O Sangue dos Nobres

10 Capítulo 10 – Em Prática


Notas iniciais
- Nos últimos dias temos passado mais tempo nesta maldita floresta do que em qualquer outro lugar. – reclamou Bastian assim que os dois adentraram na mata.

– Tudo bem, vamos repassar novamente as funções de cada um neste plano. – disse Susan.

– Brandon e Astrid irão falar com os líderes de bandos bastardos da cidade, afim de convence-los a aderir ao nosso plano. – disse Bastian.

– Certo. – respondeu Brandon.

– Espero que funcione. – disse Astrid.

– Granin irá entregar a carta que escrevi para o representante do rei nos correios do palácio. – disse Susan.

– Pode deixar comigo. – disse Granin com a carta em mãos.

– Lia irá se encontrar com Luna Blennister para falar sobre carta que será enviada ao palácio. – disse Bastian.

– Enquanto morei com os Blennister eu pude ver que Luna sempre teve um bom relacionamento com os escribas, irei pedir a ela que a carta de Susan seja selecionada para a audiência com o representante do rei no palácio real.

– Norton você ficará aqui e cuidará de Peter. – disse Susan.

– Por mim não tem problema. – disse Norton.

Peter apenas assentiu, sem dizer nenhuma palavra.

– E por último, eu e Bastian iremos até a floresta falar com os Nobres. – disse Susan.

– Sem dúvida a parte de vocês é a mais perigosa. – comentou Brandon.

– Sim, agora vamos lá, temos uma guerra para vencer. – disse Susan.

***

– Nos últimos dias temos passado mais tempo nesta maldita floresta do que em qualquer outro lugar. – reclamou Bastian assim que os dois adentraram na mata.

– Confesso que isso tem me incomodado bastante. – respondeu Susan com o seu arco e flecha pronto para atirar se preciso.

Bastian também estava alerta, com sua espada em mãos, para usa-la assim que precisasse.

– Como sempre, silencio demais, traiçoeira demais. – observou Susan.

– Faltam algumas horas para anoitecer, pelo menos desta vez o tempo é nosso amigo. – comentou Bastian.

Vinte minutos se passaram e eles não obtiveram nenhum sinal dos Nobres que procuravam.

– Precisamos de uma estratégia diferente, mais ousada. – disse Susan.

– Como por exemplo? – quis saber Bastian.

– Feng, Rusth, aqui é a Susan, se estão me ouvindo por favor apareçam, preciso muito falar com vocês. – gritou a garota.

Bastian colocou suas mãos na boca da amiga, Susan rapidamente se desvencilhou delas.

– Sua maluca, assim você irá atrair não só eles, mas como outros nobres. – protestou Bastian.

– O que é a vida sem uns riscos de vez em quando? – perguntou Susan retoricamente. – Precisamos encontra-los, mesmo que outros venham. – disse ela.

– Eles já vieram. – disse Bastian com um sussurro no ouvido de Susan.

– Droga. – ela praguejou.

Duas raposas, um macho e uma fêmea, além de um chimpanzé surgiram no campo de visão de Susan e Bastian, os três animais formaram um triângulo imaginário ao redor dos dois, encurralando-os, deixando Susan e Bastian em total alerta, com suas armas prontas para um possível combate.

– Veja só isso Kali. – Disse a raposa fêmea para o chimpanzé. – Não é todo dia que temos a sorte de encontrar dois humanos sozinhos na floresta.

– Pensei que eles só saíssem a noite de seus esconderijos. – disse Bastian discretamente para Susan.

– Sempre existem as exceções. – respondeu ela de volta.

– É verdade Nira. – respondeu Kali, o chimpanzé, para a raposa fêmea. – Hoje nossa tarde será bastante animada com esses dois humanos.

– Kore você quer começar? – perguntou Nira, a Raposa fêmea para seu companheiro de espécie.

– Com muito prazer. – respondeu Kore.

– Esperem. – disse Susan.

– Como ousa falar conosco sua humana desprezível. – disse Kali.

– Nós não queremos briga, queremos conversar. – disse ela.

– O que você está fazendo? – perguntou Bastian com um sussurro.

– Ganhando tempo. – respondeu ela.

– Vejam só pessoal, ela quer conversar conosco. – ironizou o chimpanzé.

Os três Nobres caíram na risada.

