O Recomeço
12 Capítulo 12
Notas iniciais
POV. Mike
Acordei, um pouco assustado, olhei para o relógio e vi que minha sessão havia acabado há meia-hora, logo a Kalli sairia também. Levantei, olhei em volta, estava no jardim de massagem, com muitas camas para massagem, muitas flores, árvores e até umas três hidromassagens espalhadas, havia uma fonte, o lugar onde ficava as camas estava coberto por um teto feito de palhas e madeiras. Algo bem natural e relaxante. Me espreguicei, passei os dedos pelos meus olhos, e fui até uma das fontes. Estiquei minhas mãos, as enchi de água e molhei meu rosto. Voltei até perto das camas, sequei meu rosto, entrei em uma porta, e deu na recepção. Selena sorria para mim.
-Olá querido. Como se sente?
-Muito bem, estou completamente relaxado. –Me espreguicei e sorri.
-Sua namorada daqui a pouco está ai. –Me olhou com uma certa decepção nos olhos.
-Ok, obrigada.
-Quer algo? Suco, café, água? –Sugeriu.
-Água, por favor.
A moça se levantou, entrou em uma outra sala, demorou um pouco e trouxe um copo para mim. Eu bebi lentamente, me sentei, esperei. Então, quando estava quase cochilando, ouvi a porta se abrir. Foi como se tudo estivesse em câmera lenta. Levantei minha cabeça, vi a porta se abrir lentamente, olhei em seus pés, seus mesmos vans, subi o olhar, suas pernas depiladas, subi mais um pouco, estava com a mesma roupa, é claro, então, quando terminei de subir o olhar, meus olhos se arregalaram automaticamente, estavam maquiada, não que ela precisasse, estava com batom vermelho, os olhos com sombra preta, rímel, todas essas coisas que mulher não vive sem, sobrancelha e buço feita, tudo. Seu cabelo estava escovado, com algumas ondas nas pontas, cabelo cortado, que passava um pouco do ombro, seu cabelo castanhos estavam com algumas luzes, estava com as unhas vermelhas com detalhes branco. Nossos olhos se encontraram, ela corou e sorriu, seu sorriso, também estava diferente, branco e perfeito, ela não havia uma mancha no rosto. Estava perfeita. Encarei o chão, para que ela se sentisse mais a vontade. Levantei, e ela veio até mim. Coloquei o braço por volta de seu ombro, sorri, me despedi da secretaria, e fomos embora.
-Você está absolutamente P-E-R-F-E-I-T-A – Destaquei. Ela sorriu
-Você sempre foi P-E-R-F-E-I-T-O – Disse me apertando, com a mão em que estava ao redor de minha cintura.
POV. Kaliwah
Era a primeira vez que me sentira bonita. Talvez agora eu combinasse com o Mike. Estava tudo perfeito. Tirando um pouco da fome. Eu comia entre uma sessão e outra algumas uvas. Também estava um pouco enjoada, talvez por ter comido muito pouco. Mas passaria. Mike havia deixado as chaves do carro cair, estávamos indo para o estacionamento, para chegar na hora da janta em casa. Ele me largou, agachou, e nesse tempo de que ele se agachava e pegava a chave, eu cambaleei, não tinha nada para me apoiar, e em um impasse, eu cai, e depois tudo apagou. Poucos minutos depois acordei, com Mike em cima de mim, gritando para eu acordar. Eu sentei, respirei, Mike suspirou de alívio, eu o abracei, e ele quase me sufocou, e logo soltou um ‘O que foi isso, amor?’ ri dele todo preocupado.
-Estou com muita fome, foi apenas um mal estar. Vamos embora, preciso comer logo.
Ele concordou, nos levantamos, e ele me carregou até o carro, abriu-o, me colocou no banco do passageiro, passou o cinto de segurança por mim, e eu ri. Fechou a porta, e logo entrou no seu lugar. Fomos muito rápido para a casa, chegamos, e o “vô” estava com o jantar posto a mesa. Sorrindo do corredor. Fomos, e eu sorri ao sentir o cheiro. Meu estômago revirou, estava com muita fome. Continuei a andar, comi o macarrão com queijo, que estava uma delícia. Logo, eu e Mike fomos tomar banho, primeiro eu, e depois ele. Fui até o quarto do vô, desejar uma boa noite.
