O Segredo do Anjo

31 But Might Be Too Late


Notas iniciais
Nome do capítulo: Mas Podia Ser Tarde De Mais

*Narrador on*

– Quem são vocês? – perguntou ela ainda apontando a flecha na direção de Nick e Nate.

– Nós – começou Nick, dando um passo para frente, mas parando quando ela puxou mais a flecha. Sua expressão não era nenhum pouco amigável. – Nós procuramos por duas crianças que estão perdidas. Me chamo Nick Greywolf e este é Nataniel.

– Duas... Crianças? – perguntou ela se acalmando e abaixando o arco lentamente.

– Sim, elas são de Santa Felicidade. É uma garota e um garoto. Ele se chama Lucas Payne e ela, Luz Price. – disse Nate. Ele viu os olhos da mulher brilharem em reconhecimento ao ouvir os nomes.

– Eles são um pouco velhos para serem chamados de crianças – disse ela com um sorriso no canto da boca.

– Você os conhece?

– Claro. São os melhores amigos da minha filha.

– Sua... – começou Nate. Então todas aquelas horas que ele passou conversando com Agatha sobre suas famílias vieram à cabeça do anjo. – Filha. Você... Você é a mãe da Agatha?

– Sim, você a conhece?

– Digamos que estou procurando por ela. Você pode nos ajudar a achar as crian... Digo os dois?

– Não vai ser preciso – disse ela descendo da árvore e pousando na frente dele. – Eles estão comigo.

Então ela se virou e abriu uma porta, revelando uma casa completamente escondida.

– Céus – Nate pode ouvir Nick dizer ao seu lado. Eles entraram na casa e viram o garoto chorando em cima do corpo desapagado da garota. Seu corpo estava coberto por cortes terríveis, além de manchas roxas em vários locais do corpo.

– Não – disse Nate.

– Sara! Ela precisa de ajuda – Lucas gritou quando notou que havia mais pessoas na casa.

– Acalme-se Lucas – disse a mulher se aproximando do corpo da garota. Só então Nate percebeu o quanto ela estava nervosa. Suas mãos não paravam de tremer enquanto ela tentava ajudar a menina.

– Nate! – gritou Lucas, correndo para abraçar o anjo. – Eu tentei ajuda-la, eu juro que eu tentei.

O anjo o abraçou enquanto ele chorava.

– Você pode nos ajudar? – disse a mulher, irritada.

– Claro – Nate soltou o Lucas e se aproximou da garota. – O que você quer que eu faça?

– Tire-o... – começou ela, mas não conseguiu terminar.

– Nick, tire Lucas daqui! – ordenou Nate. – Leve-o de volta para a Sede.

– Não! – disse Lucas. – Eu preciso ficar! Sara! Diga a eles que me deixem ficar.

– Apenas vá, querido. – disse a mulher, sem olhar para ele.

– Sara! – continuou gritando, enquanto Nick o levava dali. Nate pode ouvir que Lucas resistiu, tentando lutar com Nick, mas o lobisomem sabe se virar. No momento em que os dois saíram da casa, Sara se levantou de perto de Luz e se sentou no sofá.

– Você está bem? – perguntou Nate, se ajoelhando na frente dela, com a mão em seu joelho.

– Não – disse ela o encarando profundamente.

– O que podemos fazer por ela?

– Nada – ela respirou fundo e desviou o olhar do corpo da garota.

– Como assim nada? Ela não pode morrer! – disse Nate, se descontrolando e levantando.

– Mas ela... – começou ela e deixou um soluço escapar de seus lábios e algumas lágrimas de seus olhos – Ela já se foi.

Ela começou a chorar mais descontroladamente, abraçando seu corpo com suas próprias asas, se fechando em torno de si mesma, não deixando que Nate a visse naquele estado.

– Mãe? — Sara ouviu a voz de sua filha a chamando do andar de cima, não poderia deixar que ela visse a melhor amiga nesse estado. Em um movimento ela subiu as escadas e se deparou com uma Agatha se curvando no meio do corredor.

– Calma, calma pequena. – disse Sara ajudando sua filha.

– O que aconteceu? – perguntou a garota enquanto se curvava sobre seu corpo.

– Acalme-se filha, não gaste suas energias. Você está bem? Está segura?

