O Quarto Dos Segredos

3 \"Visita inesperada\"


Notas iniciais
ooooooi, como estão?

Qualquer erro me avisem, pff.
enjoy :3

O inverno tinha tomado conta de Manhattan nas ultimas duas semanas. A neve caía clara e bela sobre o jardim desleixado. Pelo menos nessa época do ano ele se igualava aos outros, completamente branco.

Era um sábado comum e quieto, sem qualquer interação com o mundo exterior. Estava em meu quarto deitado em minha cama. As cobertas escuras tinham a tarefa de me aquecer e fazer o inverno lá fora completamente imprestável. Tinha minha caderneta em mãos e adicionava a ele mais um nome “Jolene – 499”. O nome se encontrava três linhas abaixo do nome de Kathy, a garota de olhos verdes.

As semanas passadas foram produtivas, três acréscimos à coleção. “Maria – 498; Jenny – 497” e Jolene. Acredito que o quarto esteja ficando pequeno conforme a coleção aumenta. Mas onde eu poderia expandir o espaço? Quem sabe eu quebro uma das paredes e...

Meus pensamentos e devaneios são interrompidos pelo soar da campainha. Levanto os olhos da caderneta e olho a porta do meu quarto “Quem poderia ser?” resmungo escadas a baixo.

Quando a porta branca finalmente se abriu vi um homem e uma mulher, vestidos iguais. A farda me era bem familiar. O colete preto por cima do uniforme cinza, o cinto carregado de armaria.

- Pois não? – Disse aos policiais em minha porta.

- Desculpe o incomodo, Sr. Keffler, mas recebemos uma denuncia. – A mulher, morena com olhos marcantes, disse.

-Denuncia? – Hesitei e arqueei uma de minhas sobrancelhas.

- Sim, Sr.. Recebemos essa denúncia anônima e precisamos revistar a casa. – Desta vez o homem disse.

- Tudo bem. – Abri espaço para que eles adentrassem a casa.

Sua revista começou pela sala, onde eles encontraram tudo em ordem. Seguiram para a cozinha e acharam bebidas alcoólicas, comida estragada e louça suja.

- Desculpe, se soubesse que teria visitas teria limpado a cozinha. – Disse reparando a cara de nojo da mulher.

Eles olhavam cada mínimo detalhe. Droga. A pegada que a menina de ontem deixou ainda estava ali. Eles passaram por ela olhando um dos armários e então caminhei rente a seus passos, pisei na pegada e ela perdeu sua forma. Eles subiram as escadas e fiquei para trás. Fingi servir uma xícara de café. Quando alcancei o andar superior eles estavam cochichando.

- Se terminarmos logo aqui teremos mais tempo para nós. – O homem sussurrou, mas seu sussurro era bem audível na casa totalmente silenciosa.

A mulher apenas sorriu e concordou, entrou em meu quarto que era a primeira porta a esquerda da escada. A caderneta não estava em cima da cama, pensa que sou burro? Antes de descer e abrir a porta a coloquei em seu lugar. Eles encontraram um quarto vazio, com cobertas pobres em uma cama bagunçada, xícaras sujas no criado-mudo e um guarda roupas caindo aos pedaços.

- Sr. Keffler, a denuncia que tivemos é que o senhor trás muitas mulheres para casa e nenhuma delas sai. – O homem disse.

- Estou sendo investigado por sair com mulheres? – Perguntei fingindo incredulidade.

- Desculpe Sr., mas o problema é que nenhum delas saiu daqui ou foi vista após tal ocorrido. – A mulher tinha suas mãos postas à frente.

- Elas têm costume de sair no meio da noite e depois que elas cruzam a minha porta não são mais minha responsabilidade. – Disse ainda observando suas mãos.

- Vamos verificar o resto da casa. – Eles saíram do quarto.

Seguiram o corredor até o final, lá estava ela. A porta que dava para o quarto de minhas coleções e a porta que dava para um armário cheio de velharias. Eles continuaram andando e por um mínimo segundo meu coração palpitou mais rápido que o comum. Eles saíram de seu compasso e o frio transpassou meu estomago. Era isso.

Eles abriram a porta e a cara da mulher foi de completo nojo, ânsia e repugnância. Por um momento achei que ela fosse vomitar. O homem se virou para mim e disse:

- Por acaso, alguma vez limpou esse armário? – Sua cara não era muito diferente da dela.

- Não. Eu não o uso. Uso apenas meu quarto, sala e cozinha, e o banheiro óbvio. – Disse calmo.

- Não tem nada demais aqui. – A mulher disse. – Só um homem solteiro em uma casa nojenta. – Ignorei seu comentário.

- Deve ser chato ter perdido o sábado com o seu marido, — Apontei o policial ao seu lado. – para revistar a casa de um solteiro nojento.

- Ele não é meu marido. – Ela soltou e ele me olhou sério.

- Ah, achei que fosse. – Disse ingênuo. – Desculpe.

Eles saíram de minha casa com a conclusão de que eu era apenas um solteirão relaxado. As vizinhas, todas elas, estavam as suas janelas admirando a viatura branca. Encarei-lhes e mais uma vez entrei, subi as escadas e segui o corredor ao fundo.

- Ainda bem que você está bem escondida. – Disse sorrindo com prazer para a porta, que tinha a mesma aparência da parede ao lado e sua fechadura completamente imperceptível.

Incrível como as horas passam quando você está ocupado. Eu passei a tarde planejando como iria fazer a próxima colheita. Era a número 500, tinha que ser especial. Mais uma vez tomei um banho, arrumei os cabelos e fiz a barba. Saí de casa na mesma hora de sempre. 20hrs.

Estava de novo no centro da cidade me encaminhando para o bar quando a vi. A policial estava lá, sem farda e sendo apenas mais uma cidadã comum. Ela seguiu para uma rua mais ao sul.

Segui seus passos sem hesitar. E antes que ela pudesse gritar o pano umedecido já havia lhe deixado inconsciente. O carro não estava longe e ninguém caminhava pelas ruas escuras. Posta em meu ombro, a carreguei até o final da avenida e virei a uma rua no norte, a pus no banco traseiro do carro, completamente imóvel.

Dei a partida e sem me preocupar se ela cairia no banco de trás. Parando em umas mínimas sinaleiras eu cheguei em um tempo razoável em casa. Entrei de ré com o carro, não arriscaria que essas vizinhas fuxiqueiras vissem alguma coisa. Tudo o que eu menos queria agora era a policia na minha casa todas as manhãs.

Levei-a direto para o andar de baixo, a caverna e o local de colheita. Era um acréscimo a coleção, o tão esperado 500, enfim consegui fazê-lo ser especial. Uma policial casada que tem um caso com seu parceiro de trabalho, muito interessante. A aliança era de ouro branco com o nome do marido gravado. Todos esses homens deviam me agradecer pelo que faço, salvo suas vidas.

Servi uma xícara de café e voltei para o meu quarto, peguei a caderneta e lá pus “Carolaine – 500”.

Notas finais
O que vocês acham que o Nathan coleciona ???
Gostaram? Mereço Reviews ?
xoxo'