Notas iniciais
Oláááá!!
Bem, primeiro agradecer a MaricaFranz pela recomendação, muito obrigada mesmo por ela, foi muito legal, e tinha tempos que eu não ganhava qualquer recomendação. Sério, obrigada.
E também dar os parabéns a Anna, uma leitora maravilhosa que sempre tem reviews completos e fez aniversário dia 28 de Abril, parabéns linda, capitulo dedicado a você e a MaricaFranz.
Boa leitura!

- Mas que droga vocês estão fazendo? – perguntou Thalia em frente a Luke, com um olhar congelante. O loiro bufava de raiva, seu olhar conectado no de Nico.

- O que eu estou fazendo? O que você e ele estão fazendo? – Luke parecia sentir muita raiva. Thalia deu uma risada cortada, saindo da frente de Luke e puxando Megan para o seu lado.

- Eu não acredito que vocês estão com ciúmes! – a garota olhou para Nico que ainda estava com as bochechas cor escarlate. – É realmente impressionante! Vocês dois são amigos desde sempre, não é possível que sejam tão falsos ao ponto de ficarem com raiva um do outro por um motivo tão besta – agora era Thalia quem parecia estar com raiva. Megan ainda olhava tudo sem entender. Na realidade, toda a situação entre os dois estava começando a ficar clara apenas agora para ela.

- São risos para lá, risos para cá, abraços e o caralho a quatro – Nico era assustador, sua voz era grave e sua órbita estava totalmente negra. Thalia bufou, pegando suas coisas e as de Megan.

- Sabe do que vocês precisam? – ela não esperou resposta. – Precisam ficar sem namorada alguma para deixarem de ser ridículos, isto sim!

Megan ainda olhava para trás, sua mente estava nebulosa. E, sem querer, todos os momentos de Nico com Thalia atravessaram sua cabeça enquanto a punk puxava-a para fora do clube. Ela odiava reconhecer que Luke tinha razão em estar ciumento. Infelizmente, Thalia e Nico combinavam em tudo e mais um pouco.

Mas Nico estava completamente doido, em momento algum Megan levantou suspeita de qualquer sentimento maior que de pura amizade por Luke, pelo menos era o que ela pensava. Quando ela entrou no carro de Thalia, percebeu como a mesma estava pensativa como se realmente percebesse que havia momentos em que ela parecia mais namorada de Nico do que de Luke.

A mesma balançou a cabeça em negação, dando partida no carro.

- Eu vou te levar para casa.

*

- Meu Deus! Meu Deus! Meu Deus! Meu Deus! Meu Deus! – Annabeth colocou a mão na boca enquanto Atena saía do colo de Poseidon rapidamente, tentando esconder a marca do chupão em seu pescoço. Percy parecia impressionado, como se o pai tivesse superado todas as suas expectativas.

- Annie... – começou Atena.

- Meu Deus! Meu Deus! Meu Deus! Meu Deus! MÃE! Você... Você PIROU? – Annabeth tinha as bochechas vermelhas de raiva e surpresa, andava de um lado para o outro, como se fosse uma mãe que pegasse a filha em flagrante – Não... Não! Não! Você odeia Poseidon, vocês dois são rivais e se odeiam! Vocês são rivais e se odeiam! – ela parecia uma maníaca dizendo as coisas repetidamente.

- Eu sei que isso é complicado, Annabeth, mas você tem que entender que...

- FICA QUIETO, PESCADOR! – Annabeth gritou. Percy tinha a mão na boca, tentando não rir do ataque de raiva da loira. A mesma parecia ter se esquecido do motivo que havia vindo.
– Como assim, mãe? Vocês dois se odeiam mais que tudo. Nada na minha vida agora faz mais sentido, definitivamente mais nada faz sentido.

- Você está sendo dramática – Atena fez um gesto de desdém. – Eu sei que parece uma coisa meio doida para você, mas também é para mim. Quer dizer, eu ainda odeio Poseidon...

- Obrigado – ele respondeu.

- Calado. E ainda têm algumas coisas que me irritam profundamente nele, mas ele tem suas qualidades, qualidades estas que tenho certeza que você irá gostar de conhecer. Você consegue me entender, filha? – infelizmente, ela conseguia. Era exatamente o que ela sentia por Percy. De qualquer maneira, ela estava de TPM e tinha o direito de ficar com raiva. A garota abaixou os ombros num gesto de que havia se rendido.

