O Segredo dos Blacks

7 A CANÇÃO DO CHAPÉU Seletor


— Eu não acredito que você vai ter que patrulhar os corredores – Disse Fred enquanto ela vestia suas vestes escolares e colocava seu distintivo.

— Nem eu, mas é só por uma hora, depois eu quero voltar correndo e depois só preciso voltar mais tarde – Disse Hydra correndo então para o corredor, aonde ia de um lado para outro do trem vendo o que os alunos estavam aprontando, era na verdade extremamente chato.

Depois de voltar para sua cabine, engatou um divertido jogo de snaps explosivo com os gêmeos e conversou com Angelina sobre o tal banheiro do quinto andar.

— Disseram que é muito bom e você também vai poder usar segundo o que ouvi – Disse ela.

— Sim, Olívio disse que realmente é uma das melhores partes de ser capitão do time, eu realmente achei o banheiro maravilhoso se você quer saber – Disse ela rindo.

— Se você só virou monitora esse ano, Hydra e nunca foi capitã do time da Grifinória, como você conhecia o banheiro antes? — Perguntou Fred rindo, deixando Hydra extremamente sem graça e vermelha sem responder.

Depois de sua segunda patrulha, Hydra encontrou o irmão no corredor.

— Então nós dois somos monitores – Disse ela para Draco.

— Você é na verdade monitora chefe, né? – Respondeu ele sem graça.

— Meus parabéns Draco, espero que não leve essa posição a sério demais e seja injusto com os outros – Disse Hydra

— E eu faria isso? – Disse ele irônico.

— Eu senti a sua falta – Comentou Hydra sem graça – Como estão as coisas lá em casa? – Perguntou ela baixinho.

— Estão bem Hydra, nada com o que se preocupar – Seu tom não era nada convicente e deixou Hydra preocupada.

— Você tem certeza? – Perguntou ela novamente.

— Tenho Hydra, eu preciso ir – Disse ele saindo correndo para longe.

Quando voltou para a cabine, os gêmeos discutiam com Lino Jordan sobre o Kit mata-aula.

— Queremos aproveitar esse ano para testar nossos produtos e fazermos pesquisas de campo – Comentou Fred – E com a Hydra como monitora chefe, acho que não seremos incomodados.

— Fred, por favor, não faça essas coisas na minha frente, ta bem? Eu preciso pelo menos fingir que não sei de nada, por favor, ou posso me encrencar feio com isso, só seja discreto, ok...? — Pediu Hydra.

— Relaxa, podemos "esconder" de você. – Disse ele piscando um olho.

— E cuidado com a Hermione porque ela parece que leva muito a sério o trabalho dela.

— Ela não nos assusta – Brincou Jorge.

O trem finalmente estava parando e eles ouviram a zoeira que sempre havia quando os alunos corriam a preparar a bagagem e os animais de estimação para o desembarque, Hydra teve que supervisionar o movimento la fora e Angelina disse que levaria sua bagagem e a gaiola de Lydra com ela.

Hydra ajudava alunos perdidos e apressava alunos lentos a saírem dos vagões, finalmente quando todos pareciam ter se retirado, revistou todos os vagões juntos com os outros monitores para ver se ninguém tinha ficado perdido.

— Tudo ok por aqui – Disse Hermione.

— Aqui também – Disse Kate.

— Ok, podemos ir então...

Hydra então saiu com os outros monitores e juntos pegaram as carruagens para Hogwarts.

— Pronta senhora Monitora-Chefe? – Brincou Fred enquanto ela entrava na carruagem com ele, Jorge, Lino, Angelina e Alicia.

Balançando com estrondo, as carruagens avançaram em comboio até a estrada. Quando cruzaram os altos pilares de pedra com os javalis alados, que ladeavam o portão para os terrenos da escola, Hydra sentiu uma estranha sensação, seria o último primeiro dia em Hogwarts que teria na vida..

As carruagens pararam, tilintando, perto da escadaria de pedra que levava às portas de carvalho, Hydra desceu logo depois de Fred e Jorge e admirou mais uma vez o castelo que se tornara sua segunda casa, pela última vez, ela observaria a chegada de um ano letivo em Hogwarts, isso deveria ser saboreado em cada detalhe.

