O Que Eles Veem Em Você? 2
39 Os fantasmas populares
Notas iniciais
Para Annabeth era realmente impressionante como fantasmas poderiam de repente ficar tão populares. Em todos os corredores da Duke University ouvia-se falar daqueles caras que faziam estas festas loucas, e que simplesmente eram populares demais para aparecerem por ali.
Enquanto fazia seus deveres na biblioteca ouvia-se “E então na festa de Percy, Luke e Nico aconteceu isso e isso e isso” e Annabeth virava-se rapidamente para tentar ouvir alguma coisa, mas logo lhe era tirada a atenção pelo ódio que sentia sempre que ouvia o nome “Percy” e pensava na voz ácida de Rachel Elizabeth Dare comentando sobre sua antiga viagem.
Sua vida, era, definitivamente mais pacata do que os milhões de rumores e a popularidade estrondosa de Percy e seus amigos no último mês de aula. O mais interessante era o fato de que literalmente eram fantasmas na escola, ninguém nunca os via por ali, dizia-se que era até raro vê-los nas festas de arromba que davam. Alguns diziam que simplesmente ficavam com as garotas mais bonitas da noite e iam embora.
Annabeth ficou aliviada que eles entenderam o quão não era certo morarem juntos mais, as garotas não confiavam nem uma lata de brigadeiro na mão deles quiçá morarem na mesma residência.
Infelizmente, Thalia e Megan não viviam de forma tão pacata quanto Annabeth. Thalia estava muito ocupada se embebedando e fumando mais do que era saudável, toda semana durante o último mês de aula aparecia com um garoto diferente, e Annabeth raramente a via pela casa.
Megan era quase a mesma coisa, havia se inscrito em duzentos projetos na Duke, além de ser parte efetiva do grêmio estudantil, além é claro de ter puxado todas as matérias que pode no primeiro bimestre. Annabeth mal a via pela sua agenda corrida.
Então, meio que sem querer, acabou se aproximando muito de Zachary, seu amigo californiano que muitos confundiam como seu irmão ou primo pela aparência parecida – loiro e bronzeado.
Ao contrário de seus amigos, Annabeth tinha de interessante em sua agenda era suas horas lendo livros que sua vida anterior tão corrida não lhe deixava fazer, ficar mais algumas horas rindo com Zachary no Starbucks, estudando bastante e saindo de vez em quando num barzinho ou pub para conversar com alguns amigos não tão próximos, mas divertidos.
O que ela não sabia era que claro que sim, era bastante popular. Aos corredores muitos diziam que era uma garota muito bonita, e que esperavam realmente que Zachary fosse somente seu parente próximo. Além, é claro, de ser amiga próxima de Thalia Grace – a baderneira do campus, e Megan O’Connel – a quase presidenta do grêmio estudantil. E como todos estavam interligados com os três garotos mais misteriosos do campus, Percy Jackson, Nico Di’Ângelo e Luke Castellan.
E claro, Annabeth era a mais misteriosa das meninas, muito retida e calma – era inviável para as fofocas que parecesse tão... Normal.
Pela primeira vez em semanas, Annabeth conseguiu se encontrar com suas amigas Thalia e Megan ao mesmo horário na casa, um fim de tarde de uma quinta feira. E Annabeth reparou como reagiram de forma diferente ao baque sofrido em Nova York.
–... E depois tenho que constatar com a banda da escola que estão totalmente apoiados na nossa chapa, e por fim vou falar com o time de basquete e depois o clube de cálculo...
Thalia riu, enquanto Annabeth fazia panquecas para as três.
–Sua estratégia é que o campus inteiro vote com você? — perguntou a punk, sua maquiagem preta escorrida pelo fato de ter saído de uma festa algumas horas atrás, passava a mão pelo queixo como se estivesse pensando em algo muito filosófico.
–Mas é claro! Eu não vou deixar a chapa 2 ganhar nem por cima do meu cadáver! – Megan começou a comer a panqueca ferozmente, enquanto por fim Annabeth se sentava ao lado dela no balcão, de frente para Thalia.
–O legal seria se existisse chapa 2, foi uma inscrição fantasma – riu Annabeth, deixando claro que achava muito idiota todo esse empenho de Megan para ganhar uma eleição em que só a chapa dela fazia campanha.
