O Reencontro
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Notas iniciais
– E qual o seu plano, gênia do crime?
Damon estava sentado no sofá, seus pés apoiados folgadamente sobre a nova mesa de centro. Ele tinha, como sempre, um copo de uísque em mãos.
– Eu vou repor o véu. – ela disse sem rodeios.
Sofy soltou um suspiro em desistência.
– E você achou mesmo uma boa ideia dizer isso na frente dos... bom – ela hesitou. – Mortos?
Ela estava certa, Kol olhava para os irmãos como se esperasse que dissessem algo, mas eles nada fizeram, pelo contrário, pareciam considerar a ideia.
– Eu não vou deixar! – a voz de Kol se elevou consideravelmente.
– Eu não preciso de sua permissão – Bonnie parecia convicta do que dizia, mas seus olhos, Sofy pode ver, brilhavam com certa dúvida do que acabara de dizer. Ela saiu da mansão sem olhar para aqueles que permaneciam nela.
– Eu já vou indo. Isso foi muito para uma só noite, acho que você também deveria descansar, Sofy – Caroline se levantou do Sofá, seus braços e seu rosto ainda estavam arranhados pelos cacos de vidro da TV que a haviam atingido. – Nosso passeio fica pra depois – ela deu um abraço em Sofy e logo depois em Elena, um beijo no rosto de Stefan, mas apenas acenou para Damon e se foi.
Klaus saiu logo em seguida, por um segundo, pareceu que ele iria atrás de Caroline, mas quando passou através da porta, se dirigiu ao caminho contrário ao que Caroline havia pegado. Elena se aproximou de Damon, seus dedos roçaram aos dele e se entrelaçaram, ele deu um beijo em sua testa, para logo depois, guiá-la pela escada até seu quarto. Stefan, para surpresa de Sofy, estendeu sua mão direita a Natasha, que hesitou por um momento, mas agarrou-a assim que viu o olhar de Sofy que significava um “Eu vou ficar bem, vá em frente”. Eles se dirigiram para o andar de cima ainda de mãos dadas.
– Bom, cavalheiros, eu estou indo dormir
Sofy se levantou. Ela parecia exausta, como se não dormisse há dias, seu cabelos, normalmente ondulados, estavam lisos caindo sobre seu rosto. – Vocês vão ficar ai, feitos estátuas? – ela adicionou vendo que Kol e Elijah nem mesmo se moveram.
– O termo guardas seria mais apropriado – Kol respondeu em um sorriso torto.
Um fantasma de sorriso passou pelo rosto de Sofy, mas logo se foi deixando apenas uma cara pálida e cansada.
– Eu agradeço muito pela proteção desnecessária – ela disse se aproximando dos irmãos Mikaelson. – Mas se Valério aparecer e vocês me defenderem, acabarão se machucando. – ela deu um beijo na bochecha de ambos. Seria estranha tal gentileza de Sofy se não fosse, eles reconheceram, o cansaço e todo o resto que ela havia passado. Mesmo assim, era estranho ver tal vulnerabilidade no rosto dela, ela sempre parecia tão confiante de si, como se soubesse sempre a solução para tudo.
– Acredito que podemos nos cuidar se isso acontecer. – Elijah pegou a mão de Sofy, que não puxou de volta, estava muito cansada para tal atitude. – Mas, se faz à senhorita se sentir melhor, nós iremos. – ele levou a mão da morena em direção aos próprios lábios e depositou um longo beijo. – A propósito, prazer em conhecê-la.
– O prazer é todo meu – ela disse.
Pelo canto dos olhos, Sofy pode ver o rosto de Kol, estava pálido e de algum modo incomodado, ela ignorou, “Kol é assim, eu não me apaixonaria por ele”.
–-----X------
Sofy teve um sonho muito estranho naquela noite: Sonhou que estava à beira de um penhasco, mas por mais que tentasse fugir, voltava para o mesmo lugar, a um passo de desabar. Finalmente ela caiu, mas não teve chance de descobrir o que a esperava no fundo dele, porque logo em seguida acordou. Estava suada e por mais que tivesse acabado de acordar, estava se sentindo extremamente cansada e fraca, ela resolveu tomar um banho bem gelado, embora não percebesse a falta de calor na água. Assim que Sofy saiu do banho, decidiu colocar uma roupa simples. Ela não estava no clima para extravagâncias, sendo que escolheu uma calça jeans justa com um suéter de lã beije bem grande e resolveu permanecer descalça, as unhas pretas contrastando com a pele clara.
–-----X------
Já era hora do almoço, e Sofy decidiu descer para ver o que seus irmãos planejavam comer. Antes de ir, ela pegou sua pulseira, aquela que a protegia do Sol, mas assim que a colocou em seu pulso, sentiu uma pontada de dor, como a ponta de uma faca cortando a dobra de seu pulso direito. Ao olhar para o pulso, não havia nada, nem um arranhão sequer, então ela ignorou. “Dormi em cima dele, deve ser isso” ela pensou.
– Olha quem apareceu! – Sofy ouviu enquanto descia as escadas. – Dormiu bem?
– Sim, Stefan. – ela disse assim que seus pés tocaram o chão – Eu nem vou perguntar como foi à noite de vocês – Sofy dirigiu-se a Damon e Elena, e logo sua visão pousou sobre Natasha e Stefan também, eles apenas sorriram meio constrangidos. A sorte deles foi que Alaric chegou e eles foram poupados de dar maiores explicações.
– Por onde esteve? – Elena perguntou em tom preocupado.
– Eu estava conversando com Jeremy na sua casa, Elena. – ele disse sem emoção, sentando-se à mesa. – E acabei cochilando no sofá.
– Poderia ter pelo menos avisado, não é mesmo? – Lexi estava recostada na porta, com um sorriso enorme em seu rosto.
– E a senhorita – Stefan sorria também. – Posso saber onde você passou a noite?
– Resolvendo uns assuntos inacabados. – ela disse sentando no balcão da cozinha.
– Eu percebo. – Sofy estava apontando para os sapatos de Lexi, que estavam cheios de sangue.
– É, acho que tenho que limpar isso. – dito isso, Lexi subiu as escadas direto para o banheiro.
–-----X------
Já era tarde quando Bonnie entrou na mansão, ela parecia atordoada, mas estava animada e sorria como se não pudesse existir maldade no mundo. Antes que qualquer um perguntasse o motivo de sua euforia, ela despejou cada palavra como se tivesse guardado um segredo durante anos:
– O meu plano já está quase pronto para entrar em ação.
– E o que falta para pôr em prática? – Alaric perguntou em tom curioso, ele e Lexi já sabiam de tudo, Stefan havia lhes contado, e eles concordaram com a ideia, afinal, o véu deveria ser retirado apenas em tempo de Bonnie conversar com Qetsiyah sobre como matar Silas.
– Eu já conversei com inúmeras bruxas, amigas de minha avó, e elas concordaram em ajudar: Elas irão recolocar o véu e darão tempo o suficiente para que cinco mortos atravessem o outro lado.
– Ou seja... – Lexi pareceu animada, mas foi interrompida.
– Cinco mortos vão poder continuar aqui! – Alaric finalizou sorridente.
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