– Eu – começou a garota, mas não conseguiu terminar a frase. Já tinha voltado para onde quer que ela estivesse presa.

– Agatha! Agatha! – Nate ouviu Sara gritando do andar de cima. Ele subiu o mais rápido que conseguiu, para então encontrar ela curvada no meio do corredor. Ele se aproximou devagar dela. Se agachando e a abraçando, para reconforta-la.

– Eu me sinto tão inútil – disse ela, enquanto aceitava o abraço do desconhecido. – Preciso encontrar a Agatha, mas eu não consigo, simplesmente não consigo.

– Ei, você não é inútil – disse Nate, segurando no queixo dela e levantando-o para que ela o olhasse. – Não se sinta mal. Nós vamos acha-la.

– Você promete? – perguntou ela olhando nos olhos dele. Eram tão parecidos com os olhos do Ed.

– Eu prometo – disse ele se curvando e selando a promessa com um beijo doce. – E sim, tem algo que podemos fazer de longe.

Enquanto Nate selava sua promessa feita a Sara, Nick corria com Lucas até o lugar em que Agatha estava. No começo Lucas resistiu.

– Vamos garoto! — dizia Nick se irritando.

– Não! Eu tenho que ajudá-la! — Lucas tentava se livrar dos braços fortes de Nick que o seguravam. Claro que ele estava machucado. Em sua perna havia uma queimadura horrível e em seus braços também havia queimaduras, mas eram mais leves.

– Você quer ajudar? — perguntou o lobisomem fazendo Lucas encara-lo. Lucas assentiu, sem olhar nos olhos do mais velho. — Então vamos para a Sede! Os garotos precisam de um líder!

Foi então que um choque de realidade o atingiu. Ele tinha que salvar Agatha! Não havia conseguido ajudar Luz, mas agora iria conseguir. Correu com Nick até a Sede, que por sorte não ficava tão longe dali.

– Eu não tenho armas! – gritou Lucas frustrado.

– Vá até onde eles deixaram as deles, tenho certeza que vai encontrar algo útil lá. – disse Nick enquanto pegava ele mesmo algumas armas.

– Você também vai? – perguntou Lucas admirado.

– Está na hora de combater meu irmão. – disse Nick pegando uma espingarda. Lucas deu de ombros e se dirigiu até a sala de armas e começou a revirar o lugar.

Encontrou algumas facas e outras armas e as colocou no cinto. Viu uma mochila em um canto, sabia que era do Edu, então não se importou de revirá-la. Havia algumas roupas dentro da mochila e Lucas aproveitou e pegou uma camiseta emprestada, pois a sua estava manchada com o sangue de Luz.

– Vamos Nick! – ele gritou fechando a mochila.

Com Gabe na liderança eles invadiram o lugar onde Agatha estava presa. Junto com ele estava Alex, Jonas e mais alguns guardas que Miguel havia recrutado. Eles ficaram responsáveis por invadir a entrada Leste.

– Okay, vamos relembrar o plano – disse Gabe para todos, antes de se separarem – cada grupo vai invadir uma das cinco entradas do local, depois que entrarmos as portas serão trancadas por um sistema que Miguel implantou na noite anterior. O único jeito de sair vai ser pela porta principal que será a única a não ser trancada. Depois que conseguirmos entrar os grupos se dividirão novamente para limpar todos os corredores de qualquer guarda que pudesse estar ali. Nos encontramos de novo na frente da porta da cela da Agatha, invadimos e a tiramos desse lugar sujo. Entendido?

– Enquanto isso eu vou entrar na sala de controle e vou controlar tudo por lá. Estejam todos na frente da porta da cela da Agatha em trinta minutos, vou abrir a porta depois desse tempo. – disse Miguel e todos os garotos arrumaram os relógios para cronometrar o tempo.

Todos exclamaram um “sim” e se separaram. Esperavam pelo sinal de Miguel, que indicaria que ele já estava no comando dos sistemas do prédio. O sinal veio e eles foram.

Como o combinado as entradas deveriam estar desprotegidas, já que Miguel havia desativado as câmeras. Gabe viu de longe que havia quatro guardas na entrada. Eles se aproximaram em silêncio para não serem vistos.

