Notas iniciais
Oieee.
Entãao, demorei demais não é? Sei disso.
Olha só, eu queria dizer que adorei o fato de alguns de vocês me enviarem mp's me desejando feliz aniversário, fiquei até emocionada. kkkkk
Enfim, boa leitura!

POV Megan

Eu assistia ao filme e depois olhava para Thalia e Nico. Percebi o quanto eu parecia avulsa no meio daquilo tudo. Eles conversando baixinho, os outros prestavam atenção ao filme e eu ali, totalmente incomodada.

Eu deveria parecer realmente muito desconfortável, Percy e Annabeth olhavam-me como se eu fosse louco. Quando Nico sussurrou algo no ouvi de Thalia rindo, eu explodi:

– VOU EMBORA! – Gritei antes de me levantar, com raiva. Recebi olhares assustados de todos, menos de Percy, que estava bastante entretido no filme e apenas deu de ombros, e Annabeth, que já sabia o que se passava em minha mente.

– Mas o quê...?

– Eu quero ir embora agora! Ninguém precisa me acompanhar, ninguém precisa sair daqui e falar sobre a merda dessa porra de trilha sonora do filme! – Luke colocou a mão na boca, surpreso, não o reprimia, eu me sentia da mesma forma. Annabeth levantou-se num pulo.

– Meg...

– Meg é o caralho! Eu quero ir embora e não quero olhar na cara de mais ninguém por aqui! – virei-me. Até mesmo Percy olhava para mim sem entender o quê eu dizia (fato que realmente foi um milagre, já que ele parecia muito entretido no filme). Saí da casa em passos pesados, quando estava longe o suficiente da casa, comecei a dar pulinhos nervosos.

– Meg...

– Sai daqui, Annabeth. Eu não quero ouvir sermão de ninguém, você já falou o suficiente por hoje! – ela colocou as duas mãos por cima da cabeça.

– Calma, ok? Eu não vou dar mais sermão nenhum. Você explodiu lá dentro, Meg, todo mundo está assustado – assentei-me no meio fio, com raiva, coloquei as mãos na cabeça e sem querer comecei a chorar. Annabeth assentou-se ao meu lado. – Eu sei como você é, sempre de bom humor, sempre distribuindo sorrisos, mas que chega uma hora que você explode. Eu te entendo, mesmo.

– Eu sou um desastre, Annabeth – choraminguei. – Você sabe que eu sou um desastre! Eu não sei segurar um relacionamento sequer, agora eu achei o Nico e... – abaixei a cabeça, colocando ela entre as mãos novamente.

Annabeth não falou nada e eu a agradeci mentalmente por isto.

– Você quer que eu te leve para casa? – ela perguntou, eu assenti ainda chorona. Então percebi que estava tratando Annabeth muito mal, ela foi a única que saiu da casa para falar comigo, talvez porque foi a única que tomou iniciativa, ou porque havia mandado todos ficarem quietos e veio em meu consolo.

Eu só sei que a amava por este e muitos outros motivos.

Quando ela estacionou em frente a minha casa, lembrei que meus pais estavam fora e que eu não queria ficar sozinha, não agora.

– Você quer dormir comigo hoje? – perguntei-a, ficando com as bochechas vermelhas – Meus pais não estão aí e eu não gosto de ficar sozinha. Hum... Eu tenho algumas mudas de roupas suas por aqui.

Annabeth sorriu sociável.

– Claro Meg.

Quando entramos em casa, parecia que um grande peso havia saído dos meus ombros. Annabeth ligou para sua mãe falando que dormiria comigo hoje e então fez tranças em meus cabelos. Nós quase não conversamos nesse tempo. Ao ela terminar as tranças, assentou-se ao meu lado.

– Você quer falar agora?

– Sim – eu respondi simplesmente, tinha tanta coisa para dizer que acabou saindo tudo muito rápido e muito enrolado. – Eu amo a Thalia e não sinto inveja dela, mas nós concordamos que ela é melhor em tudo, tem mais autocontrole, mais estilo, mais namorados. E quando eu vi que ela e Nico poderiam ter algo, eu pensei, por que não? Eles têm tudo a ver mesmo. Agora sobre mim, que merda eu sou mesmo?