- E tem outra coisa que eu tenho que te contar – Atena parecia envergonhada e Annabeth, ativa.

- Eu não acredito! Você está grávida?

- Não! – as bochechas de Atena ficaram cor escarlate – Poseidon e eu... Bem, nós estamos juntos há algum tempo.

- Quê? – foi à vez de Percy se pronunciar, alternando os olhares atentos entre o pai e Atena. – Há quanto tempo exatamente?

- Mais ou menos um mês? – ela chutou. Percy colocou a mão na boca mais uma vez enquanto Annabeth batia palmas, revoltada. Um mês. Um mês! Isto era muita coisa, e também havia muito teatro entre Atena e Poseidon. Entretanto, Annabeth sentia que já tinha visto esta história antes: Namoro escondido, teatro, satisfações...

- Isto é ótimo – Percy se pronunciou por fim, ajeitando sua pose surpresa e ficando ereto
– Porque nós não estamos aqui à toa.

- Ah, não? – perguntou Atena, ajeitando- se. Percy ajeitou o cabelo com uma das mãos.

- Eu tenho que mostrar uma coisa – ele falou e sem mais nem menos puxou a gola da camiseta de Annabeth, selando seus lábios enquanto colocava as mãos em sua cintura. Por um momento esqueceu-se da presença dos pais, apenas sentido os lábios macios da loira perto dos seus. Quando eles se separaram, Poseidon e Atena pareciam definitivamente surpresos, como se os filhos tivessem lhes dado um tapa na cara.

- Eu não acredito que você escondeu isto de mim – Annabeth riu friamente da mãe.

- Eu não acredito que VOCÊ escondeu isto de mim! – Annabeth respondeu enquanto via Poseidon se ajeitar, incômodo.

- Quando tempo vocês estão juntos? – os olhos verdes de Poseidon estavam sérios, como os de um pai deveriam ser. Rapidamente, Percy percebeu que o jogo havia se invertido.

- Hm... Quase seis meses?

- SEIS MESES? – Atena gritou. Poseidon parecia totalmente abismado. Alguns segundos depois ele se recompôs e ficou em frente aos dois adolescentes, o olhar sério era igual o de Percy (ambos faziam Annabeth estremecer de medo).

- Nós precisamos conversar – Poseidon disse apenas.

*

Eles assentaram-se frente a frente na sala de Poseidon, que batia a caneta insanamente na mesa de madeira. Seu olhar continha um misto de raiva e surpresa (Percy anão conseguia decifrar qual sentimento se sobressaía em seu pai).

- Nós temos um problema familiar por aqui – pronunciou Poseidon, Annabeth deu um riso irônico.

- Mais um?

- Calada – a mãe a cortou, Annabeth revirou os olhos.

- Enfim, nós não vamos, nem mesmo queremos descobrir o quê mais vocês esconderam de nós.

- Assim como vocês esconderam de nós – Percy cortou o pai. De alguma forma ele não parecia pirracento e raivoso igual Annabeth, mas sim sério e centrado, como se soubesse que agora era hora deles discutirem um problema sério: Uma omissão de fatos que não deveriam ser omitidos de pais para filhos e vice-versa.

- Eu quero me retratar antes – Annabeth disse, fazendo um bico. – Se for para alguém se separar por aqui serão vocês, porque Percy e eu estamos juntos há mais tempo e a relação mais velha deveria ganhar a chance de continuar existindo. Enfim, eu não vou me separar dele, não importa o que vocês digam.

Percy estava surpreso. Pela primeira vez na vida Annabeth fez uma declaração em público dessa maneira para ele. O rapaz já tinha falado no ginásio para o diretor ouvir que ele amava Annabeth, depois para a escola toda e depois para os próprios pais, mas era a primeira vez em que ela se pronunciava daquela maneira. Isso o deixou extremamente feliz.

- Não estou tentando separar vocês, Annabeth – Poseidon suspirou. – Eu só quero que vocês saibam que não está correta a atitude de vocês, muito menos a nossa. Por isso temos que nos retratar uns com os outros e resolver essa situação.

