O Segredo De Ellie

3 A delegacia da cidade


Notas iniciais
hey guys! mais um capitulo eletrizante(eu acho).
Comentem ai... é muito importante para o escritor;D

Bruno desceu apressadamente do carro com um nervosismo aparente, detestava a intromissão da mídia.

–Com licença...Não quero me pronunciar sobre nada.

–Mas, senhor, por que a mataram?

–Estamos procurando respostas.Venha Catherine!

–Você está muito assustada moça?

–Sim...

Catherine iria responder quando o policial a puxou mais forte tirando-a daquela confusão de flashes, câmeras e discussões.

–Você está bem?

–Sim

–Eles atrapalham muito nas investigações, distorcem aquilo que você diz e espalham um monte de mentiras.

–Aaa...

Enquanto eles conversavam alguém se aproximava com uma evidente preocupação, e, sem se importar com a intervenção de alguns policiais, avançou pela entrada da delegacia.

–Senhor não é permitido entrar ai

–Ninguém pode me impedir, é minha filha que está ai dentro.

–Mas...

O policial não pode terminar pois ele já atravessava a porta furiosamente.

–Catherine, Cath!

–Meu Deus!Disse abraçando a garota

–Está tudo bem?

–Sim pai- Disse Catherine retribuindo o abraço.

Bruno começou a conversar sobre os acontecimentos e os procedimentos que implicavam no andamento da investigação, ficou falando muito, então Catherine, impaciente, foi até um bebedouro ali próximo.

Não estava com sede, mas era algo para fazer, aquelas horas odiáveis estavam atrapalhando o andamento de sua vida. Enquanto tentava tirar um pouco de água daquele bebedouro desgastado, e que há muito precisava de cuidado, ouviu alguém conversando em um local próximo.

Tentou escutar, pois era quase um sussurro, e ,involuntariamente, se concentrou,pois estas coisas chamam a atenção.

–... do caso, um assassinato não seria...

Só ouviu esta parte, logo se desinteressou, tinha problemas suficientes. Ela encaminhou-se lentamente á um banco próximo, sentia já os primeiros vestígios da fome, não havia comido direito, seu lanche caiu quando levou aquele susto.

Pegou sua mochila á procura de algo pra comer,não encontrou, procurou nos bolsos também, sem êxito, no bolso da jaqueta só tinha um papel amassado, se fosse algo importante ela veria depois, pois neste momento a estavam chamando.

–Moçinha, venha até aqui!

Ela entrou em uma sala mal iluminada com algumas cortinas sujas e algumas mobílias velhas, sentou-se em uma poltrona com um estofado bem desgastado, era bem aparente que a prefeitura não dava muito valor aquela delegacia, ela estava suja e parecia que a muito fora abandonada.

Não escondia o nojo que estava sentindo , já odiava o fato de ter que estar em uma delegacia, nunca havia entrado em um lugar assim, e seu ódio aumentava á medida que ia conhecendo o local.Aquele cheiro, aquela movimentação, aquele barulho, tudo a incomodava.

Ela olhou em volta, ali estava seu pai, um cara sentado em uma mesa com um computador bem antigo, um homenzinho que parecia ser uma autoridade maior ali naquele lugar e o policial Bruno que estava á sua frente.

–Se sente confortável?

–Não mesmo...

O policial ficou meio sem jeito, o suficiente para o pai da garota exortá-la.

–Cath!

–Tudo bem senhor...?

–Marcos.

–... as moças sentem-se assim mesmo, enfim, precisamos perguntar algumas coisas á senhorita Cath.Você presenciou uma morte e tem conhecimento disto, não estamos aqui para deixá-la constrangida ou triste, queremos apenas concluir nosso trabalho, que é descobrir o porquê da morte da garota.

Neste momento ele deu uma pausa como se quisesse entrar no assunto sorrateiramente para não perturbar a moça, sabia que garotas do jeito dela eram frágeis, estava até surpreso que ela ainda não havia chorado.

