O Que Eles Veem Em Você?
50 O fim de semana.
Notas iniciais
Capitulo 50! Como passou rápido!
Eu postando três horas da manhã porque dormir é para os fracos... kkkk
Enfim, boa leitura!
Seis dias. Só faltavam seis dias para tudo que Annabeth achava realmente importante desmoronasse, ou se reerguesse de vez. Seus pais finalmente se divorciariam, e ela teria a chance de escolher com quem iria ficar. Ao contrário do que se imagina, não é tão fácil escolher algo como isto.
Annabeth gostava muito de seu pai, apesar de tudo.
Por ele, ela fez aquela besta inscrição naquele colégio maravilhoso em Los Angeles, e por ele, ela ficou dias e dias sem falar com a mãe e com Percy. E por ele, ela estava quebrando a cabeça de tanta indecisão. Mesmo assim, no final, ela sempre se rendia ao toque especial que era uma mãe. Enquanto estacionava o seu carro, e andava para o saguão do prédio, imaginou o que exatamente iria fazer dali a seis dias, olharia no rosto de seu pai e sua mãe, e o que faria? Como quebraria o coração de um deles? Sentiu que sua cabeça havia dado um nó.
Seis dias. Só faltavam seis dias para que tudo que Percy achava importante para o futuro de sua vida desmoronasse, ou se reerguesse de vez. Ganhar o campeonato de basquete não era um simples luxo dado a alguém que queria muito ser popular, olheiros de todos os cantos estariam ali, ele queria muito ganhar uma vaga em basquete na universidade, e mais que isto, queria muito ganhar de um time que ele odiava, da escola que ele odiava, com as pessoas que ele odiava. Não só porque perdiam sempre para eles na final, mas porque ele sentia que aquele era o seu ano. Talvez, se perdesse, perderia não só sua vaga de capitão do time, mas também a chance de conseguir uma bolsa para estudar.
Levantou do sofá de uma só vez, tão rápido que ficou até cambaleante. Não que fosse algo necessário, mas ele gostava de ser o primeiro a pegar as cartas que o carteiro do prédio colocava embaixo da porta.
Contas, contas e contas. Desnecessário dizer que ele pouco se importava com aquilo, foi descartando-as como cartas de baralho. Depois ele viu uma carta e revirou os olhos. Mais uma vez o carteiro havia confundido suas cartas com as de Atena.
Levantou-se novamente, olhando mais cartas de contas só que agora endereçadas aos moradores do lado. Quando ia para a porta parou de uma só vez, lendo novamente a carta que parecia uma ilusão.
“Annabeth Pathernos Chase, sua participação ao colégio Intercambista Los Angeles Unified foi aprovada. Felizes com sua inscrição magistral, ficamos honrados em tê-la conosco no próximo semestre letivo”
Os ombros de Percy caíram de uma só vez, o que era aquilo que estava vendo? Piscou uma, duas vezes. Leu e releu a carta, então engoliu em seco. Annabeth havia se inscrito em outro colégio? Do outro lado do país? Ficaria com o pai?
Travou o maxilar, talvez de raiva, talvez de surpresa. Fechou a carta e a colocou numa das últimas daquele molho com tantas outras, abriu a porta. Quase caiu de susto ao ver Annabeth cruzando o corredor.
-Percyito – ela disse com um sorriso. Lascou nele um selinho. Percy continuou com a mesma expressão assustada de antes – Aconteceu alguma coisa?
Ele mordeu o lábio inferior, parecia ter engolido uma moeda. Não fazia nem ideia do que faria a seguir. Ele tentou falar uma, duas vezes. Então finalmente conseguiu.
-O carteiro errou o endereço das cartas de novo – ele coçou a cabeça e se viu dando todas as cartas para Annabeth, pior que isto, se viu guardando a última carta no bolso de trás do jeans, seu coração batendo extremamente forte. A loira sorriu de lado.
