O Recomeço
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Minha vida não era um sonho, mas eu sobrevivia, e não desistiria da minha vida. Mais um dia procurando emprego, cerca de 18 horas da tarde, estava voltando ao meu 'lar', fazia algumas horas que não via ou falava com Mike. Mas não iria atormentá-lo. Cheguei no beco, e me deitei, embaixo da árvore, e logo dormi. Já estava sonhando quando senti um frio na espinha, abri os olhos, mas a escuridão havia tomado conta dos meus olhos. Senti uma sensação de ardência descer por meu nariz, meus olhos pesaram, mas não de sono, e sim por necessidade, e quanto percebi já estava inconsciente. Acordei em um lugar estranho, com pouca iluminação, eu tentei levantar, mas foi quando percebi que estava algemada em uma cama. Por conta de ter tentado levantar muito rápido, tive um impacto muito grande e meu corpo batera contra a cama. Olhei em volta, e vi que o lençol, perto de minhas partes, estavam cheias de sangue. Eu tinha menstruado a dois dias atrás, aquilo poderia ter muitos significados, mas levando em conta a dor que estava sentido por dentro, só teria uma explicação. Eu não só havia sido sequestrada, como também estuprada. Havia apenas uma janela, pequena, retangular e quase no teto. Havia algumas caixas perto da cama, madeiras, materiais de construção, entre outras besteiras. A cama não era muito forte, dava pra ver claramente que estava toda inferrujada e quebrada, havia uma luz no meio do cômodo, mas não iluminava muita coisa. Tentei gritar, assobiar, quebrar a cabeceira da cama, já que só minhas mãos estavam algemados, tentei pegar um alicate que havia perto com o pé, nada dava certo, tudo era em vão. E eu tinha medo quando o homem responsável por aquilo voltasse. Estava cansada de gritar, gritar e gritar. Apenas fechei os olhos e lembrei, do sorriso de Mike, do beco onde dormia, do pessoal legal que trabalha em uma padaria onde ia sempre ajudá-los e eles me davam um trocado aqui e ali, minha vida já fora perfeita há anos e anos atrás. Mas a vida que eu tinha eu dava valor, só por estar vivendo ainda, eu agradecia sempre, mas só se percebe realmente o que se tem, quando tudo piora. Ouvi um barulho, que aparentava vir do andar de cima. Logo abri os olhos, e encarei a porta que havia, ao topo de uma escada. Ouvi uma chave destrancá-la, e ela se abrir lentamente, o ranger da porta devido á ferrugem invadir todo o cômodo, meus olhos arderam um instante, devido a luz que entrara pela porta, vira uma figura, um homem alto e evidentemente forte, por conta da alta claridade, não consegui ver detalhes, como rosto, roupas ou algo como a cor de sua pele. De repente todas as luzes se apagaram, e agora meus olhos arderam por tentar enxergar algo em meio á escuridão.
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