O saguão flamejava à luz dos archotes, ecoando os passos dos que atravessavam o piso de lajotas em direção às portas duplas, à direita, que davam acesso ao Salão Principal e ao banquete de abertura do ano let I've.

As quatro mesas compridas dispostas no salão foram se enchendo sob um céu escuro sem estrelas, que era exatamente igual ao céu que podia ser visto pelas altas janelas do aposento. As velas flutuavam à meia altura ao longo das mesas, iluminando os fantasmas prateados que pontilhavam o salão e os rostos dos alunos que conversavam, pressurosos, trocando notícias sobre as férias, cumprimentando os colegas das outras casas, aos gritos, observando os cortes de cabelo e as vestes uns dos outros.

Hydra se sentou junto a seus amigos onde sempre se sentava, mas sentiu uma pontada de dor ao olhar para a mesa da Corvinal e não ver suas amigas Gabrielle e Gisele, Fleur e muito menos Peter.

Examinando a mesa dos professores, sentiu a ausência de Hagrid e estranhou, mas então notou um rosto que já tinha conhecido antes, porém novo em Hogwarts.

— Quem é aquela ali? – Perguntou Angelina apontando para a bruxa atarracada, com os cabelos curtos, crespos, castanhosacizentados, presos por uma horrível faixa rosa à Alice que combinava com o casaquinho cor-de-rosa peludo que trazia sobre as vestes e tinha uma cara de sapo pálida com bolsas sob os olhos saltados.

— Eu conheço ela, ela trabalha para o ministério, já foi em algumas festas de aniversário minhas, é uma puxa-saco do meu pai – Comentou Hydra analisando a Bruxa, que tinha uma "cara de sapo".

— Deve então ser uma pessoa horrível, não? Será que é a nossa nova Professora de defesa contra as artes das trevas? – Perguntou Fred.

— Provavelmente – Comentou Hydra.

Hydra notou a Prof a Grubbly-Plank, que sabia ser substituta de Hagrid (então ele realmente não estava na escola) que acabara de aparecer por trás da mesa dos professores; ela foi andando até a ponta da mesa e ocupou o lugar que deveria ser de Hagrid. Isto significava que os alunos do primeiro ano já deviam ter atravessado o lago e chegado ao castelo, e, de fato, alguns segundos depois, as portas para o saguão se abriram. Uma longa fila de garotos de cara assustada entrou, encabeçada pela Prof a McGonagall, que vinha trazendo o banquinho em que repousava o velho chapéu de bruxo, cheio de remendos e cerzidos, com um largo rasgo na copa esfiapada.

O vozerio no Salão Principal foi cessando. Os calouros se enfileiraram diante da mesa dos professores, de frente para os demais estudantes, a Prof a McGonagall colocou cuidadosamente o banquinho diante deles, e recuou um pouco.

Um garotinho bem no meio da fila dava a impressão de estar tremendo.

A escola inteira aguardava, prendendo a respiração. Então, o rasgo junto à copa do chapéu escancarou-se como uma boca, e o Chapéu Seletor prorrompeu a cantar:

"Antigamente quando eu era novo

E Hogwarts apenas alvorecia

Os criadores de nossa nobre escola

Pensavam que jamais iriam se separar:

Unidos por um objetivo comum,

Acalentavam o mesmo desejo,

Ter a melhor escola de magia do mundo

E transmitir seus conhecimentos.

"Juntos construiremos e ensinaremos!"

Decidiram os quatro bons amigos

Jamais sonhando que chegasse um dia

Em que poderiam se separar,

Pois onde se encontrariam amigos iguais

A Salazar Slytherin e Godrico Gryf indor?

A não ser em outro par semelhante

Como Helga Huf lepuf e Rowena Ravenclaw?

Então como pôde malograr a ideia

E toda essa amizade fraquejar?

Ora estive presente e posso narrar

Uma história triste e deplorável.

Disse Slytherin: "Ensinaremos só

Os da mais pura ancestralidade."

Disse Ravenclaw: "Ensinaremos os

De inegável inteligência."