– Você é linda, Meg – Annabeth abanou as mãos. – Você só tem um sério problema de timidez. E daí? Nico acha as garotas tímidas sexys. Eu vi isto no chat do facebook dele enquanto olhava o de Percy para saber se havia alguma garota na cola dele.

– Você está vigiando o facebook do seu namorado? – eu ri. Annabeth fez outro gesto de desdém.

– Claro! Estas meninas ficam atrás dele igual urubu atrás de carne morta. É horrível, eu tenho que ficar de olho aberto – eu sabia que ela estava mentindo. Ela provavelmente não ligava para essas garotas, mas era legal o fato dela mentir para me fazer sentir melhor. – Você é a amiga mais sensível que eu tenho, é o meu xodó e sabe disto, mas eu tenho que te pedir duas coisas e você tem que prometer cumpri-las. Promete? – não respondi nada e acho que ela entendeu isso como concordância. – Primeiro, eu quero que você fale com Thalia a verdade, tudo o quê sente, porque vocês são melhores amigas e não estão acostumadas a esconder o quê pensam uma da outra.

Assenti, esperando ela continuar.

– E segundo, quero que você faça exatamente o seguinte: nós duas iremos a uma loja de lingeries.

– Quê? – eu ri com as bochechas vermelhas. E eu achando que ela queria que eu fizesse um discurso de amor para Nico, me ajoelhasse aos seus pés, fosse à Igreja, ou sei lá. Ela fez um gesto para eu a deixar continuar.

– Eu estou falando sério! Ouça-me: eu quero que você vá comigo achar umas lingeries bem sexys que combinem com você – minhas bochechas estavam cor escarlate. – É bom que eu compro umas novas também e você me ajuda a achar lingeries azuis.

– Azuis? Por quê?

– Percy gosta de azul – ela sorriu apaixonada e eu logo ri, ficando mais relaxada. Era bom ver que as coisas finalmente estavam dando certo para ela e para o Percy. – Mas o quê importa é que veremos algo bem sexy pra você. Eu sei que você e ele têm tipo um lugar “especial” que eu não quero saber qual é, mas eu vou dar um jeito de arranjar a chave deste lugar, na verdade isto é com Percy, mas acalme-se, ele não vai saber o verdadeiro motivo. E então você vai preparar uma surpresa para ele.

– Ah, não sei não... – minhas bochechas estavam muito, muito vermelhas.

– Qual é Megan! Você é tímida, mas toda a garota já quis fazer isto para o namorado e você não é exceção. O quê eu estou dizendo é que quero você bem bonita e sexy para ele, e quero que ele receba um pedido de desculpas de lingerie.

– Isso não está certo.

– Shh, isso sempre dá certo! Olha para mim, eu ainda não terminei... E então você vai trepar loucamente com ele.

–Annabeth! – ela dá uma risada alta que ecoa por toda a casa, acabei acompanhando-a no final. – É sério, o quê você acha que eu posso fazer para me reconciliar com Nico? – Annabeth me olhou cética.

– Eu não estou brincando, Megan, na realidade eu nunca falei tão sério na minha vida. Quer dizer, eu vou te fazer uma pergunta e você não me leve a mal, mas você já falou pro Nico que ele é sexy? E que ele te dá tesão?

– Ann... Annabeth! Será que tem como você parar com isto? – não tinha mais onde caber constrangimento em minha cara, mas ela parecia séria.

– É disso que eu estou falando, Megan. Você e ele sempre falam o quanto estão apaixonados e o quanto ele é fofo. Mas quanto ao carnal? Isto também é muito importante, ainda mais porque eu fiquei sabendo que todas as garotas qualificam o Nico como “o misterioso sexy” – ri irônica, bando de idiotas. – E a própria namorada não o chama de sexy? Ele deve ficar meio de baixa estima por isto.

– Tá, talvez eu não seja uma pervertida, mas não é assim, eu já o chamei de coisas sexys...

– Tipo?

– Gatinho conta? – Annabeth me olhou cética de novo.

