Notas iniciais
uhuuu.. voltei :3

Pensei que teria que quebrar alguma parede para aumentar o espaço do quarto. Acabou que pus algumas prateleiras a mais e tudo está resolvido. Pelo menos até o fim deste ano. Eu não havia saído no ultimo fim de semana.

Tive de trabalhar o dobro para resolver as contas do escritório. O carro estragou e estava na oficina. Acabou que perdi a colheita de dois dias e precisava recuperar isso.

Estava pronto para sair quando a campainha soou pela casa. Arqueei uma sobrancelha e caminhei até a porta. Não podia ser a policia de novo.

E não era.

Quando abri a porta uma figura baixa se encontrava ali. Cabelos esbranquiçados e o rosto marcado por rugas. Em uma das mãos uma mochila média. Estava vestida com um vestido simples floreado. Um sorriso tomava conta de seu rosto.

- O que faz aqui? – Franzi o cenho.

A Senhora me empurrou de lado e entrou. Olhou a casa com uma certa cara de nojo. Se virou para me encarar mais uma vez. Eu ainda estava parado na porta, completamente atordoado.

- É assim que trata a sua mãe, Nathan? – Ela deixou a mochila sobre o sofá.

- O que a trás aqui? – Fechei a porta e cruzei os braços sobre o peito.

- Vim visitar o meu filho. – Ela sorriu.

- Eu estava de saída. – Disse lhe encarando.

- Muito bem. Estava. – Se dirigiu ao sofá e sentou.

Parei atrás do sofá e ela me encarou. Olhou para a mochila e em direção das escadas superiores.

- Leve para o quarto de hospedes. – Ela disse.

- Não tenho quarto de hospedes. – Disse.

- Como não? Você pretendia se casar com Kathy, teriam filhos, tinha que ter um quarto a mais. – Ela cruzou as pernas.

O nome de Kathy fez com que um fervor subisse pelo meu corpo. A raiva me consumiu. Cerrei os punhos e caminhei até a cozinha. Peguei um copo d’água e tomei em um único gole

Minha mãe permanecia imóvel no sofá. Olhando a casa com certo receio.

- Se acha aqui nojento demais, vá para um hotel. – Apontei a porta.

- O que há com você, Nathan? – Ela se levantou e parou a minha frente. – Não era assim.

- Bem, nos últimos oito anos na qual não me visitou eu mudei. Sabe. Ficar sozinho. – Sentia o sangue correndo rápido em minhas veias.

- Pois vou ficar, e vou dar um jeito neste lugar. – Ela olhou ao redor mais uma vez.

- Por que está aqui afinal? – Respirei fundo.

- Queria ver meu filho, saber como estava. – Ela passou a mão pelo meu rosto.

- Ótimo, pode ficar no sofá.

- Nathan, acho melhor você ficar no sofá e eu com sua cama. – Ela sorriu.

- Pois eu não acho. – Subi as escadas com passos pesados.

Fui até meu quarto e peguei um travesseiro e uma coberta. Desci mais uma vez e pus ambos no sofá. Segui para a cozinha e servi um café. Voltei a sala e ela estava atônita me encarando.

- Vou dormir, meu quarto é a segunda porta. – Apontei o topo das escadas. – Caso precise de algo, estarei lá.

Subi para o quarto e soquei a parede. Duas semanas sem nenhum acréscimo. Isso era ruim, terrível. Péssimo. Minha cabeça latejava. Cerrei os punhos mais uma vez e as juntas ficaram esbranquiçadas. O que me restava era dormir e esperar que no dia seguinte ela fosse embora.

O dia seguinte chegou e minha mãe continuou em minha casa. Assim como no dia seguinte àquele. Eu havia saído na segunda para trabalhar e quando cheguei estava tudo arrumado. O sofá estava limpo. O chão estava polido. Não havia pó sobre os moveis.

Quando cheguei ao andar superior encontrei minha mãe em meu quarto. Usava um avental branco sujo. Tinha um pano em mãos. O quarto estava mais limpo do que nunca. Não me lembrava se um dia tivesse o visto neste estado.

O que me preocupou com toda essa faxina foi se minha mãe havia encontrado minha caderneta, ou até mesmo a chave do quarto ao fim do corredor. Mas parece que não.

Eu ainda não entendia o que a visita repentina dela significava. Faziam mais de oito anos que eu não havia, até pensei que estivesse morta. Quando me viu ela pareceu surpresa. Larguei a maleta de trabalho em cima da cama e lhe encarei.

- Por que limpou tudo? – Perguntei.

- Como consegue viver aqui, sua casa...

- Exato, minha casa. – Lhe interrompi. – Não quero ela limpa, gosto dela assim.

- Deixe de ser teimoso, Nathan. – Ela largou o pano e tirou o avental.

- Apenas me diga por que está aqui.- Elevei a voz.

Ela parecia nervosa.

- Sua vizinha me contou que a policia bateu à sua porta. Fiquei preocupada. – Ela tinha olhos piedosos.

- Argh. Por que essa gente não cuida da própria vida? – Virei irritado e saí do quarto.

Fui até o banheiro e lavei o rosto. A água gelada fez com que a quentura de meu rosto pela raiva diminuísse. Olhei-me ao espelho. Eu estava com os olhos inchados e cansados.

Desci as escadas e abri a porta. Peguei a chave do carro e fui até o bar mais próximo. Quando cheguei, sentei ao balcão. Pedi uma dose de Whisky e então olhei o recinto.

Naquele momento eu sabia que havia algo mais que minha mãe escondera. E eu estava olhando para ela. Os mesmos cabelos, os mesmos olhos. Só não sabia exatamente o que queria aqui. Na minha cidade.

Seu olhar se fixou em mim e seus olhos se arregalaram. Fechei os punhos e estreitei os olhos. Dessa vez não era nenhum engano. Aquela era Kathy. Estava a menos de dez passos de mim. Completamente assustada.

Notas finais
Eu não gostei muito desse capitulo, ficou meio sem nexo.
Mas é isso aí.
Acho que não vão haver muitos capítulos depois desse. Talvez até mais um, só.
Mereço reviews?
xoxo'
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.