O Segredo do Anjo
3 The First Angel We Never Forget
Notas iniciais
Fui seguindo minha intuição e comecei a perceber que eu estava na Praia Norte, a praia mais deserta daqui. Comecei a achar estranho, por que diabos um anjo estaria aqui?
Parei o carro no estacionamento e tirei meus óculos. Sai do carro e comecei a andar na beira da praia, só percebendo o barulho das ondas do mar. De repente algo me agarra pela cintura e fala.
– Suas ultimas palavras, benzinho?
– Mexeu com a garota errada, vagabundo – respondo e me viro dando um chute em suas costelas.
O cara é gigante, muito mais alto do que eu, sua aparência lembrava a estrutura de um pássaro, mas o que mais me surpreendeu foram as enormes asas de corvo dele. Tinha os olhos fundos, e a agonia em sua voz era penetrante. Seus braços eram pretos e usava roupas de humano. Ele gritou de dor quando meu pé o atingiu com força. Ele prepara um golpe mirando na minha cabeça. Eu me abaixo e o ataco onde estaria, provavelmente, seu coração. O fazendo gritar e explodir em muitos pedaços, sujando toda a minha roupa com um liquido escuro e espesso.
– Que nojo – digo mexendo as mãos para me livrar de um pouco daquela coisa nojenta.
Comecei a olhar em volta, agora mais atenta e focada no meu objetivo principal que era achar o anjo Nataniel. Nessa praia havia algumas pedras gigantes empilhadas, do outro lado da praia e de lá saiu um homem. Um homem não, um garoto. Aparentava ter mais ou menos a minha idade, com cabelos castanhos curtos e bagunçados, olhos extremamente pretos e um rosto perfeito.
Estava sem camisa, apenas com uma calça jeans. Seu peitoral lembrava o de Lucas, que eu já havia visto incontáveis vezes enquanto ele malhava. Os músculos de seus braços eram muito bem definidos. Ele tinha o rosto de uma criança, no corpo de um adulto. E o mais incrível: ele tinha asas. Asas que tinham quase o triplo de sua altura e que eram segantes à luz do sol.
Ele se aproximou de mim rapidamente. Seus pés não tocavam o solo, ele estava flutuando. Ou melhor, voando. Aquela era uma imagem que eu jamais iria conseguir esquecer. E eu não queria!
– Você é Agatha Horan? – disse ele
– Sou. – digo me recompondo – E você é Nataniel, certo?
– Sim mi lady – ele se curva e pega minha mão e a beija, me fazendo estremecer com o toque. O toque de um anjo é algo que você não sente, realmente. É tão suave quanto o tocar de uma pena.
– O que aconteceu? Que bicho era aquele? – pergunto me sentindo uma desinformada.
– Aquele bicho era um Galitu. São homens que foram enfeitiçados e vivem cassando anjos. Eles acham que são os donos da Terra, criaturas nojentas aquelas. Alias, me parece que você o destruiu. Como?
– Não tenho certeza, eu acertei seu coração e ele explodiu me sujando toda. Me desculpe por perguntar, mas como conseguiu meu numero?
– Todos os anjos têm os “números” de todos os Protetores. Você era a mais próxima, por isso lhe liguei. Anjos não podem matar ninguém.
– Eu matei aquele bicho? – perguntei me sentindo estranha
– Sim – disse ele – E com isso salvou minha vida
– Eu... Bom, é o meu trabalho, né?
– Muito obrigado, serei eternamente grato a você senhorita Agatha Horan, seu nome será lembrado. – disse ele e se virou de costas para mim.
– Aonde você vai? – perguntei curiosa.
– Continuar minha busca, mi lady. – e dizendo isso voou para longe me deixando sozinha naquela praia.
– Eu definitivamente tenho que conversar com o Lucas – disse para mim mesma.
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