Disse Gryf indor: "Ensinaremos os

De nomes ilustres por grandes feitos."

Disse Huf lepuf : "Ensinarei todos,

E os tratarei com igualdade."

Diferenças que pouco pesaram

Quando no início vieram à luz,

Pois cada fundador ergueu para si

Uma casa em que podia admitir

Apenas os que quisesse, por isso

Slytherin, aceitou apenas os bruxos

De sangue puro e grande astúcia,

Que a ele pudessem vir a igualar,

E somente os de mente mais aguda

Tornaram-se alunos de Ravenclaw,

Enquanto os mais corajosos e ousados

Foram para o destemido Gryf indor.

A boa Huf lepuf recebeu os restantes

E lhes ensinou tudo que conhecia,

Assim casas e idealizadores

Mantiveram amizade firme e fiel.

Hogwarts trabalhou em paz e harmonia

Durante vários anos felizes,

Mas então a discórdia se insinuou

Nutrida por nossas falhas e medos.

As casas que, como quatro pilares,

Tinham sustentado o nosso ideal,

Voltaram-se umas contra as outras e

Divididas buscaram dominar.

Por um momento pareceu que a escola

Em breve encontraria um triste fim,

Os duelos e lutas constantes

Os embates de amigo contra amigo

E finalmente chegou uma manhã

Em que o velho Slytherin se retirou

E embora a briga tivesse cessado

Deixou-nos todos muito abatidos.

E nunca desde que reduzidos

A três seus quatro fundadores

As Casas retomaram a união

Que de início pretenderam manter.

E agora o Chapéu Seletor aqui está

E todos vocês sabem para quê:

Eu divido vocês entre as casas

Pois esta é a minha razão de ser

Mas este ano farei mais do que escolher

Ouçam atentamente a minha canção:

Embora condenado a separá-los

Preocupa-me o erro de sempre assim agir

Preciso cumprir a obrigação, sei

Preciso quarteá-los a cada ano

Mas questiono se selecionar

Não poderá trazer o fim que receio.

Ah, conheço os perigos, os sinais

Mostra-nos a história que tudo lembra,

Pois nossa Hogwarts corre perigo

Que vem de inimigos externos, mortais

E precisamos nos unir em seu seio

Ou ruiremos de dentro para fora

Avisei a todos, preveni a todos..."

Daremos agora início à seleção.

O Chapéu voltou à imobilidade inicial; prorromperam aplausos.

— Uau, ele foi bem direto – Comentou Hydra.

— E longo – Completou Lino.

A Prof a McGonagall, que estava querendo ler em voz alta a lista dos nomes dos alunos do primeiro ano, lançou aos estudantes que cochichavam aquele tipo de olhar que chamusca.

— Abercrombie, Euan. Um garoto de olhar aterrorizado avançou aos arrancos e colocou o Chapéu na cabeça; a única coisa que impediu a peça de descer direto até os seus ombros foram as suas orelhas de abano. O Chapéu refletiu um momento, depois o rasgo junto à copa tornou a se abrir e gritou:

— Grifinória!

Hydra e o restante dos alunos da casa aplaudiram fortemente quando Euan Abercrombie se dirigiu cambaleando à mesa deles e se sentou, dando a impressão de que gostaria muito de afundar chão adentro e nunca mais ser visto por ninguém.

Lentamente, a longa fila de calouros foi encurtando e finalmente, "Zeller, Rosa" foi selecionada para Lufa-Lufa, a Prof a McGonagall recolheu o Chapéu e o banquinho e levou-os embora, ao mesmo tempo que o Prof. Dumbledore se levantava.

— Aos nossos recém-chegados – começou Dumbledore com uma voz ressonante, os braços muito abertos e um enorme sorriso nos lábios –, bem-vindos! Aos nossos antigos alunos: um bom regresso! Há um momento para discursos, mas ainda não é este: atacar!

O tradicional banquete de primeiro ano começou e Hydra começou também a lembrar da fome que sentia, pegou um pouco de quase tudo e colocou em seu prato

— Viu todos esses jovens rostinhos prontos para usarem nossos produtos? – Disse Fred irônico para Jorge e Lino.

