O Segredo De Ellie

2 Tormentos Interiores


Notas iniciais
Fiquei um tempo sem postar, bem ás vezes da um pouco de preguiça escrever...Enfim, este cápitulo é bem curto, mas ele irá esclarecer algumas coisas, estou apta ás críticas e continuem acompanhando que terá muitas novidades ^^

Catherine estava em estado catatônico sendo conduzida naquela viatura, estava incomodada, não via o momento de chegar em casa e isolar-se do mundo.Sempre fazia aquilo quando tinha problemas, para ela a única maneira de resolver algo era ficar alheia ao mundo até que tudo se normalizasse, como um esconderijo, em que se fica até a tempestade passar.Quando ficava dias trancada seu pai achava que ela estava com depressão.

O policial estava conversando sobre o caso e simultaneamente dando ordem aos outros através de um telefone celular.

–Bem talvez eu tenha me apresentado mal

–Hum...

–Olha, meu nome é Bruno sou uma espécie de investigador, fui encarregado de questioná-la, você não acha mal sim?

–Não mesmo...

Essas palavras foram suficientes para acabar com a conversa.

O gelo foi quebrado por um som característico de Catherine, era seu celular, ele havia tocado muitas vezes desde o incidente, mas este toque era diferente.

–Oi Pai.

–Filha! Graças a Deus, estou muito preocupado, os policiais me ligaram, você esta bem?Oh Deus Cath!

–Pai eu estou bem

–Sim, sim, mas foi um grande susto não?

–Sim pai.

–Bem... Eu estou chegando à delegacia... Até mais!

–Até. Tchau!

Ela desligou o celular meio hesitante, na verdade a sua frieza aparente nada combinava com os tormentos de seu coração, ela estava ansiando por uma palavra de amor e compreensão, queria ser abraçada e confortada, queria chorar. Mas ela devia ser forte, fingir que nada acontecia, fingir que tudo aquilo era natural e que ela nada tinha haver com os problemas de Ellie.

“Ellie” Mais uma vez este nome em sua mente, por que as palavras pronunciadas pela garota vagueavam em sua mente. Pensava nisto e tentava fugir.

Não com certeza ela estava delirando quando veio até mim, foi o efeito do veneno. Por que ela me falaria aquilo, eu nada tenho com ela, só a vi uma única e maldita vez. Será que ela não tinha amigos?Que segredo seria capaz de matá-la?

Sem querer ela pronunciou as últimas palavras alto, alto o suficiente para seu acompanhante ouvir.

–O que disse?

–Ann... N. Nada. Só estou me perguntando o porquê de termos que ir tão longe para você me questionar e... Oh desculpe pela arrogância, não estou me sentindo bem.

–Entendo. Olha, eu preferi levá-la á delegacia por que o ambiente onde a garota morreu não é legal, eu sei e... confesso... É a primeira vez que lido com um caso assim. Lá, meus superiores me darão orientações, terei a ajuda de um psicólogo, tudo para garantir que a nossa testemunha ocular principal se sinta bem.

Catherine conseguiu emitir um sorriso. “No fundo ele é legal, parece um adolescente inseguro”.

Bruno era um simples homem, quem o visse na rua sem farda, nunca imaginaria que ele era algum cara com uma atividade especial na única delegacia em funcionamento do bairro. Ele começara a trabalhar ali na idade de vinte anos como um simples recepcionista, depois fora crescendo aos poucos, até alcançar um alto posto especializado em cuidar de casos especiais, mas como nenhum “crime especial” acontecia, ele apenas ficava encarregado de cuidar de certos vagabundos do bairro.

No entanto naquela manhã fora diferente. Um assassinato em um colégio, ele simplesmente não podia atinar com a veracidade dos fatos, era algo muito grandioso, quando entrou pra policia não imaginara algo assim. Pensou em chamar o Departamento de Homicídios do Estado, no entanto, achava que pensariam que ele não tinha competência necessária para resolver o caso.

Até aquele momento agira bem. Convocou alguns policiais para colher evidências, claro que estes não tinham experiência, ali ás funções eram delegadas de acordo com a necessidade do momento, ninguém ali sabia de fato o que fazia.Conversou com alguns presentes verificou o lanche da garota e juntamente com o médico e um especialista em produtos do tipo( o farmacêutico local) chegara á conclusão que a menina fora envenenada, na verdade foi uma dedução, ela poderia muito bem ter-se matado ou ingerido desastrosamente a substância.Mas algo lhe dizia que sua dedução estava correta, garotas não se matam desta maneira e não são tão burras a ponto de beber ou comer acidentalmente veneno.Era isto que ele pensava.

***

Era evidente que a morte da garota provocara um grande rebuliço naquele bairro pacato.Os jornais locais já anunciavam e davam seus palpites, jornalistas de alguns canais desconhecidos apareciam na “cena do crime”, na delegacia, alguns já se encarregavam de pesquisar sobre a vida da vítima e a situação era de um verdadeiro caos, todos na cidade falavam sobre “a pobre Ellie...tão jovem meu Deus !”

A movimentação era tão grande que todos até esqueciam de seus deveres domésticos, ficando apenas á procura de novas informações.Mas era compreensível tal movimentação, em um bairro simples como aquele, que quase nunca acontecia crimes assim, só alguns jovens vagabundos roubavam e logo eram deixados de lado, e as mortes eram apenas ocasionadas por velhice e doenças.O bairro pode ser considerado um paraíso em comparação á outros bairros existentes.

Quando a viatura parou em frente à delegacia, Bruno apenas balançou a cabeça, sabia que aquele caso estava longe de acabar. E Catherine, em seu silêncio, pensava o mesmo.


Notas finais
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