- Isso não é uma reunião de negócios, Poseidon. São nossos filhos – Poseidon revirou os olhos. Atena tinha um sorriso de lado, aquele sorriso que sempre fazia quando ganhava uma questão. – Não devemos ser formais! O que Poseidon está querendo dizer, é que não estamos proibindo vocês de terem um relacionamento, nós apenas queremos que vocês entendam que está errado, tudo isto está errado. Agora é a hora de resolvemos isto. O que exatamente vocês têm a nos contar sobre... O que estão tendo?

- Não faça essa cara, mãe – começou Annabeth. A mulher tinha feito uma careta ao falar “O que vocês estão tendo?”, como se Annabeth fosse uma vadia que tinha qualquer coisa com qualquer um. Atena não respondeu nada. – Eu e Percy nós estamos namorando, namorando sério, mais sério do que com qualquer outro namorado que eu já tive. E nós estamos meio que... – as bochechas de Annabeth ficaram vermelhas e ela olhou para o chão, um sorriso sem querer cresceu nos lábios de Percy. Atena captava tudo que os dois faziam e falavam. – Bem, eu estou meio que amando ele.

- Eu estou meio que te amando também – Percy respondeu com um sorriso feliz, como se tivesse acabado de ver um unicórnio. Atena séria, após vários segundos, deu um sorriso de lado.

- Bem, então nós temos que resolver isto porque eu não largo mão de nenhuma relação potencialmente duradoura com qualquer homem.

- Mãe! – Annabeth gritou enquanto Poseidon e Percy riam. Pelo menos a tensão entre eles já havia acabado. Poseidon ajeitou-se em sua cadeira, agora ficando mais relaxado, do jeito que ele sempre foi.

- Eu tenho uma proposta, uma proposta maluca, mas eficaz – Poseidon anunciou e voltou a bater a caneta insanamente na mesa. Todos se calaram esperando ele falar. – Eu sei que isto parece errado, mas acho que deveríamos continuar com nossos... Hm... Namoros. Agora sem esconder, acho que não há nada de errado em querermos ser um pouco modernos e aceitar a ideia de vocês dois namorando, assim como os seus pais. Na realidade, eu acho que realmente não há nada de errado nisso já que vocês dois não tem qualquer ligação de sangue.

- Ainda bem.

- Percy! – Annabeth gritou. Depois pensando como estava sendo a única com sanidade mental naquela sala. E como estava sendo chata e repreendendo todo mundo, decidiu se calar enquanto Percy ria.

- Tudo bem para vocês? — Atena perguntou sorridente, aparentemente em concordância com a ideia de Poseidon. Percy e Annabeth se entreolharam.

- Tudo.

*

Lágrimas saíam pelos olhos de Megan de tanto rir, sua barriga doía, ela suspirava e finalmente voltava ao normal, mas então olhava para Thalia e o ciclo começava novamente.

- Eu não acredito que seus pais estão se pegando! – Luke gritou, rindo ainda mais. A risada de todos soava melodiosa para Annabeth, ao contrário de Percy que tinha um bico no rosto pela chacota básica que a turma fazia com ele (o garoto, mesmo sem saber o porquê, não se sentia surpreso).

Depois de vários minutos rindo, sibilando e tentando falar algumas frases enquanto riam ainda mais, os quatro amigos finalmente voltaram ao normal, só dando uma risadinha uma hora ou outra. Eles haviam planejado ver um filme na casa de Nico, haviam porque ninguém prestava a mínima atenção no filme. “Dane-se o filme” era o que passava em suas mentes na verdade. De quê adianta prestar atenção naquilo quando se têm uma história tão engraçada para rir com a de Percy e Annabeth vendo seus próprios pais, que se odeiam, se pegando?

- Tudo bem, tudo bem. Agora que tal nós começarmos a ver o filme? Minha sexta-feira já foi cheia demais – e ele estava certo. Todos sabiam do namoro, já que seus pais tinham noção do mesmo... Havia sido um dia memorável.

Todos concordaram e então Thalia e Megan se dispuseram a fazer pipoca, arrastando uma Annabeth contra a vontade para a cozinha.

- Que foi? – a loira perguntou, olhando para as duas como se tivessem acabado de sair do manicômio. Enquanto a pipoca estourava no micro-ondas, Megan contou a história. Quando terminou, Annabeth parecia pensativa, como se fosse o Sherlock Holmes prestes a desvendar um mistério.