– Não, não conta. E você não vai chama-lo de gatinho quando estiver lá com ele, entendeu? Vou falar com o Percy e você vai ver, vai dar certo – ela piscou para mim e eu entendi que tudo que ela falou era realmente sério. Então fiquei muito, muito preocupada.

*

POV Narrador

Percy estudava os skates, acompanhado dos amigos e olhando para os dois arrevesadamente. Sabia que o clima estava tenso e achava os dois totalmente patéticos por causa disto. Depois de escolherem os skates novos e andarem neles, Percy decidiu fazê-los assentar bem no meio da pista vazia de skate. Nem na cara um do outro os dois se olhavam, Percy percebeu e revirou os olhos com raiva.

– Ah fala sério! Vocês estão parecendo dois veados agindo assim, sabiam? – Percy cruzou os braços, não ligando para o fato de ter recebido olhares raivosos de Nico e Luke.

– Fala para ele começar a virar amigo de verdade e aí eu volto a conversar – Nico disse olhando para frente. Percy quis dar um soco no meio do nariz dele para ver se o mesmo virava homem. Ele passou a mão na testa, nervoso com toda essa veadagem explícita.

– Puta que o pariu! PUTA QUE O PARIU! Sério que vocês vão ficar deste jeito por causa das garotas? Se fossem quaisquer garotas, eu diria “ah porra, ajeitem isso no par ou ímpar”, mas caralho são as garotas, são Thalia e Megan, Thalia e Megan! Eu as conheço, vocês as conhecem, e nós sabemos que elas amam vocês tipo, pra caralho. Então parem com esse ciúme besteira e voltem a ser amigos – eles não falaram nada. Dois teimosos. Percy suspirou.

– É assim, não é? Então eu vou ter que tomar medidas drásticas. – Percy cruzou os braços. – Eu vou ter que beijar o que não olhar para cara um do outro.

– Eu sempre soube que você queria isto – Luke respondeu com uma careta. Percy fechou os olhos, fazendo um bico.

– Prepare-se para o melhor beijo de todos, Luke – Ele chegou perto, sendo empurrado por Luke.

–Tá, tá, pronto, eu estou olhando para o traidor. Agora continue – Percy resmungou, vendo que Nico também olhava para Luke, continuou:

– Estão olhando nos olhos uns dos outros?

– Sim, eu me sinto uma marica – Nico respondeu. Percy ajeitou o boné atrás da cabeça e se agachou na frente dos dois.

– Então, vocês não estão olhando para os caras que supostamente estão dando em cima das suas namoradas, ok? Vocês estão olhando para um irmão de alma, para o seu melhor amigo. Um cara Nico, que esteve contigo quando sua irmã foi embora – Nico olhou para o lado com uma expressão séria. – Um cara Luke, que esteve contigo quando seus pais quase se separaram – Luke não respondeu nada. – Um cara Nico, que te ensinou o quê era o skate, e um cara Luke, que te ensinou o quê era música boa, um cara Nico e Luke, que conhece vocês desde que se entendem por gente. E que, vocês sabem, não iria ficar com a sua namorada, porque ele não é um amigo normal, ele é o seu melhor amigo, é o seu irmão. E isso significa mais que qualquer namorada.

Nico mordeu o lábio inferior, olhando para o chão envergonhado. Percy sorriu enquanto olhava para os dois que não se olhavam feio mais. Luke riu e foi para cima de Nico, abraçando-o com força.

– Desculpa – Luke pediu dando tapinhas nas costas do moreno, ele sorriu e pediu desculpas também. Percy estava orgulhoso... De si mesmo, era o melhor amigo da face da Terra e sabia disto.

– Agora para ver se vocês viram mais homens, que tal andarmos de skate? Agora sem essa porra de tensão – Nico riu.

– Olha quem fala, o cara que estava tentando te beijar, Luke – Luke riu.

– E eu não sei? Ele sempre teve tesão reprimido por mim.

Percy apesar de tudo riu, era bom ver os dois bem de novo, nem que fosse para zoar com sua cara.

*

– Está sentindo? Está sentindo o karma positivo cair em sua alma? Está sentindo essa onda de paz apoderando-se do seu corpo? – Thalia não respondeu nada.

