Notas iniciais
VEEEI! eu adoro esse capitulo, vcs vão adorar também (eu acho), se gostar comenta ai, se não... comenta ai também kkkk.

Sim eu gritei, mas como não poderia , é na verdade eu não poderia, mas eu gritei, foi um berro de susto “nãaaooo” mais ou menos assim, diante dos meus olhos eu vi Susane se levantar sangrando, olhei para o tentador e berrei alguma coisa que não me lembro muito bem, parecia ser “idiota” ou coisa do tipo.

Os acontecimentos após a facada foram muito rápidos, Gabriel ouvindo os berros saiu do banheiro ainda de toalha, olhou a mãe com aquele corte na barriga , o pai com a adaga na mão então correu para o telefone e ligou para a polícia, em menos de 5 minutos a policia estava na casa junto com os paramédicos, bem rápido colocaram Susane na ambulância e Gabriel (agora já vestido) fora junto com a mãe para o hospital juntamente com um dos policiais.

O interrogatório foi ali mesmo na sala onde tudo aconteceu:

- o que aconteceu? – questionou um dos dois policiais

- bom, estávamos discutindo ela ficou muito brava e então veio para cima de mim com essa faca- Tomás apontou para a faca que agora estava no chão ensangüentado – eu desviei dela e então ela caiu ali em cima da faca.

- espera um pouco, eu vi o corte, se ela tivesse mesmo caído e a faca tivesse enfiado na barriga dela o corte seria profundo , porem não foi tão assim – disse um policial que parecia ser um pouco inexperiente.

- é… bem, ela caiu de lado – disse Tomás nem um pouco convincente

- senhor, o senhor está preso, e tudo que disser poderá e será usado contra você no tribunal… — disse o mesmo policial, porém agora mais convincente.

Os dois policiais algemaram Tomás, eles o informaram que aquela prisão era preventiva, e que deveria aguardar Susane sair do hospital e tudo mais.

Como eu disse tudo aconteceu muito rápido tão rápido que quando me dei por conta estava eu ali na sala, parado, pensando em como isso tudo aconteceu, subi a escada e fui ao quarto das gêmeas que agora estavam brincando com uma policial que ficou aguardando a tia dela chegar para levar as crianças e fechar a casa, as meninas e o Gabriel ficariam com essa tia até todo esse problema se resolver.

Quando entrei no quarto aconteceu uma coisa muito curiosa, eu atravessei a porta e Alice olhou para mim, como se me visse e nesse momento eu reparei em uma coisa que eu ainda não havia percebido, Alice tinha uma cicatriz no olho esquerdo era razoavelmente grande “como não percebi isso antes” pensei em voz alta, depois disso Alice voltou a brincar com a sua irmã deixando do olhar pra mim, a policial falava no telefone bem distraída tanto que nem reparou quando Juliana levantou e puxou o cabelo da irmã querendo provocá-la, Alice apenas olhou para Juliana no mesmo momento Juliana colocou a sua pequena mão no braço e o apertou e segurou bem forte ate sentir a dor e quando a sentiu começou a chorar porém não soltou o braço apenas quando a policial olhou para as duas, que Alice dês fixou o olhar de Juliana que soltou o braço, o braço da menina estava vermelho a policial não percebeu isso e apenas desligou o celular quando a capainha tocou, ela pegou as duas meninas pela mão e as levou até a porta onde a tia estava.

Mais conhecida como Giselda a tia por parte de mãe das duas meninas e de Gabriel, era uma mulher muito bonita assim como Susane, muito parecidas as duas apesar de ser mais velha do que Susane porem muito jovial e alegre, cumprimentou a policial:

- olá, como as meninas estão?

- muito bem senhora, a senhora é Giselda? – questionou a policial

- sou sim prazer – disse Giselda estendendo a mão

- prazer, aqui estão as meninas e a chave da casa, Gabriel vem pra casa para dormir, o meu telefone pessoal está escrito em um papel na geladeira, qualquer coisa me liga – disse a policial muito gentil

- ok, muito obrigada – respondeu Giselda entrando e pegando as meninas , enquanto a policial saía.

Era hora do almoço e eu pensei em ir ao hospital ou na delegacia onde eu colheria mais informações, mas uma pergunta veio a minha cabeça “agora que Giselda esta na casa, ela também pode ser escolhida?” então novamente voltei a secretaria e peguei a fila para falar com o chefe.

Com 20 minutos de fila vi a porta se abrir e o tentador Cezar saiu da sala do chefe com cara de feliz, fiquei curioso pra saber o que ele havia conversado com o chefe, e no mesmo momento veio a minha mente a hora que eu gritei com ele por causa de Susane, sai da fila e o segui para fora da secretaria, ele se dirigia para o hospital, eu o segui e no meio do caminho o empurrei na parede e perguntei:

- o que você foi falar com o chefe? – falei um pouco bravo

- fui entregar o meu relatório de hoje e de tudo que aconteceu, ele me pediu para fazer isso todos os dias quando me designou para essa missão – disse ele tranqüilo, porém com um pouco de medo – me solta! – disse ele batendo em minhas mãos que o prensavam na parede

- ok – falei um pouco pensativo e ele foi embora. A caminho do hospital percebi que onde eu estava havia uma praça bem em frente eu me dirigi a ela, sentei em um dos bancos feios e mal cuidados.