– Precisamos falar com o Nobre chamado Feng. – disse Bastian.

As risadas dos Nobres cessaram imediatamente quando Bastian falou o nome de Feng.

– O quê? – perguntou Kore.

– É um grande tigre, de olhos dourados e pele dourada com listras negras, não sei se vocês o conhecem, mas precisamos falar com ele. – disse Bastian.

– Você só pode estar brincando quando disse que não conhecemos o lendário Feng. – disse Nira.

– Lendário? – perguntou Susan.

– Como você o conhece? – perguntou Kali com dureza para Bastian.

– Não o conhecemos... – Susan foi abruptamente interrompida.

– Cale a boca, não estou falando com você. – disse Kali.

Susan estremeceu e se calou, afinal estava em desvantagem.

– Responda humano. – disse Kali.

– Encontramos com ele e mais um lobo chamado Rusth uns dias atrás aqui na floresta. – disse Bastian.

– Isso é impossível. – disse o chimpanzé. – Todo o homem ou mulher que cruzou o caminho de Feng jamais voltou para contara história.

Susan e bastain sentiram calafrios diante daquela declaração.

– Mas Kali, como explicar o fato de eles saberem quem ele é? – perguntou Nira.

– Não importa, se realmente se encontraram com Feng, por algum motivo devem ter conseguido escapar de suas eficientes garras, mas não por muito tempo, iremos terminar o trabalho por nosso mestre. – disse Kali.

– Mestre? – sussurrou Susan para Bastian.

– Esse Feng é mais importante do que pensávamos. – disse ele.

– Vamos acabar com essa conversa, ataquem. – ordenou Kali.

– Não vamos matar ninguém, certo Bastian? – perguntou Susan ofegante.

– Por que não? Eles vão nos atacar com esse objetivo. – disse Bastian.

– Só ataque para matar como última alternativa. – disse ela.

– Não acredito que vou fazer isso. – reclamou Bastian.

Nira e Kore saltaram em Susan e Bastian respectivamente, Bastian usou a parte não afiada da espada para inibir a investida do rival enquanto que Susan usou seu arco para desferir um golpe no pescoço de sua inimiga, jogando-a metros distante dela.

Todos se encontravam em um campo teoricamente aberto, deveria ter cerca de quinze metros quadrados de área, com algumas poucas árvores neste perímetro, e de grama baixa, um local perfeito para lutar.

Kali, o chimpanzé, correu na direção de Susan que ainda estava se posicionando depois de golpear Nira, não haveria tempo dela reagir, e quando pensou que seria atingida em cheio pelo primata Bastian correu e lançou seu corpo contra o de Kali, causando um enorme barulho quando o impacto aconteceu e ambos caíram metros de distancia em lados opostos.

– Meu ombro, eu acho que desloquei. – disse Bastian com a dor eminente em sua expressão.

Susan se aproximou do amigo e não saiu mais de perto, ela sentiu um ódio fluir nela ao ver seu melhor amigo contendo um grito de dor.

– Eu estava pegando leve com vocês, apenas me defendendo dos ataques, mas a agora a brincadeira acabou, vocês querem lutar até a morte? Que assim seja. – disse ela.

Susan posicionou seu arco, com a flecha já colocada e mirou no chimpanzé, que tentava se levantar após o impacto que tinha sofrido de Bastian que era bastante musculoso e corpulento, Bastian podia estar se contorcendo de dor por ter caído de mau jeito, mas o primata com certeza dele ter levado a pior.

Nira ainda estava atordoada, se recuperando do golpe que havia levado, e Kore estava longe demais para chegara tempo e evitar que Susan atirasse em Kali.

– Digam adeus a suas vidas imprestáveis. – disse Ela, pronta para atirar.

Antes que ela pudesse soltar a corda de seu arco, ela ouviu um rugido amedrontador que ela conhecia bem, foi à última coisa que ouviu antes de cair na escuridão.

Notas finais
Bem, desculpem pela demora na postagem do capítulo novo, eu ainda estava em clima de férias, mas estou de volta com tudo, não, a história não entrará no hiato, ela irá até o fim! O capítulo terminou com um ar de mistério apesar de vocês já sabem quem foi que atacou Susan, nos vemos no próximo capítulo, ah, não esquece de comentar, isso é importante pra mim, até mais gente!