-Deveríamos reclamar, sabia? Até quando eles vão trocar os endereços? – E até quando você iria me esconder sobre sua inscrição? Pensou Percy. Ela olhou para as cartas e ficou um tanto pensativa – Enfim, eu te vejo depois? É sexta, podemos fazer um chocolate juntos, pipoca. Eu aluguei um filme.
Mais uma vez ele sentia que tinha engolido uma moeda.
-Com certeza – viu-se falando. Ele sentia que havia se dividido em dois. Uma pessoa era sua alma, com seus pensamentos. E outra agia, falava. Annabeth lhe deu mais um selinho e foi embora.
Percy fechou a porta e se afundou no sofá sem saber exatamente o que fazer. Iria tirar satisfações? Ou talvez brigar com ela até o fim de seus dias? Porque não achava aquilo à coisa correta a se fazer?
Pegou a carta de seu bolso e a virou. Los Angeles. Aquilo só podia ser brincadeira. Olhou para o corredor, aonde ia para o seu quarto. E se lembrou do sistema de aprovação de faculdades. Se não mandou a carta, é porque não passou.
Semicerrou os olhos, era aquilo que iria fazer.
*
Annabeth e Percy andaram rindo pelo corredor. Ir para o clube sempre lhes dava boas histórias. Como Nico se afogando (ou fingindo) para que Megan lhe desse uma respiração boca-boca. Thalia fazendo Luke ficar com marcas de óculos nos olhos, e muitas outras coisas engraçadas que só seus amigos tinham o gênio de fazer.
-Eu acho que... – “Ahhhh” Annabeth olhou para o lado. Percy segurou o riso. Mais uma vez aquele gemido, sim, e ainda por cima de sua mãe. A loira fechou os olhos de vergonha, enquanto ouvia Percy gargalhar ao seu lado. Ela fingiu pôr a cabeça na parede para batê-la quando ouviu mais um gemido. – Mãeee!!!
Annabeth ouviu algo se quebrando dentro do apartamento, bateu na porta com raiva (não abriria nem a pau). Bateu e bateu com tanta raiva que Percy teve que segurar seu pulso para acalma-la.
-Fala sério, fala sério... – Annabeth era muito mais revoltada que Percy para estes assuntos. Mas pelo menos ele entendia que de alguma forma, em anos de casamento mal resolvidos, provavelmente não rolava muito sexo na vida deles. Ele entendia muito bem o pai... E Atena.
-Oi querida – Atena abriu de uma só vez, com o seu mesmo vestido florido do dia anterior. Annabeth deu uma olhada para Poseidon que abotoava a blusa branca – Como foi no clube? Achei que ia demorar mais um pouquinho...
-É mãe. Não demorou não – Annabeth mordeu o lábio inferior, quase o fazendo sangrar. Nunca mais sentaria naquele sofá. Atena ajeitou seus cabelos desgrenhados e apontou para Poseidon pegar algo que a própria Annie não conseguiu ver.
-Então querida. Eu e Poseidon decidimos fazer uma troca super saudável – Annabeth semicerrou os olhos, então viu que sua mochila estava na mão de Poseidon, sua escova de dente no bolso do lado, o pai de Percy entregou a mochila a Annabeth – Eu acho que vocês vão adorar ficar esse fim de semana juntos. Quer dizer, reconciliação tem destas coisas.
-Mãe, não me diz que você fez minha mala.
-Dois dias juntos será ótimo para vocês.
-Você não é mãe, você não é gente, você é um animal. — disse Annabeth francamente, baixo e com raiva. Atena fez um gesto desdém.
-É claro que eu sou mãe. Tem muita camisinha aí dentro – ela bateu na mochila camaradamente – Eu sei que você vai me agradecer o resto da vida por isto, por nada.
-Eu te odeio, sabia? Isso não é coisa de gente normal, isso é coisa de gente doida. Eu vou te internar num manicômio, estou falando sério – a porta foi batida em seu rosto. Ela bateu palmas, jogando a mochila no chão. Então a pegou novamente e Percy abriu a porta do apartamento paralelo. Annabeth jogou sua mochila lá. Mais do que rápido agarrou o moreno, fechando a porta e o beijando com força.
