O Segredo do Anjo
26 It's Over!
Notas iniciais
*Narrador on*
Depois que os garotos saíram da casa do Rafael teriam apenas alguns minutos para chegar ao lugar onde Agatha estava. Miguel já havia pego os soldados no hotel, mas os meninos precisavam pegar algumas armas na Sede.
Lucas os levou até a Sede, mas não aguentava esperar. Edu ainda estava em choque por ter matado aquela mulher e já havia levado uma bronca não só do Lucas, mas isso não ajudaria em nada agora.
Quando todos estavam distraídos se equipando. Lucas pegou a caminhonete de seu pai e saiu daquela casa. Seu carro estava no conserto, por isso tinha pegado o carro do pai emprestado. Estava dando voltas no centro quando uma mensagem apareceu em seu celular.
O que você pensa que está fazendo? Onde você está? – Luz
Que bom que você está bem. Agora mande essa coisa que disse que te ama pra Sede agora. – respondeu.
Jonas a havia levado para casa e quando Lucas saiu, ele ainda não tinha chegado à Sede. “Só Luz mesmo para querer me dar uma bronca há essas horas”. Quanto mais ele pensava mais nervoso ficava.
Ele se colocou a caminho da Sede. Estava chegando a hora. Iria reencontrar sua amada depois de todo esse tempo. Lucas sentiu seus olhos encherem de lágrimas e uma conseguiu escapar de seus olhos. Ele tirou uma das mãos do volante e limpou a lágrima.
Ele ouviu um barulho no carro. Estranhou, mas não ligou muito. Continuou dirigindo e desligou o rádio. Não estava com paciência para músicas agora. Desde que Agatha sumiu não tinha mais vontade de ouvir qualquer som que fosse.
A Sede ficava do outro lado da cidade, não estava nem perto de estar chegando. A cidade estava vazia para esse lado. Ouviu outro barulho no carro e decidiu parar para ver se algo estava errado. Encostou a caminhonete e desceu.
Olhou tudo, do pneu ao motor, mas nada estava errado. Voltou para a cabine. Girou a chave, mas o carro não ligou. “Droga, será a bateria?”. Ele tentou de novo. Nada. Mais uma vez. Finalmente o carro ligou. Lucas se colocou a caminho da Sede, estava atrasado.
Seu celular apitava de mensagem e começou a tocar. Ele diminuiu a velocidade e atendeu o celular, sem parar o carro.
– Fala – atendeu.
– Lucas Payne, onde você pensa que está? – ouvi a voz de Edu no telefone, ele estava irritado.
– Ei Edu, calma eu saí pra me distrai um pouco e acabei vindo parar longe, já estou voltando.
– É bom mesmo, por que se não...– Ele foi interrompido por um estrondo. – Lucas, o que foi isso?
– Eu não sei – falou Lucas, começando a ficar assustado – Pensei que havia sido aí.
– Não aqui não foi. – disse ele – Onde você está?
– Chegando ao restaurante do Tom – falou – Mas a cidade ta vazia...
Outro barulho o interrompeu. Lucas parou a caminhonete e olhou para trás vendo que a parte de trás da caminhonete pegava fogo. Ele arregalou os olhos e xingou. Jogou o celular no outro banco e tentou soltar o cinto, mas estava emperrado. Ele tentou de tudo para se soltar, mas o fogo avançava rápido.
Alcançou o celular novamente e a última coisa que Eduardo Malik ouviu de seu melhor amigo foi:
– Diga à Agatha que eu a amo. Vou sentir sua falta, mano.
Edu gritou no telefone e pôde ouvir o barulho de uma explosão antes do sinal ser cortado. Ele não podia acreditar no que tinha acontecido. Todos os garotos estavam ao redor dele, esperando por noticias. Edu jogou o celular na parede com raiva.
– O que aconteceu? – perguntou Miguel se posicionando na frente dele, que andava de um lado para o outro.
– Acabou Miguel! – ele disse e começou a falar coisas sem sentido.
– ME FALA O QUE ACONTECEU – Miguel estava nervoso. Quando Edu continuou com o falatório ele deu um tapa em seu rosto, fazendo Edu ficar quieto e se acalmar.
– O Lucas – disse Edu calmo, mas não muito. – Ele morreu.
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