O Reencontro

10 O passado de Sofy


Notas iniciais
Nossa, eu estou com tanto sono que não consigo formular frases inteiras, mas enfim, eu estou postando este cap pra agradecer os reviews que tive no último. Espero que gostem. Que os segredos comecem a ser revelados...

– Espere – disse Kol. – Vocês se conhecem?

– Eu quem lhes pergunto, caros amigos – Valério disse em tom educado. – Conhecem minha amada Sofy?

– Eu não sou nada sua! – a voz de Sofy tremeu, o que deixou todos na sala intrigados.

– Ah, minha querida, deixe de drama – Valério disse sem alterar o tom de voz. – Anda, venha me dar um abraço.

Sofy pareceu relutante a isso, era como se sua face expressasse medo, mas seu corpo lutasse contra suas próprias vontades. Aos poucos ela foi se aproximando dele, mas algo surgiu em sua frente. Natasha. Ela estava de costas para Sofy, e seus braços rodeavam a mesma, como um escudo.

– Fique longe dela, seu cretino! – ela gritou com um sorriso no rosto. "Do que ela estava achando tanta graça?", se perguntou Stefan.

– Acho melhor você ir embora, Valério. – disse Elijah em tom calmo.

– Meu caro Elijah, mas por que, se a festa ainda nem começou?

– E se depender de mim nem vai começar!

– Damon! – Elena o advertiu, mas já era tarde demais, ele já estava correndo em direção ao visitante, que nem se mexeu, apenas olhou para Sofy. E para surpresa de todos, jogou Natasha no chão e atacou Damon, fazendo-o quebrar a mesinha de centro no meio da sala.

– O que você esta fazendo? – ele gruniu entre gemidos de dor.

– Sofy – Valério a chamou calmamente, e assim que ela virou-se para olhá-lo, viu uma figura alta correndo em direção a ele. Stefan. Ela se jogou para cima do irmão e a força do impacto foi tão grande que Stefan foi atirado para fora de casa, e a porta explodiu em pedaços de madeira. A mesma coisa aconteceu com Caroline, que fora jogada contra a televisão. Elena, por fim, atacou Sofy, mas esta não se defendeu e as duas caíram no chão.

Kol então atacou Valério, mas assim que Sofy percebeu o que acontecia e se jogou para cima de Kol. Ela sentou-se por cima dele, segurando seus braços contra o chão enquanto ele se debatia. Elijah e Klaus ficaram estupefatos, mas preferiram não sair do lugar. "Sábia decisão", pensou Sofy.

– Já chega, doçura – Valério ergueu a mão para ela, que se levantou imediatamente. – Vou, mas volto pra te ver! – ele fez carinho em seu queixo, enquanto Sofy tentava livrar-se de seu toque.

Valério apenas riu. Deu meia volta e se dirigiu para fora da casa, parando na saída.

– Você deveriam consertar essa porta.

Assim que ele saiu, Sofy soltou o ar que não havia reparado que estava segurando. Sentiu suas pernas penderem e caiu no chão, lágrimas começaram a inundar seus olhos, e não as conteve. Ela levou as mãos ao cabelo, puxando-os para trás. Natasha se dirigiu a ela, e lhe ofereceu o ombro para chorar, e assim Sofy o fez.

– ESTÁ MALUCA?! – Damon gritou se levantando dolorosamente. Isso fez com que ela chorasse mais. Todos, já de pé, se entreolharam confusos.

– O que está havendo? – perguntou Bonnie entrando na mansão e olhando para porta destruída. – Eu vi tudo daqui de fora.

– Não é nada, me deixem em paz! – Sofy fez menção de fugir, mas Natasha a agarrou pelo braço.

– Eles têm direito de saber.

– Não têm não! – ela engoliu a seco e sentou-se no sofá. – É só que é muito difícil me lembrar disso...

– Vamos, eles vão entender...

Sofy acenou com a cabeça, endireitou-se no sofá e respirou fundo. Aquela estava sendo uma longa noite.

