A noite avançou lentamente.

As conversas mudavam de grupo em grupo.

Histórias eram repetidas.

Interrompidas.

Corrigidas.

Melhoradas.

Principalmente quando George participava delas.

O que significava que a precisão factual havia abandonado o ambiente há bastante tempo.

Em algum momento, as sobremesas foram servidas.

Em outro, alguém abriu uma segunda garrafa de vinho.

E, sem que ninguém percebesse exatamente quando, o jantar transformou-se simplesmente em uma noite entre amigos.

Foi Harry quem percebeu primeiro.

Porque estava observando.

Talvez mais do que admitiria.

Hermione estava sentada próxima à lareira.

Rindo de alguma coisa que Angelina acabara de dizer.

Draco ocupava a poltrona ao lado.

Lendo algo no jornal que George continuava insistindo em mostrar para todo mundo.

Narcisa conversava com Molly.

Como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo.

E, por um instante, Harry percebeu algo.

Não havia mais esforço.

Não havia tensão.

Não havia ninguém tentando provar nada.

Aquilo simplesmente existia.

A noite começou a terminar pouco depois.

Primeiro Neville e Luna.

Depois Angelina e Audrey.

Em seguida Theo, Blaise, Pansy, Daphne e Astoria.

Os sonserinos partiram exatamente da mesma forma que haviam chegado.

Fazendo comentários desnecessários.

E prometendo voltar em breve.

O que ninguém teve coragem de interpretar como ameaça.

Pouco a pouco a casa voltou a ficar silenciosa.

Até que restaram apenas os últimos convidados.

Harry.

Gina.

Rony.

Molly.

Arthur.

As despedidas foram demoradas.

Como sempre acontecia com os Weasley.

Porque nenhum deles parecia biologicamente capaz de simplesmente ir embora.

Quando finalmente a lareira se apagou pela última vez.

O silêncio tomou conta da sala.

Hermione recolhia algumas taças abandonadas.

Narcisa orientava discretamente os elfos.

Draco observava o ambiente.

E percebeu que Harry continuava ali.

Próximo à janela.

As mãos nos bolsos.

Claramente esperando alguma coisa.

Os olhos dos dois se encontraram.

Por um segundo.

Depois outro.

— Vou ajudar Narcisa.

Disse Hermione.

Sem olhar para nenhum deles.

Como se não tivesse percebido absolutamente nada.

Draco quase sorriu.

Porque ela tinha percebido perfeitamente.

Poucos instantes depois.

Os dois estavam sozinhos.

Pela primeira vez naquela noite.

Harry observou os jardins.

Depois voltou os olhos para Draco.

— Ainda é estranho.

Disse.

Draco arqueou uma sobrancelha.

— O quê?

— Isso.

Harry fez um gesto vago.

Abrangendo a mansão.

A noite.

Tudo.

— Você. Hermione. Nós aqui.

Draco considerou a resposta.

— Justo.

Harry soltou uma pequena risada.

— Eu nunca imaginei.

— Nem eu.

Aquilo pareceu surpreender os dois.

Porque era verdade.

O silêncio voltou.

Mais confortável do que teria sido meses atrás.

Harry apoiou um ombro no batente da janela.

— Ela está feliz.

A frase saiu simples.

Direta.

Sem rodeios.

Draco não respondeu imediatamente.

Porque havia muitas formas de responder aquilo.

Mas apenas uma importava.

— Eu sei.

Harry assentiu.

Pequeno.

Quase imperceptível.

— Obrigado.

Agora foi a vez de Draco ficar em silêncio.

— Por quê?

Harry soltou uma pequena risada.

— Porque ela é minha família.

Os olhos dele permaneceram nos jardins.

— Sempre vai ser.

Pela primeira vez.

Draco entendeu exatamente o que aquilo significava.

Não posse.

Não proteção.

Não passado.

Família.

— Eu sei.

Respondeu.

Baixo.

Honesto.

Harry assentiu.

Como se aquela fosse a única resposta que precisava ouvir.

Então endireitou-se.

— Certo.

— Certo?

— Acho que finalmente parei de esperar que você estrague tudo.

Draco ficou ofendido.

— Que demonstração emocionante de confiança.

— Estou me esforçando.

— Claramente.

Harry começou a rir.

E, pela primeira a conversa terminou sem qualquer peso entre eles.

Sem perguntas.

Sem ressentimentos.

Sem passado.

Apenas dois homens que amavam a mesma pessoa.

De maneiras diferentes.

Mas que finalmente tinham aprendido a coexistir.

Quando Harry desapareceu pela lareira alguns minutos depois.

Draco permaneceu parado por alguns segundos.

Observando as chamas verdes desaparecerem.

Então ouviu passos atrás de si.

— Como foi?

Perguntou Hermione.

Draco virou-se.

Observando-a.

— Estranhamente civilizado.

— Impressionante.

— Eu também achei.

Hermione sorriu.

Pequeno.

Suave.

E, sem dizer mais nada.

Entrelaçou os dedos aos dele.

Como se aquele gesto continuasse sendo a resposta para quase tudo.

Talvez fosse.

