O Réquiem de um Homem Morto
3 Eu argumentei com a morte
Estava em uma situação
de alta pressão.
O que era aquela dor
que eu senti no coração?
Só precisava a convencer,
não era pouco o que eu tinha a perder.
Já estava confiante,
mas o argumento era o faltante.
“A pouco de hipócrita me apelidou
mas será que tu já pensaste
que único não sou!?”
“Quem diga ao soldado
que volta da guerra honrado
depois de ter lutado
contra a morte que ele selecionou.
Quem diga a suicida
que tenta tirar a vida
na última expectativa
de ser socorrida.”
“Hipocrisia vive na humanidade
já deves ter notado,
desde o mais remoto passado
ação dita pode não ser
o que é realizado.
Agora me responda:
porque a mim tu tens como alvo?”
“Tu falas como se eu fosse culpada” —
responde, com a voz fina, a minha amada -
“Eu só sigo apenas um vestígio.
Foste tu que acabaste por se manchar
do sangue que devo limpar.”
“O meu suicídio é o que estas a sugerir?
só escuto asneiras proferir.
Como eu poderia me matar
e vivo estar aqui a argumentar?
O que ela estava a falar,
pôde me afetar.
Depois de escutar
fugi de lá.
“A faca que agora seguro
agora é meu escudo.
A minha defesa é arma
culpada por tirar a vida da sua alma.
Se não acreditas tenta lembrar
o que a semanas tu vem a planejar.”
Palavras dela que foram o suficiente
para me fazer lembrar.
Eu realmente tentei me matar.
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