– Há mais ou menos 140 anos, no enterro do papai – Sofy olhou para Damon. – Eu... Conheci um cara. Eu chorava muito, estava desolada e sem família. Ele foi muito acolhedor, disse que não devia ficar triste, que tudo iria se resolver. Ele era bonito, e eu... Eu logo me apaixonei. Mal sabia eu da enrascada que havia me metido. Alguns meses depois, eu engravidei, e quando contei a ele, o cara disse que o havia traído. Fui espancada até não aguentar mais ficar em pé e desmaiei. Quando acordei, estava no porão da casa. Várias garotas da minha idade, nossa – ela enfatizou olhando para Stefan, já que eles eram gêmeos. – Estavam lá, em um estado depressível, foi lá que conheci Natasha.

As duas se entreolharam.

– Sofy... – Natasha disse desapontada.

– Eu não posso, Nat...

– Como não pode? Você está indo bem.

– Ela me contou que ele seduzira todas elas, e quando tinha certeza de que estavam apaixonadas por ele, as jogava naquele buraco e mostrava-as seu verdadeiro eu vampiro. Ele as usava como fonte de sangue, e quando alguma era drenada, ele seduzia outra para colocar em seu lugar. Ele nunca fez isso comigo, mas me deixava assistir minhas amigas morrendo. Ele não tinha se apaixonado por mim, mas achava que sim e aquilo já havia virado obsessão. Um dia, quando foi beber o sangue de Natasha, ela se recusou e ele a cortou com uma faca, bem rente ao coração. Tentei ajuda-la, eu juro, mas ela estava perdendo muito sangue, então coloquei um prego na porta, assim, quando ele passou por ela novamente, se arranhou. Peguei seu sangue e dei-o à Nat, acabei bebendo também por acidente. Ela melhorou, mas no dia seguinte, quando viu que ela tinha se curado, ele ficou furioso e quebrou seu pescoço. Era só uma questão de tempo até que Natasha atacasse uma de nós, e assim ela completou a transição. Com a força da Natasha, nós conseguimos quebrar as barras e fugir.

– Eu odiei esse cara desde o momento que ele entrou aui. – Damon disse raivoso. – Mas e o bebê, o que aconteceu com ele?

– Um dia depois ele nos achou e me levou com ele. Matou meu bebê, ainda dentro da minha barriga, que já estava bem grande. Eu disse que amava outro... Mesmo que.. Mesmo que não fosse verdade. Foi um erro, porque ele me matou, disse que se não pudesse ter meu coração, ninguém mais teria.

– Tudo bem, mas isso não explica o porque você nos atacou daquele jeito? – perguntou Caroline.

–Bom, por azar do destino – Continuou Sofy enxugando o rosto com a manga do suéter. – Eu acabei ligada a ele, e essa ligação é muito forte, estamos realmente conectados. Tenho sua força, rapidez, audição, tudo somado com os meus próprios poderes de vampiro. Faço tudo o que ele manda, eu sinto muito, mas eu não posso fazer nada quanto a isso.

– Só há uma coisa que não entendo... – disse Bonnie. – Vampiros não podem procriar.

– Você por acaso não é híbrida, ou é?

O comentário de Caroline fez Klaus a encarar, seus olhos procurando os dela, que o estavam evitando.

– Eu não sei como pude ficar grávida, eu só tinha a ele... Eu juro.

Por um momento, a sala ficou em silêncio, ninguém abriu a boca para falar nada.

– Desgraçado! – Damon disse com os olhos brilhando de raiva.

– Então é por isso que não me atacou? – perguntou Elena. – Porque eu não o ataquei.

– Sim, eu não atacaria a ninguém para minha própria defesa... Talvez alguns... Ok, muitos. Mas não foi esse o caso.

– De onde o conhecem? – Natasha perguntou aos três irmãos Mikaelson, mas já devia imaginar a resposta, porque seu tom de voz não expressava curiosidade alguma.

– Ele é um velho amigo, o conhecemos há uns setecentos, oitocentos anos atrás. – quem respondeu foi Klaus.

– E por que pensaram que ele viria para cá? – Caroline questionou.

– Porque nós o matamos há cem anos, e o vimos pedir informação para como chegar à mansão Salvatore hoje à noite. O véu está caído, e então Valério voltou. – explicou Elijah.

– Então como vamos derrotá-lo? – Elena perguntou.

– Eu acho que eu tenho uma ideia – disse Bonnie.