– Não, Annabeth, eu só estou sentindo uma puta de uma dor na perna. Essa merda de pilates é uma porra mesmo! Em que essa bola de plástico de merda vai me ajudar? – Annabeth sorriu, fazendo uma extensão na coluna, deitada de barriga para cima com ajuda da bola.

– Vai ajudar nos seus sentimentos controversos, Thalia, vai te ajudar a superar – ela rimou, o quê causou uma careta em Thalia.

– Você ouviu um CD de autoajuda antes de vir para academia comigo?

– E daí? Não é isto o quê importa. O importante é sentir a bola de plástico deslizando livremente por seu corpo. Está sentindo? – Thalia riu.

– Estou, estou sentindo a bola na minha bunda. Mas é uma sensação mais comum para você, né? – Annabeth riu, levantando-se.

– Retardada – as duas riram e enfim foram para a parte com os aparelhos aeróbicos, a parte aonde sempre iam, aonde não tinha bolas na bunda de Thalia. Ela sorriu com o pensamento.

O primeiro aparelho escolhido para uso era o de malhar as coxas, coisa que Annabeth e ela mais malhavam quando vinham à academia. A garota dobrava e esticava as pernas, sentia seu sangue ferver, sua perna ficar pesada e todo o seu corpo suar. Ela continuava esticando e dobrando, até que fazia aquilo com tanta proeza que o aparelho não era mais qualquer tipo de obstáculo, realizava os movimentos com mais facilidade e rapidez que o normal.

Ao desviar a atenção para cima, quase morreu de susto. Luke e Percy estavam ali, metros a frente das duas. Olhou para Annabeth, querendo saber sua reação, que não foi nada mais que um dar de ombros.

Annabeth e Thalia não necessitavam de conversa, se comunicavam por telepatia. Aquele simples dar de ombros significava “Deixa de ser inútil e cai logo nos braços do seu loiro gostosão”. A menina era totalmente orgulhosa, havia uma semana que não olhava para a cara do próprio namorado. Annabeth se levantou, igualmente a Thalia, que saiu rumo a um aparelho de fortalecimento abdominal.

– Oi amor – a loira disse animada, dando um beijo nos lábios de Percy, que correspondeu. Thalia decidiu ignorar todo mundo, continuando com sua série impressionante de abdominais. 101, 102, 103... – Thalia, será que tem como você ser um pouco menos grossa que o habitual e falar com os meninos?

Ela deu de ombros, sentia o olhar de Luke em cima dela, mas continuou realizando os exercícios de forma cada vez mais rápida. Ouvia o blá, blá, blá de Annabeth com os garotos, tentando fazer com que a grosseria de Thalia passasse despercebida, mas não ligava nenhum pouco. Odiava sentir ciúmes! Odiava sentir ciúmes do seu namorado gente boa com a sua amiga ingênua! Isso era feio, feio e errado, e ela se odiava por isto. 150, 151,152... Cada vez mais rápido, e mais rápido e mais rápido.

Quando menos percebeu estava deitada no aparelho, sua respiração era forte e ela se sentia com o corpo totalmente dolorido. Annabeth parou de apresentar tudo que havia na academia para os garotos e olhou para Thalia.

– Isto mesmo, estoura o abdômen de tão definido que ficará – Thalia mandou o dedo do meio para Annabeth, que riu divertida. – E você – ela apontou para Percy. – Vai para a esteira comigo.

– É você quem manda – Percy respondeu a abraçando por trás. Thalia continuou malhando e Luke continuava ali, sendo ignorado. Quando não aguentava mais tudo isso, olhou para ele, que estava cético. Ele assentou-se, ao seu lado.

– Tenta fazer o abdominal com os braços cruzados por cima do peito, é mais fácil – ele aconselhou. Thalia olhou levemente para ele, era como se o garoto estivesse em casa, conhecia todos os aparelhos, sabia sobre todos os horários e revezamentos.

Thalia assim fez e quando menos percebeu, havia alcançado 90 abdominais. Luke sorriu quando ela deitou no aparelho, cansada. O loiro se levantou pronto para ficar bem longe dela, sentia que ela não o queria por perto e já havia se cansado de correr atrás da namorada.