-Sua mãe é besta.
-Eu sei, ela provavelmente está achando que eu estou com tanta raiva que não vou fazer nada com você – ela passou o indicador pelo peitoral bronzeado dele. Só para assegurar, percebeu que não tinha nenhuma camisinha na sua mochila. Então riu.
-Ela sempre usou esta politica da pressão reversa? – perguntou Percy. Annabeth riu de novo.
-Sempre. Nunca deu certo. – Mais do que rápido eles foram para o quarto do moreno. Annabeth jogou sua mochila lá e sentou-se no meio da cama, visualizando tudo rapidamente. Percy se sentou do seu lado.
-Quer comer alguma coisa? – o sorriso de Percy era muito receptivo. O de Annabeth foi ainda mais malicioso.
-Com certeza
*
-Porque a minha mãe não pode ser igual às outras mães? Quer dizer... Annabeth, seja virgem. Annabeth, se não quer mais ser virgem, use camisinha. Annabeth, eu não vou deixar você sair com este garoto... – Percy olhou-a com um sorriso de lado, usava uma cueca box, apenas uma cueca box. E cozinhava as panquecas favoritas da loira. – Mas não! A pessoa fez a minha mala porque realmente ficou um fim de semana inteiro sem vir aqui. Fala sério. Ela não estava brincando! Isto é passar dos limites.
Percy jogou a calda de chocolate por cima, não dando a mínima atenção nas palavras de Annabeth. Empurrou o prato cheio de waffles para a loira, que comeu sem reclamar. Tirou seu avental e jogou os cabelos para trás com os dedos, charmoso.
-Annabeth, você não pode ser uma adolescente normal e ficar feliz porque sua mãe está te dando espaço? Quer dizer, sexta, sábado, hoje é domingo à tarde. E nós estamos sozinhos. Eu estou fazendo panqueca seminu na cozinha com um caldo de chocolate no peito e você está reclamando da sua mãe. Juro, juro mesmo, que se você não me atacar nos próximos trinta segundos eu espalho o boato que você é lésbica – a loira sorriu de lado. Dando a última garfada e lambendo os lábios que corriam calda quente de chocolate.
Não é de se surpreender que ela não estava lá com todos os seus trajes. Usava apenas uma regata preta de Percy, que já era cavada nele, e nela ficou ainda mais. O que dava um acesso perfeito do perfil de seus seios. A camiseta ia até um pouco abaixo da sua bunda e os seus cabelos ondulados estavam mais revoltados que os de Percy (se possível).
Ela chegou perto do moreno e lambeu seu peito, tirando o que tinha de calda de chocolate lá. Até Percy ficou impressionado com o gesto, porque foi muito espontâneo.
-Está mais gostoso em você do que no prato – ela sorriu de lado de modo malicioso – Eu queria saber mesmo era até que ponto chegava a sua paciência, sabe...
-Ahã – Percy a pressionou contra o balcão, apertando as duas mãos na madeira enquanto pressionava seu corpo contra o de Annabeth – E eu posso perguntar uma coisa, Srta. Chase?
-Com certeza – ela mordeu o lábio inferior.
-O que você acha exatamente que aconteceria se eu perdesse a paciência? Eu sou um garoto muito malvado às vezes, sabia? – ela olhou para cima, fingindo estar pensativa.
-Acredito eu que você começaria tirando a minha regata – Percy assim fez, tentando não sorrir com a brincadeira. Annabeth se sentou no balcão, só tinha uma calcinha azul e não tinha o mínimo de vergonha. – E depois você beijaria minha mandíbula daquele jeito que só você sabe beijar, dando selinhos e mordidas... – ela sentiu os lábios do moreno bem ali, quando os dentes dele a arranhou ela viu espasmos correr por sua espinha.
-O que mais? – Annabeth abriu levemente as pernas, tamborilando os dedos no balcão.