— Uma beleza! – Respondeu Jorge:

— Eu estou muito ansiosa pelas nossas aulas desse ano – Comentava Jeniffer com Alicia, Angelina, Rita, Laura e Kate.

— Eu também – Disse Hydra – Especialmente de defesa contra as artes das trevas, esse ano devemos aprender a conjurar um patrono e eu estou muito ansiosa por isso!

— Eu também, espero que essa professora seja boa – Disse Alicia olhando para a nova professora que comia na mesa dos professores.

— Eu duvido um pouco, se ela é amiga do seu pai, não deve ser boa coisa, sei lá. – Respondeu Alícia.

— Bem, ninguém pode negar que ele sabe muito sobre as artes das trevas... quem sabe ela não sabe também! E pode ser que ensine bem, assim espero pelo menos.... — Disse Hydra, um pouco sem graça.

Quando todos os alunos terminaram de comer e o nível de barulho no salão recomeçou a aumentar, Dumbledore tornou a se levantar. As conversas morreram imediatamente e todos se viraram para o diretor.

— Bem, agora que estamos todos digerindo mais um magnífico banquete, peço alguns minutos de sua atenção para os habituais avisos de início de trimestre – anunciou Dumbledore. – Os alunos do primeiro ano precisam saber que o acesso à floresta em nossa propriedade é proibido aos estudantes... e a esta altura alguns dos nossos antigos estudantes já devem ter aprendido isso também.

"O Sr. Filch, o zelador, me pediu, segundo ele pela quadricentésima sexagésima segunda vez, para lembrar a todos que não é permitido praticar magia nos corredores durante os intervalos das aulas, nem fazer outras tantas coisas, que podem ser lidas na extensa lista afixada à porta da sala dele."

"Houve duas mudanças em nosso corpo docente este ano. Temos o grande prazer de dar as boas-vindas à Prof a Grubbly-Plank, que retomará a direção das aulas de Trato das Criaturas Mágicas; estamos também encantados em apresentar a Prof a Umbridge, nossa nova responsável pela Defesa Contra as Artes das Trevas."

Houve uma rodada de aplausos educados, mas pouco entusiásticos, "O que teria acontecido com Hagrid?" – Pensou Hydra.

O diretor continuou:

— Os testes para entrar para os times de quadribol das casas serão realizados...

Ele interrompeu o que ia dizendo, com um olhar indagador à Prof a Umbridge. Como ela não era muito mais alta em pé do que sentada, por um momento ninguém entendeu por que Dumbledore parara de falar, mas então a professora pigarreou:

— Hem, hem. – E ficou claro que se levantara e pretendia falar.

Dumbledore pareceu surpreso apenas por um instante, então, sentou-se com elegância e olhou atento para a Prof a Umbridge, como se ouvi-la fosse a coisa que mais desejasse na vida. Os outros membros do corpo docente não foram tão competentes em esconder sua surpresa. As sobrancelhas da Prof a Sprout chegaram a desaparecer por baixo dos cabelos rebeldes. Nenhum professor novo jamais interrompera Dumbledore antes. Muitos estudantes sorriam abobados; era óbvio que essa mulher não conhecia os hábitos de Hogwarts.

— Obrigada, diretor – disse a professora, sorrindo afetadamente –, pelas bondosas palavras de boas-vindas.

Sua voz era aguda, soprada e meio infantil. Fred e Jorge se olharam fazendo cartas discretas.

— Bem, devo dizer que é um prazer voltar a Hogwarts! – Ela sorriu, revelando dentes muito pontiagudos. – E ver rostinhos tão felizes voltados para mim!

Hydra notou no entanto que nenhum rosto parecia muito feliz, na verdade Hydra achava estranho alguém falar com ela como se ela fosse uma criancinha.

— Estou muito ansiosa para conhecer todos vocês, e tenho certeza de que seremos bons amigos!

Os estudantes se entreolharam ao ouvir isso; alguns mal conseguiram esconder os sorrisos.

A Prof a . Umbridge tornou a pigarrear (hem, hem), mas, quando continuou, um pouco do modo soprado de falar desaparecera de sua voz. Pareceu muito mais objetiva, e suas palavras tinham um tom monótono de discurso decorado.

