Primeiro Hydra foi atingida por um feitiço silencioso do tio que fez várias partes do seu corpo sangrar, ela revidou, mas logo foi atingida por um feitiço nas costas, ela de novo sentiu a dor enorme no corpo que a impedia de se mover, ela conseguiu virar e viu que o feitiço tinha vindo de seu pai que chegou perto dela.

— Agora fique quieta e não me dê mais problemas.

Hydra viu que Tonks tinha caído e que as pernas de Neville se agitavam sem direção como as de um besouro de barriga para cima.

Também viu que seu pai tinha a varinha nas costelas de Harry e falava algo em seu ouvido, queria fazer algo mas sua varinha estava a alguns centímetros de distância e ela não conseguia se mexer.

Harry atirou a profecia pelo chão, o garoto se virou para ficar de costas e aparou a bolinha no peito. Lúcio, então, apontou a varinha para Neville, mas Harry espetou a própria varinha por cima do ombro e berrou:

— Impedimenta! Lúcio voou para longe. Quando Harry conseguiu se levantar. Lúcio tornou a apontar a varinha para Harry e Neville, mas, antes que pudesse tomar ar para atacar, Lupin pulou entre eles.

Sirius e Bellatrix duelavam e Hydra desejava com toda força que pudesse levantar e fazer algo, mais uma vez conseguiu reunir forças e se arrastava em direção a sua varinha.

Harry tentava subir com Neville cujo as pernas ainda se mexiam desesperadas, Hydra sentia tanta dor no corpo e sangrava tanto que manchava todo chão, conseguiu pegar sua varinha mas estava fraca demais para usá-la, achou que ia morrer, pensou de novo em Peter, Fred e Jorge, a Sra Weasley, seus novos tios recém descobertos, Jeniffer, Angelina, Draco e até mesmo sua mãe, seja o feitiço que seu pai jogou nela, provavelmente fez mais efeito do que o esperado já que parecia estar cortando ela inteira por dentro.

Hydra olhou então para o alto e viu, emoldurado pela porta da Sala do Cérebro, achava-se Alvo Dumbledore, a varinha no ar, seu rosto pálido e enfurecido.

Dumbledore desceu depressa os degraus passando por Neville e Harry. Dumbledore já estava ao pé dos degraus quando o Comensal da Morte mais próximo percebeu sua presença e berrou para os outros. Um dos Comensais da Morte correu o mais que pôde, trepando como um macaco pelos degraus de pedra do lado oposto. Um feitiço de Dumbledore o trouxe de volta com a maior facilidade, como se o tivesse fisgado com uma linha invisível...

Lupin chegou até Hydra.

— Beba isso – Disse ele dando uma poção para ela – Você vai ficar bem por agora, depois vai precisar ir até o St. Mungo's talvez, mas por agora vai ficar bem, anda, beba – Disse ele colocando a poção em sua boca.

Hydra sentiu o corpo relaxar e a dor sumir, seu sangramento diminuía apesar de estar toda coberta com sangue, ela então se levantou e agradeceu a Lupin, segurando firme sua varinha.

Somente um par continuava a lutar, aparentemente sem notar o recém-chegado. Harry viu Sirius se desviar de um raio vermelho de Bellatrix: ria dela.

— Vamos, você sabe fazer melhor que isso! – berrou ele, sua voz ecoando pela sala cavernosa.

Hydra observou horrorizada quando o segundo jato de luz o atingiu bem no peito. O riso ainda não desaparecera do seu rosto, mas seus olhos se arregalaram de choque.

— NÃO! – Gritou Hydra em desespero caindo de joelhos no chão.

Harry correu em direção a eles. Sirius pareceu levar uma eternidade para cair: seu corpo descreveu um arco gracioso e ele mergulhou de costas no véu esfarrapado que pendia do arco. O mundo parecia ter parado, Hydra gritava e chorava desesperada mas parecia não conseguir ouvir o som que saia da sua própria garganta. Sirius desapareceu além do véu.

