O Reencontro
9 Um velho "amigo"
Notas iniciais
– Klaus – ouvisse Caroline dizendo, ele retribuiu o chamado com um sorriso.
– Damon... – começou Stefan.
– Ele está bem, eu já lhe dei meu sangue! – disse Klaus. Ele se aproximou de Caroline e ofereceu o braço para que ela levantasse, e ela aceitou.
– Ai – disse Sofy segurando a cabeça.
– Então você é a mais nova irmã Salvatore?
– Em todos os sentidos.
– Klaus, por que voltou? – Elena esperava que Stefan a ajudasse a levantar, mas ele não o fez, ela não o culpava por isso, pelo contrário, se sentia feliz. Stefan estava seguindo em frente.
– Caroline me pediu, não poderia negar.
– Bom, acho que já tivemos problemas o suficiente, vou pra casa. Natasha deve estar me esperando. – Sofy disse, virou-se e foi embora. Elena e Stefan foram logo depois, mas Caroline ficou para arrumar as coisas da festa, Klaus ficou com ela.
–-----X------
Já era quase noite, Caroline já estava terminando a arrumação, só faltava empilhar as cadeiras.
– O que foi? – ela perguntou a Klaus, que a encarava.
– Nada, só gosto de ficar te olhando. – ela soltou uma risada, e ele riu também.
– Diga a verdade, Klaus!
– Tá, é mentira.
– Qual parte? A que não há nada te perturbando ou a que você gosta de ficar me olhando?
– Como se não soubesse a resposta.
– Então me conte senhor Klaus, o que te perturba?
Ela sorria, mas ele não.
– Caroline – ele estava tentando encontrar as melhores palavras para lhe dizer isso – Eu...Quer dizer, Hayley, ela...
– Desembucha, Klaus!
– Hayley está grávida.
Caroline sentiu como se acabassem de lhe dar um soco no estômago.
– Klaus, olhe pra mim! – ela disse. Ele, que estava olhando o chão, levantou a cabeça. – Me diga que esse filho não é seu!
– Eu não posso dizer isso, Caroline.
– Mas... – ela gaguejou – mas os vampiros não podem procriar...
– Mas os lobisomens sim.
Caroline o encarou, um olhar não bravo, ou raivoso, na verdade não havia um pingo de ódio em seu olhar. Seus olhos eram de pura decepção. Ela então virou-se e correu. Klaus não se deu ao trabalho de correr atrás dela, já se sentia mal o suficiente por tê-la magoado. Em outras circunstâncias ele estaria feliz de saber que Caroline se sentia mal por ele ter estado com outra pessoa, mas agora ele odiava a si mesmo mais do que tudo. Caroline amolecera o coração dele desde que este voltara a Mystic Falls, ele não era mais a mesma pessoa e isso o fez pensar que se ele nunca tivesse dado em cima dela e ameaçado Tyler, ela poderia estar feliz agora. A verdade era que ele sempre havia se julgado o melhor para ela, mas agora havia percebido que perdera a única pessoa que lhe deu alguma chance depois de todo o mal que lhe fez, além de Elijah e Rebecah.
–-----X------
Sofy estava sentada em sua cama, Natasha estava na outra ponta dela.
– O que será que aconteceu a Bonnie para que ela não recolocasse o véu? – Natasha perguntou.
– Eu não sei, mas estive pensando na mesma coisa. Mas que tal sairmos um pouco dessa mansão mal assombrada por um tempo, não aguento mais este lugar.
– Claro.
Natasha riu.
As duas trocaram de roupa, ambas de Sofy, afinal, as roupas de Natasha provavelmente não existiam mais. Sofy escolheu uma roupa simples e confortável. Natasha pegou um vestido cinza e uma jaqueta de couro.
– Para onde vão? – perguntou Stefan encostado na porta do quarto.
– Mesmo que isso fosse de seu interesse, meu irmão, eu não te contaria.
Sofy puxou Natasha pelo braço para passar pelo irmão, mas parou e virou-se para ele.
– Onde estão Damon e Elena?
– Saíram.
– Entendi. Stefan, não fique assim, Elena ficou com você por tanto tempo, que fico imaginando como Damon deve ter se sentido. Você sabe que ele faz essa pose de machão apenas para esconder suas emoções. Mas onde está Lexi?
– Boa pergunta. – ele disse sentando na cama.
– Olha Steff, eu realmente preciso respirar, essa casa me sufoca. Natasha fica para te fazer companhia. – Sofy disse.
– Como é? – Natasha protestou, mas olhou para Stefan e sentiu pena de seus olhos tristinhos, eles os lembrava de alguém a qual sentia saudades, mas sabia que não por muito tempo. – Não demore, ok?
Sofy sorriu para ela e os abraçou.
