O Segredo do Anjo

9 Why I Didn't Get The Bow?


Notas iniciais
Nome do Capítulo: Por Que Eu Não Peguei o Arco?

Depois da conversa no carro eu comecei a desestressar em relação a ele e ao nosso namoro. Eu estava intrigada com a Marca e comecei a pesquisar. Procurei em tudo quanto é site, mas não encontrei nada, apenas o nome de um livro: Marcas e Símbolos por William Herondale, mas, além disso, não encontrei nada que me ajudasse a desvendar esse “mistério”.

Fui até a biblioteca da cidade que era cuidada pela Bela Gold, uma mulher pequena e frágil que havia sido a única disposta a organizar, ler e comentar sobre todos os livros. Parecia realmente que ela já havia lido todos os livros dali, pois se você chegasse com uma duvida sobre a Joana D’arc, por exemplo, ela saberia lhe dar todos os detalhes que havia na biografia da padroeira da França.

A biblioteca parecia uma igreja por fora. Ela tinha uma torre mais alta do que a biblioteca onde ficava o relógio da cidade. Tinha dois andares de janelas e uma escadaria que levava até a porta dupla de madeira que dava acesso a ela. Dentro da biblioteca era apenas um andar, com prateleiras altas de muitos e muitos livros. Havia, é claro, varias mesas para estudo e uma mesa gigante onde Bela ficava esperando que algum amante de romances entrasse e lhe pedisse um resumo do livro Sob a Redoma do Stephen King (Biblioteca inspirada na biblioteca do Instituto de Londres do livro As Peças Infernais – Anjo Mecânico da autora Cassandra Clare).

Entrei pela escadaria, eu não costumava vir muito aqui, apenas quando algum professor insistia que fizéssemos algum trabalho que requer horas e horas de livros chatos ou quando o Lucas insistia para que eu lesse alguma coisa cheia de aventura, terror e suspense, ou quando a Luz dizia que não dava pra eu não ler àquela série de livros de ficção ou de romance, ou até mesmo os dois gêneros.

Avistei a senhorita Gold atrás do balcão onde ela costumava ficar. Ela estava discutindo com um aluno sobre qual era a mais épica das histórias: As Crônicas de Nárnia ou O Senhor dos Anéis. Esperei ao lado dele, enquanto ele se rendia e admitia que ninguém era melhor que o Tolkien, mas não antes de dizer que Lewis se igualava.

Me aproximei do balcão e com o papel em que anotei o nome e o autor em mãos, falei:

– Oi, Srta. Gold. Meu professor pediu pra nossa turma ler esse livro e eu gostaria de saber de saber se ele está disponível.

– Eu... – começou ela e limpou a garganta – Ele não pode ser lido, está na seção restrita. Só pode se você tiver uma permissão.

– E onde eu consigo uma?

– Olha garota, eu não sei por que um professor pediria para você ler esse livro.

– Tudo bem, Bela não é? – falei arrumando o cabelo atrás da orelha e começando a ficar nervosa – Então, não foi um professor que pediu, na verdade é uma pesquisa pessoal. E um amigo me indicou esse livro.

– Sem permissão, sem livro.

Frustrada bati minha mão no balcão e saí da biblioteca, pensando em uma maneira de conseguir o livro. Meu celular começou a tocar How Ya Doin’ do grupo britânico Little Mix ( http://www.youtube.com/watch?v=hT_HWIIKbG8&hd=1 ) que era o meu toque no momento. Atendi sem olhar o número e uma gravação disse:

– Agatha Horan, você está sendo convocada. Espere na Ponte Quebrada.

Quando fui responder já havia desligado e a lista de chamadas do meu celular estava vazia. Dei de ombro e fui pegar as armas no carro. Havia, escondido no porta-malas do meu Fiesta, uma caixa com armas como flechas, um arco, Lâminas (uma espécie de adaga, mais estreita do que um punhal e mais curta que uma espada), armas de fogo e armas para matar todos os tipos de seres que existem.

Não sabendo o que eu iria encontrar levei meu punhal e o escondi na minha bota e peguei mais algumas armas. Peguei o carro e fui para a Ponte Quebrada.

A Ponte Quebrada era um “ponto turístico” onde uma ponte de ferro foi construída e, diz a lenda, todo trem que passasse por ali teria um terrível destino. Vários acidentes com trem que passaram na ponte aconteceram ali perto, a maioria dizia que era pura coincidência, outros acreditavam que havia algo ali. Hoje em dia nenhum trem a usava, e era um lugar desabitado. Comecei a perceber que sempre que algum anjo precisa de ajuda ele está em algum lugar deserto.

“Os lugares vazios são os preferidos dos monstros” ouvi a voz de Nate me lembrando.

Cheguei lá, tirei o casaco e peguei uma Lâmina, nem muito comprida, nem muito curta. Pronta, desci do carro e não encontrei nada. Nenhum anjo estava ali. Achei isso muito estranho. Eu sentia a presença de mais alguém ali. Ouvi passos ao longe e segundos depois um homem muito alto estava parado atrás de mim.

Meus instintos de Protetora me diziam que aquele poderia ser o inimigo. Eu sentia que algo estava terrivelmente errado. Ele vestia um sobretudo preto que cobria todo o seu corpo. Nos pés calçava uma bota que tranquilamente era um número 44 ou 45. Seu rosto me era muito familiar e no momento que eu ia perguntar o que ele estava fazendo ali, ouço uma arma ser disparada.

Ouço o barulho do tiro cortando o ar e vindo em minha direção. Saio do caminho e o tiro acerta o cara de sobretudo que cai no chão, desmaiado. Procurei de onde veio o tiro e logo avisto mais alguns caras, vestidos da mesma maneira que o primeiro, vindo em minha direção.

“Por que eu não peguei o arco?” penso.

Eu nunca havia lutado com Lâminas antes, mas assim que toco em seu cabo uma série de instruções de como usa-la me vem na cabeça. Seguindo meus instintos derrubo dois caras. Mais um veio pra cima de mim e eu simplesmente dei um soco no rosto dele ouvindo um ou dois ossos se quebrando.

Com o passar do tempo, notei, eu estava me tornando uma excelente lutadora e minhas habilidades estavam evoluindo. Eu consegui ouvir um osso quebrando!

Cinco caras vieram em minha direção e eu os ataquei com a Lâmina, mas um deles conseguiu tirá-la de mim. Os outros me seguraram pelos braços enquanto eu me batia e chutava eles. Pude ouvir uma arma ser disparada e o cara que tomou minha espada puxou a manga do meu braço deixando a marca exposta enquanto uma flecha me acertava no ombro. Vi a marca brilhar enquanto desmaiava.

Notas finais
Observações: O autor do livro que ela encontra é um personagem inspirado em um da autora Cassandra Clare. A bibliotecária Bela Gold é inspirada na série de fantasia Once Upon a Time. Biblioteca inspirada na biblioteca do Instituto de Londres do livro As Peças Infernais – Anjo Mecânico também da Cassandra Clare