Quando se virou, sentiu uma mão em seu pulso e voltou o olhar para Thalia, que havia se levantado cansada.

– Desculpa, tá? – ela disse. – Eu fui uma panaca por não conversar com você e sentir ciúmes, eu não deveria ter me sentido assim. Você é meu, somente meu e de mais ninguém.

Luke sorriu, tirando a mão dela de seu pulso.

– Eu não sou tão fácil assim, Thalia. Você não pode simplesmente vir aqui, pedir desculpas e achar que tudo ficará bem, eu não sou como os outros! – a jovem sorriu lembrando-se que usou aquele mesmo discurso quando o viu beijando uma menina após ter falado que amava Thalia.

– E o que você quer que eu faça? – perguntou, seguindo as mesmas perguntas do outro dia, Luke sorriu não aguentando manter o teatro.

– Convença-me – Thalia riu lembrando-se da cena, então segurou o namorado pela gola, ficando extremamente perto dele.

– Você vai ser meu, Luke, pode acreditar que sim – Luke riu quando ela fez de suas palavras as dela. Os dois se beijaram, rapidamente, mas da forma que precisavam um do outro. Em forma de desculpas.

Eles saíram da academia. Não era mais hora para isto, queriam apenas namorar.

– E Percy e Annabeth? – Luke perguntou enquanto olhava para trás. Thalia deu de ombros.

– Eles já foram cupidos por tempo demais, deixe-os aproveitar agora – Luke riu e então passou o braço pelos ombros dela.

– Eu gostei de ver você na academia – Thalia riu. – Foi sexy ver você malhando.

– O quê você quer dizer com isto, Castellan? – Luke riu.

– Você tem belas pernas, Grace – então olhou para as pernas nuas dela, fazendo com que, sem querer, suas bochechas se tornassem vermelhas. Ele não ligava, amava vê-la vermelha, amava-a de qualquer maneira.

*

– Bando de filhos da puta de uma figa do caralho! – Annabeth exclamou olhando para Percy que ria. Os dois andavam de volta para casa. – Impressionante, eles vão embora simples assim! Sem falar nada, nem um “Ei, estamos indo para casa trepar, tchau!” – Percy queria que Annabeth falasse sério.

– Olha pelo lado bom, pelo menos isso significa que eles voltaram – Annabeth deu de ombros e Percy a abraçou por trás – E eu pude ver você malhando por uma hora, olha que gostoso.

– Idiota! – Annabeth reprimiu com um sorriso de lado, depois ficou séria.

– Conseguiu a cópia da chave que eu te falei? – Percy também ficou sério.

– Sim, e já vou te dizendo que Nico vai me matar quando descobrir sobre isto. Ele ama aquele lugar mais que tudo, Annabeth – ela riu.

– Não mais que ama a Megan. E se ama mais que a Megan, depois do que eu estou planejando, não vai mais – Percy passou para frente, andando de costas e olhando para Annabeth.

– O que você está planejando?

– Bem, digamos que Nico não vai reclamar com você, já que vai estar mais ocupado com outras coisas – a sobrancelha de Percy se arqueou. O rapaz pensou em quanto tempo não fazia outras coisas e lambeu os lábios. Annabeth adorava fazer isto às vezes, deixá-lo na seca somente para provocá-lo.

Eles subiram para o elevador do prédio, chegando ao corredor dos seus apartamentos. Annabeth girou a chave e abriu a porta, quase pulou de susto.

– Ah, puta que o pariu! – ela gritou fechando os olhos. Atrás dela, Percy prendia o sorriso. Atena (quem estava praticamente transando com Poseidon) assentou-se ao lado dele no sofá, ajeitando a saia e a blusa. – Agora todo o dia que eu chegar ao apartamento vai ser assim? – Annabeth perguntou revoltada.

– Talvez – respondeu Poseidon. Atena bateu no braço dele.

– Não! Desculpe-me, eu hã... Querida, você não tem dever de casa pra fazer? – Annabeth riu.

– É sábado, mãe. Acabei de chegar da academia, vou tomar banho – ela sorriu.

– Ótimo! Toma na casa do Percy.