-Aí você tiraria meu sutiã... Mas bem, eu já estou sem sutiã, então... – Percy riu – Acho que você iria beijar o meu ombro, descendo pela clavícula... – seus seios se eriçaram e sua pele se arrepiou com os beijos molhados indo na direção que ela falou, beijando-a lentamente, demorando séculos para descer os lábios em sua pele – E aí...
Percy viu que as mãos dela que antes tamborilavam o balcão agora estavam apertando a madeira, viu que os mamilos dela estavam duros e empinados, e que ele não havia feito praticamente nada ainda. Sorriu contente.
-E aí... – o moreno tentou ajuda-la a completar a frase, parando de beija-la e olhando-a com aquele sorriso cafajeste. Annabeth engoliu em seco.
-Fala sério, me pega logo vai – as duas mãos da loira adentraram em seus cabelos revoltos, Percy tirou o prato de porcelana do balcão jogando-o no chão, ouviram o som agudo dele se espatifando no chão, mas não ligaram. Pressionou as costas dela com força de encontro à madeira polida. Annabeth revirou os olhos ao sentir os dentes do moreno puxarem seus mamilos sensíveis. Ela tateou as costas largas tentando encontrar algo para descontar a excitação proporcionada pelas caricias.
Os beijos desceram para seu abdômen tão rápido que Annabeth só sentiu o rastro da saliva perto de sua intimidade. Percy acariciou-a por cima do pano e viu os olhos cinza revirarem de prazer. Assustou-se de uma forma boa quando viu que ela não estava lá para torturas.
As duas mãos dela espalmaram suas costas com raiva. Ela o empurrou para que ele saísse do balcão.
-Sem preliminares — ela sussurrou em seu ouvido passando as duas pernas envolta da sua cintura, não precisava se preocupar se ia cair porque já sabia a muito que Percy nunca a deixaria cair. – Me leva pra sua cama, agora.
Percy não a contrariou, nem queria contrariar, sentia que sua excitação estava cada vez mais forte, e aquela cueca box estava o incomodando. Abriu a porta e não se preocupou em fecha-la. Jogou Annabeth com força na cama.
Não demorou mais que um minuto para tirar a calcinha da garota e já perceber que Annabeth havia tratado de tirar a sua cueca o mais rápido possível. Os olhos cinza estavam mais escuros que o normal e mesmo eles tendo transado três horas antes, a sensação de devoção, tortura, e prazer eram as mesmas, senão maior. De acordo com o que se espera, cada dia a mais que Percy transasse com Annabeth, sentisse-a, era para cansar com o tempo. Definitivamente acontecia ao contrário, cada vez mais que Percy sentia Annabeth, suas caricias, ele precisava mais e mais. Pegava-se pensando várias vezes naquela cena do começo do ano, em que viu Annabeth nua na casa de Nico depois daquela festa, e depois das várias outras cenas dos dois juntos. E infelizmente, só queria mais. Era igual uma droga, Annabeth era aquilo que ele nunca deveria ter experimentado.
Quando os corpos se preencheram, Percy não sentiu nada envolta, não percebia mais nada, vários pontinhos prata entraram em sua visão, e ele tremeu do começo da espinha dorsal até o fim dela, sentindo todos os seus pelos se eriçarem. A mão de Annabeth procurou desesperadamente a dele, entrelaçando-a e apertando-a com força, enquanto o vai e vem de Percy era lento, forte, e torturante.
O moreno tirou o que tinha de cabelo loiro na testa com suor de Annabeth, ela literalmente estava toda suada, e definitivamente nunca esteve tão bonita. Os olhos dela estavam pesados, sua pálpebra sentia e ela semicerrou os olhos de prazer, enquanto sentia que Percy ia com um vai e vem cada vez mais rápido.
