O Ritual

3 Pavio quente


Notas iniciais
Ontem não consegui, postar então, aí vai! Boa leitura!

– Parabéns... Pra você, nesta data querida – ela surgiu na porta do meu quarto, sem bater como de hábito, mas desta vez estava segurando uma torta com oito velinhas e cantando a música chatinha em tom musical.

– Ah não, mãe. Você sabia que eu não queria nada. – falei me levantando da cama, ainda era dia.

– É só uma torta, querida. Eu quero que faça aquilo de novo, sabe que precisa praticar. – minha mãe se sentou do meu lado na cama e pousou o doce nela.

Seus olhos estavam ansiosos em mim, enquanto eu depositava toda a concentração naquelas oito velas, simbolizando meu aniversário de oito anos, até finalmente encontrar o ponto que as fazia entrar em combustão, e logo todas se acenderam, e nós abrimos um sorriso.

– Isso! Está cada vez melhor!

*

Foi só um sonho.

Escovei meus cabelos olhando o reflexo no espelho, as madeixas loiras desciam finas em linha reta até o ombro, coberto por uma blusinha rosa choque. Vesti uma calça jeans rasgada e botas, pois fazia frio; retoquei a maquiagem e saí do quarto, entrando no banco do carona do carro, sendo recebida por um sorriso de meu pai, Darwin Kimonno, um dos diretores de Mystic Campus.

Ele deixou o automóvel no estacionamento do colégio, mas mesmo assim alguns alunos curiosos não deixaram isso passar, já me taxando como a filha do diretor. Dirigi-me até a sala de aula, sentindo olhares em mim vindos de todas as direções possíveis e até mesmo alguns sussurros, típico de um bando de mandados, que é o que eles são.

– Ai! – exclamei ao tomar um esbarrão e ter minha bolsa derrubada. Meus pertences estavam todos espalhados pelo chão e eu tive que fechar os olhos e contar até três pra não esmurrar aquele nerd ridículo agora mesmo. Sim, ele era um nerd, os óculos e o jeito de se vestir planejado pela mãe o entregavam.

– M-me desculpe, mesmo.

– Não olha por onde anda? – apanhei a bolsa, o ouvindo tremer e gaguejar na minha frente – ah, esqueci, você é míope.

– Deixa que eu faça isso!

O garoto se apressou em coletar as minhas coisas e eu facilitei deixando a bolsa aberta pra ele colocar, mas ele parou quando viu que o último item era um absorvente, e ficou olhando como se nunca tivesse visto um antes. E não deve ter visto afinal se tratava de um virgem.

– Me dá isso! – arranquei da mão dele e guardei, apesar de que não iria usar esse troço sujo que caiu no chão. – olha aqui, se aparecer na minha frente de novo, eu te mato seu esquisito! – tudo bem, exagerei um pouco nessa parte, porém meu desejo era nunca mais ver o rosto dele de novo, então o agarrei pelo seu blusão e usei o mesmo truque que usei oito anos atrás nas velas do meu bolo de aniversário, mas desta vez na sua roupa, que esquentou tanto que o calor atingiu até seu corpo, o que o fez pular pra trás e cair de bunda; não chegou a pegar fogo mas seu grito de susto fez parecer que foi quase.

– O que significa isso? – uma voz chegou se impondo, e quando dirigi meu olhar percebi uma garota com roupas de inverno, seu cabelo extremamente volumoso de um jeito que irritava, e eu a reconheci da noite anterior, era a pessoa que estava lendo o livro e liderando aquela gangue estranha.

Notas finais
Em breve farei um capítulo inspirado em uma cena do Scream Queens, preparem-se.