O Quinteto Fantástico
44 Capitulo 44 – É só você e eu.
Notas iniciais
Jaque
– Eu acho que posso me re-acostumar com isso... – disse para Dani sobre o que o piloto disse.
– Claro que pode. — disse ele estendendo a mão.
Olhei para a mão estendida dele.
– Per favore mi segua? – diz: Queira me acompanhar, disse ele.
Percebi logo de cara o sotaque que ele tinha quando falava Italiano... E claro fiquei boba! Sou descendente de Italiano, lógico que adorei!
– Sì! – respondi pegando na mão dele — Vamos para o hotel? To muito cansada... – disse para ele enquanto sairmos do aeroporto.
– Mas você estava dormindo até agora! – disse ele.
– Qualquer viagem cansa!
– Tem razão. – disse ele se espreguiçando.
**
Enquanto íamos para o hotel, (que ELE tinha reservado), fomos observando as paisagens. Tinha flores em todas as praças, que por sinal eram muito bem cuidadas. Misturava varias cores: Brancas, Azuis, Amarelas, Vermelhas...
Quando chegamos no hotel, não foi como eu pensei: somente um quarto de hotel... Na verdade era tipo chalés...
– Benvenuto! – diz: bem vindos, disse o gerente que estava atrás de uma mesa com muitos papéis em cima.
Dani ficou lá falando com ele sobre a reserva e eu fiquei olhando as coisas em volta... Na sala de entrada, que era onde estava o gerente, tinha um corredor, enfeitado, e no fundo tinha uma outra sala, lá no fundo tinha uns sofás e no centro tinha um piano. Sorri ao olhar aquele piano.
Ele me disse que tinha reservado um lurgazinho “bacana”, mas não pensei que fosse TÃO “bacana” como ele me disse. Lugarzinho? Definitivamente aqui não é só um “Lugarzinho” é “O Lugarzinho”.
– O que foi? – disse ele aparecendo do nada atrás de mim e me abraçando.
– Han? – perguntei – Há! Nada! Tava só olhando em volta.
– Hum... Vamos lá vê como é o quarto.
– Isso ficou estranho. – disse rindo.
– Tem razão! – disse ele rindo – Vamos logo!
Ele me arrastou para o Chalezinho passando por um jardim. Entramos no chalé e eu comecei a rir, ainda bem que ele não viu que eu tinha tropeçado na entrada.
Ao entrar tinha uma sala... Com uma TV e tudo. Tinha uma portinha que levava a um corredorzinho, tinha uma porta no fundo do corredor que era o quarto e outra que obviamente era o banheiro. Quando entrei no quarto olhei em volta.
– Pelo visto... Você não se preocupou muito em arranjar um quarto com uma cama que não seja de casal. – disse olhando para ele que estava disfarçando.
– Tem um jardim lá fora, vamos lá ver. – disse ele mudando de assunto.
Dei risada e me puxou para o jardim. Era permitido sentar na grama... Na verdade nós deitamos, estava bonita, um verde muito vivo e estava perfeitamente aparada.
O sol estava se pondo, daqui a pouco ia ficar de noite, a viagem realmente demorou. Ficamos deitados na grama vendo o céu.
– É bem bonito aqui! – disse ele.
– O lugar é ótimo.
– A companhia é melhor. – disse ele automaticamente.
– Ownt... – murmurei beijando ele.
– Então, o que vai querer fazer nos próximos seis dias? – ele perguntou.
– Visitar uns lugares! É obvio! – disse obviamente – Sabia que aqui tem uns lugares abandonados?
– Qual a graça de visitar lugares abandonados? – perguntou ele pondo o braço embaixo da minha cabeça.
– Ta com medinho? – falei zoando ele que fez um gesto de negação. – Ta bom! Acredito!
– Esquece isso, vamos aos lugares importantes da cidade! – falou ele.
– Lugares abandonados tem história também! Dê um exemplo seu ai...
– Há... Tem o: Castillo Sh... Chi... forzesco. – falou ele travando a língua e fazendo careta.
– Sforzesco. – disse rindo dele fazendo careta.
– É esse lugar ai! – rindo de si mesmo.
– Podemos ir amanhã?
– Tanto faz só quero ir! – disse ele ajeitando o óculos.
“Fica tão bonito de óculos”, pensei encarando ele.
