O Reencontro

15 O relógio de bolso


Notas iniciais
Olha, antes de me matarem, quero anunciar que estou livre todos os domingos para quem estiver com muita raiva de mim. Mas brincadeiras a parte gente, foi mal por ter abandonado a fic por tanto tempo, mas eu fiquei com tanta de tempo e criatividade que não consegui escrever mais nada. MASS ontem eu sonhei com esta história (SIMMM!!! Incrível né?!) e sonhei exatamente o que aconteceu nesse capítulo, então decidi escrever, postar, e torcer para que ninguém queira me matar. Sooo... Boa leitura!

– Ela vai me matar por isso – Natasha colocou a cabeça entre as mãos.

– Quem? – Stefan acariciou a cabeça da namorada.

– Sofy...

– E por que ela faria isso?

– Porque o filho que ela perdeu, era de Henry.

– Sofy disse que era de Valério – Klaus os lembrou.

– Bem, ela mentiu.

–––––––X––––––––

– Como assim ela mentiu? – Kol levantou de súbito. – Explica essa história direito, Natasha.

– Isso não vem ao caso agora, Kol – disse Stefan estendendo a mão para que parasse de falar. – O que não entendo é como Valério pode ter uma cópia, pensei que só Elena e eu fôssemos...

Damon se remexeu um pouco na cadeira. Sim, já havia superado o lance que Elena teve com o irmão mais novo, mas pensar que os dois tinham algo que os conectava, algo só deles, ainda o incomodava. “As cópias estão destinadas a ficar juntas” – dissera Quetsya. Não sabia do porquê ele havia lembrado disso agora, mas não pôde evitar, apenas tentou afastar as palavras que agora ecoavam em sua cabeça e se concentrar em sua irmã.

– Bom, como seu amigo acabou de dizer – a bruxa aponta para Kol, que abre a boca para reclamar, mas Klaus o impede. – Valério é extremamente forte, isso é o que chamamos de Primeira Transformação, que é quando um Original transforma pela primeira vez.

– Mas isso não faz sentindo, por que os nossos transformados não ficaram tão fortes como ele? – pergunta Elijah.

– Para usar essa força extra, as Primeiras Transformações precisam de muito mais sangue que o normal, imagino que seja por isso que Valério mantinha as garotas no porão.

– E Henry? – pergunta Natasha.

– Como todos devem saber, a natureza precisa de um equilíbrio. Valério era um transformado muito forte e, provavelmente, impossível de matar, então a natureza criou algo que pudesse: Henry.

– E como, exatamente, Henry vai nos ajudar? – pergunta Jeremy.

– Boa pergunta, pequeno Gilbert – Damon se levanta e pega um copo de whisky – Ele vai pegar minha irmã nos braços e dar um beijo de amor verdadeiro, que quebrara a maldição.

– Tayler quebrou a ligação com Klaus depois que aprendeu a controlar a transformação em lobisomem, e Elena se livrou da ligação com Damon desligando a humanidade. – pensa Caroline em voz alta.

– Bom, mas como Sofy não é um lobisomem e está, digamos, morta demais para desligar a humanidade... – ironiza Lexi.

– Ela não precisa – Bonnie continuava com uma expressão séria, mas parecia ter esperanças agora. – Se qualquer uma das pontas desligar a humanidade, a ligação se quebra.

– Bonnie, acha que consegue fazer um feitiço de localização? – pergunta Stefan.

– Não, sinto muito. – ela responde.

– Mas Bonnie... – Elena começa, mas a bruxa mais velha a interrompe.

– Eu faço – diz ela, e acena para que o resto das bruxas vão embora. – Podem ir, eu cuido disso.

– Você tem algo que pertença a Henry? – Bonnie pergunta a Natasha, ela balança a cabeça negativamente. – Acha que Sofy tem?

– É provável, eu vou lá em cima procurar. – ela diz se levantando. – Stefan, Damon, vocês vêm?

Os irmãos se levantam e os três sobem para o quarto de Sofy. Após procurar no armário e debaixo da cama, Damon encontra um fundo falso, como não havia pensado nisso antes? “Casa antiga, Damon” – diz ele para si mesmo. Natasha não teve tanta sorte, ela procurou bastante, mas não encontrou nada que fosse útil, apenas um álbum de fotografias, mas achou doloroso demais para mostrar para os meninos naquele momento, guardou na jaqueta e decidiu que ia mostra-los apenas quando Sofy estivesse de volta. Stefan também não teve sorte.