Gabe fez sinal para que dois dos guardas distraíssem os guardas da porta. Alex e Jonas se prepararam para atacar e no momento certo os guardas estavam no chão. Eles abriram a porta, rezando para que os alarmes estivessem mesmo desligados.

Entraram.

– Boa sorte – disse Gabe trancando a porta enquanto Alex e Jonas separavam seus respectivos grupos. Por sorte Gabe não teve nenhuma complicação e encontrou o caminho até a cela da Agatha facilmente. Foi o primeiro a chegar.

– Trinta Minutos – sussurrou Gabe, olhando o relógio de pulso que Nick os dera. Segundo o lobisomem ele também servia como comunicador. Gabe apertou o botão e disse:

– Estou na porta.

“Estou na porta” Lucas ouviu Gabe falando pelo comunicador. Eles já estavam prestes a entrar e resgatar ela. Ele se apressou e junto com Nick entraram pela entrada principal, a única que estaria aberta, pelo que Lucas se lembrava do plano.

– Quanto tempo eu tenho? – Lucas perguntou pelo seu comunicador.

“Lucas?” perguntou Edu.

– É, sou eu, agora me respondam! – ordenou ele enquanto os garotos se animavam. Eles acreditavam que Lucas havia morrido, por isso estavam animados.

“Você tem 10 minutos” disse Miguel.

“Bem vindo de volta, irmão” disse Gabe.

– Obrigado. – e com isso Lucas parou de prestar atenção nos garotos. Lucas continuou seguindo pelos corredores, mas algo dizia para que ele fosse em outra direção. Ele seguiu seu instinto.

– Espero que você saiba o que está fazendo – disse Nick ao seu lado, ao mesmo tempo em que ouviu Miguel.

“Saiam daí agora! Os gêmeos estão indo em direção a vocês! Saiam da porta da Agatha!”

– Merda – disse Lucas. Eles não tinham um plano B, mas Lucas pode ouvir:

– Pois é, meu irmão, está chegando a hora dessa garota – comentou um deles.

– O que é uma pena, seria divertido tê-la aqui por mais tempo – disse o outro.

– Iiii, ta apaixonado Tenente Robert? – perguntou o primeiro, causando risada em outros guardas. Lucas estava escondido atrás de um pilar, rezando para que eles não olhassem em sua direção.

– Claro que não, idiota!

Uma porta se abriu e Lucas temeu pelos garotos. Seu coração estava disparado, mas ele não moveu um músculo. Logo a porta se abriu novamente e Lucas pôde ouvir movimentação de luta.

Ele se virou pronto para ver os garotos lutando contra os gêmeos, mas permaneceu parado ao ver Agatha ser rendida por um deles. Ela tinha uma aparência fraca e desgastada. Seus cabelos estavam descuidados e sem aquele brilho pelo qual Lucas sempre fora encantado.

– Eles estão... – ouvi a voz dela gritar e ela estava rouca. Um dos que seguravam ela lhe deu um chute e Lucas deu um passo para ajudá-la, mas Nick o impediu.

– Sim senhor – ouvi o outro dizer. Eles estavam com comunicadores. Ataca-los seria se entregar ao líder.

Eles então entraram em outro corredor e mesmo a distância Lucas pode ver que estava cheio de guardas.

– Vamos achar os garotos – disse Nick ao seu lado.

– Certo – disse Lucas com ódio.

– Onde vocês estão? – perguntou.

“Onde você está, eu estou com eles” respondeu Gabe. Lucas respirou fundo.

– Eu sei onde a Agatha está, agora cala a boca que o líder aqui sou eu – disse Lucas, calmamente se dirigindo até a porta da cela – E eu estou onde vocês deveriam estar.

“Certo” disse Gabe e logo Lucas pode ver os garotos se dirigindo para o mesmo local. Vários deles ao se aproximar de Lucas o cumprimentaram como se não o encontrassem há muito tempo. Ele mal olhou no rosto de Jonas, quando esse lhe acenou.

– Pensei que você tinha morrido – disse Edu, antes de abraça-lo.

– Eu também. – disse Lucas com sinceridade. – Mas vamos que eu tenho que salvar a Agatha.

– Nós – disse Gabe, atraindo a atenção de todos. O clima ficou tenso – Nós temos que salvar a Agatha.