— O ministro da Magia sempre considerou a educação dos jovens bruxos de vital importância. Os dons raros com que vocês nasceram talvez não frutifiquem se não forem nutridos e aprimorados por cuidadosa instrução. As habilidades antigas, um privilégio da comunidade bruxa, devem ser transmitidas às novas gerações ou se perderão para sempre. O tesouro oculto de conhecimentos mágicos acumulados pelos nossos antepassados deve ser preservado, suplementado e polido por aqueles que foram chamados à nobre missão de ensinar.

A Prof a Umbridge fez uma pausa e uma reverência aos seus colegas, mas nenhum deles lhe retribuiu o cumprimento. Umbridge fez mais um hem, hem, e continuou o discurso:

— Todo diretor e diretora de Hogwarts trouxe algo novo à pesada tarefa de dirigir esta escola histórica, e assim deve ser, pois sem progresso haverá estagnação e decadência. Por outro lado, o progresso pelo progresso não deve ser estimulado, pois as nossas tradições comprovadas raramente exigem remendos. Então um equilíbrio entre o velho e o novo, entre a permanência e a mudança, entre a tradição e a inovação...

O silêncio que sempre prevalecia no salão quando Dumbledore falava ia se rompendo à medida que os alunos aproximavam as cabeças, cochichando e abafando risinhos. A Prof a Umbridge não parecia notar o desassossego da plateia. Os professores, porém, ainda ouviam com muita atenção.

— ... porque algumas mudanças serão para melhor, enquanto outras virão, na plenitude do tempo, a ser reconhecidas como erros de julgamento. Entrementes, alguns velhos hábitos serão conservados, e muito acertadamente, enquanto outros, antigos e desgastados, precisarão ser abandonados. Vamos caminhar para a frente, então, para uma nova era de abertura, eficiência e responsabilidade, visando a preservar o que deve ser preservado, aperfeiçoando o que precisa ser aperfeiçoado e cortando, sempre que encontrarmos, práticas que devem ser proibidas.

A bruxa se sentou. Dumbledore aplaudiu. O corpo docente acompanhou a sua deixa, alguns poucas vezes e sem muito entusiasmo. Alguns alunos secundaram os aplausos, mas a maioria foi apanhada de surpresa pelo fim do discurso, porque não ouvira mais do que umas poucas palavras do todo, e antes que eles pudessem começar a aplaudir devidamente, Dumbledore tornou a se erguer.

— Muito obrigado, Prof a Umbridge, foi um discurso muito esclarecedor – disse, curvando-se para a bruxa. – Agora, como eu ia dizendo, os testes de quadribol serão realizados em breve e todos os interessados devem procurar os capitães de seus times. Isso é tudo, boa noite para todos e já para a cama.

A Professora McGonagall estava atrás de Hydra (ela não viu quando a mesma saiu da mesa dos professores) e pediu para ela segui-la, então encontraram com Hugo.

— A nova senha é Mimbulus mimbletonia, passem por favor aos monitores – Então a professora se retirou e Hydra e Hugo informou a senha a cada um dos monitores que deveriam orientar os alunos do primeiro ano.

Hydra seguiu então com os amigos do sétimo ano para a sala comunal.

— Não vai ajudar os alunos do primeiro ano? – Perguntou Angelina.

— Não, isso é trabalho dos monitores, eu só auxilio mesmo eles nisso. – Respondeu Hydra.

— Que molezinha – Brincou Fred.

— Nem tanto, qualquer problema, é responsabilidade maior minha, do Hugo também na verdade; isso é meio que horrível.

— E vocês querem ser os primeiros a causar os problemas para Hydra, não é mesmo? – Brincou Alicia, olhando para os gêmeos.

— Que absurdo! – Disse Fred, colocando a mão no peito e fingindo uma profunda indignação.

— Jamais iríamos querer fazer isso, quem acha que somos? – Completou Jorge, depois caindo na risada com Fred e Lino.

— É, acho que vai ser um longo ano com esses dois... – Disse Hydra, sorrindo para os seus amigos.