–Você conhecia Ellie, ou melhor, Elisabete Moura.

“Então seu nome completo era Elisabete Moura,puxa estou á uns quatro anos estudando na mesma escola que ela e não sei ao menos seu nome ”

–Não senhor, quer dizer, eu apenas a via algumas vezes, mas nunca cheguei a conversar com ela.

–Hum, sim...sim.Anotou isto Alberto?-Disse Bruno se dirigindo ao rapaz que estava em frente ao computador .

–Sim senhor.

–Alberto é nosso estagiário de escrivão, ele é bom, mas acho que seria melhor se o computador estivesse funcionando bem.

Ao dizer isto Bruno deu uma risada ruidosa que não acompanhada pelos outros.

–Muito bem. Como disse você não conhecia-a, então sabe de algum motivo para ela ter te procurado?

–Não.

–Ela estava apreensiva, assustada quando se encaminhou a você?

–Sim.

Ao dizer isto, como um flash, os acontecimentos daquela manhã atravessaram sua mente novamente.A garota se aproximando, o descaso que ela havia dispensado e a morte.Com isto Catherine quase chorou, pensava que era só um pesadelo, mas era real.

–Ela disse alguma coisa, deu algum indicio uma pista?...

O homenzinho disse com uma voz cortante e gélida, sobressaltando todos os presentes.

–Pode respondê-lo, ele é o delegado.

Catherine hesitou antes de responder,e, incontrolavelmente, um instinto a fez ocultar alguns fatos.

–Bem, ela apenas falou seu nome... foi apenas isto...

Catherine disse isto e uma lágrima escorreu de seus olhos, não queria ser fraca mostrar que estava chorando, mas não conseguiu, algo incontrolável rompeu-se dentro dela, um misto de culpa,piedade, raiva e cansaço.

–Puxa, é... Alberto, pegue um pouco de água para a moça.Bem se ela só disse isto, então você já pode ir.

Transcorrido alguns minutos até Alberto trazer um pouco de água e Catherine controlar-se,o pai da moça já a estava enlaçando e levando a embora quando o Alberto falou: ”senhor ela deve assinar os papéis”

–É mesmo, senhor Marcos assine aqui, ela é de menor.

Enquanto o pai de Catherine assinava,todos ficaram em silêncio, ninguém gostaria de ser inconveniente naquele momento, Catherine ficou mais encabulada ainda, ela havia chorado, isto era constrangedor.Enquanto estava de cabeça baixa, viu de relance que o delegado a olhava e o escrivão também, o primeiro a olhava fixamente como se quisesse encontrar algo nela e o outro olhava com um ar de dúvida e ao mesmo tempo encabulado.Ela ficou vermelha de raiva.

“Malditos!Não se compadecem nem quando você está na pior! Pervertidos do inferno!”

Mas eles não estavam pensando nada deste teor, Catherine pensou nesta possibilidade quando estavam saindo da sala Achou que eles estavam olhando para seu corpo, odiava isto.

–Muito obrigado pela colaboração de vocês- Disse o policial- Vai ajudar muito nas investigações.Não iremos mais incomodá-los, talvez.Adeus

–Tchau pessoal, disse Marcos despedindo-se.


Catherine apenas acenou, estava conturbada demais para falar alguma coisa.

Quando eles passaram pela porta, Bruno fechou a porta e com um suspiro caiu pesadamente sobre a velha poltrona, estava cansado demais, sabia que teria muito trabalho pela frente.

–Senhor!

–O que foi Alberto?

Enquanto organizava os papéis

–Você não acha que a garota não falou tudo o que sabia?

–O que?Mas...

Bruno já ia ficando vermelho, quando o delegado saiu do canto onde estava:

–Talvez ele tenha razão, a expressão do rosto da garota deixou bem evidente, creio que teremos que chamá-la aqui novamente, seu depoimento não me convenceu por completo.

Bruno iria protestar, mas o homem já ia embora e ele achou por bem se calar.