- Olha só, a primeira coisa que eu tenho que saber é se vocês duas estão com raiva uma da outra... Ciúmes, ódio, desprezo, vocês estão... Com ciúmes uma da outra? – Megan e Thalia se entreolharam, tinham certeza do que fazer: mentir.

- Não, não, não. Thalia e eu somos amigas e sempre conversamos sobre os garotos. Mas o que queremos saber é se damos algum tipo de bola, para eles se sentirem ameaçados. Quer dizer, meninos são tão complicados.

- Concordo com você – Annabeth olhou para os garotos na sala enquanto apoiava o corpo no balcão da cozinha, cruzando os braços. Sabia que Megan estava mentindo, assim como Thalia, mas essa não era uma coisa que ela falaria em voz alta. – O que eu acho é que eles estão certos.

- O QUÊ? – Megan e Thalia gritaram em uníssono. Annabeth levantou as mãos, num sinal de rendição.

- Tá bom, se vocês não querem a minha opinião, eu não continuo...

- Não é isso, é que... – Thalia parou no meio da frase, seu sangue estava começando a subir de ódio. Como assim alguém concordava que Megan e Luke podem vir a ter alguma coisa? Aquilo era ridículo.

Tirando o fato de que os dois têm os mesmos pais brincalhões, o mesmo clima relaxado, gostam dos mesmos esportes e também não têm problemas na vida, definitivamente eles não tinham nada a ver!

- Então eu irei continuar, – Annabeth olhou para trás, o micro-ondas estava apitando. Ela tirou um pacote de pipoca de lá e colocou o outro – eu acho que vocês, querendo ou não, dão bola sim para que eles se sintam enciumados. Qual é Thalia? Você e Nico são iguais, totalmente iguais e quando começam a falar de rock... Ninguém entende o papo de vocês, ok? E você Megan, Luke está sempre te fazendo rir e eu te entendo, porque ele é um palhaço, mas vocês dois são tão parecidos. Quer dizer, não tem problemas, não se encanam com nada, são divertidos e estão sempre com um sorriso na cara. Definitivamente o oposto de Thalia e Nico.

- Ei.

- Eu não estou querendo ofender, Thalia, só colocar as cartas na mesa, ok? Eu acho que se vocês gostam mesmo dos seus namorados e não do amigo dos seus namorados, têm que provar que são realmente apaixonadas por eles para que não haja mais dúvidas sobre isso. Algum dia vocês já falaram mais de uma vez o quanto eles são divertidos, bonitos e sei lá... Apaixonantes? – Annabeth fez uma careta com a última palavra, assim como as garotas. – Tá, ninguém fala que o namorado é apaixonante. Mesmo assim, o quê eu estou querendo dizer que tem uma coisa que vocês duas têm em comum: vocês não têm o menor jeito quando o assunto é namorado, então tomem cuidado.

O apito do micro-ondas soou e então Annabeth pegou os dois potes de pipoca, colocou o refrigerante embaixo do braço e os chocolates em mãos. Megan percebeu que odiava Annabeth por ser uma maravilhosa amiga, a loira havia dado um tapa na cara e mais um soco na barriga de Megan só com as palavras.

Annie suspirou e então voltou para a cozinha, colocando a pipoca e o refrigerante no balcão e os chocolates nas mãos das duas amigas, em gesto de que elas também deveriam voltar para a sala.

-Se faz vocês ficarem mais relaxadas, eu vou falar com o Percy sobre ãh... Aqueles dois ali e tenho certeza que ele vai fazer os meninos abrirem os olhos. Ele é bom nisso – Annabeth olhou para as duas e fez uma cara minguada, depois lançou um beijo para elas no ar, voltando para a sala.

Megan também foi para lá, e quando o filme começou, ela descobriu que Nico estava ao lado de Thalia, falando sobre como a trilha sonora de hard metal era bom, descobriu também que seu sangue estava subindo e que Thalia deveria parar naquele exato momento de falar com o seu namorado.

Sem querer ela havia descoberto a sensação de ser picada pelo mosquito ciúme.

Notas finais
Então, olha só pessoal eu vou tentar postar mais rápido, ok? Vocês merecem.
Muito obrigada pelos reviews e tudo mais, deixem os seus neste capitulo também.
Beijos e até o próximo! =)