O Segredo do Anjo
27 Are You Okay?
Notas iniciais
*Luz on*
Não consigo acreditar que eu perdi isso! Eles realmente tinham invadido a casa do Rafael! Jonas me contou tudo que aconteceu e disse que teria que voltar para lá. Implorei para que ele ficasse, mas ele disse que os meninos precisavam dele.
A contragosto o deixei ir. Eu não iria suportar se ele se machucasse isso seria o inferno, mas eu estava consciente de que minha amiga precisava ser salva. Ainda mais agora que eu vi o verdadeiro lado do Rafael.
Depois que Jonas saiu, mandei uma mensagem pro Lucas, que respondeu mandando o Jonas para a Sede. Resolvi que se eu não iria participar pelo menos eu ia ajudar.
Eu conversei com Nate e José, algum tempo atrás. Pedi que me ensinassem a fazer qualquer coisa para que eu pudesse ajudar na batalha. E eles me ensinaram um truque com o punhal da Agatha que eu estava louca para testar. Vesti uma roupa mais confortável, coloquei minhas botas, peguei o arco que José havia me dado e já estava pronta para sair. Peguei a bicicleta da minha mãe e saí em direção à praia.
Cheguei e deixei a bike em qualquer lugar, me importaria com ela depois. A voz de Nate repetia em minha cabeça os passos que eu teria que fazer para conseguir ajudar. O primeiro de todos era ficar calma, algo que eu não estava conseguindo fazer.
“Vamos lá” – pensei, respirei fundo e comecei a fazer os desenhos no chão. Cada um deles me lembrava duma palavra específica, mas não estava escrito nada. Um deles dizia Silêncio, outro dizia Ajuda, e muitos outros, mas com esse tipo de significado.
Posicionei o Punhal no entre o desenho que dizia Portal e o que dizia Vidência. Agora era só esperar a mensagem de Nate. Me sentei em frente à isso e senti um arrepio nas minhas costas e tirei o arco do suporte, o segurando firme em minha mão.
Pelo que Nate havia me ensinado, faltava apenas girar o Punhal do jeito certo e isso abriria um espelho do que estava acontecendo ao dono do Punhal, que no caso era a Agatha. E assim eu poderia acertar as flechas, sem estar participando da guerra em si.
Mas eu tinha feito um acordo com Nate. Teria que esperar até que ele me desse o sinal para eu girar o punhal. Peguei o celular e mandei um “Tudo pronto” para Nate.
Alguns minutos se passaram e enfim eu recebi uma mensagem do Nate ela dizia:
“Luz, onde você está?”
“Na praia, como o combinado” respondi. Logo ouvi outra mensagem.
“Você está bem?” era do Jonas. Respondi que sim e senti outro arrepio, ele não sabia o que eu iria fazer. Meu telefone começou a tocar. Era o Nate.
– Luz, tá tudo bem? – perguntou ele assim que atendi. Sua voz estava nervosa e eu podia ouvir alguns meninos gritando ao fundo.
– Sim, eu to. Aconteceu alguma coisa? – perguntei.
– Infelizmente sim – meu coração gelou – Apague as Marcas, precisamos de você em outro lugar.
– Ai meu Deus, o que aconteceu? – perguntei desesperada. Juntei o Punhal da Agatha e guardei o arco, colocando-o de volta nas minhas costas enquanto passava o pé por cima dos desenhos feitos na areia.
– Não sabemos ao certo. Mas aconteceu alguma coisa com o Lucas.
– A onde? – falei depois de ficar um tempo em silêncio. Eu sabia que estávamos todos correndo perigo de vida, mas não tinha certeza se eu aguentaria ver algum deles morto. Ainda mais o Lucas.
– Esse é outro problema. – disse Nate e eu suspirei, me preparando psicologicamente – Você terá que rastreá-lo.
– Tudo bem. Tem algum lugar por onde eu possa começar?
– Sim, ele falou algo sobre o Restaurante do Tom. Ele deve estar lá perto, sabe onde fica?
– Sim, eu sei exatamente onde fica.
Fale com o autor