O Segredo dos Blacks

32 A Batalha DO MINISTÉRio




Tinham coberto metade da distância quando Harry viu pela porta aberta mais dois Comensais da Morte correndo pela sala escura em sua direção; virando à esquerda, ele embarafustou para dentro de um pequeno escritório escuro e cheio de móveis, e bateu a porta. – Collo... – começou Hermione, mas, antes que pudesse completar o feitiço, a porta se escancarou e os dois Comensais da Morte se precipitaram para dentro. Com um grito de triunfo, os dois bradaram:

— IMPEDIMENTA!

Harry, Hermione, Hydra e Neville foram derrubados de costas; Neville foi atirado por cima da escrivaninha e desapareceu de vista; Hermione colidiu com uma estante e foi prontamente soterrada por uma avalanche de pesados livros; Hydra caiu com força em uma parede de embaixo de uma estante onde pesados objetos caíram em cima de sua cabeça e ela desmaiou com o rosto cheio de sangue, mas antes viu a cabeça de Harry bateu contra a parede de pedra.

Hydra acordou pouco tempo depois vendo o comensal que a atingiu petrificado no chão e Harry e Neville acudindo Hermione que estava desmaiada, ela ainda sentindo muita dor foi correndo em direção a eles.

— Gue foi gue ele fez com ela? – perguntou Neville saindo de baixo da escrivaninha e se ajoelhando do outro lado, o sangue escorrendo sem parar do nariz que inchava rapidamente.

— Não sei... Neville procurou o pulso de Hermione.

— Dem bulsação, Harry, denho cerdeza gue é.

— Ela está viva? – Perguntou Hydra.

— Dá, acho que dá. – Respondeu Neville.

Hydra analisou Hermione e reconheceu que ela fora atingida por um feitiço estuporante muito forte, mais forte do que o estupefaça.

— Eu acho que vai ficar bem Harry, mas ela precisa de atendimento hospitalar. – Disse Hydra.

— Neville, Hydra, não estamos longe da saída – sussurrou Harry –, estamos bem do lado da sala circular... se pudermos atravessá-la e descobrir a porta certa antes que outros Comensais da Morte apareçam, aposto como vocês podem carregar Hermione pelo corredor e tomar o elevador... depois você podia procurar alguém... dar o alarme...

— E gue é gue você vai fazer? – perguntou Neville, enxugando o nariz sangrento na manga e franzindo a testa para Harry.

— Tenho de procurar os outros.

— Endão, vou brocurar com você – disse Neville com firmeza.

— Eu também vou Harry – Disse Hydra também com firmeza.

— Mas Hermione...

— Levamos com a gente – contrapôs Neville, decidido. – Caeego Hermione... você e Hydra ludam melhor gom eles gue eu...

Ele colocou Hermione em pé e segurou um braço da garota, olhando para Harry, que hesitou, então agarrou o outro braço e ajudou a guindar o corpo inerte de Hermione para os ombros de Neville.

— Espere – disse Harry, apanhando a varinha de Hermione do chão e enfiando-a na mão do garoto –, é melhor levar isso.

Neville chutou para o lado os pedaços da própria varinha ao saírem andando lentamente em direção à porta.

— Minha avó vai me madar – disse ele com a voz pastosa, o sangue saltando do nariz enquanto falava –, aguela eea a varinha velha do meu bai.

— Está na hora da sua avó ver que você não é seu pai Neville, mas que você é tão especial e corajoso quanto ele – Disse Hydra, que tinha ouvido a história dos pais de Neville e como sua avó o tratava pouco tempo antes, depois da reportagem no jornal sobre a fuga dos comensais.

Neville sorriu sem graça em gratidão.

O Comensal da Morte com cabeça de bebê tinha se recuperado do feitiço estuporante e estava gritando e batendo nas coisas, derrubando relógios de pêndulo e virando escrivaninhas, chorando confuso, enquanto o armário com portas de vidro e continuava a cair, se espatifar e se restaurar na parede às costas.

— Ele nunca vai reparar na gente – sussurrou Harry. – Vamos... fiquem logo atrás de mim... Eles saíram furtivamente do escritório em direção à sala negra, que agora parecia completamente deserta. Avançaram alguns passos, Neville cambaleando ligeiramente sob o peso de Hermione; a porta para a Sala do Tempo se fechou quando passaram, e as paredes recomeçaram a girar. Hydra viu que as cruzes de fogo que Hermione fizera nas portas tinham se apagado.

— Então para que lado você cal...?

Mas antes que ele pudesse decidir quanto ao caminho a experimentar, uma porta se escancarou à sua direita e três pessoas despencaram por ela.

— Rony! – exclamou Harry rouco, correndo para os amigos. – Gina... você está...?

— Harry – disse Rony rindo frouxamente, se atirando para a frente, agarrando as vestes de Harry e fixando nele os olhos desfocados –, ah, aqui está você... ha ha ha... está com a cara engraçada Harry... está todo amarrotado...

Hydra, que tentava secar o sangue que ainda tinha na testa e no rosto, estranhou o comportamento totalmente alterado de Rony.