– Por que ta me encarando desse jeito?
– Nada. — Virei de lado para ele e apoiei-me na mão.
Ele deu um sorrisinho e me beijou, retribui o beijo da mesma maneira. Depois que nos separamos ele me olhou carinhosamente e eu o olhei da mesma maneira, deu pra eu ver no fundo dos seus olhos que ele estava radiante de felicidade. Deu pra ver em seus olhos que eu nunca vi ele tão feliz por estar com alguem. Deu pra ver que ele me queria ao lado dele como nunca. Deu pra eu ver, que esse cara que eu amo, estava realmente apaixonado por mim.
“Andam dizendo por aí
Que o fogo no seu coração apagou
Tenho certeza que você já ouviu tudo isso antes
Mas você nunca acreditou...
Não acredito que alguém
Sinta o mesmo que eu sinto por você agora”
(Wonderwall — Oasis)
**
– Vou para o quarto tomar banho... – disse levantando num salto – Fica ai vendo as “estrela” que eu já volto.
– Ta. – disse ele cruzando os braços embaixo da cabeça.
Fui para o chalé, entrei e vi o corredorzinho. Sai correndo pelo mesmo e me joguei na cama.
– Isso é... É... Fodastico! – Essa palavra escorregou da minha boca sem que eu percebesse.
Parecia uma criança na primeira viagem de sua vida. (mesmo não sendo).
– “Vo morre!” – disse com uma voz fina.
Suspirei alto e fiquei viajando em minha mente, depois dei um suspiro de desespero e levantei rapidamente.
– Tomar banho, Jaque! Tomar banho!
**
Depois que sai do banho e me arrumei, peguei minhas malas que estavam no chão e fui tirar as roupas de dentro.
Coloquei musica no meu celular enquanto arrumava minhas coisas. Começou a tocar uma musica muita animada e eu comecei a dançar sozinha. Estava lá dançando quando faço um passo para trás e vejo Dani encostado no batente me olhando.
Fiquei imóvel quando vi ele parado ali, abaixei o braço e, sem dançar, eu continuei a arrumar minhas coisas.
Fiquei meio constrangida... Ele tava me vendo dançar! Ninguém me vê dançar! Por que? Por dois motivos:
Primeiro: Eu não sou uma boa dançarina.
Segundo: Morro de vergonha.
Acho que ele percebeu que eu fiquei constrangida, pois enquanto dobrava uma blusa, ele se aproximou de mim e me virou para ele segurando em meus ombros. Ficou me olhando, e eu sem saber o que fazer fiquei olhando ele também. Algo muito fofo estava acontecendo naquele momento, e eu não fiz nada para parar. Simplesmente deixei esse “algo” fluir.
“É inegável que devemos ficar juntos
É inacreditável como dizia que jamais me apaixonaria
Você precisa saber
Se já não sabe como me sinto
Então deixe-me mostra-la agora que eu estou falando sério”
Não falamos nenhuma palavra. Ele apenas me segurava pelos ombros como se não quisesse que eu saísse, ele estava diferente... Ele já era carinhoso, mas hoje... Ele estava mais.
“Um
Você é como um sonho
Que se tornou realidade.”
Ele tirou as mãos do meu ombro e levou-as ao meu pescoço levantando meu rosto a sua altura. Deu um sorriso para mim e ficou me acariciando.
“Dois
Só quero estar com você.”
Tirou uma das mãos do meu pescoço e levou-a ao meu cabelo, que ficou brincando com ele. Levava a mão de cima a baixo no meu cabelo, ficava jogando de um lado para o outro, arrumava e bagunçava de novo.
“Três
Garota, é evidente
Que você é a única para mim.”
Do nada ele parou de bagunçar meu cabelo e me puxou para junto dele que me deu um abraço quente e confortável, ficou abraçado de mim e passando a mão na minha cabeça.
“E quatro
Repita os passos
De um a três”
Ele me soltou do abraço, ficou novamente me olhando carinhosamente, dessa vez eu que dei um sorriso, ele retribuiu o sorriso. Acariciou meu rosto com o próprio rosto e me deu um beijo tênue.
“Cinco
E se apaixone por mim.”
Com certeza, aquele foi o melhor beijo que já recebi de Dani. Não pude resistir, queria outro! Aproximei-me dele e lhe dei um beijo também tênue.