– Quê? Mãe! Qual tipo de mãe você é?

– E faça seu dever! Não importa o dia, eu quero você passando em Yale ano que vem – Annabeth entrou no corredor revoltada, voltando com sua toalha, roupas e mochila.

– É impressionante viu, mãe?! Você é impressionante... – ela não conseguiu terminar a frase direito, a porta foi batida em sua cara e ela não queria ficar ali para ouvir os gemidos de ninguém. Percy a puxou para o apartamento dele, trancando a porta. – Qual tipo de mãe não fica preocupada com o fato da filha estar tomando banho na casa do namorado?

– Olha pelo lado bom: você vai tomar banho na casa do seu namorado – Percy sorriu. –Com o seu namorado – Annabeth assentou-se no chão, por cima do tapete. Ela estava suada e cansada, mas seu corpo correspondia prontamente a qualquer provocação de Percy.

– Não. Vamos fazer dever – ela se levantou e sorriu sabendo que atrás de si encontrava-se um Percy revoltado.

Ela estava passando por um corredor – que sabia que era igual ao apartamento dela, Percy empurrou-a contra uma porta, abrindo-a em seguida. Annabeth parecia surpresa, o quarto dele, além de ser o dobro do dela, era uma suíte. “Mas que bando de filhos da puta”, pensou. Eles deveriam ter pedido para ampliar o apartamento, o quê a garota achou ser uma sacanagem, pois não havia pensando o mesmo quando sua mãe comprou onde elas moravam.

– E então? Pode tomar banho, eu vou ficar aqui adiantando o dever – disse assentando-se com um sorriso malicioso. Annabeth olhou bem para ele, a camiseta mostrando totalmente os músculos, o short realçando as pernas e o suor superficial em seus braços. Ela odiava-o por ser tão sexy.

– Pode ir primeiro – Annabeth disse ríspida. A garota se odiava por todo aquele plano para deixá-lo na seca e provoca-lo. No final, quem sofria as consequências disso era ela.

– Ah, tudo bem – Percy levantou-se, passando a mão pelos cabelos enquanto andava. Tirou a camiseta, mostrando as costas salpicadas e definidas, que fez Annabeth engolir em seco. Depois o jovem tirou o short, ficando apenas com uma cueca box azul. – Vou deixar a porta aberta, algum problema?

Annabeth acenou que não com a cabeça. Sabia que seus braços estavam arrepiados e que sua intimidade pulsava; sabia que Percy tinha conhecimento sobre seu estado. Ouviu o barulho do chuveiro sendo ligado e engoliu em seco.

Levantou-se sem saber direito o quê estava fazendo, colocou a cabeça dentro do banheiro, olhando para Percy que estava de costas, lavando o cabelo. Perseguiu com o olhar suas costas definidas e largas, até chegar a sua bunda que era realmente... Era muito bonita. Mal percebeu quando Percy limpava o vidro do box, olhando para ela divertido.

– Demorou, hum? – ele falou passando a mão nos cabelos, numa tentativa inútil de tirá-los dos olhos. Annabeth apoiou-se na parede do banheiro, revoltada.

– Impressionante como você consegue tudo que quer comigo. Tudo! – ela tirou a camiseta, com raiva e tesão ao mesmo tempo. – É só você lançar este sorrisinho baderneiro e pronto, você sabe que tem tudo que quer comigo. Eu te odeio, sabia? Odeio.

– Cala a boca e vem pra cá logo! – ele disse com aquele sorriso baderneiro. Annabeth tirou o short, depois o sutiã e a calcinha, e quando pensou em dar meia volta, Percy puxou-a para dentro do box, quase fazendo-a escorregar.

Ela riu quando seus corpos bateram um no outro de forma leve e gostosa. Percy e ela eram praticamente do mesmo tamanho, sendo ele apenas alguns poucos centímetros maior, coisa que permitia seus olhares se encontrarem perfeitamente.

O moreno tirou um pouco do cabelo loiro caindo nos olhos dela e, delicadamente, passou o polegar na bochecha dela. A água fria era gostosa e relaxante, e os toques de Percy eram justamente o contrário de relaxantes, eram provocativos.