A noite avançou lentamente.

As conversas mudavam de grupo em grupo.

Histórias eram repetidas.

Interrompidas.

Corrigidas.

Melhoradas.

Principalmente quando George participava delas.

O que significava que a precisão factual havia abandonado o ambiente há bastante tempo.

Em algum momento, as sobremesas foram servidas.

Em outro, alguém abriu uma segunda garrafa de vinho.

E, sem que ninguém percebesse exatamente quando, o jantar transformou-se simplesmente em uma noite entre amigos.

Foi Harry quem percebeu primeiro.

Porque estava observando.

Talvez mais do que admitiria.

Hermione estava sentada próxima à lareira.

Rindo de alguma coisa que Angelina acabara de dizer.

Draco ocupava a poltrona ao lado.

Lendo algo no jornal que George continuava insistindo em mostrar para todo mundo.

Narcisa conversava com Molly.

Como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo.

E, por um instante, Harry percebeu algo.

Não havia mais esforço.

Não havia tensão.

Não havia ninguém tentando provar nada.

Aquilo simplesmente existia.

A noite começou a terminar pouco depois.

Primeiro Neville e Luna.

Depois Angelina e Audrey.

Em seguida Theo, Blaise, Pansy, Daphne e Astoria.

Os sonserinos partiram exatamente da mesma forma que haviam chegado.

Fazendo comentários desnecessários.

E prometendo voltar em breve.

O que ninguém teve coragem de interpretar como ameaça.

Pouco a pouco a casa voltou a ficar silenciosa.

Até que restaram apenas os últimos convidados.

Harry.

Gina.

Rony.

Molly.

Arthur.

As despedidas foram demoradas.

Como sempre acontecia com os Weasley.

Porque nenhum deles parecia biologicamente capaz de simplesmente ir embora.

Quando finalmente a lareira se apagou pela última vez.

O silêncio tomou conta da sala.

Hermione recolhia algumas taças abandonadas.

Narcisa orientava discretamente os elfos.

Draco observava o ambiente.

E percebeu que Harry continuava ali.

Próximo à janela.

As mãos nos bolsos.

Claramente esperando alguma coisa.

Os olhos dos dois se encontraram.

Por um segundo.

Depois outro.

— Vou ajudar Narcisa.

Disse Hermione.

Sem olhar para nenhum deles.

Como se não tivesse percebido absolutamente nada.

Draco quase sorriu.

Porque ela tinha percebido perfeitamente.

Poucos instantes depois.

Os dois estavam sozinhos.

Pela primeira vez naquela noite.

Harry observou os jardins.

Depois voltou os olhos para Draco.

— Ainda é estranho.

Disse.

Draco arqueou uma sobrancelha.

— O quê?

— Isso.

Harry fez um gesto vago.

Abrangendo a mansão.

A noite.

Tudo.

— Você. Hermione. Nós aqui.

Draco considerou a resposta.

— Justo.

Harry soltou uma pequena risada.

— Eu nunca imaginei.

— Nem eu.

Aquilo pareceu surpreender os dois.

Porque era verdade.

O silêncio voltou.

Mais confortável do que teria sido meses atrás.

Harry apoiou um ombro no batente da janela.

— Ela está feliz.

A frase saiu simples.

Direta.

Sem rodeios.

Draco não respondeu imediatamente.

Porque havia muitas formas de responder aquilo.

Mas apenas uma importava.

— Eu sei.

Harry assentiu.

Pequeno.

Quase imperceptível.

— Obrigado.

Agora foi a vez de Draco ficar em silêncio.

— Por quê?

Harry soltou uma pequena risada.

— Porque ela é minha família.

Os olhos dele permaneceram nos jardins.

— Sempre vai ser.

Pela primeira vez.

Draco entendeu exatamente o que aquilo significava.

Não posse.

Não proteção.

Não passado.

Família.

— Eu sei.

Respondeu.

Baixo.

Honesto.

Harry assentiu.

Como se aquela fosse a única resposta que precisava ouvir.

Então endireitou-se.

— Certo.

— Certo?

— Acho que finalmente parei de esperar que você estrague tudo.

Draco ficou ofendido.

— Que demonstração emocionante de confiança.

— Estou me esforçando.

— Claramente.

Harry começou a rir.

E, pela primeira a conversa terminou sem qualquer peso entre eles.

Sem perguntas.

Sem ressentimentos.

Sem passado.

Apenas dois homens que amavam a mesma pessoa.

De maneiras diferentes.

Mas que finalmente tinham aprendido a coexistir.

Quando Harry desapareceu pela lareira alguns minutos depois.

Draco permaneceu parado por alguns segundos.

Observando as chamas verdes desaparecerem.

Então ouviu passos atrás de si.

— Como foi?

Perguntou Hermione.

Draco virou-se.

Observando-a.

— Estranhamente civilizado.

— Impressionante.

— Eu também achei.

Hermione sorriu.

Pequeno.

Suave.

E, sem dizer mais nada.

Entrelaçou os dedos aos dele.

Como se aquele gesto continuasse sendo a resposta para quase tudo.

Talvez fosse.