–E daí? Eu sei que fizeram essa chapa só pra zoar e tudo, quer dizer... Nem publicaram nomes pra chapa, mas quero me certificar que estou compactuada com o campus, e, além disso, que eles saibam que podem contar comigo.
–Sua chapa é simplesmente a melhor, você vai super ganhar – Thalia mandou um beijo para as três – Eu vou tomar um banho e dormir, amanhã eu não posso matar aula.
Annabeth deu uma leve risada, enquanto via uma Thalia com a maquiagem escorrida se afastando lentamente. O telefone bipou, e depois o de Megan, e depois enquanto subia as escadas o de Thalia.
As três riram com a coincidência, e pegaram no telefone. Annabeth deu ume leve olhada. Em letras grafais, de um número desconhecido, lia-se a mensagem.
“TEQUILA VODKA PAU NA COXA E AFINS HOJE NA RUA SR. NICOLAS N°53 ÁS 23HRS”
E fim. Annabeth juntou as sobrancelhas, o que diabos era aquilo? Olhou para Megan.
–Nem falou o nome, que indelicado – a loira riu também, claro que não ia numa festa tão pouco detalhada, porém Thalia parecia séria e até mesmo sombria. Annabeth, que ainda ria, riu ainda mais ao ver a expressão de Thals.
–Poxa T, você está tentando pôr essa “festa de arromba” no seu calendário? Que tal colocar uma festa com comida pelo menos? – Megan riu também, mas Thalia deu meia volta e se sentou novamente na frente delas.
–Porque estão fazendo isso? – ela sussurrou, olhando realmente assustada para as duas. Megan arqueou as duas sobrancelhas, e Annabeth olhou de boca aberta para Thalia por alguns segundos, depois riu também.
–Pura falta de bom gosto e delicadeza? Eu não sei, T... – Megan agora parecia séria, e Annabeth que ria com vontade parou alguns segundos depois – Gente, o que foi? Deve ter sido só um engano ou então um pessoal que decidiu convidar o campus inteiro pa-
Ela também parou. Agora as três pareciam sérias demais para fazer outra coisa senão ouvir o piar dos pássaros.
–Essa festa é com certeza de Luke, Percy e Nico – respondeu Thalia enfim – Dizem que é isso que eles fazem quando convidam as pessoas “interessantes” para eles, não falam o nome nem nada, só a bebida e o lugar. Outro dia, eu vi uma menina do meu lado recebendo uma mensagem tipo essa e parecia que ela ganhou na loteria.
Annabeth estalou a boca, cheia de ódio.
–Então as pessoas estão definitivamente exagerando, porque essas festas não parecem nem um pouco interessantes.
A loira se levantou, apagou a mensagem do seu telefone e saiu em passos pesados para o quarto, em que de lá não saiu.
Dois dias depois, era a hora que Megan mais esperava durante todo o mês. Ia ser, de uma vez por todas, a presidenta do grêmio estudantil do campus. Muita gente mesmo estava no auditório, parecia o campus inteiro de tanta gente. Mas Annabeth sabia que não era todo mundo ainda, só aqueles interessados em votar.
O auditório era em campo aberto, no meio de todos os corredores envolta. Havia centenas de cadeiras de ferro branco e um pequeno palco de madeira na frente. Naquele dia, todas as cadeiras estavam ocupadas, e também todo o lugar envolta. Seria a hora das chapas falarem suas propostas finais e enfim o campus votar naquela que lhe era mais conveniente.
Megan, que estava extremamente elegante, levantou-se da cadeira e foi até o microfone, jogando seus cabelos para trás e falando com muita convicção. Annabeth estava entre Zachary e Thalia, a punk estava com a maquiagem novamente escorrida e os olhos cansados da última festa. E Zachary muito ocupado conversando com alguém pelo telefone para prestar atenção, Annabeth estava realmente com muito sono e seus óculos recentemente comprados pela consulta emergencial ao oftalmologista caíam sobre seu nariz junto com sua vontade enorme de estar numa cama, dormindo.
–... E por isso, votem na chapa 1 para representarem de forma responsável o interesse dos estudantes! – gritou Megan, ouviram-se muitos aplausos e Annabeth recolocou seus óculos, batendo palmas também da forma mais entusiasmada que conseguia. Ao seu lado, Zachary também batia de forma dispersa e Thalia totalmente sem saco.
