Notas iniciais
Bom, eu sei que vocês que acompanham a história querem me trucidar, mas estou com algumas dificuldades de arranjar tempo pra escrever os capítulos. Porém, hoje de manhã me deparei com uma notificação que alguém recomendou a minha história, então, pra agradecer, escrevi este capítulo. Leitoras e Leitores, apresento a vocês, em homenagem a leitora que vem me acompanhando desde o início, Anna Luisa, o capí­tulo 14 - A cópia: Boa leitura!

O coração de Damon pulou, acabara de ver a própria irmã mais nova morrer em sua frente e agora recebe a notícia que pode tê-la novamente. Sofy sempre fora a irmãzinha mais nova dele e de Stefan, ela os amava mais do que tudo, e o sentimento era correspondido. Eles eram ciumentos em relação à irmã, nunca deixavam um garoto se aproximar dela, o que era uma tarefa difícil já que era uma das meninas mais bonitas da cidade, assim com Katherine. Elas seriam o par perfeito de amigas se não fosse o comportamento inverso que as duas tinham. Seu pai costumava dizer que Sofy havia sido um presente de um anjo para a família, um presente belo e meigo, cheio de luz e paz, um presente no qual todos poderiam confiar.

Stefan sentiu o chão cair, fechou os olhos na espera pela queda, mas ela não veio. Sofy havia voltado como uma Katherine perfeita, estava sarcástica e oportunista, passava por cima de tudo para conseguir sobreviver, a única que passava imune era Natasha. Ele não a julgava por isso, tinham passado por muita coisa juntas, e mesmo assim pareciam inseparáveis. Ele também era tratado com gentileza, algo que Damon não tinha, talvez pela mágoa envolvida na separação dos dois. Embora Stefan fosse o gêmeo de Sofy, Damon e ela sempre foram extremamente próximos. Eles ainda conversavam com carinho, mesmo que tentassem esconder.

– Eu troco – Kol levantou-se.

– Não. – Natasha afastou-se de Stefan – Ela salvou minha vida inúmeras vezes, eu vou trocar minha passagem. Ela merece isso.

– Não acho que mereça – Jeremy disse, e quando todos o encararam, acrescentou: – Digo, eu sei que ela é sua irmã, mas sempre nos tratou tão mal. Sinceramente, não vejo muita diferença entre ela e Katherine.

– Concordo com Jeremy – disse Bonnie. – Sofy não fez nada além de nos causar problemas. Sei que é difícil sacrificar alguém, mas é por um bem maior.

– Do que está falando, Bonnie? – Stefan exigiu.

– Só estou dizendo que Sofy não merece que nos sacrifiquemos por ela, nunca fez nada por nós!

– Talvez não para vocês – Natasha irritou-se. – Ela salvou minha vida, quando vão entender isso?

– Mas isso não vale o sacrifício, Natasha! – Jeremy gritou.

– Já chega – os olhos de Damon estavam brilhando de raiva, estava claro que ele não apoiava Jeremy e Bonnie. – Traremos minha irmã de volta.

– Não podemos – Jeremy insistiu. Elijah e Klaus estavam impacientes com a discussão, já Caroline e Elena conversavam entre si, tentando descobrir quem, no final, salvaria Sofy.

– Talvez devêssemos voltar depois – disse uma das bruxas na sala. – Quando decidirem o que vão fazer.

–Não! – Jeremy gritou. – Façam o feitiço e faremos tudo como planejamos antes.

– Jeremy – Alaric o chamou. – O que vocês sabem que nós não sabemos?

– Diga Bonnie – Ela fez que não com a cabeça, então ele insistiu: – Diga logo, antes que eles façam alguma besteira.

– Sofy ainda está conectada a Valério, se ela voltar...

– Mas então duas pessoas terão que se sacrificar – Lexi ainda processava a informação.

– Sem contar o fato de que estaremos soltando o mais perverso vampiro de todo o mundo – adicionou Elijah.

– Depois de mim, caro irmão – Elijah apenas revirou os olhos para Klaus, mesmo assim não parecia ter mudado de opinião sobre salvar Sofy, continuava convicto.

Todos estavam tensos, e alguns segundos depois, a sala estava divida entre aqueles que apoiavam o sacrifício por Sofy e aqueles que não queriam sofrer as consequências. Kol, Alaric, Elijah, Natasha, Caroline e os irmãos Salvatore exigiam que Sofy fosse salva, independente das consequências. Já Elena, Jeremy, Lexi, Klaus e Bonnie não estavam dispostos a soltar o mais cruel de todos os vampiros do mundo.

– Mas como Elijah disse – Stefan argumentou. – Soltaremos o mais PERVERSO vampiro do mundo, mas não o mais forte. Certo?

– Kol, diga a eles o que você fez a mais ou menos 1400 anos atrás... – Klaus se endireitou na cadeira.

Kol suspirou, aquela não era uma história da qual gostava de se recordar. Quando ele e os irmãos mataram Valério, ele pensou que esse problema havia se acabado. Aparentemente não, afinal, Valério havia voltado e estava conectado a garota pela qual ele tinha sentimentos, dos jeitos mais inconvenientes e impossíveis, mas o que sentia por ela não estava claro nem mesmo em sua cabeça.

– Bom... – ele começou. – Na época em que nossa mãe nos transformou em vampiros, nós todos tínhamos uma vida normal, e com ela, melhores amigos. O meu se chamava Valério. Nós éramos como um só, mediante a isso, não me contentei a ter que viver a eternidade sem meu fiel escudeiro. Tornei-o vampiro dois meses depois da minha própria transformação, para só depois perceber que sua lealdade a mim era mais do que questionável. Ele fugiu assim que se tornou forte o suficiente para sobreviver sozinho.

– Encontramos ele há cem anos porque ouvimos boatos de que um vampiro estava drenando todos em uma cidadezinha – continuou Elijah. – Que por acaso, a estávamos visitando. Não hesitamos na hora de acabar com ele. Mas não foi fácil, precisamos de todos os irmãos juntos para apenas enfraquecê-lo o suficiente e ter uma chance mínima de empalá-lo. Rebekah e Finn estão sumidos no mundo, e não fazemos ideia de onde encontrá-los.

– Ou seja – disse Klaus se levantando – Nossas chances de vencê-lo são, eu diria, que mínimas.

– E nem se pudéssemos faríamos isso, ou minha irmã estaria morta.

– Damon está certo, voltamos à estaca zero – anunciou Stefan.

– Não totalmente – Natasha disse entre um sussurro e grunhido, como se fosse um segredo que ela involuntariamente havia soltado.

– O quer dizer com isso? – questionou Elena.

– Quer dizer que talvez haja alguém que possa quebrar a ligação. – ela disse.

– E quem seria o anjo da guarda? – questionou Damon desacreditado.

– Henry, a cópia de Valério.

– Como? – Jeremy levantou de súbito da cadeira.

– Isso faz sentido! – exclamou a mesma bruxa que havia falado nas vezes anteriores, era como se fosse uma representante do grupo – As cópias são tão ligadas aos seus originais que é bem capaz de Sofy ser ligada em mesmo nível com esse tal de Henry.

– Claro, agora só precisamos encontra-lo até amanhã à noite – disse Bonnie.

– Ela vai me matar por isso – Natasha colocou a cabeça entre as mãos.

– Quem? – Stefan acariciou a cabeça da namorada.

– Sofy...

– E por que ela faria isso?

– Porque o filho que ela perdeu, era de Henry.

– Sofy disse que era de Valério – Klaus os lembrou.

– Bem, ela mentiu.