Hydra ouviu o grito triunfante de Bellatrix e pegou a varinha para atacá-la, naquele momento queria poder matar a tia, matar, não machucar, mas Quim a segurou com toda sua força e ela apesar de se debater não conseguia se mexer.

— Não Hydra, não faça nada – Dizia ele.

— Não se foi, não! – bradou Harry – SIRIUS! – berrou. – SIRIUS!

— Ele não pode voltar, Harry – disse Lupin, a voz embargando enquanto se esforçava para conter Harry. – Ele não pode voltar porque está m...

— ELE... NÃO... ESTÁ... MORTO! – bradou Harry. – SIRIUS!

Quim soltou Hydra, precisou ajudar Dumbledore a deter os comensais que bradavam feitiços, Hydra quis ir atrás de sua tia, mas ajudou a deter os poucos que ainda lutavam, já que Dumbledore lançava feitiços com facilidade.

Hydra voltou a sentir novamente a dor enorme e seu corpo voltou a sangrar, a poção que recebera estava perdendo o efeito, mas sabia que não era mais preciso sua ajuda.

Dumbledore reunira a maioria dos Comensais da Morte restantes no meio da sala, aparentemente imobilizados por cordas invisíveis; Olho-Tonto, que Hydra não tinha notado que estava ali até agora, se arrastara pela sala até onde Tonks caíra e tentava reanimá-la; atrás do estrado, ainda havia clarões momentâneos, grunhidos e gritos.

Quim avançara correndo para continuar o duelo de Sirius com Belatrix e Hydra desejou com todo seu coração que ele acabasse com ela.

Hydra quase desmaiava de dor, mas ouviu um forte estampido e um berro vindo de trás do estrado. Harry viu Quim tombar no chão, berrando de dor: Bellatrix Lestrange deu meia-volta e fugiu correndo, e Dumbledore se virou depressa. Ele atirou um feitiço contra ela, mas Bellatrix o desviou; agora estava na metade da escadaria...

— Não, não deixem ela fugir – Gritava Hydra em vão já que não tinha forças.

— Harry... não! – exclamou Lupin, mas o garoto já se desvencilhara de seu aperto já frouxo e corria atrás dela.

— ELA MATOU SIRIUS! – bradou Harry. – ELA O MATOU... ELA O MATOU! E o garoto saiu correndo, subindo os degraus.

Muitos tentavam impedir e correr atrás dele em vão.

— Toma, beba garota – Disse Olho tonto lhe dando uma nova poção – Dois feitiços cortantes e um paralisante, todos bem fortes, você vai precisar ir ao St Mungo's.

Hydra bebeu a poção e mais uma vez parou de sangrar e conseguiu se levantar, os comensais estavam amarrados, seu pai entre eles, Tonks cuidava de Quim e Dumbledore saíra a procura de Harry.

Hydra completamente ensanguentada e mancando foi até a direção dos comensais.

— Aonde você vai Hydra? – Perguntou Quim.

Mas Hydra não respondeu, ela abaixou e se sentou com penas em "borboleta" em frente a seu pai que parecia aterrorizado e com ódio no olhar, ela não disse nada, apenas ficou o observando.

— Hydra, vamos, você precisa ir ao hospital – Disse Quim que estava agora atrás dela.

Hydra mais uma vez não respondeu, ela olhava fixamente o pai que a olhava de volta.

— O que? Vai se vangloriar? – Perguntou Lúcio friamente.

— Você-sabe... Não... o VOLDEMORT – Disse ela se enchendo de coragem apesar de tremer um pouco com a menção do nome – Provavelmente vai lhe punir de uma forma muito maior do que todas que você já me puniu por ter falhado na sua missão, provavelmente o ministério vai te punir antes, lhe mandar para Azkaban, muito provavelmente.... Lá é onde você já deveria ter ido já tem tantos anos, não é verdade?