O dia estava ensolarado e maravilhoso, e Meg parecia radiante e por aquilo, e somente por aquilo Annabeth estava ali naquele exato momento, porque sua falta de aulas e seu exagero nos estudos à noite não lhe deixaram com a aparência mais saudável possível.
O diretor pegou o microfone, também parecia muito feliz com a provável nova presidenta do campus. Pela primeira vez uma garota sensata.
–Então, com a ausência da chapa 2 no debate concluímos que era realmente uma chapa fantasma e podemos enfim dar a chance de todos votarem ao longo do dia, parabéns a chapa 1 pe...
De repente ouviram-se barulhos muito estranhos, muito estranhos mesmo. E dos corredores de repente saíram jatos de camisa por todos os lugares. Todos começaram a sussurrar e pegarem camisas no ar. O diretor parou sua fala ao meio, muito ocupado tentando ver de onde saíam todas aquelas camisas.
Uma caiu exatamente no colo de Zachary, ele pegou a camisa que todos estavam quase brigando uns com os outros para pegar. Estendeu para ler o que estava escrito e Thalia e Annabeth pareciam muito assustadas para dizer alguma coisa.
“CHAPA 2 – DI ÂNGELO PARA PRESIDENTE”
Todo mundo começou a falar realmente muito alto, e uma música eletrônica muito animada começou a tocar das caixas de som. De trás dos corredores chegaram Nico, Percy e Luke e mais alguns outros caras. As meninas deram gritinhos exasperados, enquanto de repente todo mundo começou a falar muito alto.
Megan parecia realmente boquiaberta, Nico pegou o microfone da mão do diretor.
–PELAS MELHORES FESTAS QUE ESTE CAMPUS NUNCA VIVEU, VOTEM EM MIM!
Muitas pessoas começaram a urrar, o diretor parecia realmente muito estranho, suas sobrancelhas estavam juntas num sinal de puro ódio, suas mãos tremiam e suas bochechas estavam vermelhas.
Nico deu um aceno de mão para o campus inteiro e desceu as escadas, dando high fives em pessoas que Annabeth nem sabia quem era. Prováveis veteranos, e a música eletrônica ainda alta nas caixas de som.
Thalia parecia revoltada demais para ficar ali.
–Isso só pode ser brincadeira! – ela gritou para que Annabeth pudesse ouvir, Annie deu uma olhada de esguelha para Percy, que estava atrás do palco com Luke rindo da situação. Usava um boné virado para trás e parecia muito bem. Annabeth também se irritou e seguiu Thalia para fora dali, Zac atrás delas.
Quando chegaram ao segundo corredor, não tão longe dali, Thalia urrou de raiva.
–Eles fizeram isso de proposito, para afetar a Meg! Para nos afetar! São uns filhos da puta, um bando de filhos da puta!
Algumas pessoas passavam por ali e começaram a cochichar, Annabeth também estava com bastante raiva para falar alguma coisa, mas Zac parecia realmente não entender nada.
–Pelo amor de Deus, eu duvido que alguém vote neles. Quer dizer, grêmio é coisa séria, eles têm poderes para muitas coisas, as pessoas não são malucas de votar neles somente pela popularidade ou algo assim. É idiotice, fiquem calmas.
Annabeth e Thalia se entreolharam.
–Não é bem assim, Zac. Muita gente vai votar neles por eles serem eles – Annabeth odiava admitir aquilo, mas era a mais pura verdade. Thalia pegou um cigarro na sua bolsa, acendendo-o ainda bastante puta.
–Eu preciso falar com algumas pessoas, isto não pode nem... Ridículo. Eu tenho que fazer alguma coisa – ela saiu em passos rápidos, suas vestes pretas se camuflando rapidamente entre a multidão de pessoas.
Annabeth encostou-se à parede, ainda muito dispersa para falar alguma coisa, Zac chegou perto dela, pôs as mãos nos bolsos enquanto a encarava.
–Eu acho que vocês estão exagerando, a Megan vai ganhar. Não tenha dúvida disso – ela olhou para o chão, queria muito acreditar naquilo, mas sabia que era impossível. Populares demais, pessoas que nem sequer votariam com certeza agora iriam votar somente por eles serem os candidatos ao grêmio.
Zac parou por um segundo, olhando para ela e depois sorriu e continuou:
–Você está bem bonita de óculos, nem um pouco feia – Annabeth arqueou uma sobrancelha, sorrindo de lado – Parece uma daquelas nerds gatas de filmes.
