O Reencontro

12 Azar no amor


Notas iniciais
Desculpem a demora meus lindos... Boa leituraa

– Serão então: Jeremy, Lexi, Ric, Natasha e Kol – Stefan repassava o plano pela bilionésima para todos, que estavam reunidos em sua mansão.

– Todos nós já entendemos, Stefan – disse Sofy ligeiramente entediada. – Não é como se um deles fosse dar passagem para um morto desconhecido por um súbito momento de bondade.

– Tudo bem, tudo bem... – Stefan sentou-se no sofá, fazendo Natasha ser erguida no ar por causa da distribuição de peso. – Desculpe.

Ela repousou a cabeça em seu peito. Há alguns dias atrás isso teria sido quase que totalmente evitado, mas nas circunstâncias atuais, Natasha não se preocupava muito com as demonstrações de afeto que ela e Stefan trocavam em frente à Elena, principalmente porque ela também as tinha com Damon. No entanto, Natasha sentia-se culpada, estava começando a gostar de Stefan, não queria magoá-lo, embora soubesse que se a irmã caçula dele fosse machucada, ele também sofreria.

Estavam lá também, Damon, cujo braço estavam ao redor do pescoço de Elena; Lexi, preguiçosamente esparramada no outro sofá; Alaric, como sempre tinha um copo de Uísque nas mãos; Jeremy, que estava em pé apoiado sobre a parede, parecendo pensativo; Klaus, Elijah e Kol, impressionantemente quietos e iguais, e Caroline sentada ao lado de Sofy com um olhar perdido através das janelas.

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Ao anoitecer, Jeremy foi embora acompanhado de Alaric, que se sentia responsável pelo garoto desde que voltara da morte e não o deixava mais sozinho. Lexi, como sempre, saíra misteriosamente para um lugar desconhecido, ninguém a questionava, Lexi não era o tipo de garota que de viviam uma vida, ou morte, sem rancor. Caroline e Klaus se foram juntos, pela primeira vez desde aquela noite, dispostos a conversar. Damon e Elena haviam subido para o quarto e Natasha e Stefan saíram para dar um passeio, deixando Sofy, Kol e Elijah sozinhos novamente.

Sofy pensou que a coincidência de estar sozinha com os irmãos Mikaelson era bizarra e inconveniente, teria pensando que tivesse sido armada se não soubesse que seus próprios irmãos não simpatizavam nem um pouco com os Originais. Kol se movimentou em direção a Sofy, no que lhe pareceu, um gesto de oferecer-lhe a mão, mas o irmão tivera a mesma ideia e a havia posto em prática mais rapidamente. Antes que Sofy pudesse perceber, Elijah estava em sua frente, braços estendidos como se a estivesse chamando para dançar, ela aceitou. Olhando de soslaio para Kol, ela pôde ver sua expressão: Raiva, confusão e desapontamento. Não pôde deixar de sorrir, não que o vendo daquele jeito a deixava bem, mas ele parecia tão perdido que fez ela, por um instante sequer, pensar nele como uma pessoa normal, com fragilidade e dúvidas, ela empurrou esse pensamento para longe e assim Elijah a guiou para fora de casa, deixando Kol sozinho na sala de estar.

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– Caroline... – Klaus começou, sentia-se na obrigação de lhe explicar, mas então hesitou, “explicar o que?”, pensou. Tudo o que tinha para dizer à Caroline já havia sido dito, mas mesmo assim, ele não podia suportar a sensação de que estava fazendo algo extremamente errado, mesmo que isso não fosse novidade para ele.

– Olha, Klaus – Caroline tomou as rédeas da conversa assim que percebeu que ele havia se calado. – O que está feito, está feito. Você tem um filho, quero dizer, vai ter, e essa é a sua vida a partir de agora. Eu vou continuar com a minha, vou para a faculdade, conhecer gente nova e vou te esquecer! – ela sentiu seu rosto contrair, e se perguntou se realmente era isso que queria, mas isso não importava, não mais.

–É claro que vai.

Isso foi tudo o que Klaus conseguiu dizer. Queria falar para ela como estava arrependido do que havia feito, ou que preferiria que se algum dia tivesse a chance de ter um filho por própria vontade seria com ela, mas as palavras pareceram se perder em sua garganta, e tudo o que lhe escapou pela boca foram palavras frias e sem emoção, fazendo ele mesmo se assustar com a rigidez da própria voz. – E me esquecerá para sempre.

Caroline sentiu o coração apertar, Klaus nunca falara assim, mas agora tudo havia mudado. Ela pensou se tudo o que ele havia dito a ela desde que chegara a Mystic Falls era verdadeiro, ou se simplesmente havia sido um brinquedinho. “Estúpida”, pensou ela, Klaus é um dos vampiros mais velhos e um dos mais poderosos também, pensando assim agora, ela sentia que ele estava tão distante, como você se sente em relação a uma estrela de televisão. Ela decidiu ir embora, mas Klaus já havia partido, havia aproveitado o tempo em que Caroline estava em seu devaneio.

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– Então – Sofy sentou-se em um banco precário na praça – Me conte sobre Katherine.

Elijah sentiu o corpo enrijecer, ela havia conhecido Katherine, por que então perguntava sobre ela?

–O que quer saber sobre ela?

– Katherine sempre teve um temperamento forte, disso eu sei, mas nunca mais ouvi falar dela desde que me tornei vampira. – sua voz, pensou Elijah, parecia rancorosa, como se Katherine fosse uma pessoa de quem queria manter distância.

– Definitivamente Katherine tem um temperamento forte, ela é dura, forte e independente, você me lembra dela. – ele se sentou no banco também.

– Você a ama? – Elijah sentiu o tom de curiosidade na voz de Sofy, mas também de desinteresse, como se pouco importasse a resposta.

– Não mais – Elijah arrastou-se para mais perto de Sofy, que mal pareceu perceber, ela estava observando o céu estrelado com certa admiração.

– O céu está lindo hoje, não? –Sofy se virou para Elijah, mas não teve tempo para fazer qualquer ação, pois ele já estava beijando-a. Era um beijo carinhoso e delicado, ela fechou os olhos, mas ao invés de aparecer escuridão, por baixo de suas pálpebras se revelaram uma imagem de um homem, como uma foto, Kol. Com tantas coisas acontecendo, por que estaria pensando em Kol? Justamente nele.

Sofy se afastou de Elijah que a olhou com uma expressão confusa.

– O que foi? – ele perguntou.

– Não é nada, eu só estou um pouco cansada – ela disse fazendo sua melhor imitação de cansaço. – Acho que já vou indo.

– Certo – ele disse desapontado. – Quer que eu a leve pra casa?

– Não, obrigada. – Sofy quis ir embora, mas sabia o quão grosseira estava sendo, ela se virou e beijou Elijah com o máximo de emoção que conseguiu expressar, e se perguntou se estava sendo tão forçado quando ela imaginava. – Até amanhã.

Sofy foi embora, amanhã iriam repor o véu e Sofy não podia esperar para que isso acontecesse. Mal sabia ela de que seus planos não sairiam completamente como o esperado.

Notas finais
Bom gente, que tal Reviews? Eles me estimulam a escrever mais. Recomendem aos amigos também, ajuda muito ok?BJSSSS