O Segredo De Westminster

2 Tudo começa com um pesadelo.


Notas iniciais
oi gente, esse é o segundo capítulo. obrigada pelas reviews e espero que gostem >.....

"Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo...[...]"
- Poema, Cazuza.

"Nate... Nate, corra! Nate! Saia daí!" uma voz chamava-o. Era uma voz doce e meiga, mas que ele jamais havia escutado na vida. Ele se assustou com o desespero naquela voz que vinha do nada. "O que você quer de mim?", gritava para a escuridão que se aproximava. As sombras pareciam criar braços e agarrá-lo de tal forma, que ele não pôde se mexer. Gritava desesperado, mas as sombras na escuridão só pareciam apertá-lo ainda mais. E a voz continuava a gritar.

Nate Cabott acordou arfando. Era a terceira vez que ele não conseguia dormir direito. E também era a terceira vez que tinha esse sonho. Levantou-se e foi ao banheiro, para ver se a imagem das sombras o agarrando saíam de sua mente. Lavou o rosto e tomou um longo e demorado banho.

Enquanto a água descia pelo seu rosto, ele pensava."Primeiro dia de aula na Westminster". Aquela idéia sempre o assustou. E se ele não conseguisse ter notas boas o suficiente e acabasse sendo expulso? O que seu pai iria dizer? O quanto desonrado ele iria ficar. Tudo aquilo o assustava. Mas ele era um deles. Era um membro das seis famílias. E ele honraria esse nome que carregava, e protegeria o segredo como teria de ser.

Saiu do banho e terminou de se arrumar. Bagunçando os cabelos, como sempre fazia, e colocando seu boné azul da sorte. Sorte mesmo, pois era um milagre que a maioria dos seus bonés não ficavam ridículos se combinados com o uniforme clássico da Westminster.

Nate se olhou no espelho na tentativa de conseguir dar um nó em sua gravata. "Ótimo", ele disse quando utilizou-se da magia e o nó se fez sozinho. Ele odiava a idéia de ter de usar gravata todos os dias, mas, por sua família e pelo segredo ele faria.

Desceu a longa escadaria da mansão milenar dos Cabott e se sentou à mesa de café-da-manhã, no jardim, junto com seus pais.

-Bom dia, família. — exclamou. Sua mãe, Delilah, cobriu a boca com as mãos quando o viu, e seus olhos se encheram de água. -Ah, não, mãe. Não chora... — ele foi até lá e a abraçou.

Seu pai sorria para ele, com o peito estufado, o que ele fazia toda vez que estava orgulhoso. A mãe encheu-o de beijinhos e começou a acertar a gola de sua camisa.

-Você está tão lindo, meu filho. — ela dizia, em meio às lágrimas. — Parece que foi ontem que eu conheci seu pai. Ele era igualzinho à você, e usava esse mesmo uniforme.

Ela continuou a derramar lágrimas e seu pai bateu em seu ombro.

-Estou orgulhoso, filho. Você e seus amigos vão ter, finalmente, a chance de honrar os sobrenomes que carregam. É uma honra enorme para nós, seus pais, vê-los assim. Prontos para serem homens e defenderem o segredo.

A mãe de Nate se calou. Ela odiava tocar nesse assunto. Levantou-se, retirou seu prato da mesa e saiu, deixando seu filho e seu marido para trás. Eles não entendiam o quanto ela queria ser normal.

Nate se sentou, tomando uma xícara de chá que sua empregada havia acabado de depositar em cima da mesa.

-Vocês conversaram sobre isso? — seu pai se sentou à sua frente.

-Pai, nós conversamos sobre isso desde que nascemos. Não tem como esquecer, lembra? — Nate puxou a manga esquerda de sua camisa e mostrou sua tatuagem em forma de ondas para seu pai.

Todos eles haviam nascido com isso. Os seis. E quando eram crianças e ainda não sabiam de nada disso, as tatuagens pareciam só algo que alguém havia feito de brincadeira. Mas, aos 6 anos, quando os sintomas começaram, todos eles haviam se sentado no bom e velho celeiro Johnson enquanto seus pais explicavam sobre o Segredo de Westminster, que jazia enterrado em algum lugar por ali e que nunca poderia ser trazido à superfície.

Os seis meninos então, cresceram celebrando o dia 15 de outubro como o verdadeiro dia das bruxas, pois fora ali que o Segredo havia sido enterrado e mantido.

Nate, hoje já crescido, observava as crianças passearem de bicicletas com seus pais, brincando de jogar bola e pensava "Eu nunca fui assim". Enquanto os outros meninos normais da sua idade saíam para brincar, ele e os outros cinco amigos tinham que ficar em casa, tendo aulas teóricas sobre o poder que possuíam em si. E assim Nate percebera que ele não era nem um pouco normal, e nem nunca seria.

Depois de uma série de despedidas e advertências, Nate foi levado ao internato Westminster. Era uma escola de séculos que parecia mais um castelo do que uma escola. Nate observava as pessoas andarem para dentro da escola e tentou localizar os outros cinco guardiões do Segredo. E os achou. Ele caminnhou até eles e deu um chute em seu melhor amigo, que o olhou assustado, Toby NewHamond.

Toby sempre havia sido o mais quieto e misterioso de todos eles. Nunca falava sobre si mesmo e sempre preferia ficar calado. Mas era muito engraçado quando conseguia se abrir, e era muito confiável. Por isso que ele havia se tornado o melhor amigo de todos eles.

Toby e Nate se cumprimentaram com um aperto de mãos e alguns socos, assim como o resto do grupo.

-Dá pra acreditar? — Nash Kendrick disse, sorrindo abobadamente.

-Não. — Louis Yark respondeu.

-Parece que foi ontem que sonhávamos com isso daqui. — TJ Grooselyn era o mais entusiasmado.

-E aí, vocês acham que vão ter algumas gatinhas pra gente, esse ano? — Tyler Blackhurn comentou e todos riram.

-Cala a boca, Tyler, é claro que vai. — Toby comentou, baixinho e todos caíram na gargalhada.

Ali estavam eles, em frente à escola que sempre esteve em seus destinos. Todos eles prenderam a respiração quando deram o primeiro passo para dentro da escola e então respiraram levemente. Eles eram os guardiões. Todos os admiravam. As meninas desejavam-os e os meninos desejavam ser como eles. Cada um era mais bonito que o outro e não tinha como eles não dominarem a escola em cinco minutos.

Os seis amigos pareciam aliviados, mas dentro deles, algo dizia que aquele ano não seria como imaginavam. Cada um deles sentia que havia algo errado. E que tudo ia mudar.

Mal sabiam eles como estavam certos.

Notas finais
gostaram? espero que sim haha