O moreno estava quase chegando a seu orgasmo quando apertou a mão de Annabeth para deixa-la sem circulação, afundou sua cabeça no pescoço de Annabeth e sentia que estava quase lá, era aquela auto tortura tão gostosa que estava quase chegando ao fim. E ele adorava sentir prazer com Annabeth, adorava os gemidos que ela dava. Eram gostosos, lancinantes. As unhas dela cravaram em suas costas quando os dois surpreendentemente chegaram à mesma hora. As pálpebras de Annabeth pesaram de vez e ela fechou os olhos, sentindo o quanto era bom àquela sensação de estar no auge.
-Meu Deus do Céu – ela disse enquanto tateava a cama em busca de algo que nem ela mesma entendia o que era, percebeu que Percy sorria de lado contra o seu pescoço. A respiração ainda pesada. Saiu de cima dela e ficou ao seu lado, ainda vendo alguns pontinhos pratas e sentindo aquela sensação gostosa do orgasmo. Ele tinha os olhos semicerrados de puro prazer. Annabeth sorriu. – Está cada vez mais gostoso.
-Já percebi – admitiu Percy sorrindo de lado. Annabeth desceu seu olhar pelo abdômen cada vez mais definido do moreno. A cada dia que passava, mais velho ele ia ficando, e surpreendentemente mais bonito. Ele tateou a mesinha do lado da mesa e pegou seus óculos de grau, aqueles quadrados que Annabeth achava tão lindos. Ela revirou os olhos e riu de si.
-Assim você me mata – Percy riu enquanto arqueava as duas sobrancelhas.
-Me odeio com estes óculos. É que a minha visão está turva, ainda.
-Eu te deixando cega parte dois. – Annabeth passou seu corpo por cima do dele. Ainda sorrindo. Percy fechou os olhos sentindo o peso do pequeno corpo por cima do seu. – Eu ainda acho que te amo – admitiu a loira com um sorriso de lado. Percy mordeu o lábio inferior.
-Eu tenho certeza.
*
Annabeth correu da cozinha para a sala, abanando a foto na mão direita. Percy a seguiu, sorrindo maquiavélico.
-Annabeth, me dá esta foto ou eu juro que você sofrerá a pior das consequências – a loira olhou mais uma vez para a foto. Percy, com seus lindos quatro aninhos, e sua mãe resolve tirar uma foto dele nu, tomando banho. Por quê? Dona Sally era definitivamente uma louca.
-Você está tão fofinho. Olha o seu sorriso — ela riu enquanto via que Percy corria para um lado, ela pulou o sofá e ficou atrás dele – E você já não tinha um pintinho meio grandinho não?
-Eu não fiz circuncisão – admitiu Percy, Annabeth parecia impressionada.
-Então não cortou nem um pedacinho? Agora eu sei por que é grande – Percy semicerrou os olhos.
-Você não tem vergonha do que fala, não? É meio vergonhoso pra mim às vezes o quanto você fala que a minha bunda é linda, que eu sou gostoso, que eu fico maravilhoso de óculos de grau, que eu tenho um pênis grande. Coisa que eu já sei que tenho há muito tempo, não é? Sou bem dotado...
-E você não fala nada de mim? Isso não é impressionante...? –Annabeth estava sendo falsamente irritadiça. Fingindo querer chorar. Percy colocou as duas mãos na cintura.
-Me dá a foto que eu te encho de elogios.
-Eu odeio barganhas. E eu não sabia que precisava destas coisas pra você me elogiar. Obrigada.
-Você é super inteligente. Eu fico besta o quanto você é boa em todas as matérias, e o quanto você fala bonito quando quer, e estas merdas todas que eu nunca consigo ser – Annabeth abaixou os ombros, abaixando também a retaguarda. Percy quase roubou a foto. Ele correu para o lado para pega-la, mas ela correu também. Inverteram as posições. – Ah, vamos falar das qualidades físicas. Que é a única coisa que eu listei anteriormente...
-O quanto o meu cabelo deve estar parecendo um ninho de rato, eu já sei disto – ela mostrou a língua.
