquim será expulso. A ordem acima está de acordo com o Decreto Educacional Número Vinte e Sete.

Assinado: Dolores Joana Umbridge, Alta Inquisidora"

A ordem parece ter tido o efeito totalmente contrário ao que Umbridge desejava, Até o fim do dia, embora não se visse nem um pedacinho do Pasquim em lugar algum da escola, pelo menos que a maioria das pessoas pudessem ver, todos pareciam estar citando a entrevista uns para os outros, cochichando nas filas às portas das salas de aulas, discutindo-a no almoço e no fundo das salas, etc.

— Acho que agora todos sabem – Disse Hydra sorridente para os gêmeos.

— Não sei se todos acreditam, mas definitivamente todos sabem – Disse Jorge.

Entrementes, a Prof a Umbridge rondava a escola, parando alunos a esmo e mandando-os mostrar os livros e os bolsos. As páginas que continham a entrevista de Harry tinham sido reformatadas por meio de feitiços para parecer cópias de livros-texto se mais alguém as lesse, ou apagadas por magia até que seus donos quisessem tornar a lê-las. Logo pareceu que todo o mundo na escola vira a entrevista.

Os professores obviamente tinham sido proibidos de mencionar a entrevista pelo Decreto Educacional Número Vinte e Seis, mas assim mesmo encontraram maneiras de expressar suas opiniões.

Harry foi herói na sala comunal da Grifinória àquela noite. Atrevidos, Fred e Jorge tinham lançado um Feitiço Ampliador na capa do Pasquim e a penduraram na parede, para que a cabeça gigantesca de Harry contemplasse os colegas do alto e ocasionalmente dissesse frases do tipo: "O MINISTÉRIO É RETARDADO" e "COMA BOSTA, UMBRIDGE" em voz ressonante. Hermione não achou isso muito divertido; disse que interferia com sua concentração e acabou indo se deitar cedo, irritada, ainda mais irritada quando Hydra, delicadamente, se recusou a parar os gêmeos.

"Eu vou tirar isso depois, não se preocupe, mas acho que os alunos precisam de uma risada agora, você não acha?" – Perguntou Hydra para Hermione, antes de ela ir embora.

No dia seguinte, Fred e Jorge mostravam com orgulho o chapéu mágico que fazia a cabeça desaparecer para Hydra.

— Ficou pronto, não está ótimo? – Disse ele testando e ficando sem cabeça até tirar.

— Realmente gostei, eu já disse que vocês são extremamente talentosos? – Perguntou Hydra sorrindo.

— Sim, mas poderia dizer mais vezes! – Brincou Jorge.

— Nós vamos começar a vender hoje, espalhe a notícia, ok? – Disse Fred.

— Pode deixar.

Algumas semanas depois, Hydra estava no jantar conversando com Fred, Jorge e Lino sobre como as vendas tinham sido maravilhosamente boas quando ouviu gritos de uma mulher vindos do saguão de entrada, ela e outros alunos correram até o saguão de entrada para ver do que se tratava, outros lotavam a escadaria de mármore.

Hydra abriu caminho e conseguiu ir até a frente, os espectadores haviam formado um grande círculo, uns pareciam chocados, outros até temerosos. A Prof a McGonagall estava do outro lado do saguão; dava a impressão de estar se sentindo ligeiramente nauseada com o que via.

A Prof a Trelawney, de adivinhação, que apesar de Hydra nunca ter tido aula, conhecia por nome e a viu poquíssimas vezes na escola, encontrava-se no meio do Saguão de Entrada com a varinha em uma das mãos e uma garrafa vazia de xerez na outra, parecendo completamente tresloucada. Seus cabelos estavam em pé, os óculos de tal maneira tortos que um olho estava mais aumentado do que o outro; seus inúmeros xales e cachecóis caíam desalinhados dos ombros, dando a impressão de que ela própria estava se rompendo. Havia dois malões no chão aos seus pés, um deles de tampa para baixo; dava a impressão de que fora atirado atrás dela. A Prof a Trelawney olhava fixamente, cheia de terror, para Umbridge.

— Não! – gritava ela. – NÃO! Isto não pode estar acontecendo... não posso... me recuso a aceitar!

— Você não viu que isso ia acontecer? – perguntou a voz infantil e aguda, parecendo insensivelmente risonha de Umbridge – Incapaz como você é de prever até o tempo que vai fazer amanhã, certamente deve ter percebido que o seu lamentável desempenho durante as minhas inspeções, e a ausência de melhoria, tornaria inevitável a sua demissão?

— Você não p-pode! – berrou a Prof a Trelawney, as lágrimas escorrendo pelo rosto por baixo das lentes enormes. – Você não pode me demitir! Est-tou aqui há dezesseis anos! HHogwarts é a minha c...c-casa!

— Era sua casa... – disse a Prof a Umbridge que tinha no rosto uma expressão de prazer que distendia a sua cara de sapo enquanto apreciava a Trelawney afundar, soluçando descontrolada, sobre um dos malões – ... até uma hora atrás, quando o ministro da Magia contra-assinou a ordem para sua demissão. Agora, tenha a bondade de se retirar do saguão. Você está nos constrangendo.