Lúcio olhou com frieza e ódio para ela mas não falou nada.

— Você vai se machucar, você vai perder se precioso bom contato com o nome, pelo que? Heim? ME DIGA, PELO QUE? – Disse ela elevando a voz e sentindo novamente sangue sair de seu corpo.

— Hydra, vamos, você precisa ir para o hospital – Repetiu Quim.

— Você pode fugir, você pode fingir que não, mas você é meu sangue, você é sangue puro, você sabe que essa luta também é sua – Disse Lúcio com um brilho malígno no olhar.

— Eu posso ser seu sangue, esse aqui que está saindo do meu corpo por sua causa também, ele pode ser puro ou não, mas eu não sou, eu nunca mais serei sua filha e eu acho bom que você não arraste minha mãe e o Draco para essa sua luta imunda!

Lúcio arregalou os olhos e disse algo, mas Hydra sentiu a dor pior do que nunca e desmaiou, só viu Quim a segurar antes de perder totalmente os sentidos.

— Hydra, meu amor, você está acordada? Pai, ela está acordando – Uma voz dizia quando Hydra abriu os olhos, sendo um pouco cegada por uma luz brilhante e sem entender muito bem aonde estava.

— Hydra minha filha, não tente falar, só pisque duas vezes os olhos se conseguir me ouvir – Disse uma voz masculina que Hydra conhecia, mas sua visão ainda não estava muito boa, mas ainda assim piscou duas vezes os olhos. – Muito bem, isso ai, você perdeu muito sangue Hydra, Peter teve que lhe dar diversas poções para recuperar sangue e um contra feitiço forte para recuperar do que você recebeu, nunca vi feitiços cortantes mais fortes do que esse, não consigo imaginar como conseguiu andar sem tomar as poções antes, você provavelmente teria morrido sem as poções que lhe deram lá e se tivesse demorado muito mais...

Hydra finalmente recuperou o foco da visão e viu que Lance Macmillan falava com ela com sua veste verde clara e Peter estava com a mesma veste parecendo desesperado ao seu lado.

— Você está bem, eles te trouxeram correndo para cá, eu mesmo lhe antendi com o papai, Fred, Jorge e a Sra Weasley estão lá fora esperando, você só precisa ficar em observação hoje e talvez amanhã já possa voltar para Hogwarts, você ficou dois dias dormindo. – Disse Peter que parecia nervoso e emocionado.

— Dois dias? – Disse Hydra tentando se levantar e sendo impedida por Lance.

— Não não, você não deve levantar assim.

Hydra olhou ao redor e viu que na cama ao lado, Tonks estava adormecida com seu cabelo em um tom loiro e parecendo doente.

— Ela está bem – Disse Lance antes que Hydra pudesse dizer algo – Sua tia e tio vieram visitar vocês duas e acho que foram descansar um pouco, em breve devem voltar.

— Onde estão todos? Os comen...

— Quase todos estão nas mãos do ministério, inclusive seu pai Hydra – Disse Lance.

— Seus amigos estão todos em Hogwarts na ala hospitalar, você estava mais machucada então teve que vir direto para cá – Disse Peter – Mas não se preocupe, estão todos bem.

— Ora, olha quem acordou – Disse a Sra Macmillan vindo também com a mesma veste de Peter e Lance – Muito bem minha querida, você está bem, não quero que faça esforço agora, ok?

— Eu quero, eu preciso ver os outros, Neville, Luna, Gina... – Disse Hydra mais uma vez tentando levantar e não conseguindo.

— Não, não, nada de esforço, estão todos bem, estão todos em Hogwarts e amanhã ou depois, você também estará, prometo, ok? – Disse Lance muito simpático.

— E o Quim?

— Ele já está totalmente recuperado, não se preocupe – Disse Peter.