Lucas respirou fundo e se segurou para não descontar sua raiva acumulada em Gabe. Haveria mais coisas onde ele poderia despejar sua energia negativa.

– Cala essa boca – disse John com um ar cansado. – Pra vocês disputarem a garota ela tem que pelo menos estar viva, não acham?

– Certo – disse Lucas voltando a tomar sua posição de líder – Eu pude ver de longe que há muitos guardas naquele corredor, então vamos precisar lutar. Espero que vocês estejam preparados e prontos.

“São em média trinta guardas” disse Miguel. “E eu acho bom vocês serem rápidos, logo os guardas de fora irão avisar esses guardas e vocês perdem a melhor arma que vocês têm”.

– O elemento surpresa – disse Lucas – Certo, obrigada Miguel.

“Boa sorte garotos”

Eles se separaram e se prepararam para atacar. Logo o barulho da luta já preenchia o lugar. José atacava e ajudava os outros enquanto tentava entrar em contato com Nate. Depois de uns dez minutos de luta os gêmeos saíram da sala, mas Nick e Lucas estavam perto o suficiente para logo pegá-los e amarrá-los a uma pilastra, antes que eles pudessem reagir.

Lucas lutava bravamente contra dois guardas quando foi atingido na perna por um deles. Vacilou por um momento, mas logo se lembrou do treinamento e conseguiu se livrar de cada um deles, estava prestes a deferir um golpe certeiro, quando ouviu Agatha gritando.

Por um segundo ele parou e encarou a porta. Não podia ser. Ele então voltou à realidade quando um de seus inimigos pulou sobre ele. Lucas não conseguiu alcançar nenhuma arma em seu cinto, por isso travaram um combate corpo-a-corpo.

A luta estava acirrada e José pode perceber que eles estavam, agora, em vantagem. Ele mesmo já tinha perdido a conta de quantos já haviam caído pelas suas próprias mãos. Mas eles não estavam preparados para algo tão forte quanto à própria Agatha, se não mais.

Ele estava perdido na emoção da luta quando Nate lhe contatou e ele colocou o anjo a par de tudo. O anjo estava preocupado com Lucas, pois ele havia sofrido um acidente, apesar de alegar estar bem.

José prometeu ficar de olho no garoto e pediu licença ao anjo quando viu Lucas no chão com um guarda. Ele correu até lá e ajudou Lucas.

– Obrigado – disse Lucas quando o guarda caiu. José esticou a mão para ele, que a aceitou e se levantou. Ambos olharam ao redor e viram que aos poucos os guardas restantes se rendiam.

“Bom trabalho garotos, a partir daqui vocês estão sozinhos, não tenho acesso a está sala” disse Miguel. Lucas respirou fundo e colocou a mão na maçaneta, mas assim que o fez sentiu a dor do ferimento e se afastou da porta, se apoiando no garoto mais próximo, que por acaso era José.

– Mas o que aconteceu com você garoto? – disse José enquanto os outros garotos se aproximavam dos dois. José deitou Lucas no chão e esperou que ele respondesse.

– Eu, eu estou bem – disse ele tentando se levantar e com dificuldade de respirar.

– Fale a verdade – disse Nick, atraindo a atenção dos outros. Lucas desviou o olhar – Se você não falar eu mesmo falo.

– Mas eles sabem da história. – disse ele arfando — Eu estava no telefone com o Edu quando o carro explodiu.

– Exatamente – disse Edu – Como você ta vivo?

– Eu tive ajuda – disse Lucas, respirando fundo, não gostava da ideia de estar perdendo tempo enquanto Agatha estivesse naquela sala. – A mãe da Agatha é um anjo, ela criou uma espécie de proteção pra mim e eu saí vivo. Pronto, fim de história, agora vamos ajudar a Agatha.

Ele tentou se levantar, mas estava exausto por causa da batalha e sentia o sangue escorrendo por baixo da camiseta.

– Mas e a Luz? – perguntou Bruno. Ele também estava em um estado deplorável. Seu uniforme estava rasgado em vários pontos. Com certeza era o pior dos meninos depois de Lucas.