Mas ela continuou contemplando, com uma expressão de prazer triunfante, a Prof a Trelawney tremer e gemer, balançando-se para a frente e para trás em seu malão, tomada de paroxismos de pesar. Hydra sentia uma profunda pena pela professora e um enorme desprezo por Umbridge naquele momento. A Prof a McGonagall se destacava dos espectadores, marchara direto para Trelawney e estava lhe dando palmadinhas firmes nas costas, ao mesmo tempo que puxava um enorme lenço de dentro das vestes.

— Pronto, pronto, Sibila... se acalme... assoe o nariz no lenço... não é tão ruim quanto você está pensando, agora... você não vai precisar sair de Hogwarts...

— Ah, sério, Prof a McGonagall?! – exclamou Umbridge em tom letal, dando alguns passos à frente. – E a sua autoridade para afirmar isso é...?

— A minha – disse uma voz grave.

As portas de carvalho da entrada tinham se aberto. Os estudantes de ambos os lados se afastaram depressa, e Dumbledore apareceu na entrada.. Deixando as portas escancaradas, ele atravessou o círculo de espectadores em direção à trêmula Prof a Trelawney, sentada no malão com o rosto manchado de lágrimas, e à Prof a McGonagall ao seu lado.

— Sua, Prof. Dumbledore? – disse Umbridge com uma risadinha particularmente desagradável. – Receio que o senhor não esteja entendendo a situação. Tenho aqui... – ela puxou um pergaminho de dentro das vestes – uma ordem de demissão assinada por mim e pelo ministro da Magia. De acordo com o Decreto Educacional Número Vinte e Três, a Alta Inquisidora de Hogwarts tem o poder de inspecionar, colocar sob observação e demitir qualquer professor que ela, isto é, eu, ache que não está desempenhando suas funções conforme exige o Ministério da Magia. Eu decidi que a Prof a Trelawney está abaixo do padrão esperado. Eu a demiti.

Dumbledore continuou a sorrir. Ele baixou os olhos para a Prof a Trelawney, que continuava a soluçar e a engasgar em cima do malão, e disse:

— A senhora está certa, é claro, Prof a Umbridge. Como Alta Inquisidora, a senhora tem todo o direito de despedir meus professores. No entanto, não tem autoridade para expulsá-los do castelo. Receio – continuou ele com uma leve reverência – que o poder de fazer isto ainda pertença ao diretor, e é meu desejo que a Prof a Trelawney continue a residir em Hogwarts

Ao ouvir isso, Trelawney deu uma risadinha tresloucada que mal escondia um soluço.

— Não... não, eu v-vou, Dumbledore! V-vou embora de Hogwarts p-procurar minha fortuna algures...

— Não – afirmou Dumbledore com severidade. – É meu desejo que você permaneça, Sibila. Ele se virou então para a Prof a McGonagall.

— Será que posso lhe pedir para acompanhar Sibila de volta aos aposentos dela?

— É claro – disse McGonagall. – Vamos, levante-se, Sibila...

A Prof a Sprout saiu correndo da aglomeração e segurou o outro braço de Trelawney. Juntas, elas passaram por Umbridge e subiram a escadaria de mármore. O Prof. Flitwick se apressou em segui-las, empunhando a varinha à frente; disse com a vozinha esganiçada: "Locomotor malas!", e a bagagem da Prof a Trelawney se ergueu no ar e subiu as escadas atrás dela, o Prof. Flitwick fechou o cortejo.

A Prof a Umbridge estava paralisada, encarando Dumbledore, que continuava a sorrir bondosamente.

— E o que – perguntou ela com um sussurro que ecoou pelo saguão – você vai fazer com Sibila quando eu nomear uma nova professora de Adivinhação e precisar dos aposentos dela?

— Ah, isso não será problema – disse Dumbledore em tom agradável. – Sabe, já encontrei um novo professor de Adivinhação, e ele prefere ficar no andar térreo.

— Você encontrou...?! – exclamou Umbridge estridentemente. – Você encontrou? Permitame lembrar-lhe, Dumbledore, que, de acordo com o Decreto Educacional Número Vinte e Dois...

— O ministro tem o direito de indicar um candidato adequado se, e apenas se, o diretor não puder encontrar um – citou Dumbledore. – Tenho o prazer de lhe informar que desta vez o encontrei. Posso apresentá-lo a você?

E se virou para as portas abertas, pelas quais agora entrava a névoa noturna. Hydra ouviu o ruído de cascos. Correu um murmúrio de espanto pelo saguão e os que estavam mais próximos das portas rapidamente recuaram mais, alguns tropeçando na pressa de abrir caminho para o recém-chegado.

Hydra viu um ser de cabelos louro-prateados e surpreendentes olhos azuis; a cabeça e o tronco de um homem se completavam com o corpo de um cavalo baio.

— Este é Firenze – disse Dumbledore, feliz, a uma assombrada Umbridge. – Creio que você o aprovará.

Hydra se chocou, nunca vira o centauro de perto antes, era surpreendentemente bonito na parte humana, muito bonito, desejou profundamente ter aulas de adivinhação para saber como seria ser ensinada por um centauro, suas habilidades na área eram lendárias.

— Ele parecia um pouco presunçoso – Comentou Angelina depois da primeira aula que teve com o centauro, um pouco cheio de si, como se fosse muito melhor que todos nós, sabe?

— Ele deveria conhecer meus pais então, tem muito em comum – Brincou Hydra.