— Vamos deixar vocês dois um pouco sozinhos, mas sem esforço, ok? Depois deixamos seus dois amigos entrar, eles estiveram aqui todos os dias, quase ameaçaram quebrar todo hospital se não deixassem ver você, engraçado aqueles dois – Disse Lance de bom humor.

Os pais de Peter saíram deixando ele sentado em um banquinho ao seu lado, depois de chorar um pouco, a abraçar e beijar, ele finalmente se recuperou.

— Olha, veja aqui. – Disse ele passando uma edição do Profeta Diário para ela.

"RETORNA AQUELE-QUE-NÃO-DEVE-SER-NOMEADO

Em breve declaração na sexta-feira à noite, o ministro da Magia Cornélio Fudge confirmou que Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado retornou ao país e já começou a agir.

"É com grande pesar que confirmo que o bruxo que se autodenomina Lorde, bom, vocês sabem a quem me refiro, está vivo e mais uma vez entre nós", disse Fudge, parecendo cansado e nervoso ao se dirigir aos repórteres.

"É quase com igual pesar que informamos a ocorrência de uma rebelião em massa dos Dementadores de Azkaban, que demonstraram sua insatisfação em continuar a servir ao Ministério. Acreditamos que os Dementadores estão presentemente recebendo ordens do Lorde... das quantas. "Pedimos à população mágica que se mantenha vigilante. O Ministério está presentemente publicando guias de defesa doméstica e pessoal que serão distribuídos gratuitamente em todas as residências bruxas no próximo mês."

A declaração do ministro foi recebida com consternação e sobressalto pela comunidade bruxa, que ainda na quarta-feira recebia garantias do Ministério de que não havia "fundamento algum nos persistentes boatos de que Você-Sabe-Quem estivesse mais uma vez agindo entre nós".

Os detalhes dos acontecimentos que provocaram essa reviravolta ministerial ainda são nebulosos, embora se acredite que Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado e um seleto grupo de seguidores (conhecidos como Comensais da Morte) conseguiram entrar no próprio Ministério da Magia na noite de quinta-feira... Alvo Dumbledore, reconduzido ao cargo de diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, e igualmente ao de membro da Confederação Internacional de Bruxos e de presidente da Suprema Corte dos Bruxos, ainda não fez declarações à imprensa. Durante o último ano ele insistiu que Você-Sabe-Quem não estava morto, como todos desejavam e acreditavam, mas andava novamente recrutando seguidores para outra tentativa de tomar o poder. Entrementes, "O-Menino-Que-Sobreviveu"..."

— Onde eles estão mantendo meu pai? – Perguntou Hydra.

— Eu não sei, eu não sei nem se estão Hydra, sem os dementadores... – Disse Peter.

— Não, ele não é mais meu pai, eu não devo chamar ele assim... – Disse Hydra amargurada.

— Não diga isso, você pode se arrepender depois Hydra – Disse Peter paciente passando a mão em seus cabelos.

— Como eu cheguei aqui? – Perguntou Hydra mudando de assunto.

— Você estava muito machucada, quase morrendo, eu nunca senti tanto medo na minha vida, te vi toda machucada, tinha feridas na cabeça e no resto do corpo també, estava totalmente ensanguentada e pálida, eu achei que, achei que tinha te...

Hydra segurou a mão de Peter ao ver que ele quase chorava de novo.

— Eu estou bem, não se preocupe.

— Por que você fez isso Hydra? Por quê foi até o ministério sozinha?

— Eu não estava sozinha, além disso era uma emergência, o Harry achou que o Sirius...

Hydra parou de falar, lembrou da cena em sua mente, Bellatrix atingindo Sirius no peito, ele caindo no véu, seu sorriso no rosto e seus olhos abertos.

— Eu sinto muito Hydra, eu sei que ele era seu primo e que você se sentia próxima de alguma forma dele – Disse Peter sem jeito.

— Ele, ele só me lembrava muito a mim, ou eu muito a ele não sei... Nós só... Eu ainda não acredito que ele morreu – Disse Hydra triste, quase chorando.

