O Reino de Março

2 Gritos e sussurros


Notas iniciais
Gente, eu quase perdi a minha conta heuheue. Foi uma confusão, e no final, eu me senti o Sherlock Holmes, mas ele não tinha absolutamente nada a ver com a situação, acho que o fato dele chegar onde quer me levou a pensar isso. Boa leitura.

Abele Edmond

Eu acordei no meio de uma cidadezinha, eu estava bem assustada, mas a fome me ganha, parei em frente a algumas frutas, que estavam amontoadas dentro de caixas velhas, fiquei olhando, até que uma senhora me olha e dá um sorriso de orelha a orelha.

—Olá, querida. Deseja alguma coisa?

—Não, eu não tenho dinheiro.

—Poderia pagar com uma mecha de seu cabelo, ficarei feliz.—Ela fala de uma maneira assustadora, agarrando o meu braço com força.

—Com licença, eu preciso ir.—Mas ela não solta o meu braço de jeito nenhum, parece que a única coisa velha nela é a idade e a pele.

—Você nunca achará motivos para felicidade neste lugar, é o inferno!

—Mas eu não preciso achar motivos, preciso achar a felicidade.—Depois que eu disse isso, ela se calou e soltou meu braço, então eu corri.

Corri até não poder mais, esse lugar me assustava. Olhei em volta e vi um armário, no meio da cidade, cheguei mais perto e abri uma porta lentamente, lá tinha um livro, um diário, quando abro, levo um susto, as palavras escritas com uma letra que eu conhecia, e muito. Era o meu diário, a minha letra, minha história. Aquele diário era de quando eu era problemática, não que eu não seja, mas quando eu tinha 10 anos, eu era extremamente problemática.

Olhei em volta e não tinha absolutamente ninguém, apenas eu e meu diário, eu e meus problemas, eu e minhas vitórias, eu e minhas derrotas. Me sentei encostada na parede de uma casa, e folheei as páginas, achei uma muito engraçada ''Hoje eu fui a escola e achei um papel, escrevi um mo nte de coisas feias e atirei em uma pessoa que estava passando e depois saí correndo'' , eu me lembro desse dia, eu estava usando um casaco cheio de elefantes, uma calça de girafa e uma blusa de zebras, eu estava me achando uma diva, mas na verdade parecia um zoológico.

Eu ri com meus pensamentos e folheei mais as páginas do meu diário, achei uma página que dizia algo assustador '' As vozes estão dizendo coisas, muitas coisas, sussurros e gritos enchem a minha mente e dizem para mim dar um passo a mais, estou escrevendo isto em minha janela, estou de pé, mas ninguém me vê.'', estranho, eu não me lembro de ter feito isso.

Olho para cima, o céu está alaranjado, anunciando o pôr do sol, eu olho em volta e percebo que tenho que achar um lugar para dormir. Caminho procurando desesperadamente por uma casa ou qualquer papelão jogado no chão para dormir. Até que encontro uma casa feita de pedras, está aberta, eu entro e olho em volta para ver se tem alguém, não tem. Meus olhos pousam em um pacote de batatas em cima de uma mesinha de madeira, corro até o pacote e como todinhas, sem parar. Tem uma cama no outro cômodo, vou até ela, deito e fico pensando em várias coisas ''Como eu vim parar aqui?'' ''Onde estou?'' ''Quem me trouxe?''. E simplesmente durmo, com a porta aberta mesmo e morrendo de sede.

**

Eu acordo, e com a visão embaçada, vejo uma mulher, alta, parada em minha frente com um sorriso em seu rosto, seu cabelo é preso em um coque solto, daqueles que usavam na época de reis e rainhas, em sua cabeça há uma coroa, deve ser bem velha, pois está enferrujada. E quando eu esfrego meus olhos para ver melhor ela some.

Olho em volta ''Teto, chão, parede, garoto, parede, espera. Garoto!?'', tinha um garoto dormindo ao meu lado!

Notas finais
Ficou curtinho, mas pelo menos está aí, amo vocês e até o próximo capítulo.