O rosto de Rony estava muito pálido e uma coisa escura escorria do canto de sua boca. No momento seguinte, seus joelhos cederam, mas ele continuou agarrado às vestes de Harry, fazendo-o se inclinar numa espécie de reverência.

— Gina? – disse Harry, receoso. – Que aconteceu?

Mas Gina sacudiu a cabeça e escorregou pela parede até se sentar, ofegando e segurando o tornozelo.

— Acho que ela quebrou o tornozelo... ouvi alguma coisa rachando – sussurrou Luna, que se curvava para a garota e era a única que parecia inteira.

— Quatro deles nos perseguiram por uma sala escura cheia de planetas; era um lugar muito esquisito, parte do tempo ficamos só flutuando no escuro...

— Harry, vimos Urano de perto! – disse Rony, ainda dando risadinhas frouxas. – Sacou, Harry? Vimos Urano... ha ha ha.

— Ai meu Deus – Disse Hydra que acharia a piada engraçada em qualquer momento menos naquele – Gina, deixa eu dar uma olhada no seu tornozelo.

Uma bolha de sangue apareceu no canto da boca de Rony e estourou.

— ... então, um deles agarrou o pé de Gina, eu usei o Feitiço Redutor e explodi Plutão na cara dele, mas... Luna fez um gesto desanimado para Gina, que respirava superficialmente, seus olhos ainda fechados.

— E o Rony? – perguntou Harry, receoso, pois o garoto continuava a rir, ainda agarrado às suas vestes.

— Não sei com que o acertaram – respondeu Luna, triste –, mas ficou meio esquisito, mal consegui fazê-lo nos acompanhar.

— Harry – disse Rony puxando o ouvido do amigo para perto de sua boca, e continuando a rir –, sabe quem é essa garota, Harry? Ela é a Di-lua... Di-lua Lovegood... ha ha ha...

— Temos de sair daqui – disse Harry com firmeza. – Luna, Hydra., vocês podem ajudar a Gina?

O tornozelo da menina realmente estava quebrado inchado, Hydra desejou ter o treinamento de Peter naquele momento para emendar ossos.

— Gina, eu vou usar um feitiço para fazer o osso melhorar um pouco, mas você vai precisar de atendimento hospitalar também — Disse Hydra.

Hydra ajeitou o osso de Gina o melhor que podia e depois conjurou uma tala que ajudava a manter eles no lugar.

— Essa tala vai ajudar ela a andar um pouco, mas ela vai precisar ser carregada – Afirmou Hydra – Me ajuda Luna?

— Claro – respondeu ela, enfiando a varinha atrás da orelha para guardá-la, e passando o braço pela cintura da amiga para levantá-la.

— É só o meu tornozelo, posso fazer isso sozinha! – disse Gina, impaciente, mas no momento seguinte desabou para o lado e agarrou Luna e Hydra para se apoiar. Harry puxou o braço de Rony por cima do ombro.

Harry já andava em direção a porta e estava perto dela quando outra, do lado oposto da sala, se escancarou, e três Comensais da Morte entraram correndo, liderados por Bellatrix Lestrange.

— Eles estão aqui! – gritou ela. Feitiços Estuporantes cortaram velozmente a sala:

Hydra fez um feitiço escudo para proteger a ela, Luna e Gina, Harry adentrou a porta em frente, atirou Rony sem cerimônia no chão e voltou abaixado para ajudar Neville com Hermione; passaram todos pela porta em tempo de batê-la na cara de Belatrix.

— Colloportus! – gritou Harry, e Hydra viu os três corpos baterem contra a porta do outro lado.

— Não faz mal! – disse uma voz masculina. – Há outras maneiras de entrar: ACHAMOS ELES, ESTÃO AQUI! ; estavam de novo na Sala do Cérebro e, realmente, havia portas a toda volta. Ela ouviu passos na sala anterior quando mais Comensais da Morte acorreram para se juntar aos primeiros.

— Luna... Hydra...Neville... me ajudem! – Disse Harry.

Os quatro correram pela sala, selando as portas; Harry bateu contra uma mesa e rolou por cima dela na pressa de chegar à porta seguinte. Hydra tentou proteger uma na direção oposta.

Hydra, Luna e Neville enfeitiçavam as portas ao longo da parede oposta a de Harry – então, ao atingir Harry o fundo da sala, ouviu Luna exclamar: – Collo... aaaaaaaaah!...

Hydra viu a menina voar pelo ar; cinco Comensais da Morte invadiam a sala pela porta que ela não conseguira alcançar em tempo; Luna bateu em uma escrivaninha, escorregou por sua superfície e caiu, estatelada, no chão do outro lado, mais imóvel que Hermione.

— Pegue o Potter! – gritou Bellatrix correndo para o garoto enquanto Hydra soltava feitiços estuporantes e se defendia com feitiços de escudo de um comensal da morte que estava duelando com ela.

Hydra viu Rony indo até o tanque onde tinham os cérebros.

Hydra, Harry, Gina e Neville e cada um dos Comensais da Morte se viraram involuntariamente para olhar o alto do tanque na hora em que um cérebro saltou do líquido verde como um peixe para fora da água: por um instante ele pareceu suspenso no ar, então voou em direção a Rony, girando, e algo que lembrava fitas de imagens animadas foi saindo dele, desenrolando como um rolo de filme...