– Eu não acredito que você tem uma banheira no seu quarto – Annabeth maravilhou olhando para frente. Percy riu, colocando-a de costas e fazendo com que seus corpos se encaixassem de maneira diferente, ele apoiou sua cabeça nos ombros dela. Outra coisa impressionante era como Percy lhe passava segurança, ela se sentia totalmente protegida quando estava perto dele.

A loira não ligou quando Percy passou o sabonete em seus braços e depois no tronco, descendo para seus seios, onde passou de forma mais bruta, apertando levemente seus mamilos. Annabeth ofegou, mordendo a pele do seu pescoço. Ele passou para sua barriga, onde não demorou muito, e então foi para sua intimidade, sem qualquer tipo de receio. Annabeth ofegou um pouco mais alto. Para contragosto dela, ele separou seus corpos, passando o sabonete em suas costas e ombros delicados, descendo para sua cintura fina e então para sua bunda, onde se agachou e mordeu, passando o sabonete em suas pernas.

Annabeth se virou para ele. Aquele foi o banho mais gostoso que ela já havia tomado. Os dois entraram em baixo do chuveiro, olhando um no rosto do outro com sorrisos bobos e apaixonados. A cabeleira loira da garota caia mais uma vez sobre seus olhos e dessa vez Percy não os tirou do lugar.

– Você é tão bonita – ele disse enquanto a empurrava para a parede do box. – Eu acho que você não sabe o quanto que eu te acho bonita.

–Sei sim – ela afirmou em um sorriso brincalhão. – Mas eu adoro ouvir você falando de novo e de novo – Percy beijou-a, encostando seu corpo no dela. As mãos de Annabeth foram para seu cabelo molhado, embaraçando-os ainda mais.

Percy saiu do Box, andando até a banheira e a enchendo. Annabeth riu enquanto tentava, inutilmente, deixar seu cabelo menos encharcado com a toalha.

– E o dever? – ela perguntou divertida. Percy riu e puxou a toalha do seu corpo.

– Você acha mesmo que eu vou fazer qualquer coisa além de te amar todinha enquanto você está aqui, no meu quarto? – Annabeth riu. Percy se deitou na banheira e não precisou falar nada para que Annabeth se assentasse em seu colo com as costas apoiadas em seu peitoral.

A água estava morna e cheia de espuma. Percy brincava de forma infantil com a espuma, a namorada apoiava a cabeça no ombro do mesmo, os olhos fechados e a expressão de relaxamento. Era tudo muito gostoso para os dois. Eles entrelaçaram os dedos, sorrindo, enquanto as pernas de Annabeth ficavam entre as da de Percy,

– O que você está planejando para o Nico e a Megan, hum? – Annabeth riu.

– Você não está meio que curioso demais, não? – ela sussurrou para ele, sentindo seus músculos dos braços e do abdômen se tencionando. Chase abriu levemente os olhos e viu o rapaz revirando os dele, então riu novamente. – Eu prometi para Megan que não iria lhe contar, mas é um plano maravilhoso para fazer ela e o Nico voltarem.

– Ele está bem bravo por causa da cena que Megan fez – Percy mordeu o lábio inferior. – Na verdade, todos estão meio bravos por causa disso.

– Mas não foi culpa dela! Vamos combinar que estava explícito o jeito que Nico e Thalia se tratavam. E outra, todos eles estão com ciúmes uns dos outros, Megan foi apenas a primeira a explodir, então toda a culpa caiu sobre ela. Eu não estou brava com ela, então não são todos.

– Nem eu. Acho todos eles um bando de idiotas por sentirem tanto ciúme. Só os inseguros sentem ciúme! – Annabeth riu.

– E você com o Will mesmo...? Hã? Algo como...

– É diferente – ele cortou-a logo, causando risos. – Ele falou com todas as letras que queria ficar com você! Aquilo não foi ciúme, e sim proteção! – ela assentiu com a cabeça, ajeitando-se no colo de Percy. Ele entrelaçou os dedos nos delas mais forte, sentindo suas pernas se roçarem de forma gostosa. Aquilo era bom, era ótimo. Percy achava simplesmente mágico poder ficar com Annabeth sem complicações quaisquer, era bom o sexo não precisar ser rápido e bruto, mas sim lento, romântico, sem preocupações, sem pressa. Só estar perto do corpo dela era totalmente prazeroso, e ele sentia que o sentimento era recíproco.