–-----X------
Damon e Elena estavam sentados em um banco na praça.
– Anda, Elena. Pare de enrolar e diga por que me chamou aqui?
– Damon...Eu...
– Olha, Elena, esquece está bem? Eu sei do por que você me chamou aqui, e quer saber, eu sinto muito, sou egoísta demais pra você. Prefiro morrer a ser um humano idiota e me recuso a ser um velho gagá enquanto você continua jovem e linda.
– Pois eu não sinto, Damon, não sinto por ter te conhecido, por ter me apaixonado – ela sorriu. – Realmente amei Stefan, mas agora isso não passa de carinho. Damon, eu te amo!
Damon se apressou e puxou o rosto de Elena para perto do seu, seus lábios se tocaram e uma energia pareceu tomar conta de seus corpos, faíscas saiam de seus lábios, borboletas voavam em seus estômagos e a felicidade vagava pelo ar.

–-----X------
Sofy andava pela floresta. Ela gostava do escuro, gostava se sentir seus cabelos batendo em seu rosto por causa do vento noturno, embora como vampira não sentisse o frio nele contido.
Algo soou atrás das árvores, como uma pisada em cima das folhas secas.
– Quem está ai? – uma voz gritou atrás da árvore.
– Caroline? – Sofy chamou.
Caroline apareceu por trás da mata, ela tinha o olhar meio perdido, como se tivesse acabado de descobrir que o mundo não passava de uma noz gigante. Ela contou tudo à Sofy, sobre Klaus e sobre o que sentia.
–Uau, é mesmo muita informação para apenas uma noite. Já sei, vou te levar para conhecer um lugar que fará expandir a mente, mas antes tenho que passar em casa para pegar umas coisinhas.
–-----X------
Stefan estava esparramado no sofá, Natasha estava na cozinha fazendo pipoca para assistirem a um filme que Stefan havia escolhido. Ela sentou-se ao seu lado, e eles assistiram a uma boa parte do filme até Natasha se sentir incomodada com a posição que estava. Ela se levantou e arrumou a blusa, despertando o olhar de Stefan para ela. Quando foi sentar-se novamente suas coxas roçaram com o joelho de Stefan, a fazendo cair em cima dele. Suas mãos caíram sobre seu tórax, suas pernas se encaixaram nas dele.
– Stefan, eu... – ela começou a dizer, mas ele a beijou, sua língua pediu passagem e ela cedeu, eles deitaram no sofá, mas logo depois, apenas de roupas íntimas, ele a levou para o quarto, não esquecendo de recolher as roupas também.
Sofy abriu a porta da frente, havia uma vasilha de pipoca em cima do sofá e a TV estava ligada.
– Stefan? Natasha? – Sofy gritou. Dois minutos depois Natasha e Stefan desceram, estavam vestidos e arrumados, nem pareciam ter rolado na cama, mas se Sofy bem os conhecia, eles não estavam vestidos e arrumados no momento em que ela chegou.
Damon e Elena chegaram logo depois, estavam de mãos dadas, o que quase não pareceu incomodar Stefan, que fazia o mesmo com Natasha. Elena parecia sim meio incomodada com a aproximação dos dois, mesmo assim portava um sorriso no rosto, ela estava apaixonada por Damon, disso Sofy não tinha dúvidas, estava estampado em seus olhos. Todos estavam na sala conversando até Klaus aparecer, estava acompanhado de Elijah e Kol.
– O que fazem aqui? – perguntou Stefan.
– Acalmem-se – disse Elijah estendendo a mão. – Não queremos arranjar confusão.
– Então por que vieram? – perguntou Elena cruzando os braços.
– Suspeitamos que um velho amigo nosso venha fazer uma visitinha a vocês. – Kol disse olhando para Elijah, mas este estava muito ocupado encarando Sofy.
– Ah, tanto faz – disse Caroline irritada. – Sofy.
–Ah, claro. Vou buscar as coisas lá em cima –dito isso, Sofy subiu.
“Dindon!”, a campainha tocou e Damon foi atender. Um homem alto de terno estava na porta, tinha um sorriso sarcástico, e devia ter a mesma idade deles, seus cabelos eram incrivelmente dourados, seus olhos eram cor de mel e sua pele bronzeada.
– Olá, creio que seja o irmão mais velho de Sofy. – disse o cara misterioso.
– Creio que você ainda não tenha SE apresentado – Damon disse desconfiado.
– Vá embora Valério – disse Klaus ameaçadoramente.
Neste exato momento Sofy apareceu no pé da escada, assim que seus olhos encontraram Valério, ela pareceu entrar em choque, ele ainda mantinha seu sorriso sarcástico no rosto.
– Não... – um sussurro foi tudo o que Sofy conseguiu dizer.
– Sentiu minha falta, bebê?
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