— Ha ha ha, Harry, olhe só isso – disse Rony, observando o cérebro expelir suas entranhas coloridas. – Harry, vem, pega nele; aposto como é estranho...

— RONY, NÃO! – Gritou Harry.

No momento em que entraram em contato com sua pele, os tentáculos começaram a se enrolar em torno dos braços de Rony como cordas.

— Harry, olhe só o que acontece... Não... não... não gosto disso... não, parem... parem... Mas as fitas finas giravam agora em torno do peito do garoto; ele puxou e tentou arrancá-las ao mesmo tempo que o cérebro foi apertado contra Rony como um corpo de polvo.

— Dif indo! – berrou Harry, tentando cortar os tentáculos que se enroscavam em seu amigo bem diante de seus olhos, mas eles não se partiam. Rony tombou, ainda lutando contra as amarras.

Hydra tentou chegar até eles mas foi atingida por um feitiço que não veio da onde e caiu novamente com força na contra a parede, sua ferida na cabeça começou a sangrar mais ainda e ela ficou completamente sem ação, conseguia ouvir e ver o que acontecia ao seu redor, mas seu corpo doía tanto que não conseguia se mexer nem falar, nem para pegar sua varinha.

— Harry, o cérebro vai sufocá-lo! – berrou Gina, imobilizada no chão pelo tornozelo quebrado... então um jorro de luz vermelha voou da varinha de um Comensal da Morte e a atingiu em cheio no rosto. Ela adernou para um lado e caiu ali inconsciente.

— ESDUBEVAÇA! – gritou Neville, rodando o corpo e acenando a varinha de Hermione contra os Comensais da Morte atacantes –, ESDUBEVAÇA, ESDUBEVAÇA!

Um dos Comensais disparou seu próprio Feitiço Estuporante contra Neville; errou por centímetros. Harry e Neville eram os únicos que restavam na luta contra os Comensais da Morte enquanto Hydra não conseguisse se recuperar, o que ela tentava com toda a sua força, dois dos quais lançaram jorros de luz prateada como flechas que não atingiram o alvo, mas deixaram crateras na parede atrás deles. Harry fugiu, mas Belaltrix correu atrás dele: segurando a profecia acima da cabeça, ele correu para o outro lado da sala; a única coisa que lhe ocorria fazer era afastar os Comensais da Morte uns dos outros.

Aparentemente deu resultado; eles o perseguiram, mandando cadeiras e mesas pelo ar, mas não ousaram enfeitiçá-lo com receio de danificar a profecia, e ele se precipitou para a única porta ainda aberta, aquela por onde os Comensais da Morte haviam entrado. Hydra conseguiu se mexer e foi se arrastando com pouca força até onde Rony estava para tentar ajudá-lo, mas não conseguia ir muito rápido.

Hydra ouviu os comensais rindo na outra sala.

— Neville, vai, vai ajudar o Harry, eu vou ir até o Rony, VAI! – Gritou Hydra.

Hydra finalmente recuperou a força e conseguiu ajudar Rony e a se livrar do cérebro, então saiu correndo para a sala que estava agora em desnível e parecia um poço, desceu até onde os comensais cercavam Harry e Bellatrix aparentemente usava o feitiço crucio em Neville.

— SOLTA ELES! – Gritou Hydra.

— Segurem ela – Gritou Lúcio com ódio no olhar.

Antes que pudesse fazer algo, seu tio Rodolfo Lestrange a segurou pelo braço e colocou a varinha em sua garganta.

— Foi só um aperitivo! – exclamou Bellatrix, erguendo a varinha e assim interrompendo os gritos de Neville, deixando-o soluçante a seus pés. Ela se virou e olhou para Harry. – Agora, Potter, ou nos entrega a profecia ou vai ver o seu amiguinho morrer sofrendo!

Então, no alto, mais duas portas se escancararam e mais cinco pessoas entraram correndo na sala: Sirius, Lupin, Moody, Tonks e Quim.

Lúcio se virou e ergueu a varinha, mas Tonks já disparara um Feitiço Estuporante nele.

Os Comensais da Morte foram completamente distraídos pela aparição dos membros da Ordem, que agora faziam chover feitiços sobre os adversários enquanto saltavam degrau por degrau em direção ao poço. Hydra conseguiu se soltar e soltou um feitiço estuporante no tio que caiu de costas.

Ela se juntou aos cinco lutando contra os comensais. Sirius estava duelando com um Comensal da Morte a uns três metros de distância, Quim lutava com dois ao mesmo tempo; Tonks, ainda na metade da descida, disparava feitiços contra Belatrix e Hydra duelava com seu tio Rodolfo que tinha acabado de levantar.

— Lúcio quer você viva, mas não disse nada sobre inteira, você é uma traidorazinha do sangue e da família, não é? – Dizia Roldolfo tentando atingi-la – Você vai aprender uma lição, a se vai!

Hydra se defendia com feitiços escudo enquanto tentava atingir o tio que também se protegia.