–Filmes pornôs no caso? – perguntou Annabeth rindo, seus óculos retangulares pareciam-lhe agora mais pesados que nunca antes. Zac riu, chegando um pouco mais perto.
–Você está pondo palavras na minha boca — ela arqueou uma sobrancelha, Zac era alguns centímetros mais baixo que ela, mas ainda sim tinha uma presença bastante afetante. Ela ia falar alguma coisa quando viu um ar gélido passar por ela, sua barriga revirar. Percy, Luke e Nico seguidos de algumas pessoas olharam em sua direção a alguns metros de distância.
Annabeth olhou com ódio para Percy, que se virou para conversar com alguma menina. Ela olhou para Zac e mordeu os lábios ainda com mais ódio.
–Espero que isso não acabe com a nossa amizade – falou ela, Zac arqueou as sobrancelhas.
–Isso o que?
Annabeth o puxou pela gola da camisa, lhe dando um beijo voraz, Zac reagiu a encostando na parede, ela queria dizer que esqueceu a presença de Percy a alguns metros, mas a verdade é que era a única coisa que conseguia pensar.
Na realidade não conseguia nem ao menos dizer se o beijo de Zac era bom ou ruim, apenas pensava “toma essa, seu idiota”, e queria ser um pouco mais madura, mas infelizmente não conseguia naquele momento.
Separou-se ofegante de Zac, e quando olhou para o lado percebeu que Percy e seus amigos não estavam mais ali. O loiro percebeu que ela olhou naquela direção, mas não parecia com raiva.
–Nada legal você me usar como arma de ciúmes, Srta. Chase – respondeu ele cruzando os braços, Annabeth gelou, como lidaria com Zac agora? – Não que eu não me importe de te dar uns beijos, mas não deixe isso chegar na Claire ok?
Annabeth parou por um segundo, processando a ideia.
–Você gosta dela?
Ele coçou o olho, rindo um pouco, suas bochechas ficaram vermelhas e Annie já sabia a resposta.
–Você gosta dela! Ai que fofo, Zac! Ela é muito legal! Vocês vão ter filhos lindos – ela pegou nos seus ombros, rindo. Zac revirou olhos.
–Cala a boca.
–E eu vou ser a madrinha de casamento.
–Calada – ele saiu andando pelos corredores, sendo seguido por Annabeth ao seu encalço.
–E seu filho que vai chamar Zezinho vai me chamar de Tia Annie – voltou a ralhar Annabeth, e recebeu um sinal nada agradável em resposta. Ela riu, repondo seus óculos no lugar e indo para a sala em outro prédio, esquecendo-se até momentaneamente da presença de Percy no lugar.
O resto do dia lhe pareceu tão normal e estranho que lhe era estranho pensar nele como um dia normal. Sua rotina era basicamente a mesma, almoçava com Zachary na praça de alimentação e alguns amigos também, depois ia dar uma estudada e voltava para as aulas. A única diferença, porém, era o fato de que para onde andava agora tinha várias pessoas com a camisa CHAPA 2 e de repente tinham vários cartazes com a foto de Nico sobrepondo-se a foto de Megan.
Depois das aulas, invés de ir embora ficou na biblioteca fazendo alguns projetos arquitetônicos, e acabou mais rápido do que imaginava. Olhou em seu telefone e eram quase cinco horas da tarde.
Animada, pegou suas coisas e o cartão da universidade com a bibliotecária, jogou tudo na mochila e ao sair da biblioteca viu o sol se pondo e se sentiu renovada, deu três passos para a esquerda e sentiu seu braço sendo puxado para o lado com bastante força.
Entrou num corredor estreito e escuro que dava para o laboratório de química, seu coração bateu forte demais ao ver o sorriso afetado de Percy a poucos centímetros de distância.
–Oi – ele falou, seu hálito gélido de menta invadindo suas narinas e a fazendo respirar com força.
–Tchau — respondeu ela, desfazendo-se do aperto em seu braço e pegando sua bolsa que caiu no chão. Percy, porém, deu um tapa na bolsa a fazendo cair de novo, agora apertando seus dois braços.
–Agora você está com o loiro baixinho? Eu duvido que ele faça o que eu consigo fazer — ele parecia levemente descontraído, mas seus olhos estavam como duas pedras verdes.