– Ela... – começou Lucas e pensou em mentir, mas sentia o olhar de todos os garotos. Não seria justo mentir para eles. – Eu juro pra vocês que se a Agatha morrer por que estamos perdendo tempo aqui eu mato cada um de vocês.

– Tudo bem, então. Você fica aqui e nós vamos salvá-la – disse Jonas.

– O que? Não! – disse Lucas.

– Lucas, você precisa ficar quieto – disse José. – Você está machucado.

– Não! Por favor, já chega eu posso entrar naquela sala e matar quem quer que seja que esteja fazendo isso.

– Não! – disseram eles.

– José, fique aqui e quebre a perna dele se ele continuar insistindo – disse Gabe.

José apenas deu risada.

– Não! Caralho, você vai precisar dele. Deixe outro aqui, seu idiota.

– Eu fico – disse Edu.

– Ótimo.

Gabe se aproximou da porta e abriu a maçaneta. Nesse mesmo momento Agatha arrancou uma faca de algum lugar e derrubou Rafael no chão. Ele estava parado encarando as asas de Rafael enquanto Agatha o ameaçava.

– Você perdeu – disse ela, então Gabe voltou para a realidade e olhou para a garota que o encarava “Onde está ele?” era possível ler isso em seu rosto. Gabe balançou a cabeça indicando lá fora, mas ela se desconcentrou e nisso Rafael virou o jogo, tirando a faca da mão dela e a deixando sem reação.

– Acho que você está errada, Agatha. Se você não pode me amar, então deve morrer! Como todos os outros. — ele gritava. Gabe fez um sinal e os guardas e soldados apontaram as armas para ele. Ele olhou nos olhos de Gabe e disse:- Se eles dispararem ela morre.

– Não atirem — disse Gabe calmamente – Solte-a Rafael.

– Nunca. Ela é minha!

– Você está errado Rafael. Ela não é sua. Você não está pensando direito – disse Gabe dando um passo para perto do anjo

– Vocês não podem tirá-la de mim. – disse ele gritando e dirigindo seu olhar para Agatha. Ele notou que Agatha perdia levemente sua cor. Percebendo que ela estava se comunicando com alguém, tratou de impedir isso e sussurrou “não, Agatha, você vai ficar aqui” e discretamente colocou a faca que estava em sua mão, direcionada na barriga de Agatha e sussurrou um feitiço, para poder controlar o ferimento que estava fazendo. Quando sentiu ela arfar parou de pressionar a faca.

– Não só podemos como vamos – diz Nick aparecendo do meio dos garotos. Rafael ficou paralisado, mas logo se levantou e quando ia ameaçar seu irmão sentiu Agatha se levantar do chão e o atacar.

Ele estava tão surpreso com a presença do irmão que não notou quando a garota falou algo que soou como um sussurro para ele. Quando Agatha cuspiu em sua cara ele se lembrou da raiva que estava sentindo.

Se lembrou da raiva acumulada ao longo dos anos, contra seu irmão. Se lembrou da raiva que aquela pequena Protetora o estava fazendo sentir. E se lembrando disso tentou atacar a mente dela, mas não conseguiu. As defesas da menina estavam sendo protegidas por algum anjo.

Se livrando da garota ele se levantou e passou a atacar os guardas. Percebeu que alguns deles estavam protegidos por anjos, mas a maioria não estava. Atacou um por um, até eles estarem de joelhos no chão, enlouquecendo pela insanidade que invadia suas mentes.

Ele ouviu a garota pedindo ajuda para um dos garotos, mas antes que pudesse ataca-lo o outro Protetor já estava em pé ao lado dela. Mas então Rafael se lembrou do feitiço sussurrado há poucos minutos e se virou lentamente para a garota.

Assim que ela levantou os braços, Rafael comandou o feitiço para que o ferimento dobrasse de tamanho e continuasse aumentando. A garota caiu no chão, largando o arco, no mesmo momento em que uma faca foi arremessada do lado de fora da sala.

Com uma precisão perfeita, Lucas arrancou uma das facas do cinto de Edu e impediu que Rafael continuasse com sua maldade.

Mas podia ser tarde de mais.

Notas finais
Booom, O Segredo do Anjo está chegando ao seu final... Apenas mais 4 capítulos... Mas, tem surpresa no próximo! Malikisses, até mais