Eles ficaram daquele jeito por horas, de modo que até caíram no sono. Quando Percy acordou, riu observando Annabeth inalando pelo nariz e exalando pela boca, formando um bico.

Levantou da banheira morrendo de frio por ter saído da água gelada, pegou a toalha e secou seu corpo, prendendo a mesma na própria cintura. Após o processo, pegou Annabeth no colo, o corpo molhado e bonito em seus braços. Ela abriu os olhos e apoiou sua cabeça no peito dele, sentindo seu corpo forte carregá-la sem esforço.

– Você é forte – ela murmurou fazendo Percy dar uma risada alta. Ele colocou-a na cama, vestindo-a totalmente, ou quase isto, já que ela estava com um short curtíssimo e uma camiseta cinza. – Você me deu banho, trocou minha roupa, eu acho que é tipo uma relação de pai e filho.

– Um pai pedófilo que comete incesto, né? – Percy riu, agachando-se na frente dela, colocando as sapatilhas em seu pequeno pé. Annabeth mordeu o lábio inferior e quando ele se levantou, ela puxou sua toalha sem pestanejar.

– Um pai pedófilo e bem grandinho – ela riu. Percy arqueou a sobrancelha, virando o corpo.

– Que tal você olhar para lá para eu trocar de roupa? – Perguntou ele, andando levemente até o armário. Ele sabia que o olhar de Annabeth estava em seu corpo. Colocou apenas uma cueca e uma bermuda, pulando na cama ao lado de Annabeth.

– Então eu fiquei namorando o Percy a tarde toda? Quem diria... – Annabeth riu, apoiando sua cabeça na cama do moreno, que passou o corpo por cima do dela.

– Eu também estou achando isto tão surreal – ele beijou os lábios dela, depois as bochechas, nariz e testa, mordiscou seu pescoço, sentindo-a suspirar em seu ouvido. – E eu queria tanto que você ficasse aqui o resto do dia, da noite, da madrugada e da manhã. Eu queria que você ficasse comigo 24 horas por dia. – Annabeth passou suas mãos pelas costas dele, sentindo a textura da pele macia, acariciando os músculos bem trabalhados das costas. Ela mordiscou a orelha dele e lambeu seu pescoço em seguida.

– Isso tudo é muito amor por mim, não é? – Percy riu.

– Exatamente isto – então ele surpreendentemente saiu de cima dela, causando uma careta na face da mesma. Jogou a mochila dela na cama e depois a própria.

– Mas o quê...?

– Arrá! – gritou Poseidon abrindo a porta de uma vez só. Annabeth olhou para ele surpresa, Percy estava com um lápis na boca e os cadernos dos dois esparramados na cama. Atena atrás de Poseidon quase gargalhava da cara do homem. – Vocês estão fazendo dever?

– Não foi o quê vocês pediram? – Percy perguntou franzindo as sobrancelhas. E o Oscar de melhor ator vai para...

– É... Isso... Nós pedimos – Poseidon parecia confuso. Atrás dele, Atena assentava-se no chão do corredor de tanto rir. Ele também parecia totalmente raivoso. Olhou mais uma vez para a cena dos dois com os cadernos esparramados na cama e suspirou. – Outra coisa que pedimos foi pizza, vocês vão querer?

Percy levantou-se num só pulo, Annabeth estava surpresa por conta do teatro do namorado.

– Uma coisa boa em vocês dois juntos, hum? É óbvio que queremos.



Notas finais
Não precisa ser filho de Atena para saber que o próximo capitulo é tipo... Todo Megan e Nico. Quem gosta, seja feliz aí no próximo. He-he.
Algumas pessoas me perguntaram como estava o andar da fic, se estava terminando e tudo mais, e ela meio que está caminhando para reta final, ainda falta uma boa parte de capitulos... mas nem tanto. Ah, sei lá se vocês entenderam.
Enfim, deixem seus reviews.
Até o próximo!!