–E isso não é da sua conta – respondeu Annabeth, sorrindo afetada. – Será que você pode parar de me apertar?
–Você devia ter aparecido na festa anteontem, não ia ser uma surpresa hoje da nossa chapa se tivesse aparecido – Annabeth arqueou a sobrancelha, aquilo só poderia ser brincadeira. Para não bater com a cabeça na cabeça dele e depois começar a chutá-lo de ódio decidiu não olhar para seus olhos.
–Você só pode estar brincando se por algum acaso acha que eu vou aparecer numa das suas festas ou sequer me dar ao trabalho de viver pensando na sua existência! – ela subiu algumas oitavas, olhando agora para os olhos verdes de Percy que a fitavam divertidos.
–Outch, essa doeu Annie. E eu queria dizer que te entendo, mas algum dia você vai ter que me ouvir. Vai ter que me ouvir porque me ama, me ama tanto que fica toda arrepiada quando me vê e quer tanto quanto eu que eu te beije nesse exato momento – suas últimas palavras foram apenas sussurros, seus olhos verdes agora a pouquíssimos centímetros do seu.
O ar agora parecia rarefeito e quente, Annabeth tinha que puxar com bastante força para poder respirar, seu coração batia mais rápido do que queria e sentia algo pulsando embaixo do seu ventre. Tudo isso, infelizmente, só sentia com o criminoso ridículo a sua frente.
–Me solta- falou Annabeth de novo, mas agora muito mais fraco do que antes, até mesmo suplicante. Percy, que quase roçava seus lábios no dela agora parecia sério e misterioso.
–Eu já soltei – ele respondeu, sussurrando. E Annabeth percebeu que realmente ele não a segurava mais, os dois se entreolharam e poucos segundos depois seus lábios estavam colados num beijo voraz, as mãos de Percy desceram do seu quadril para a sua bunda, e depois subiram para os seus cabelos o puxando com força.
Annabeth passou as mãos para dentro da sua camisa, arranhando com tanto ódio que ouviu um gemido de dor perpassar pela boca do moreno. Ele a suspendeu, fazendo-a entrelaçar suas pernas em seu quadril, começou a movimentar-se contra o quadril dela a fazendo gemer um pouco mais alto que devia.
Seus lábios saíram dos dela para beijar seu colo desnudo, avançando contra a blusa e quase a rasgando para beijar as partes descobertas do peito. Os dois viram um vulto passando pelo corredor ao lado e pararam.
Foi o suficiente para Annabeth recobrar-se ao normal, desentrelaçando suas pernas e voltando com elas para o chão. Voltou com sua blusa ao normal, tampando o chupão recente. Percy estava ofegante e olhava preocupado para o corredor.
–Eu te odeio, seu filho da puta – disse Annabeth, pegando sua bolsa novamente com bastante raiva. Percy revirou os olhos.
–Essa de ódio de novo? Sério mesmo? – ela saiu do corredor escuro e estreito, voltando para o corredor principal e sendo seguida por Percy. Felizmente estava vazio. – Os óculos são para estudar?
Annabeth olhou-o como se fosse um tremendo maluco, ele parecia estar perguntando agora o que ela achava do tempo mesmo tendo praticamente transado no corredor segundos antes. Ela suspirou fundo, andando sem olhar para trás, porém ele estava em seu encalço.
–Sim – respondeu ela enfim, ficando bastante incomodada com ele ao seu lado. Chegaram numa encruzilhada e ela virou-se para a esquerda, Percy parou por um segundo.
–Eu vou por aqui – ele respondeu apontando para a direita, Annabeth suspirou aliviada e deu meia volta para ir para a esquerda mesmo, uma mão no seu braço a puxou para perto. Ele sorriu e encostou levemente no aro dos seus óculos.
–Sexy – ele sussurrou sorrindo pecaminosamente – Já consigo imaginar você na minha cama com esses óculos e o antigo uniforme do colégio, seria simplesmente delicioso.
Ele continuava sussurrando como se falasse do tempo, Annabeth abriu levemente a boca e depois juntou as sobrancelhas, estava confusa demais para falar alguma coisa, então apenas deu meia volta e foi embora.
Sentia ódio e excitação ao mesmo tempo, e queria sinceramente que ele fosse se fuder... Ou fuder ela. As duas situações eram igualmente excitantes.
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