— Eu acho que ele está reunido com os amigos agora, pelo menos eu acredito assim – Disse Peter esperançoso.

— É, pode ser, acho que seria melhor se isso for verdade, também acho que seja na verdade...

— Você foi muito corajosa Hydra, muito mesmo, enfrentar aqueles comensais da morte...

— Eles não iam me matar, meu pai.... O Lúcio deu ordens.

— Mas queriam te machucar e fizeram.

— Meu pai me deu o último feitiço que me paralisou de dor, ele queria que eu ficasse quieta e não lutasse mais.

— De um jeito idiota, ele estava tentando te defender, acredite...

— É, deve ser, não sei, eu realmente não quero mais nada com ele, nada Peter.

— Hydra, escuta, eu estava falando com a mamãe e... Talvez fosse melhor adiar o casamento, com tudo...

— NÃO! – Disse Hydra decidida – Eu não quero adiar nada, eu já sabia que ele tinha voltado quando marquei, eu já sabia do meu pai, eu não vou adiar nem mais um segundo da minha felicidade por causa deles, quem sabe o que vai ser do amanhã Peter? Eu quase morri hoje, ou dois dias atrás na verdade, eu posso morrer amanhã e você também, porque eu iria adiar algo agora?

— É, você tem razão, talvez seja disso que precisamos, mais união, momentos de felicidade, não se sabe quantos teremos a partir de hoje...

Hydra e Peter ficaram juntos mais um tempo e então Peter mandou Fred, Jorge e a Sra Weasley entrarem.

— Ai minha menina, minha menina, que medo que eu tive, eu te vi aqui, parada, ai meu Deus! – Disse a Sra Weasley a abraçando.

— Você nos deu um susto enorme Palerma – Disse Fred brincando, porém Hydra notou, com algumas lágrimas nos olhos disfarçadas.

— Não faça mais isso, ok? – Disse Jorge que também estava do mesmo jeito.

— Vou tentar, mas não prometo nada – Brincou Hydra.

A Sra Weasley tinha ido até a cama de Tonks e Peter dizia novidades sobre seu estado para ela.

— Eu não acredito que você foi em uma aventura dessas sem nós – Dizia Fred sentado ao seu lado.

— É, totalmente injusto – Completou Jorge.

Hydra queria brigar com os meninos, dizer que aquilo era longe de ser um tipo e aventura, mas um momento horrível e sinistro que Hydra desejava nunca ter visto, que toda a dor que sentiu era algo que não desejava nunca para eles, mas sabia que aquele era o jeito de Fred e Jorge e que falar aquilo de nada adiantaria, só estava feliz de estar diante deles novamente.

— Eu pensei em vocês, muito... Quando eu achei que ia morrer, eu pensei em vocês, no Peter...

Fred e Jorge pareciam sem reação.

— Pensou em nós? – Perguntou Jorge.

— É claro que sim, eu temia nunca mais ver nenhum de vocês novamente, nem vocês e nem o Peter, eu temia deixar vocês, sei lá.

Fred e Jorge abraçaram Hydra sem falar nada e nem precisavam, ela sabia o que eles sentiam e eles sabiam o que ela sentia.

— Nós vamos pra sempre ser um trio, sua palerma – Disse Fred enquanto a abraçava.

No Domingo, Hydra conseguiu finalmente sair do hospital e seguiu por chave de portal para Hogwarts, Peter disse que ela agora podia passar de doze para apenas cinco poções por dia até melhorar completamente e que deveria seguir para a ala hospitalar assim que chegasse lá.

Chegando em Hogwarts, Hydra apreciava cada detalhe daquele local, cada pedra, cada parede, cada detalhe, chegou a pensar que nunca mais veria nada daquilo, ela estava passando quando ouviu uma confusão.

— Espere só. Vou arrebentar você. Pensa que pode meter meu pai na prisão...

— Pensei que tivesse acabado de fazer isso.