-Vô, tudo bem? –Sorri.
-Tudo sim. E com você? Soube que desmaiou na rua. –Sorriu, daquele jeito que só ele fazia.
-Estou bem sim, obrigada. Só vim aqui desejar uma boa noite. –Beijei seu rosto.
-Tenha uma boa noite você também querida. E se cuide. –Riu fraco.
Sorri e sai do quarto. Fui até minha cama, e pulei. No dia seguinte teria uma audiência, seria muito cansativo, ter que ver aquele cara novamente. Tentei esperar o Mike sair do banho, mas acabei dormindo. E nem se quer ouvi ele entrando para me dar um beijo de boa noite, mas sei que ele entrou.
No dia seguinte, era pouco menos de 06:40, estávamos prontos, saindo de casa, o fórum ficava um pouco longe de onde morávamos. Era 6:55 e chegamos no fórum. Entramos, e esperamos, como os outros. O dia correu. Era 12:30 quando teve uma pausa para podermos almoçarmos. Fomos até um restaurante perto. Almoçamos e voltamos. O dia correu era 20:00 quando saímos. Novamente estava com muita fome e enjoada. Fomos embora, jantamos, os dias passaram. O cara, que tinha seu nome como “Luke” fora preso. Eu e Mike tínhamos ido em delegacias e delegacias, e nada sobre mim ou sobre meus pais. Tínhamos marcado de ir até Los Angeles, para ver se onde eu nasci, teria algo sobre mim. E se nada resolvesse, iriamos aproveitar o dia em Los Angeles mesmo. Nossas malas estavam prontas e no carro. Eu já estava pronta, assim como Mike. Tínhamos tomado café da manhã, era sete horas em ponto, estávamos nos despedindo do vô. Peguei duas sacolas com comidas, pois a viagem demoraria um pouco. Havia apenas uma semana que tinha ido ao Spa. E mesmo em uma semana, muita coisa mudou. Entramos no carro, fomos estrada a frente. Passou pouco mais de uma hora, fazia pouco tempo que tínhamos saído de Dark Sea. Estávamos ouvindo Oasis, e estávamos comendo algumas coisas, e tomando suco. Eu estava ansiosa para ver se descobriria algo. Não me lembrava de nada, minha mente não queria. Isso era uma barreira que minha mente havia feito. Agora havia 3 horas que havíamos saído de casa. Já estávamos em Los Angeles. Logo na entrada muitas paineiras, a praia, o sol fazendo a água do mar brilhar, e arder meus olhos. Chegamos á primeira delegacia. Novamente questionamos os delegados, explicamos a situação. E pela primeira vez, o delegado tinha algo a me informar. Ele mexeu em seu computador, digitou algo. Suspirou fundo, olhou nos meus olhos, e enfim disse.
-Tenho registros sobre você, Kaliwah. –Sorri, emocionada, e ele sorriu também. Sabe o que é você não saber quem é, não saber ao certo quem são seus pais, não saber o que você fez ou tinha para estar ali, no meio do nada, perdida? Parecia algum animal, que fora abandonado por seus donos. Sem saber o motivo, sem entender, esperando que ele voltasse te buscar. Tentei esquecer um pouco de tudo que havia passado. –Seu nome é Kaliwah Snyper, seus pais são Eleanor Armstrong e Henry Snyper. Não há registros deles há mais de 10 anos. Eles se mudaram, a esse mesmo período de tempo. Nunca mais se soube deles. Eles vieram e fizeram um B.O. dizendo que você estava desaparecida. Nunca tivemos informações. Aqui estão seus documentos. –Entregou-me uma pasta- Você terá que renova-los, porque para todos você está como ‘não alfabetizada’. Pode abrir, Kaliwah. –Obedeci, abri a pasta, e peguei meu R.G., senti as lágrimas saírem de meu rosto. Na foto eu tinha apenas 4 anos, uma adorável garota. Virei o R.G. e vi minha data de nascimento. Sete de julho de 1996. Eu tinha apenas 16 anos. Um ano a menos que Mike.
-Obrigada, Sr. –Procurei seu crachá- Sr. Coluer. –Sorri, e ele retribuiu.
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