Comecei a pensar o porquê de o chefe falar e ordenar a Cezar para fazer os relatórios, ele estaria desconfiando de mim? Eu nunca dei motivos para que ele tivesse desconfiança de mim, tive de levantar pois o tentador já havia chegado no hospital, e eu precisava saber o que iria acontecer naquele local.

Chegando na sala de espera onde estava Gabriel, o tentador estava do lado dele, os dois ficarão uns 10 minutos conversando e ele se despediu do menino e veio ao meu encontro:

- E então? O que esta acontecendo? – falei

- bom, o garoto disse que a mãe está bem e que esta passando por uma cirurgia simples e que em uma semana estará em casa – falou Cezar desinteressado

- Ah, terei muito tempo ainda pra escolher as duas pessoas, mas me diz uma coisa, como você conseguiu uma licença para falar com pessoas? Eu estou tentando uma pra encarnar apenas e você de início consegue essa que é bem mais difícil – disse com uma expressão bem curiosa.

- o chefe me deu no dia em que me contratou, disse que eu precisaria – disse ele novamente desinteressado.

- ok, então vou a delegacia ver o que esta acontecendo e depois irei a secretaria, preciso perguntar umas coisas ao chefe.

Ele não disse mais nada, não era muito sociável, mas eu o deixei lá e fui para a delegacia

Chegando na delegacia, vi Tomás em uma cela, não havia nada de diferente ele estava parecendo arrependido pelo que tinha feito, mas quem não estaria? Ainda mas porque ele fez sem pensar, induzido pela raiva que o tentador colocou nele, o tentador chegou, então eu disse:

- faça-o dormir

Na mesma hora Tomás bocejou, eu atravessei a cela e já entrei na cabeça dele, estávamos na mesma casa que no último sonho, porem dessa vez estava nevando muito forte, eu entrei na casa, ele estava sentado no sofá pensativo.

- Tomás – falei como quem não quer nada

- Você de novo – ele falou desanimado

- Tomás porque fez aquilo? – perguntei

- secretário, eu realmente não sei, estava com muita raiva, e a Susane disse aquilo, foi a gota d água, eu nunca faria isso com ela, eu a amo, mas parecia que tinha um animal dentro de mim, mandando eu fazer essas coisas – ele respondeu em tom de desabafo

- te entendo, o que você fez foi muito grave, sua família esta destruída – falei atiçando

- eu sei disso, não precisa que você com esse nome de merda venha aqui me falar, agora me da licença que eu vou sair – Tomás saiu pela porta, eu o segui , quando cheguei la fora o que era gelo agora já era fogo, e estava tudo pegando queimando. Decidi sair daquele sonho e voltar pra casa, a final já estava um pouco a noite e eu estava curioso para entrar no sonho de Alice, ela era uma criança muito peculiar.

Chegando na casa, já estava tudo desligado, apenas o quarto das meninas e a luz da varanda estavam ligadas, entrei direto no quarto das duas meninas, não estava no quarto, estava apenas as duas crianças uma em cada, a única diferença que eu encontrei foi a cicatriz que Alice tinha perto do olho.

Entrei em sua mente e quando entrei levei um grande susto, no sonho Alice estava em cima de vários corpos de pessoas, bom o que restara dessas pessoas, eram muitos mesmo, uma montanha pra falar a verdade, e ao redor havia muito fogo e cheiro de enxofre, ela estava bem vestida apenas com os pés sujos, estava com um chicote bem grande e com esse chicote ela batia nas pessoas que estavam no chão e ao mesmo tempo ela ria muito, uma risada bem infantil e apesar da situação esta risada dela era uma risada bonita de se ouvir, a risada de uma criança inocente ela olhou para mim quando cheguei do seu lado, ela parou de rir e olhou para mim brava e perguntou :

- o que o senhor faz aqui senhor secretário? – perguntou com um uma autoridade na voz que não parecia de uma criança de 5 anos, apesar de estranho o jeito dela falar, a sua voz ainda era doce e infantil.

- Eu vim fazer meu trabalho, analisar a casa, mas como você sabe sobre mim?- perguntei curioso

- Eu sei de muita coisa, muito mais coisa que você imagina – falou dando uma chicotada em um humano que estava parado.

- como você sabe dessas coisas? – perguntei

- para tudo há a sua hora senhor secretário, já e hora de você partir – ela falou um pouco brava

- não, quero que você responda minhas perguntas agora! – falei com mais firmeza que ela a final eu era poderoso ela era apenas uma criança, nesse momento ela parou de rir, olhou para mim furiosa ela estava realmente vermelha e apesar de ser pequena ela pegou no meu braço e no mesmo instante o meu braço começou a arder, arder muito forte, ela soltou e uma cicatriz se formara na forma da pequena mão da menina:

- AAA, porque fez isso? – perguntei com a outra mão segurando a ferida, ela flutuou e a sua face ficou paralela a minha

- O senhor tem que entender que quem manda nesse sonho sou eu, eu faço o que quiser quando quiser e se eu te mandei embora o senhor vai sem reclamar – falando isso ela me deu um tapa na cara e no mesmo instante eu já estava caído no chão do quarto das gêmeas, e Alice continuava com a sua expressão angelical, meu braço já não ardia e nem minha face.

Notas finais
salvo os erros... ta ai mais um capitulo, comente eu gosto de saber o que estão achando.