— Os Dementadores abandonaram Azkaban – disse Draco sem se alterar. – Meu pai e os outros vão sair logo, logo.

— É, imagino que sim. Mas pelo menos agora todo o mundo sabe os canalhas que eles são... A mão de Draco voou para a varinha, mas Harry foi mais rápido; puxara a própria varinha antes que os dedos de Draco sequer tivessem entrado no bolso das vestes.

— Parem, vocês dois – Disse Hydra se metendo no meio, mas Potter continuava com a varinha apontada.

— Hydra, eu estava... Você está... – Disse Draco sem conseguir falar muito, mas antes que pudessem falar mais alguma coisa, eles ouviram uma voz.

— Potter!

A voz de Snape ecoou pelo Saguão de Entrada.

— Que está fazendo, Potter? – interpelou-o Snape, frio como sempre, ao caminhar decidido para os cinco.

— Estou tentando me decidir que feitiço lançar no Malfoy, professor – disse com ferocidade. Snape encarou-o.

— Guarde essa varinha agora – disse secamente. – Dez pontos a menos para Grif... Snape olhou para as gigantescas ampulhetas nas paredes e sorriu com desdém.

— Ah, estou vendo que não restaram pontos na ampulheta a da Grifinória para se subtrair nada. Neste caso, Potter, teremos simplesmente de...

— Acrescentar mais alguns?

A Prof a McGonagall acabara de subir mancando os degraus de entrada do castelo; trazia uma maleta de tecido escocês em uma das mãos e se apoiava pesadamente em uma bengala com a outra, mas de outro modo parecia bastante bem.

— Prof a McGonagall! – exclamou Snape, se adiantando. – Vejo que teve alta do St. Mungus!

— Tive, Prof. Snape – disse ela, tirando a capa de viagem com um trejeito de ombro. – Estou quase nova. Vocês dois... Crabbe... Goyle...

Com um gesto autoritário, ela mandou que os garotos se aproximassem e eles obedeceram, desajeitados, arrastando os enormes pés.

— Tomem – disse a professora, atirando a maleta no peito de Crabbe e a capa no de Goyle –, levem isso para o meu escritório.

Eles se viraram e se foram escada acima.

— Muito bem, então – disse a Prof a McGonagall, olhando para as ampulhetas na parede. – Bom, acho que Potter e seus amigos devem receber cada um cinquenta pontos por alertarem o mundo para o retorno de Você-Sabe-Quem! Que é que o senhor diz, professor?

— Quê? – retorquiu Snape.

— Ah... bom... suponho... – Então, são cinquenta para Potter, para os dois Weasley, para Longbottom, para a Malfoy e a Srta. Granger. – E uma chuva de rubis desceu para a bolha inferior na ampulheta da Grifinória enquanto ela falava. – Ah... e cinquenta pontos para a Srta. Lovegood, suponho – acrescentou, e o número mencionado de safiras caiu na ampulheta da Corvinal. – Agora, o senhor queria descontar dez do Sr. Potter, Prof. Snape... então aí estão..

Alguns rubis voltaram ao bulbo superior, mas deixaram embaixo uma respeitável quantidade.

— Bom, Potter, Malfoy, acho que vocês deviam estar lá fora em um belo dia como este – continuou a professora com energia. E você, Malfoy – Disse apontando para Hydra – Me disseram que deveria ir direto para ala hospitalar já que insistiu em não continuar se recuperando no St Mungo's.

— Eu já vou Professora – Disse ela se retirando rapidamente para ala hospitalar, onde entregou um bilhete para Madame Pomfrey e cumprimentou seus amigos que ali estavam.

— A gente achou que você tinha morrido por um momento – Disse Rony.

— Não, eu só me machuquei, eles queria que eu ficasse mais lá no St Mungo's, mas o Sr Macmillan concordou que era melhor que eu continuasse a me recuperar aqui – Disse ela sorrindo.