– Encontrei – diz Damon segurando um relógio de bolso, este tinha uma pedra vermelha, que era segurada por um dragão. Atrás do relógio, escrito no metal, havia os dizeres: “Para a minha amada Sofy”.

– Ótimo – diz Natasha. – Vamos descer.

Antes de sequer porem os pés no último degrau, Bonnie arranca o relógio da mão de Stefan e entrega à bruxa, esta começa o feitiço, mas durante um bom tempo, nada acontece.

– Isso não deveria nos mostrar onde está ele? – pergunta Alaric.

– Sim – a bruxa puxa os cabelos para trás com força. – Isso indica que essa pessoa não existe... mais.

– Isso não pode estar acontecendo – diz Kol rindo de agonia.

– Espera um segundo, – Natasha pega o relógio – Eu me lembro disso.

Pôde-se ouvir um barulho vindo lá de cima, Valério devia ter chegado. Automaticamente, as meninas se endireitaram. Valério escolhera sempre garotas bonitas, mas agora, olhando para si mesmas, perceberam o quão feias pareciam. Os olhos escuros, olhando para o nada, sem esperanças de sobreviver; as roupas rasgadas, sujas e velhas; os membros tremendo de frio e de medo. Aquele lugar era pavoroso.

A grande porta se abriu, e Valério entrou carregando uma menina nos braços, ela parecia desmaiada, e para grande espanto de todas, ele a colocou no chão com todo o cuidado possível e depois foi embora. Demorou um pouco, mas a garota acordou, ela estava muito assustada, e não sabia o que estava acontecendo.

– Calma, você precisa relaxar – disse uma menina loira segurando suas mãos. – Qual o seu nome?

Ela não conseguiu dizer, porque naquele momento, Valério entrou. Ele estava fraco, e precisava se apoiar nas paredes para poder andar.

– Vejo que acordou, princesa. – ele disse dirigindo a menina nova. – Peço que não se assuste, mas preciso fazer isso, estou com fome.

Valério se dirigiu a uma menina que já estava bem pálida e fraca, e quase sentou em seu colo, apenas apoiando-se pelos joelhos no chão. Antes que ela pudesse entender o que acontecia, o homem a mordeu e começou a sugar seu sangue. A menina esperneava, chorava, mas ele nem ligava, até que ela parou de se mexer e seus olhos se fecharam. Estava morrendo.

A menina loira pôs as mãos no rosto, não queria ver aquilo, mas algo se movimentou ao seu lado.

– Não! – disse a menina nova o puxando pelo paletó. – Pare! Você a está matando.

Valério estava muito envolvido no que estava fazendo, apenas empurrou a menina para trás, que saiu voando e bateu com força na parede. A loira foi até ela e tapou seus olhos.

– Não olhe, já é tarde demais, a garota está morta. – disse, e a sentiu chorar ainda mais por debaixo de suas mãos.

– Oh minha querida, sinto por ter visto isso – era Valério, ele se aproximou dela e segurou seu rosto, ela tentou se soltar, mas sem sorte. – Não precisa ter medo, nunca faria isso com você. Aqui, um presente que mandei fazer especialmente para você. – ele diz pegando um relógio de bolso do paletó e entregando a ela para logo depois se levantar e ir embora.

– Você vai ficar com isso? – pergunta a loira incrédula.

– Vou, para me lembrar de nunca mais ser tão ingênua como eu fui.

– Você está bem? – a loira pergunta.

– Vou ficar – diz a menina forçando um sorriso.

– Prazer, Natasha. – sorriu estendendo a mão para a garota nova.

– Sofy.”

––––––X––––––

– Henry não está morto. – diz Natasha ainda olhando para o relógio.

– Como pode ter tanta certeza?

– Porque esse relógio não é de Henry, é de Valério.

Notas finais
Ok gente, eu vou tentar escrever os próximos os mais rápido possível. Mas comentários, sejam bons ou ruins, me estimulam a escrever mais e melhor então... Reviewsssss????