-Eu adoro a tatuagem que você tem encima do seio esquerdo – ele sorriu de lado. Annabeth tampou com uma parte do sutiã, mas ainda dava para ler um “Ercy”. – Eu adoro morder essa sua bunda gostosa.
Annabeth riu alto e Percy pulou do sofá, jogando-a no tapete e roubando a foto dela.
-Você me pegou – admitiu a loira com as bochechas coradas. Percy pegou em suas coxas com força.
-Eu adoro este seu sorriso de menina levada, que fica nesta expressão boba de nerdzinha. – ele mordeu o lábio inferior dela – Eu adoro os seus olhos, eles me lembram do céu, e quando você está na cama comigo, eles ficam um cinza escuro quase negro, sabia? É sexy...
-Não – as bochechas de Annabeth ficaram mais vermelhas do que ela mesmo queria que ficassem. Mas infelizmente não sabia receber elogios de outra forma.
-E eu adoro também está sua bunda... Ai, eu já falei isto – Annabeth riu, Percy ficou sério de uma hora para outra- Você poderia ser uma baleia ou poderia ficar magrela de tanto usar crack, eu acho que ainda continuaria a gostar de você. Muito.
-Eu vou virar uma baleia então...
-Não vire! Eu adoro muito essa sua barriguinha de garota que vai pra academia... Ui – os dois riram. – E já que estamos falando o quanto Annabeth Chase é linda, vamos deixar claro que eu não falei nem 10% do que você realmente é.
-Obrigada, Percy. Você é assim... O melhor namorado que eu já tive – Percy olhou bem para a expressão dela.
-Você vai chorar! – ele brincou abraçando-a – Ai meu Deus, eu estou te fazendo chorar.
-Você devia parar de beber. Fica muito engraçado e fofo bêbado, sabia? – o moreno olhou para trás. Só tinha umas 7 garrafas de cerveja vazia... Como podia estar bêbado? – Eu vou te dar um banho até porque você não está tão bêbado assim e vai ter uma puta de uma dor de cabeça.
Percy assentiu, deixando-se conduzir pela loira até o fim do apartamento, virando o corredor e indo para seu quarto. Ele ficou boas meia hora no banho. Enquanto Annabeth revistava suas roupas e jogava uma bermuda qualquer na cama para o mesmo vestir. Enquanto remexia, viu uma caixa grande e azul escrita “lembranças” com a caligrafia de Percy.
A primeira foto que achou foi do mesmo numa festa com Luke e Nico, parecia ser na casa antiga do Filho de Poseidon e eles pareciam muito felizes. No fundo tinha um bolo todo em azul com velas de 15 anos. Annabeth sabia que era o aniversário de Percy na hora.
Foi revistando aquela caixa linda, onde tinha fotos dele com o irmão, com a mãe, o pai, todos juntos, os amigos. E uma, infelizmente, com aquela garota ruiva, Rachel. Annabeth ficou olhando para aquilo por minutos: Percy recebendo um beijo na bochecha da ruiva e ficando com as bochechas coradas. Ela que estava tirando a foto com os olhos fechados e com parte da bochecha também corada. “Que casal lindo...” pensou Annabeth com raiva “Pena que ela sumiu... Muita pena”. Ela jogou a foto longe enquanto remexia ainda mais na caixa.
No fim, viu uma coisa esquisita. Não era uma foto, e sim uma carta. Pegou-a de perto e franziu as sobrancelhas, um tanto confusa. Conhecia aquele slogan, e viu que tinha o seu nome. Sua expressão fechou na hora, seus olhos cinza ficaram frios como gelo e sua mandíbula travou. Percy saiu assoviando do chuveiro, com uma toalha pendida na cintura e outra secando os cabelos, seus olhos se arregalaram ao ver Annabeth com aquela caixa, e aquela carta. Ela olhou para ele com os olhos revoltos de raiva.
-Que porra é essa, Percy? – ela mordeu o lábio inferior – Porque a minha carta está no fundo da sua caixa?
Notas finais
Beijos e até o próximo! =)
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