“Se algum dia
Eu achar que meu trabalho está terminado
Então voltarei para o primeiro passo.”
– Jaque... – disse ele em um sussurro bem próximo de mim.
– Oi... – respondi no mesmo tom.
– A roupa caiu... no meu pé... – disse ele.
– ... – olhei para baixo – HÁ! Desculpe.
Me abaixei, peguei rapidinho, joguei a blusa que tinha caído na cama.
O puxei pelo colarinho para junto a mim. E lhe dei um beijo, acho que ele meio que não esperava uma atitude assim e não fez nada. Simplesmente ficou aceitando o beijo… Na verdade eram "Os Beijos".
– Por que fez isso? — Perguntei sobre aquele momento fofo.
– Porque… — começou a falar e eu continuei a beijar o rosto dele — Eu só queria mostrar que gosto muito de você…
– Dizer, "Eu te amo", não é o suficiente? — Perguntei.
– Sabe como demonstramos o amor? — falou ele. — Uma atitude de lealdade e carinho de cada vez.
– Nossa… Agora sim, foi tocante!
Ele se aproximou da minha orelha e disse baixinho:
– Morgan Freeman.
– Affe! — comecei a rir. — Achava que você tinha feito essa coisa assim!
– Assim?
– Assim!
– Assim como?
– Tipo… — fiquei pensando.
– … Tic tac tic tac… — fez Dani.
– Pera deixa eu pensar!
– Ta!
– És na minha vida como um luminoso Poema que se lê comovidamente. — Falei claramente.
– Nossa!
Me aproximei da orelha dele e murmurei:
– Manoel Bandeira.
– … Está se sentindo vingada?
– Sim! — disse rindo.
– Então vamo lá, você não trabalha com improviso? Improvisa uma frase ai! — propôs ele.
– Hum…
Na hora, olhei para ele que estava olhando para mim. Aproximei-me do rosto dele e murmurei em Italiano:
– Sin ti, no puedes tener mi dosis diaria de peligro...– diz: "Sem você, não posso ter minha dose diária de perigo".
Ele ficou me olhando fofamente.
– Agora traduz! — disse ele, achava que ia dizer algo mais legal!
– Chato! — disse rindo e me soltando dele.
Fui pro outro lado do quarto e continuei a arrumar minhas coisas. Dani bocejou e pegou a mala dele e foi para o outro lado. Percebi ele me olhando, olhava para mala, olhava para mim, bocejava, olhava para a mala.
Do nada só sinto alguém me pegando no colo e eu tentando me soltar.
– Me largaa! — falava rindo.
– Te largar? — disse ele com um sorriso travesso.
– Agora!
– Ta bom! — e abriu os braços e eu cai não esperando cair na cama.
Fiquei deitada olhando para ele com uma sobrancelha erguida. Ele ficou me olhando com um olhar maroto, meio sensual e meio inocente, querendo tudo e fingindo que não queria nada…
– Me diz de uma vez, — falei ainda deitada na cama — o que você ta pensando em fazer?
– Deitar e dormir…
– Precisa isso?
– Quero dormir com você do meu lado! — disse.
– Quer dormir comigo? É isso? — perguntei com um sorriso discreto e malicioso.
– … Eeeeeerrr…… Não vou mentir. Sim! — disse confessando.
Olhei pra ele com a testa franzida.
– Ta bom, eu durmo no sofá. — disse ele meio depre indo para sala.
Inspirei alto.
– Dani… Espera ai… — falei sentando no meio da cama.
– O que? — virando.
– Leva um travesseiro! — disse rindo e jogando nele.
– HA HA HA! — disse sarcasticamente jogando de volta em mim que me fiz de trágica e me jogando para trás.
Ele virou novamente.
– … Hey, Dan…
– Inh...a — murmurou qualquer coisa.
– … Vem aqui vai!
Fez uma cara de: Sério? Eu dei um sorriso pra ele e fiz sinal pra ele deitar do meu lado. Ele deitou do meu lado e me beijou intensamente.
– Por que essa mudança de ideia? — perguntou.
Pensei numa resposta óbvia e clara.
– Porque sim.
Ele deu um sorrisinho fofo e me beijou novamente. Abracei o braço dele, deitei nele e acabei dormindo.
*~ Continua ~*
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